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Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!

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Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!

Para mim, ou "para o outro"?

Como é que uma pessoa faz a coisa certa, e o sentimento com que fica é de tristeza em vez de satisfação?

 

A resposta encontrei-a à bem pouco tempo. De facto há uns anos, eu pensava que devia fazer bem aos outros, para ser boa pessoa, para ser boa amiga. Assim, sempre que fazia alguma boa obra orgulhava-me de o ter feito e sentia uma enorme satisfação.

 

Por outro lado, nas coisas mais significativas  que fiz nunca em momento algum me senti " a maior". Ora a contradição de tudo isto fez com que aos poucos conseguisse ver a tal linha que separa a caridade da caridadezinha. Quantas vez eu fiz a segunda em vez da primeira? Muitas, infelizmente.

 

Cada vez que dei uma roupa que já não me servia a alguém, cada vez que dei o que me sobrava, cada vez que me senti orgulhosa de contribuir para alguma "causa". Uma série de vezes, portanto.

 

Poucas foram as vezes em que, desprendida de orgulhos e munida de humildade ofereci aquilo que me fazia falta, ou fui ao encontro de alguém quando pecisava desse tempo para outras coisas, quando foi então que fiz alguma coisa e senti, no final, uma dor tão forte no coração em vez de uma alegria imensa?

 

É um bom exercício que tenho feito: considerar zero tudo o que faço só para me sentir bem, afinal não o estou a fazer pelo "outro", mas para mim mesma! Não estou a fazer o bem, apenas a alimentar o meu ego...

 

Se imaginar duas caixas vazias - uma para a verdadeira caridade outra para a caridadezinha e, por cada "boa obra" que já fiz, me questionar se o fiz por mim ou pelo outro, qual a caixa que enche primeiro? Pois é, a verdade custa sempre muito a admitir... certamente que poucas foram as vezes em que aquilo que fiz foi totalmente desprovido daquela sensação de superioridade perante os outros e foi feito com dor e humildade...

 

Acho que já vai sendo altura de deixar de falsos moralismos e falsas obras de caridade... preciso de encher a minha caixa da caridade com verdadeiras obras em favor dos outros!

 

 

 

DSCF6073.JPG

 

 

Noutra ocasião estava Jesus sentado no templo, em frente da caixa das ofertas, e observava como o povo lá deitava dinheiro. Muitas pessoas ricas deixavam grandes esmolas. Nisto, chega uma viúva pobre e põe na caixa duas moedas de cobre com pouco valor. Jesus chamou os discípulos e disse-lhes: «Fiquem sabendo que esta viúva pobre deitou mais na caixa do que todos os outros. Eles deram do que lhes sobejava; ela, porém, na sua pobreza, deu tudo o que tinha para viver."    Mc 12 41:44

 

 

Boa semana!

 

 

 

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