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Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!

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Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!

Rumar contra a maré

Todos os dias tento rumar contra a maré, enquanto estamos dentro de casa tudo parece mais simples, mas sempre que colocamos os pés do lado de fora... tudo se complica! Ando há tempos para escrever sobre isto, mas não sei bem como... pois sei que a maioria das pessoas vai achar esta conversa uma verdadeira maluquice, mesmo correndo o risco de que isso aconteça vou terminar o texto...

 

Esta semana deparei-me com uns textos bem interessantes no blogue "Por Aqui e por Ali", que sigo com bastante atenção, mesmo sendo escrito por pessoas de outra confissão que não a minha, sei que vivem de forma semelhante à nossa aqui em casa. A mãe desta família, que se chama Ana Rute Cavaco tem também um outro blogue, que se chama "Alegria, Graça e Gratidão", também por lá passo muitas vezes... há sempre tanto para aprendermos uns com os outros!

 

Mas voltando ao tema do post de hoje, na maior parte dos dias dá-me a sensação que ando a rumar contra a maré, tentando educar as minhas filhas de acordo com os valores defendidos na nossa família, depois elas chegam a casa e "os outros foram", "os outros fizeram", "os outros têm", "os outros vêem"... uma infinidade de queixas, que eu tenho de ir explicando com calma o porquê de nós não sermos como os outros... e são textos como este e este, ou textos como este, que me dão um pouco de ânimo e de esperança... 

 

Afinal de que precisam as minhas filhas para crescerem? De televisão, telemóvel e computador? De verem programas com linguagem completamente parola? De estarem isoladas no quarto "a falar" no chat com pessoas que nem são quem dizem ser? 

 

 

Sobrevivi à febre dos One Direction, hei-de sobreviver à da Violeta... sobrevivi ao facto de na turma da Margarida ela ser a única sem telemóvel e sem estar no facebook até de madrugada e da Maria não ver desenhos animados desde que se levanta até à hora de deitar... tenho sobrevivido à geração que vai três a quatro dias por semana comer pizzas e hambúrgueres enquanto deixam a comida da cantina nos tabuleiros, apenas deixando que a Margarida fosse uma única vez com duas amigas comer uma tosta de galinha ali ao lado... já para não falar de ajudar em casa, que tem sido um hábito e que realmente sabe bem quando todos ajudam nas tarefas, mas ao que parece apenas alguns dos colegas delas o fazem... confesso que muitas vezes desanimo e tenho vontade de me deixar ir na corrente, mas tenho tentado manter-me firme aos meus princípios e não ceder às tentações...

 

Se é fácil? Pois não é... não... quem também está a passar pelo mesmo sabe que não é! No meio de tanta "oferta" tento encontrar um equilíbrio saudável, também não sou assim tão má, a Maria por exemplo tem uma camisola da Violeta (ela a bem dizer não sabe quem é a dita cuja, mas como todos gostam ela também gosta) que lhe deu a minha mãe, e a Margarida tem uns cds da tal banda juvenil que lhe ofereceu a minha irmã, também vêm televisão, mesmo não sendo tudo o que os outros vêem, tomara que um dia cresçam, que saibam fazer as suas escolhas conscientemente, que nunca lhes falte a determinação para defender aquilo em que acreditam, mesmo que com isso sejam "rotuladas" de diferentes, afinal todos nós, pais, queremos que os nossos filhos cresçam não só em estatura, mas também em sabedoria e em graça!

 

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