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Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!



Quinta-feira, 27.07.17

Se...

olhas para este blogue, para as nossas fotografias e pensas que somos uma bonita família, numa bonita casa, com filhas bonitas e uma gata bonita... pensa melhor...

 

Não existem famílias perfeitas, sempre "bonitas" mesmo que as imagens do facebook ou do Instagram nos queiram fazer acreditar nisso. A minha casa é exatamente como as outras. A minha família também. A família daquela tua amiga que está de férias nas águas quentes de um país tropical também. A da tua outra amiga que finalmente comprou a sua casa e já a decorou com todos os pormenores também. 

 

Ninguém é imensamente feliz em cem por cento do tempo.

 

Só os que já são santos e nem ligam a certos pormenores terrenos. Todos nós que continuamos a cometer aquelas falhas e erros temos momentos bons e menos bons, mas não fica bem ocupar um feed de notícias com três cestos de roupa para passar, com a areia dos gatos por limpar, com os lenços de papel amachucados em tempo de alergias, também não é bonito colocar uma fotografia do casal logo depois de uma discussão (todos as têm e se não têm a coisa vai mesmo mal), ninguém quer aparecer ao mundo naquela t-shirt de 1999 cheia de manchas, ninguém mostra as migalhas no chão depois de uma festa... mostram só a mesa num "antes" maravilhoso, mostram só os beijinhos e abraços, o vestido novo, a écharpe, o closet com todas as roupas alinhadas naquela fotografia que tornará imortal um acontecimento.

 

As pessoas têm medo, medo de ser julgadas pelo que são, pelo que sentem.

 

Eu também sinto isso.

 

Eu também sinto inveja das famílias perfeitas - mesmo sabendo que não o são - eu também fico triste por ver toda a gente divertida nas férias, ou por ouvir todos os relatos de férias fantásticas durante o verão, eu também me sinto inferior por não ser a mulher bem sucedida na sua carreira profissional depois de tanto investimento em estudos. 

 

Agora, eu não quero ficar presa a estes sentimentos mais do que o mínimo indispensável para sentir pena de mim própria, comer um chocolate ou uma bola de Berlim ali da pastelaria e seguir com a minha vida pequenina.

 

Eu não quero que este sentimento me corroa a alma até não restar mais nada a não ser a dor.

 

Eu não posso deixar que este sentimento esporádico se torne permanente. É por isso que procuro chegar ao fim do dia e agradecer o que tenho, o que sou, o que fiz. Se são coisas pequeninas paciência. Se são coisas desinteressantes aos olhos dos outros, não importa. São essas coisas pequeninas do tamanho de "um grão de mostarda" que eu quero no meu coração, porque eu sei que a árvore que nasce dessa semente pode um dia ser "a maior de todas as árvores do jardim". (Mt.13, 31-32)

 

 

 

 (obrigada V. L. por aquela pequena conversa no mensenger, este post 1000 dedico-o a ti!)

 

 

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por Olívia às 09:42


3 comentários

De Cá coisas minhas a 27.07.2017 às 10:47

Penso tudo isto.
Que bem me soube "ouvir" agora alguém na mesma sintonia.
Estava a precisar disto.

De Isabel a 27.07.2017 às 13:38

Não Olívia, não és única a pensar em tal! 
Mas, fora esse sentimento, no fds bem que podíamos comer uns chocolates e empaturrarmo-nos com umas bolas de Berlim! Parece tentador! ( e depois pensamos na malta "perfeita" que não faz desses disparates alimentares porque engordam).... 

De Alguém, algures a 30.07.2017 às 21:03

Pois não, não temos tudo. E o mundo todo, a Índia, o Nepal, o Sara e outros países de África? As meninas que não podem ir à escola, porque são do sexo errado e os homens ainda são os únicos?

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