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Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!



Quinta-feira, 18.05.17

Serviço

Como Maria em Caná, as Famílias de Caná procuram estar muito atentas às necessidades materiais e espirituais das famílias que as rodeiam. Discernindo as situações de urgência em que “acabou o vinho”, as Famílias de Caná tornam-se “pessoas-cântaro” (Evangelii gaudium, nº86), oferecendo a todos o “vinho novo” de Jesus."(Aqui)

 

Ser boa pessoa é bem diferente de ser uma pessoa boa. E, ser bom às vezes não chega. Às vezes é preciso ser mais do que isso e eu queria ser sempre "mais"... e um dia percebi que não preciso de me afadigar e encontrar formas de serviço para ficar com aquela sensação de que fiz a boa ação do dia. Isso é muito pouco. Quase nada.

 

Enquanto eu encontrar motivo de orgulho nas ajudas que vou prestando a coisa está muito mal parada! Estar ao serviço não é fazer coisas para acrescentar a lista das minhas boas obras! É estar simplesmente disponível, humildemente presente, sacrificando até uma parte do meu bem estar porque existe algo mais importante do que eu: alguém que precisa de ajuda.

 

Descobrir isto, foi para mim, uma grande novidade... demorei praticamente três anos! Nos últimos tempos tenho vivido algumas situações que me têm feito crescer, e nos últimos dias, pude finalmente compreender o que é ser o "bom Samaritano", que ajuda sem olhar a quem o faz, que pensa no futuro assegurando-se de que a pessoa ficará bem e segue o seu caminho sem publicar isso nos noticiários (e na mercearia da esquina, ou no blogue do bairro)...

 

Estar atento ao que os outros precisam sem ser demasiado presunçoso é coisa para custar um bocadinho a alcançar... deixar de sentir "orgulho" por uma ação e sentir um aperto de dor é de certa forma estranho... ou então não, se recuarmos ao texto das bodas de Caná podemos ver que não está lá escrito:

"Maria, ao ver o primeiro milagre do Seu filho, e ao escutar os elogios do chefe da mesa ficou cheia de orgulho e disse junto das outras pessoas: fui eu que lhe disse para ajudar, o meu filho é o maior!" Espero não estar a cometer nenhuma falha grave fazendo este tipo de comparação, mas a verdade é que a recompensa pelas boas obras não a recebemos já. De nada vale fazer milhares de coisas para termos um grande portefólio de boas ações e depois ficar à espera de uma medalha!

 

Havemos de encontrar muitas oportunidades de estar ao serviço se realmente estivermos atentos... a começar pela nossa família e pelos que estão mais perto de nós!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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por Olívia às 09:15


2 comentários

De Outra a 18.05.2017 às 09:35

Muito verdadeiro Olívia. As oportunidades de ajudar estão tantas vezes à mão de semear, basta ir fazendo um pequeno gesto de cada vez.

De Marta a 18.05.2017 às 19:28

Olívia, o seu exemplo sobre Maria é divertido mas é bem verdadeiro! Também nesse momento Maria mostrou ser um exemplo de humildade (e não apenas na anunciação, como sempre nos lembramos). Maria certamente é uma "mãe babada", mas nunca quis andar aí a vangloriar-se :)

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