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Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!

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Sinto que estou a falhar

Este é o pensamento que mais me persegue nos últimos tempos. A minha mente consegue encontrar formas de ignorar certos pensamentos, assim que percebo o que aí vem, dispara o alerta e entro em modo "seguir em frente".

 

Eu sei que se parar muito tempo a pensar vou começar novamente a fazer o balanço das coisas - talvez seja mania de contabilista - como se na vida, tal como ela é - os débitos devam ser iguais aos créditos, se não for, algo se passou e é preciso encontrar a falha numa lista interminável de números perfeitamente alinhados.

 

Na verdade a expressão "pior mãe do ano" que uso com frequência numa espécie de piada quando por exemplo me esqueço que a Maria devia ter tomado banho mais cedo, ou que a Lúcia ainda não lanchou daí a sua impaciência ou que mais uma vez estava a exagerar nas chamadas de atenção à Margarida, parece muitas vezes tornar-se mais a sério do que era suposto.

 

Desde o momento em que ser mãe passou de uma teoria para a realidade - ainda que "escondida" dos olhares e da perceção dos outros - o pensamento "sinto que estou a falhar" dá muitas vezes o ar da sua graça, aparecendo sem ser convidado para fazer abanar toda uma estrutura mental que preparei desde a altura em que decidi ser mãe. E abana, abana, na tentativa de fazer estragos consideráveis, uma dúvida aqui, mais uma acolá e um dia uma pessoa quase que acredita que 90% do que de bom fazemos pode ser arrasado por 10% de "distrações", "más palavras" ou "más ações".

 

Daí que ter confiança naquilo que me tornei enquanto pessoa se reflete naquilo que quero ser enquanto mãe ajuda bastante. Isso e ter amigas que inesperadamente se lembram de me recordar que "visto de fora" até nem me estou a sair mal, e elas conhecem a nossa realidade, conhecem as minhas falhas e sabem que neste momento preciso desta palavra de alento. Fazem-no quase despercebidamente com um telefonema, uma mensagem, um email.

 

E é bom. É sempre bom saber que alguém está connosco mesmo estando longe, é bom saber que o "fazer quase nada por ti" é na verdade um sinal de muito já estão a fazer... 

 

Três coisas que tenho feito para afastar este pensamento e para conseguir superar esta fase:

  1. Parar de reclamar da vida. Uma coisa tão simples e que dá muito trabalho para implementar. Em tempos a frase que mais dizia era: Estou cansada. Seguida de um rol de insatisfações e de reclamações. Pois bem, deixei de reclamar e passei a usar a frase "Em tudo dai Graças", sim, em tudo nas coisas boas e nas más. Tem sido extraordinário ver a mudança que isto trouxe na minha vida.
  2. Depósitos na conta bancária emocional - sem sequer contabilizar a quantidade. Ou seja, antes costumava pensar que por ter feito um agrado ou um gesto para com alguém em seguida podia exigir que me devolvessem na mesma moeda - coisa que jamais funcionaria - hoje percebo o verdadeiro significado de "dar sem esperar nada em troca" e tenho feito um grande esforço por depositar nas contas emocionais da minha família tudo, tudo o que posso. No início foi complicado, mas agora faço-o com gosto, faço-o por amor.
  3. Escrever no blogue. Pensei em desistir. Sim, é verdade, mas não posso, não quero e não o farei. Escrever é uma forma muito boa de combater os maus pensamentos. Esta deveria ter sido a minha hora de almoço, hora de pausa, mas estive a escrever e sinto-me muito melhor por isso. Agora vou comer e depois vou brincar com a Lúcia que veio comigo hoje trabalhar!

 

 

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