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Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!

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Plano de recuperação

Hoje quero falar da luta que é em cada ano lectivo quando os nossos filhos não gostam de ir à escola.

 

Todos os dias eles vão para a escola, escutam os seus professores (ou fingem que escutam), trazem trabalhos de casa para consolidar a matéria dada e para ver se realmente compreenderam o que se passou naquele pedaço de tempo em que o professor esteve a dar o seu melhor.

 

Sei desde há seis anos que os programas escolares não são acessíveis a todos, sei que existem alunos que não conseguem assimilar o mesmo do que os outros, ou para que isso aconteça, precisam de trabalhar mais. 

 

Mas chega-se a um ponto, normalmente para o final do ano, em que o desgaste começa a ser maior, o desanimo abate-se sobre o aluno, o entusiasmo dá lugar à desmotivação... e é a desgraça total.

 

Se a vontade é nula, há pouca coisa que se possa fazer... por mais que em casa a mãe ou o pai tente estratégias para que o filho se esforce se ele não tem mesmo vontade nenhuma, o que fazer? Dias, semanas e meses a lutar e do outro lado zero esforço, o que fazer?

 

Desistir.

 

Sim, a vontade é mesmo desistir.

 

Pensei bastante antes de escrever este texto, mas se me proponho ser verdadeira tenho de escrever também sobre as minhas falhas enquanto mãe e educadora. Não é facil admitir por escrito que tenho dias em que atinjo o limite da paciência, procurando afastar-me dos problemas e tendo como primeiro pensamento desistir.

 

Foi o que me aconteceu num dia da semana passada. Cheguei a um ponto em que disse: "Se tu não queres estudar, faz como quiseres. Eu não quero saber mais da escola."

 

Confiante da minha decisão, de que pelo menos por uns dias ia abanar a inércia que se apoderou da Margarida, continuei na "minha".

 

Mas este sábado uma grande ajuda estava à minha espera à distância de um "clique". Não sei bem como, mas desconfio que esse texto foi escrito para pessoas como eu. Mães que perdem a cabeça, que dizem disparates, mães que querem ser boas mães e que muitas vezes se deixam vencer pelo cansaço e quase caem na tentação de ignorar e seguir o caminho mais fácil.

 

Muitas mães e não só estão nesta hora a condenar o meu comentário, algumas estão a tentar compreender o que é querer lutar e encontrar sempre uma "parede" do outro lado que não responde ao desafio, e poucas mães sabem aquilo que senti e que me fez dizer o que disse.

 

Ontem foi então dia de, mais uma vez, recomeçar.

 

Preparar aquilo a que eu chamei um plano de recuperação. Sei que vou ter de insistir muito, dia-a-dia, semana a semana, sei que as fichas que imprimi, que as folhas de apoio e os horários não vão servir para nada se do outro lado a vontade continua a ser zero.

 

Mas pelo menos tentei.

 

Até ao fim.

 

E que Deus nos ajude.

 

 

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