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Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!

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Da minha ida a Lisboa (ao médico)

 

- A viagem de ida foi num expresso, bastante cheio por sinal, com imensas pessoas que seguiam viagem para mais uma ida ao IPO. Histórias de luta e de coragem... histórias de sofrimento e de resignação, histórias de entrega e de perda... acima de tudo histórias na primeira pessoa. Como podia eu confortar alguém que me diz "Olhe menina, chegamos a uma idade em que já não vale a pena o sofrimento, desta vez não vou fazer mais nenhum tratamento, tenho 72 anos e já ando nisto há 12..."?

 

- À chegada ao terminal, muitas mulheres estrangeiras a pedir, uma delas disse que não queria dinheiro, bastava alguma coisa para matar a fome... a única coisa que consegui fazer foi abrir a mochila e tirar as bolachas que levo sempre para comer, não tinha mais o que dar... nem o que dizer...

 

- Nas viagens de metro, as pessoas comportam-se como se todos os outros à sua volta fossem invisíveis. Não pedem licença para passar, não se olham nos olhos, não largam os telemóveis ou os livros. "Entram mudas e saem caladas"... nem um sorriso, nem uma palavra...

 

 - Nas viagens de autocarro em pleno espírito "bairrista" o condutor já conhece a maioria das pessoas, fala-se do que será o almoço, da filha que está na escola, do emprego, da operação que nunca mais chega... no final da viagem há sempre um "bom trabalho" e "bom dia"!

 

Observar as pessoas, interagir com elas faz-nos ter a noção de tantas coisas que normalmente não damos conta... ontem vi muita gente só, muita gente aborrecida, cansada... também vi muitas crianças alegres por verem os pais e os avós à saída das aulas!

 

Ouvimos muito falar da crise económica no nosso país, mas a crise social, essa parece-me muito maior... o isolamento físico e psicológico, as más condições no trabalho, famílias afastadas... é urgente dar um passo para combater estas coisas que vão destruindo a vida à minha volta, e isso é um trabalho constante... e não de apenas um dia ou uma hora!

 

 

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