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Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!



Terça-feira, 17.03.15

Quando deixamos de acreditar

Estive a olhar para a última semana deste blogue e fiquei a pensar nos textos que escrevi... e ao ler o texto da Sónia tenho de confessar que me senti como ela, a precisar de recomeçar, de me organizar e de seguir o meu caminho.

 

Não me parece que esta semana vá ser a semana em que tudo vai voltar ao normal, mas prometi a mim  mesma que vou esforçar-me mais, vou parar, reflectir, rezar e agradecer mais. Preciso de voltar às minhas rotinas ainda que a Maria esteja com febre, a Margarida a habituar-se à psoríase e eu a tentar modificar alguns hábitos alimentares para me aproximar de uma vida mais saudável. Muitas vezes precisamos de certezas absolutas, de saber qual é exactamente a nossa situação e a partir daqui seguir em frente, não é fácil quando estamos habituados a tentar encontrar explicações lógicas e científicas para tudo, quando caímos na tentação de perguntar: "Porquê agora? Porquê comigo?" 

 

No fim de semana conversava com o Álvaro sobre todas estas mudanças que vão acontecendo connosco, com as nossas filhas, nos nossos trabalhos, nas nossas relações com os outros, e chegamos à conclusão de que Deus nos ama, e nos dá em cada momento "armas" e instrumentos para conseguirmos ultrapassar as nossas dificuldades, as nossas dúvidas... o complicado é vê-las com os olhos da fé, e não com os olhos ansiosos e humanos que tantas vezes não nos deixam encontrar as soluções que precisamos!

 

Encontrei este conto que reflecte exactamente o que sinto, por vezes é preciso acreditar nos nossos instintos, seguir as nossas ideias, confiar em Deus e lutar pelo que queremos:

 

Conto:

 

«Um homem tinha-se perdido no deserto. Esgotada a provisão de alimentos e de água, arrastava-se dolorosamente nas areias quentes. De improviso, viu diante de si palmeiras e ouviu o murmúrio da água.

Ainda mais desanimado pensou: «isto é uma miragem. a minha fantasia projecta diante de mim os desejos mais profundos do meu subconsciente. Na realidade, não existe nada. Sou um homem culto e sei destas coisas!»

 

Sem esperança, delirando caiu sem forças ao chão. Pouco tempo depois, passaram dois beduínos. O pobre homem já estava morto. Disse o primeiro:

 - Não percebo, tão perto do oásis, com água a dois passos e as tâmaras quase a caírem-lhe na boca! Como é possível que tenha morrido?

Sacudindo a cabeça disse o segundo:

 - Era um homem culto, um homem moderno...»

 

O objectivo deste conto não é estar contra a ciência, a ciência é um dom de Deus, quando bem utilizada salva vidas, ajuda as pessoas, auxilia-nos, mas a ciência não nos diz tudo... existem coisas belíssimas que a ciência não nos mostra! 

 

DSCF5190.JPG

 

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por Olívia às 06:00


2 comentários

De Elsa Valverde a 17.03.2015 às 08:29

Como eu te compreendo! Ainda ontem disse ao meu marido " Se não nos restar mais nada, pudemos sempre rezar"!
Um abraço para todos

De mãe de coração a 17.03.2015 às 14:13

certa vez, houve alguém que me disse, quando eu questionava "porquê eu, porquê comigo?", que estava a fazer a pergunta errada, a questão correcta é "porque não comigo?". Dizia-me também que tudo tem um motivo para acontecer e uma lição para aprender, a "ciência" é descobrir qual. O que me acontece muita vez é só depois de ter passado o momento, quando tudo volta "ao sítio" é que então percebo o verdadeiro porquê...não é fácil, mas acreditar ajuda muito!! Força!

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