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Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!

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Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!

Ser Família

No fim de semana passado, por mais do que uma vez, fizeram-se referências ao "ser família".

 

Quando se fala em ser família, naturalmente as pessoas associam à chamada família de sangue, quem segue este blogue sabe que para nós, a família é muito mais do que isso.

 

Quando me perguntam se somos família de "A" por causa de certas questões apetece-me responder com uma pergunta: "família de sangue, ou família afetiva?" sim, porque existem laços que se criam e que nada têm a ver com biologia, são laços de amizade, de cumplicidade. 

 

Perde-se tanto tempo a debater tantas questões sobre famílias que o mais importante vai sendo esquecido... posto de parte... às vezes parece que a família se destinou a ser um tópico numa "to do list" tal como comprar um carro, tirar um curso ou comprar um T3 e não um acto de amor que une as pessoas.

 

Querem tomar grandes medidas em favor da família, mas depois esquecem-se de que a maior parte dos problemas estão no próprio seio familiar, quantas pessoas não têm o suficiente para sobreviver? Quantas precisam de uma palavras de encorajamento, quantas se vêm a braços com problemas sérios e graves na educação dos seus filhos e não têm ninguém a quem recorrer? Quantas não baixam os braços e desistem de lutar pela sua família? Quantas não passam mal para que os filhos possam ter uma vida melhor?

 

 

Quantas famílias não cedem e se desfazem... levando a que os filhos sigam por caminhos complicados, entrando em tudo quanto é disparates? Desperdiçando a vida em busca daquilo que não podem ter em casa... ou fazendo com que estes filhos sejam acolhidos em instituições... as estatísticas não mentem. Nos últimos anos foram institucionalizados mais jovens (idade acima dos 14) do que crianças... porque será?

 

São os adolescentes e jovens que mais precisam da família, de toda a família incluíndo a família alargada aos amigos, mas também são eles que mais dificultam a vida aos que estão próximos!

 

Já ouvi dizer mais do que uma vez que cada qual que se aguente com os seus problemas, mas eu não consigo ficar indiferente, não consigo ignorar os problemas dos que estão próximos de mim... dessa tal família alargada! Podemos não fazer muito, mas se cada um de nós conseguisse fazer um pouquinho que fosse... talvez as coisas fossem mudando... penso que nisso o Movimento das Famílias de Caná também vai no caminho certo, apelando-nos a não fecharmos as portas da nossa casa e do nosso coração aos outros!

 

Ontem, depois de uma caminhada pelas ruas de Aveiro, na peregrinação do Jubileu das famílias, ao saberem que éramos de longe alguém perguntava: "Mas têm cá família?"

 

Depois de olhar em volta e ver os pequenos gupos de elementos das Famílias de Caná à conversa uns com os outros respondi:

 

"Sim, estas pessoas são da nossa família"

 

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