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Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!

Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!

Primeiro o mais importante

Este é o 3º Hábito das famílias altamente eficazes. Depois do primeiro e do segundo e depois de um intervalo de tempo considerável voltei ao estudo deste livro para tentar adaptar algumas das ideias cá em casa.

 

As prioridades na minha vida têm mudado ao longo dos tempos, desde o namoro, ao curso, ao casamento, às filhas e ao trabalho... uma das perguntas que mais me irritava quando ia a uma entrevista era: "o que considera mais importante: o trabalho ou a família?" Como pode uma pessoa escolher entre a sua realização pessoal e a sua realização profissional? 

 

Ao longo dos tempos tenho tentado (como a maioria das mães que trabalham fora de casa) que embora não esteja sempre presente, consiga estar o máximo de tempo possível focada nas coisas da família. Não tem sido fácil, mas também não tem sido uma coisa de equilibrista daquele circo famoso que agora não me ocorre o nome!

 

No início deste capítulo está uma afirmação muito interessante que diz: «No fim a vida ensina-nos que o mais importante é a família». E realmente depois de termos trabalhado anos e anos, se não tivermos semeado boas relações familiares vamos acabar por ficar sozinhos... e isso é assustador!

 

Diz aqui, e cada um de nós o pode reconhecer, que o papel dos pais é fundamental e nada o substitui, é através de nós pais que os filhos aprendem a viver segundo alguns valores e de determinada forma. Nós sabemos que tipo de educação queremos dar às nossas filhas, no entanto quantas outras coisas e ideias erradas se atravessam e tentam "entrar" naquilo que nós consideramos certo? É preciso algum discernimento para entender no meio da confusão onde estão os valores da nossa família, daí a nossa declaração de missão, já emoldurada lá em casa.

 

 

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Uma das coisas fundamentais que não posso mesmo esquecer-me enquanto mãe é ensinar as minhas filhas a desenvolver a sua consciência, para que saibam escolher o que é certo e não aquilo que todos acham correcto, esta ideia fez-me recordar de um texto que li no blogue Catholic all year, e no meu desabafo do outro dia, provavelmente estava a ver a coisa pelo lado errado, a nossa família é especial, somos como somos, somos assim, somos felizes e isso é o mais importante para nós!

 

Mas o grande segredo deste capítulo vem já a seguir:

 

"Ter definido e respeitar em cada semana o tempo de família!"

 

O tempo de família não é mais do que, aquele bocado do nosso dia ou da nossa semana, em que juntamos toda a família para realizar uma actividade em conjunto. Basta então que no dia y à hora x, TODOS larguem o que estão a fazer e se juntem numa das divisões da casa ou no quintal e passem algum tempo juntos!

 

Parece fácil, mas não é. Tentar que todos larguem o que estão a fazer por exemplo no sábado à tarde/noite é capaz de ser frustrante no início, mas se todos virem ao fim desse tempo os benefícios que daí levam, na semana seguinte nem deve ser preciso chamar! 

 

Os nossos tempos de família não têm necessariamente uma hora marcada, mas acontecem algumas vezes na semana, talvez não sejam tantos como eu gostaria, mas estamos no bom caminho.

 

Para quem ainda não sabe muito bem como ocupar este tempo aqui vão algumas sugestões do autor, que eu adaptei ao meu estilo...

  • Planear uma festa ou acontecimento familiar como aniversários, Natal, Páscoa, festa da alegria...
  • Ensinar alguma coisa nova aos filhos (algo divertido, uma experiência, como se faz um queque ou como agora se usa cupcacke);
  • Tentar resolver um problema (como as folhas acumuladas no chão do quintal que não saem de lá sozinhas...)
  • Fazer actividades do tipo "palhaçadas" e cantorias desafinadas ou então uma passagem de modelos...
  • Jogar a um jogo de tabuleiro (com ou sem batotas...), ao berlinde também serve...
  • Fazer um projecto artístico (nem que seja um teatro improvisado), pinturas tipo Picasso...
  • Ir tirar fotografias nas redondezas ou tirar fotografias engraçadas uns aos outros...há muito por onde escolher...

 

Estes são os tempos que os nossos filhos hão-de recordar com carinho e saudades, este é o grande presente que lhes podemos oferecer, daqueles presentes que não exigem mais do que o nosso tempo e a nossa total disponibilidade!

 

 

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