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Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!



Terça-feira, 18.11.14

Prioridades...

 

Conversa com a filha mais nova uma semana depois de começar a escola:

 

- Posso ir a casa da Leonor C.?

- Tenho de combinar com a mãe dela, e tens de te portar bem.

- Sim, eu porto-me bem.

 

(... alguns dias depois...)

 

- Mãe, a mãe do Martim F. vai ter um bebé, é um menino, assim ele vai ter um mano!

- Boa!

- Mãe quando é que temos um mano ou uma mana?

- Não pode ser já, mas um dia... quem sabe...

- Tenho de me portar bem não é?

- Sim tens de te portar bem, senão a mãe fica maluca da cabeça... com as tuas birras, a preguiça da Gui e um bebé...

- Hum...

 

(...mais uns dias depois...)

 

- Olha mãe estive a pensar melhor e já não é preciso um mano, estou a portar-me bem, vou antes a casa Leonor C., pode ser?

- ???!!!??

---

E pronto arruma-se o assunto...

Na verdade quando somos crianças a nossa noção de vida, de tempo, de espaço, de prioridades é tão simples. Quando crescemos começamos a racionalizar as coisas de tal forma que, tomar uma decisão nos leva a reflexões profundas, e quando damos conta já passou a oportunidade de sermos felizes... 

A última vez que tomei uma atitude espontânea na vida... a última "loucura" que cometi, a última decisão tomada "na hora"... apenas confiando e seguindo os meus instintos foi realmente a minha escolha em ser mãe da Gui, e em engravidar nessa altura também... há muito tempo que me tornei a "maria das listas", tudo tem de ser programado para não falhar, tudo tem de ser pensado com calma... às vezes até me irrito a mim própria... onde está a liberdade espontaneidade da minha vida?

Ainda me lembro no ano passado num sábado à noite o meu marido me disse "vamos à Serra da Estrela amanhã cedo", ia-me dando uma coisa, não tinha nada preparado... O que íamos levar vestido? E as meninas? E a que horas íamos? E a que horas voltávamos? Enfim, fomos e divertimo-nos, claro!

Normalmente é sempre o Pai quem faz os desafios..."vamos ver os aviões, vai estar lá o Júlio Isidro"... e vamos... e divertimo-nos...

DSCF3034.JPG

 

«Qual de vós, por mais que se preocupe, poderá prolongar um pouco o tempo da sua vida?»

MATEUS 6:27

 

 

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por Olívia às 06:00


7 comentários

De Vasco a 18.11.2014 às 10:12

Até a mim fez-me bem essa lufada de ar fresco na forma de pensar da filhota
Obrigado pela partilha!

Mas Mateus e as crianças parecem-me corretos. Cá em casa, enquanto ainda tinha pai na sua plenitude, todos os melhores momentos, em família, foram exatamente assim "decididos", tal e qual como o seu marido faz. Mas há a referir que eu e a minha mãe somos poços de ansiedade crónica. Talvez também ele o fosse, escondendo-o por "ser homem", à semelhança do que muito fez com os traumas da guerra colonial. A verdade é que sempre que algo era planificado, tudo saia mal.

De Olívia a 18.11.2014 às 10:52

É interessante quando dizemos que algo planeado saiu mal... talvez as nossas expectativas é que eram demasiado elevadas, quando eu saio em passeio de "improviso" as minhas expectativas são apenas: será que vai correr bem? e pronto tudo o resto é um extra... quando faço mil planos há sempre coisas que não correm bem, afinal o factor surpresa ajuda-nos a focar no importante!!!
:)

De Vasco a 18.11.2014 às 12:38

O problema está quando prevalece o factor "ansiedade". Algo que sempre nos foi transversal: no meu pai com os tão pouco falados e estudados traumas de guerra, no início de vida de casados, com a deficiência e morte do meu irmão, que viveu um ano; na minha mãe, o sofrimento desse ano de vida completamente impotente, passados dois anos, a nova gravidez de risco e os problemas que ainda dei, ao levantar o véu para eventuais deficiências durante os primeiros anos de vida. Curioso, e só agora nisso estou a pensar: se tudo aquilo que os médicos me apontaram fosse verdade, para além de marcas, reflexos na minha aprendizagem, por exemplo, existiriam. Ou seja, certamente, sendo a minha mãe a pessoa humilde do campo, cheia de medos em relação à cria, com o marido na Alemanha, nos tempos em que a emigração valia a pena, muitos deles ter-se-ão aproveitado da falta de conhecimentos científicos... Ai,... prefiro nem continuar nesta linha de raciocínio tão lógica. Com o que tenho visto, num hospital distrital, ao acompanhar a morte lenta e tão sofrida do meu pai e outros doentes, já nada me espanta. O ser humano é capaz de coisas horríveis por dinheiro!!! Acredita que, estando o meu pai num quarto com pessoas à espera da "viagem", logo sem reação, que quase, ou não, comunicam, por exemplo, lhe roubaram, os óculos graduados e o telemóvel? Um telemóvel simples, engraçado mas não um smartphone. É de ficarmos... Psicologicamente, desde que vi o meu pai, na passada quinta, ainda não encontrei o equilíbrio. Mas não apenas por ser meu pai. Como podem existir pessoas capazes de tamanha insensibilidade?

De Vasco a 18.11.2014 às 12:39

E eu já me perdi a escrever.
Desculpe

De Olívia a 18.11.2014 às 18:11

:) não há problema!!!!

De Rute Almeida a 19.11.2014 às 13:58

Conheço muitas mulheres que dizem que gostariam de ter mais um filho mas que agora já é tarde, pois o tempo passou... sabes, Olívia, Deus realmente precisa de mais crianças para rezarem. Os nossos filhos são em primeiro lugar de Deus e Ele nunca deixará que lhes falte nada se vivermos com fé. Quando tinha só o Gabriel também achava que devia ser muito complicado ter três ou mais filhos, mas na verdade nós pensamos assim porque nos esquecemos que eles vão crescendo e começam também a participar em tudo, na verdade gera-se uma grande equipa de trabalho lá e casa Claro, que também há dias complicados, mais difíceis, mas temos de descomplicar tudo, não dar demasiada importância aos altos e baixos e agradecer por termos saúde e força para os corrigir e educar! Ter três ou mais filhos da mesma idade isso sim é mais trabalhoso, de certeza! Sabes, o tempo passa e se não agarramos as oportunidades únicas que temos mais tarde nos lamentaremos por isso! Força e lembra-te que Deus precisa de mais crianças que o amem e adorem... Um beijo apertado para a vossa linda família

De Olívia a 19.11.2014 às 15:08

Obrigada pelas tuas palavras Rute, sei que és uma boa mãe, cheia de amor para dar e isso também se vê nos teus filhos!!!!
Beijinhos grande aí para casa!

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