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Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!

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Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!

Pequenos passos

No sábado estivemos em retiro. Foi um retiro diferente, talvez o mais importante de todos em que estivemos presentes. Durante todo o dia tentei absorver o máximo em especial do ensinamento do senhor bispo, e mais do que isso, da conversa sobre o movimento famílias de Caná.

 

Durante o pequeno debate pudemos colocar as nossas questões e dar a nossa humilde opinião sobre cada um dos vários aspetos. E um deles sobressaiu de forma quase espontânea. A "obrigatoriedade" do cumprimento das seis bilhas. De facto para uma família que sempre viveu com a maioria destas premissas é bem mais fácil. Para quem, como eu, passou do nada ao tudo é de facto uma caminhada exigente. Se juntarmos a isto a vivência de aldeia, torna-se ainda mais exigente.

 

Caminhadas exigentes são boas, porque nos obrigam a superarmo-nos em cada passo, mas se forem demasiado exigentes caímos no risco de perder tudo. 

 

Disse o senhor bispo e muito bem, que a família é a segunda coisa mais importante nas FC, sendo que Deus é a primeira. Ora, no meio de tudo aquilo a que me proponho fazer, em que lugar coloco então as duas coisas mais importantes? Será, que tal como os fariseus também eu me preocupo em cumprir as normas e deixo de lado o amor? Será que estou a regredir 2.000 anos? Começámos a casa pelo telhado e isso não pode acontecer, porque as seis bilhas são o caminho, não são a meta... Ah... como não percebi isso antes?

 

Que tempo dedico eu à minha família, e não contam todas as obrigações de fazer comidas e limpezas... tempo, tempo para brincadeiras, tempo para jogos, conversas? E o meu marido? O meu melhor amigo, quando tempo passamos realmente juntos? Como um só? Será que palavras como "tempo de casal" e "tempo de família" estão a ser substituídos por "tempo pessoal" e "caminhada pessoal"? Parece-me que eu em primeiro lugar está a tornar-se demasiado evidente... e isso troca as prioridades! 

 

Setembro é um excelente mês para nos reorganizarmos. Para nos focarmos novamente no mais importante, para nos redescobrirmos enquanto pessoas individuais, enquanto casal e enquanto família. Só uma família coesa, forte, amada pode fazer espelhar o rosto de Deus, só uma mãe feliz, atenta, compassiva, solidária e acima de tudo amiga pode representar a Mãe.

 

Quando a nossa vivência familiar se aproximar mais e mais de Deus, as seis bilhas não serão uma imposição, serão sim gestos de amor!

 

Não vou voltar a dizer que falhei muito, porque isso era olhar para o passado e ficar presa nele. Só posso dizer que estou pronta a recomeçar, a "olhar com olhos de ver", porque aquilo que todos procuramos, não está num pote de ouro no fim do arco íris, está na nossa casa, no nosso coração.

 

 

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