Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!



Sexta-feira, 13.02.15

Quando a alegria nasce da tristeza

Há umas semanas fiquei a saber da história da menina que engravidou na secundária, motivo de conversas pelas esquinas e nas pastelarias, minimercados etc, etc... comovi-me com o facto de que a avó do bebé dará assistência a esta filha da mesma forma que tem dado aos seus (12) filhos e restantes netos.

 

Em Dezembro nasceu então o pequeno Vicente, e descobri que a tia da mamã é uma rapariga com quem falo muitas vezes, contou-me ela que espera que a sobrinha volte à escola, que tem tido muita ajuda da mãe, ela que era uma rapariga toda desenrascada agora está receosa de não ser uma boa mãe! 

 

Ah quantas preocupações não tem uma mãe? Quantas angústias? Quantos sonhos? Quantos medos? Quantas criticas ouve? Quantas pessoas se dispõem a ajudar? Ser mãe aos 16 anos nem sei como será... disse-me a tia dela que foi mãe aos 17, antes da sua filha nascer o namorado arranjou uma namorada nova e disse «desenrasca-te e não contes comigo», por entre lágrimas contidas dizia-me ela «sofri muito para ter dinheiro para o leite dela, as minhas amigas passavam por mim na rua e viravam a cara... afinal eu tive de trabalhar a varrer ruas para ter dinheiro para comer...hoje tenho uma vida organizada, mas sofri muito, se não fosse pela minha mãe, nem sei como seria».

 

Quantas vezes não sou eu uma destas vozes que só sabem criticar e mandar "postas de pescada" daquelas que não se comem e que caem mal a quem as ouve, quantas vezes não viro a cara para o lado só para não ver? Também eu fiz a pergunta «e o pai?» também eu ouvi a resposta «a família dele ainda não veio ver o bebé... apenas ele o viu no hospital uma vez»... serei eu capaz de não criticar nem um nem o outro? Ou já tenho uma teoria a apresentar?

 

 

Diz-nos Jesus que amar quem é nosso amigo e nos trata bem também o fazem os gentios! Sou eu cristã apenas para parecer bem e depois na hora de fazer a diferença fico apenas nas intenções ou faço realmente alguma coisa? Há uns tempos, quando ainda ia ao facebook fiz parte de um grupo que ajudava grávidas em dificuldade, cheguei a enviar muitas roupinhas que ficaram da Maria, e não me arrependo nada. Tudo o que tinha ou foi dado para a "Ajuda de Mãe", "Banco do bebé" ou está distribuído por uma prima (o que era verde, azul, bege) e o que era rosa está na minha comadre :) para a minha afilhada. 

 

Vendo as dificuldades desta mãe resolvi fazer uns telefonemas e consegui um saco com roupa de menino, já está entregue e hoje provavelmente alguma já foi babada, amarrotada e suja pelo Vicente! Que alegria! Muita desta roupa regressará aqui à base, aliás algumas das mais pequeninas já estão novamente aqui guardadas para quem precisar!

 IMG_20150211_152511.jpg

 

 

Fiquei a saber pela Teresa de uma iniciativa que ainda não chegou aqui à nossa cidade, mas que vale a pena partilhar:

O Manual de Bioética para Jovens.

 

 

Assim que tenha um tempo livre vou imprimir e vou mostrar à Margarida, depois vou guardar lá em casa, afinal o saber nunca ocupou lugar!

 

 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Olívia às 06:00


1 comentário

De Vasco a 14.02.2015 às 00:02

Com a informação transmitida na escola, como podem existir namorados assim? Como terão sido educados? Afinal, para eles, uma vida não tem qualquer valor. 

Comentar post



Mais sobre mim

foto do autor


Pesquisa de temas

Pesquisar no Blog  

calendário

Fevereiro 2015

D S T Q Q S S
1234567
891011121314
15161718192021
22232425262728


Frases nossas

«Mais do que um processo judicial ou burocrático adoptar é amar uma criança e torná-la nossa filha»

Fale connosco através de

olivia.adocao@sapo.pt