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Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!


Quinta-feira, 27.07.17

Se...

olhas para este blogue, para as nossas fotografias e pensas que somos uma bonita família, numa bonita casa, com filhas bonitas e uma gata bonita... pensa melhor...

 

Não existem famílias perfeitas, sempre "bonitas" mesmo que as imagens do facebook ou do Instagram nos queiram fazer acreditar nisso. A minha casa é exatamente como as outras. A minha família também. A família daquela tua amiga que está de férias nas águas quentes de um país tropical também. A da tua outra amiga que finalmente comprou a sua casa e já a decorou com todos os pormenores também. 

 

Ninguém é imensamente feliz em cem por cento do tempo.

 

Só os que já são santos e nem ligam a certos pormenores terrenos. Todos nós que continuamos a cometer aquelas falhas e erros temos momentos bons e menos bons, mas não fica bem ocupar um feed de notícias com três cestos de roupa para passar, com a areia dos gatos por limpar, com os lenços de papel amachucados em tempo de alergias, também não é bonito colocar uma fotografia do casal logo depois de uma discussão (todos as têm e se não têm a coisa vai mesmo mal), ninguém quer aparecer ao mundo naquela t-shirt de 1999 cheia de manchas, ninguém mostra as migalhas no chão depois de uma festa... mostram só a mesa num "antes" maravilhoso, mostram só os beijinhos e abraços, o vestido novo, a écharpe, o closet com todas as roupas alinhadas naquela fotografia que tornará imortal um acontecimento.

 

As pessoas têm medo, medo de ser julgadas pelo que são, pelo que sentem.

 

Eu também sinto isso.

 

Eu também sinto inveja das famílias perfeitas - mesmo sabendo que não o são - eu também fico triste por ver toda a gente divertida nas férias, ou por ouvir todos os relatos de férias fantásticas durante o verão, eu também me sinto inferior por não ser a mulher bem sucedida na sua carreira profissional depois de tanto investimento em estudos. 

 

Agora, eu não quero ficar presa a estes sentimentos mais do que o mínimo indispensável para sentir pena de mim própria, comer um chocolate ou uma bola de Berlim ali da pastelaria e seguir com a minha vida pequenina.

 

Eu não quero que este sentimento me corroa a alma até não restar mais nada a não ser a dor.

 

Eu não posso deixar que este sentimento esporádico se torne permanente. É por isso que procuro chegar ao fim do dia e agradecer o que tenho, o que sou, o que fiz. Se são coisas pequeninas paciência. Se são coisas desinteressantes aos olhos dos outros, não importa. São essas coisas pequeninas do tamanho de "um grão de mostarda" que eu quero no meu coração, porque eu sei que a árvore que nasce dessa semente pode um dia ser "a maior de todas as árvores do jardim". (Mt.13, 31-32)

 

 

 

 (obrigada V. L. por aquela pequena conversa no mensenger, este post 1000 dedico-o a ti!)

 

 

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Terça-feira, 18.07.17

Mudar cá dentro #2

Aquele que é fiel nas coisas pequenas será também fiel nas coisas grandes"

Lc 16, 10

 

Eu queria ser fiel nas coisas grandes e ir deixando andar as coisas pequenas. Aquelas coisitas aborrecidas, monótonas, desinteressantes... essas eram para depois. É daqueles defeitos que uma pessoa tem e que com o tempo acaba por adotar como qualidade. Quebrar esta pequena barreira escolhendo sempre as coisas grandes é andar sempre a adiar e a ignorar mais de setenta e cinco por cento da vida.

 

A vida não é apenas aquele almoço de festa, aquela reunião importante, o passeio em família, as férias... a vida é aquele papel que é preciso pedir na secretaria da escola, o mail que se tem de enviar a reclamar de um serviço, o chão sempre sujo da cozinha, o interminável monte de roupa para passar, aqueles bifes escondidos no fundo do congelador há dois meses, a caixa vazia de benuron, o pão que se compra todos os dias, os momentos em que toda a família se junta à mesa... o silêncio quando a noite já vai avançada, o sol a entrar as frestas das janelas pela manhã...

 

Muitas vezes me senti sobrecarregada quando me via literalmente engolida por dezenas de pequenas coisas para fazer, lamentando-me por mais isto e mais aquilo... escolhendo ignorar quando deveria encarar, mas tenho feito um grande esforço por mudar, por me poder dar - em primeiro a Deus, depois à minha família, aos outros... é daqueles investimentos em que não vemos os frutos no imediato, mas que temos esperança de ver florescer um dia!

 

Quem encontrar a sua vida há de perdê-la; e quem perder a sua vida por minha causa, há de encontrá-la." 

Mt. 10, 39

 

Eu acredito - de verdade- que cada vez que dou o meu tempo, a minha dedicação, a minha vida aos outros, um dia terei a vida eterna, mesmo que este dar a vida sejam apenas aqueles quinze minutos de oração em família, ou aqueles dez minutos em que apanho os brinquedos do chão, ou aquela meia hora em que preparo uma refeição... 

 

 

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Segunda-feira, 12.06.17

Resiliência

 

re·si·li·ên·ci·a
(inglês resilience, do latim resilio, -ire, saltar para trás, voltar para trás, reduzir-se, afastar-se, ressaltar, brotar)

substantivo feminino

1. [Física]  Propriedade de um corpo de recuperar a sua forma original após sofrer choque ou deformação.

2. [Figurado]  Capacidade de superar, de recuperar de adversidades


"resiliência", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://www.priberam.pt/dlpo/resili%C3%AAncia [consultado em 12-06-2017].
 
---- *** ----
 
Num destes dias, quando fiz uma espécie de resumo da vida da nossa família por motivos clínicos foi-me dito - depois de uma pausa - que a nossa família tinha atingido um grau de resiliência fabuloso.
 
Este pequeno exercício em que, durante quinze/vinte minutos passei em revista os acontecimentos que de alguma forma foram mais relevantes para sermos as pessoas que hoje somos, foi uma excelente forma de perceber que o tempo, a vida e cada uma das situações por que passámos nos moldou e nos fez crescer enquanto família. Mas, a capacidade de resiliência, essa... só a conseguimos adquirir tendo uma maneira diferente de ver as coisas: ou seja, através da fé que professamos em cada momento do nosso dia.
 
Nunca imaginei que isto que hoje vivo fosse a minha vida de adulta. Cresci, sim. Mas, sinto que a minha vida passou num "crivo" e muitas das coisas que um dia considerei essenciais eram realmente desnecessárias, enquanto que outras que nunca sequer me atreveria a imaginar são agora uma realidade. 
 
Se a vida é um conjunto de escolhas, se eu nem sempre escolho o melhor, porque é que olhando para trás vejo que tudo o que hoje tenho (e o que não tenho) foram a melhor coisa que me poderia ter acontecido?
 
 

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por Olívia às 10:42

Quinta-feira, 20.04.17

tudo passa...

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«O vento sopra para o sul e roda para o norte;

o vento gira e vira sem parar.

Todos os rios correm para o mar, mas o mar nunca se enche.

Voltam para a sua origem para retomarem o mesmo caminho.»

 

Eclesiastes 1, 6-7

 

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por Olívia às 15:10

Terça-feira, 11.04.17

Fazer coisas pequenas com grande amor

 

Não sei se já alguma vez fizeram esta pequena experiência: hoje vou fazer (enumerar a tarefa pequenina que menos gostam de fazer) com um sorriso e acima de tudo com, e por, amor. 

 

É difícil. Muito difícil.

 

 

Eu poderia dedicar-me a uma tarefa que gosto, cantando, sorrindo, pondo nela todo o meu amor, a minha dedicação e seria feliz assim. Agora, ter de fazer uma coisa que não gosto, por exemplo passar a ferro, dobrando e passando as montanhas várias peças de roupa cheia de alegria, custa imenso!

 

Ando a praticar. Aliás andei a praticar toda a quaresma para ter uma atitude diferente perante as "coisitas" que fazem parte das minhas tarefas de todos os dias. Acho que vou precisar de mais tempo, porque finalmente começo a perceber que, apesar de não ter sido chamada a uma grande missão na minha vida, ela não é menor do que a das outras pessoas. 

 

Viver uma vida simples, abdicando de algumas coisas, vendo desaparecer pequenos sonhos, aprendendo a aceitar o presente, rindo de tempos antigos, guardando recordações, criando novas memórias, concretizando pequenos projetos, acolhendo com amor cada pequena coisa é um bom projeto de vida.

 

Olhar e "listar" tudo aquilo que não conseguimos ter, fazer ou ser é bem mais fácil. Aprender a dar sentido a tudo aquilo que temos, fazemos e somos é uma tarefa muito mais árdua, mas parece-me que o resultado tende a ser muito melhor!

 

 

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Quinta-feira, 23.03.17

Desafio limpeza em 30 dias #2

Estamos praticamente no final do prazo para terminar as grandes limpezas. E o que era esperado não aconteceu. Mais uma vez fui demasiado exigente comigo mesma. Tentei copiar esta ideia de traçar uma meta e cumpri-la esquecendo-me do fator "imprevisto", esquecendo-me de que trabalho fora de casa, de que tenho obrigações profissionais cujos prazos são bem mais importantes e acima de tudo esquecendo-me de que tenho família.

 

Durante a semana o tempo não sobra, ao fim de semana preciso de fazer as tarefas básicas de quem não tem empregada doméstica e preciso de ser mãe e esposa. Já adiantei bastante na parte da zona de brincar e dos livros. Estão agora bem mais organizados por idades e tipos, os brinquedos também foram arrumados deforma a estarem acessíveis... mas estamos naquela fase em que a Lúcia pura e simplesmente pega em tudo e espalha pelo chão, gosta de brincar, entretém-se, mas não sabe arrumar - sim, eu sei, 16 meses é pouco - e ver sempre tantos brinquedos pelo chão é daquelas coisas que eu já não me lembrava!

 

A parte do "escritório" também está muito melhor, falta ainda escolher e arquivar muita coisa, mas já tenho espaço para trabalhar. Além de que resolvi aproveitar a mesa pequena da cozinha que já não usamos como mesa de trabalho para fazermos trabalhos manuais sem estarmos sempre com pressa em arrumar tudo na hora das refeições como acontecia quando usávamos a mesa onde comemos.

 

Nos quartos só falta mesmo ver os roupeiros. Vou aproveitar quando estiver o tempo melhor e precisar de escolher umas roupas mais "primaveris" para retirar tudo e só arrumar o que nos fizer mesmo falta. As roupas da Lúcia que já não servem estou a dá-las todas a uma prima que vai ter uma menina, sacos e sacos já foram despachados! No meu quarto coloquei um móvel com os meus livros, reorganizei as gavetas da cómoda e das mesinhas de cabeceira. 

 

Tenho ainda os posters para colocar nas paredes e a montagem que vou fazer com as fotografias que tirei das molduras que andavam espalhadas pela casa, assim, aproveitando os meus quadros vou fazer várias montagens por temas: família, festas, acontecimentos marcantes, passeios e expor nas paredes. Muito mais fácil de limpar!

 

A cozinha foi alvo de uma grande escolha no ano passado, por isso apenas a despensa está uma tragédia... mas lá chegarei. 

 

Não vou cumprir os 30 dias, está visto. Mas, mais importante do que as arrumações e as limpezas, escolhi aproveitar melhor o tempo em família, logo escreverei sobre isso!

 

Há sempre uma grande lição de humildade a retirar do nosso fracasso. Reconhecer a nossa humanidade. As nossas limitações. Tentar. Cair. Levantar. Voltar a tentar.

 

Viver também é isto.

É saber que sou livre:

Para escolher...

Para avançar e para parar...

Para sorrir e para chorar...

Para cantar ou para calar...

Para ter ou para ser...

Para ir ou para ficar...

Para sobreviver ou para viver...

 

 

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Sexta-feira, 03.03.17

sexta feira

Chove a potes lá fora, diz que vai ser assim todo o fim de semana. A primeira coisa que me salta ao pensamento é que os cestos da roupa suja estão cheios... e vai ser uma tremenda chatice enxuga-la... depois a casa vai andar cheia de pegadas e o alpendre todo cheio de salpicos de lama... viver no campo tem destas coisas. Não vou poder abrir as janelas para arejar, nem colocar as colchas ao sol para apanharem ar, vou começar a colocar em sacos aquelas roupas que não vestimos porque não nos servem... deitar fora, dar, guardar...

 

 

Mas, terei a lareira acesa aconchegando toda a casa, podemos ligar o forno de lenha para fazer qualquer assado no domingo, quem sabe até podemos fazer bolachas caseiras para levar nos lanches da próxima semana, vamos testar um novo bolo, com farinha integral e açúcar mascavado a ver como o pessoal reage. 

 

 

Pretendo avançar um bom bocado na reorganização do móvel da entrada, do hall e da "biblioteca", nada como um dia de chuva para atirar com coisas para o lixo. Ainda tenho de ver onde vou entregar algumas coisas que ainda estão em condições. Combater esta permanente necessidade de estar rodeada de coisas é uma tarefa contínua, tenho feito um grande esforço para não me deixar ir na vontade de guardar tudo... deitar fora, dar, guardar...

 

 

Apesar de não ser propriamente um propósito quaresmal, esta dura tarefa de tornar mínimos os nossos pertences encaixa na perfeição em pessoas como eu. Talvez seja um bom hábito a manter. Duas vezes por ano, dar volta a tudo e retirar de casa o que não se precisa.

 

 

Tenho muitos livros de culinária, daquelas coleções que se faziam com as revistas, estão em casa desde sempre e nunca fiz uma única receita de lá. Vou dá-los. Livros da escola das miúdas... vou dá-los, ou mandá-los para o ecoponto que estão muito estragados... deitar fora, dar, guardar...

 

 

E os brinquedos? Tantos. Uns na sala, outros no quarto, mais ainda na cozinha... deitar fora, dar, guardar...

 

 

E papeis... oh os papeis...

 

deitar fora, dar, guardar...

 

 

 

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Terça-feira, 07.02.17

"Se"?

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Todos os quadros na nossa casa - à exeção de um que nos foi oferecido e dois que têm os brasões dos nossos sobrenomes - foram pintados por mim, numa outra era. Antes de casarmos, vendo as imensas paredes brancas que ganhavam forma, resolvemos emoldurar cerca de 30 pinturas minhas e decorar assim a nossa casa.

 

Os anos foram passando, os quadros foram mudando de lugar e eis que chegamos ao ano de 2017 e eu descubro que aquela Olívia que assinava subtilmente os quadros já não existe, sim, é verdade. Digo-o sem pena e sem a grande carga que se chama "se". 

 

Eu explico, durante muito tempo pensei que "se tiver tempo compro novas aguarelas", "se voltasse a pintar faria novos quadros", "se isto", "se aquilo", usando também a variante "quando".

 

 Ah, mas eu não vou voltar a pintar! A minha vida hoje é outra!

 

Eu não preciso de voltar ao que fui em 1997 para ser feliz e me sentir realizada. Esta Olívia de hoje, não é uma miúda que estuda artes no secundário, é mulher, esposa e mãe. Gosta de artes na mesma, mas não vale a pena andar com ilusões em busca de qualquer coisa que já não existe.

 

E sabem que mais? É libertador perceber que embora não volte a pintar consigo dedicar-me a outras formas de arte! Descobri a alegria no "Bible journaling" e na edição de imagens (ainda num nível basico).

 

Irei reorganizar a nossa casa, irei torná-la o espelho da nossa nova realidade. Nós temos uma família relativamente maior, há brinquedos na casa, existem locais de descanso e de oração, de confusão e de trabalho artístico... existimos nós, não a Olívia e o Álvaro, mas também a Margarida, a Maria e a Lúcia.

 

De que me vale "congelar a casa no tempo" se esta não serve as nossas necessidades?

 

É preciso começar de novo? Começamos!

É preciso deixar para trás as coisas antigas? Deixamos!

 

É por isso que estou decidida a avançar. A não ter pena do que fica no passado, porque o que aí vem no futuro é certamente muito melhor!

 

 

Deixo aqui o poster que ando a preparar para a nossa entrada!

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Quarta-feira, 01.02.17

Ser do contra...

Ou, como tirar partido da falta de tempo.

 

Há uns meses passei por uma fase bastante depressiva, e nestas alturas é difícil conciliar as tarefas porque:

  1. Não me consigo organizar
  2. Tenho tendência a deixar de me importar
  3. Não me apetece fazer nada

Posto isto, abandonar pequenos hábitos é o caminho mais fácil. Hoje não faço isto, amanhã deixamos de fazer mais aquilo e é uma bola de neve sempre a ganhar tamanho enquanto desce a encosta da vida!

 

Até ao dia em que despertamos e vemos que talvez estivessemos a desperdiçar oportunidades. Uma das coisas que abandonei praticamente foi a oração pessoal e o esmero na oração familiar. Custa-me admitir, mas é a verdade. Convenci-me de que precisava desse tempo para fazer muitas coisas. E o que é que me aconteceu? 

 

Claro, deixei de ter tempo para tudo, desorganizei-me, perdi oportunidades atrás de oportunidades... então resolvi inverter todo o processo e passei a adotar uma outra técnica que me permite ter tempo para a oração e para algumas tarefas que gosto!

 

Eis a fórmula - que não sendo mágica - partilho aqui:

 

Agradecer o dia logo ao acordar

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Fazer uma oração da manhã em família (mesmo que seja no carro)

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Antes de começar o dia de trabalho dedicar cinco minutos a ler as leituras do dia (recebo por email)

 

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Adicionar pequenos lembretes aqui e ali que me façam rezar quase sem dar conta:

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Ter um bloco para apontar um versículo ou palavra inspiradora (esta encontrei num dia de dúvidas...)

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Perceber que não posso fazer tudo e dividir o meu mês em diferentes partes (projeto pessoal, cartas e cartões da arca) de forma a conseguir colocar os meus dons ao serviço dos outros

 

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Rezar o terço no caminho para casa em vez de irmos apenas a ouvir música

 

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Ler romances cristãos (Até agora descobri esta autora: Sarah Sundin)

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Manter o canto de oração bonito e fazer uma oração da noite simples e alegre

 

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Antes de dormir pensar a sério no dia que vivi

 

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Se esta fórmula tem falhas e é imperfeita?

Sim.

Mas estou sempre a tempo de a adaptar!!!

 

 

 

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Terça-feira, 31.01.17

Cheia de mim mesma ou consciente do meu valor?

A vaidade aliada ao orgulho é uma mistura explosiva na vida de uma pessoa que decide enveredar pelo caminho da simplicidade. Muitas são as vezes em que sou obrigada a travar uma grande luta interior para não me deixar seduzir pelos comentários e observações que apontam uma ou outra coisa de "louvar" na minha vida ou nas minhas ações.

 

Viver consciente do meu valor é uma grande ajuda no combate ao desanimo, à depressão e à falta de objetivos. Sei que sou amada, mesmo que a minha vida fosse completamente diferente, Deus amar-me-ia da mesma forma, mesmo quando faço trapalhadas atrás de trapalhadas Ele não deixa de gostar de mim.

 

 

Esta é a minha crença.

Se Deus me ama é porque terei algum valor. Algures dentro de mim tenho muitos dons que me foram oferecidos gratuitamente, basta procurar... às vezes bem lá no fundo onde ninguém vê... posso não ser um génio a cozinhar, ou a costurar, mas certamente terei alguma coisa de especial. E é essa coisa que não só devo fazer crescer como partilhar e colocar ao serviço dos outros.

 

O problema surge exatamente quando faço alguma coisa e ouço coisas como "tu és especial", ou "tens tanto talento para isso"... lá no fundo do meu ser sinto uma pontada de vaidade, não posso negar... sinto-me orgulhosa. E, se não tenho cuidado a vaidade e o orgulho cegam-me de tal maneira que deixo de me ver e de ver o bem que posso fazer aos outros com determinada ação e passo apenas a ver-me como uma pessoa espetacular... cheia de mim mesma!

 

Eu não quero estar cheia de mim ao ponto de que mais ninguém importe, nada daquilo que eu possa dizer ou fazer pode superar aquilo que eu sou na realidade: uma pessoa exatamente igual às outras aos olhos de Deus. 

 

E deixem-me dizer que muitas vezes demoro a perceber que já ultrapassei a linha que separa a consciência dos meus dons e do meu valor da vaidade pura!

 

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Segunda-feira, 30.01.17

1º mês de 2017

Verdade seja dita: o tempo passa demasiado depressa.

 

Janeiro foi um mês com algumas mudanças, era suposto dedicar-me mais tempo a mim mesma, mas acabei por voltar a ignorar parte dos objetivos que tracei no fim do ano passado. Não se pode ter tudo. Para realizar algumas tarefas não fico com disponibilidade para outras. Tenho de fazer escolha atrás de escolha e a maior parte delas faço-as instintivamente ou por necessidade e não porque estive a pensar nisso muito tempo.

 

Uma das coisas boas e novas de janeiro prende-se com o facto de estar novamente a ler, pouco é certo, mas leio. Desde livros de espiritualidade a bonitos romances. Inscrevi-me no livro secreto, uma iniciativa em que cada um dos 27 participantes colocam um dos seus livros à disposição dos outros. Assim durante 27 meses vou receber outros livros em minha casa!

 

Janeiro foi o mês em que inscrevemos a Maria nas aulas de guitarra, a seu pedido. Ninguém aqui percebe nada de música pelo que ela terá de aprender na escola (que é aqui mesmo ao lado) e praticar em casa. Tem sido um desafio, mas ela está bastante contente!

 

Este foi também o mês em que a Margarida retomou em força a fotografia, está mais empenhada, vejo que tem vontade de continuar o blogue, também me parece que está muito empenhada nos trabalhos da escola. Sim, está bastante mais animada!

 

A Lúcia continua bastante enérgica e bem disposta apesar dos dentes começarem agora a romper, já emite alguns sons tentando repetir as nossas palavras, compreende muitas coisas que lhe dizemos e gosta de alinhar com as irmãs nas brincadeiras!

 

Quanto ao trabalho, prevejo que esta foi a época mais calma, quer na retrosaria, quer na contabilidade. Janeiro é o mês dos inventários e os nossos fornecedores estão fechados. Nas contas começa a tragédia de validar as faturas no e-fatura e os IVAS. Tenho menos clientes porque um saiu (achou que sabia fazer o meu trabalho, logo vê o que lhe vai calhar), outros dois não têm trabalho por causa do inverno (a ver se estes regressam).

 

Não me posso queixar da vida, de vez em quando vou passear, tenho uma boa casa, uma família, sou uma rapariga ainda nova e acima de tudo estou viva!

 

Fevereiro, podes vir. Não estou preparada, mas tenho coragem para ti!!!

 

 

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por Olívia às 10:07

Segunda-feira, 17.10.16

Pergunta #2

 

Tens um passatempo de que gostas mesmo muito? Mesmo, mesmo muito? Só de pensar nisso já te sentes feliz?

 

Há quanto tempo não te dedicas a esse passatempo?

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Segunda-feira, 12.09.16

Pequenos passos

No sábado estivemos em retiro. Foi um retiro diferente, talvez o mais importante de todos em que estivemos presentes. Durante todo o dia tentei absorver o máximo em especial do ensinamento do senhor bispo, e mais do que isso, da conversa sobre o movimento famílias de Caná.

 

Durante o pequeno debate pudemos colocar as nossas questões e dar a nossa humilde opinião sobre cada um dos vários aspetos. E um deles sobressaiu de forma quase espontânea. A "obrigatoriedade" do cumprimento das seis bilhas. De facto para uma família que sempre viveu com a maioria destas premissas é bem mais fácil. Para quem, como eu, passou do nada ao tudo é de facto uma caminhada exigente. Se juntarmos a isto a vivência de aldeia, torna-se ainda mais exigente.

 

Caminhadas exigentes são boas, porque nos obrigam a superarmo-nos em cada passo, mas se forem demasiado exigentes caímos no risco de perder tudo. 

 

Disse o senhor bispo e muito bem, que a família é a segunda coisa mais importante nas FC, sendo que Deus é a primeira. Ora, no meio de tudo aquilo a que me proponho fazer, em que lugar coloco então as duas coisas mais importantes? Será, que tal como os fariseus também eu me preocupo em cumprir as normas e deixo de lado o amor? Será que estou a regredir 2.000 anos? Começámos a casa pelo telhado e isso não pode acontecer, porque as seis bilhas são o caminho, não são a meta... Ah... como não percebi isso antes?

 

Que tempo dedico eu à minha família, e não contam todas as obrigações de fazer comidas e limpezas... tempo, tempo para brincadeiras, tempo para jogos, conversas? E o meu marido? O meu melhor amigo, quando tempo passamos realmente juntos? Como um só? Será que palavras como "tempo de casal" e "tempo de família" estão a ser substituídos por "tempo pessoal" e "caminhada pessoal"? Parece-me que eu em primeiro lugar está a tornar-se demasiado evidente... e isso troca as prioridades! 

 

Setembro é um excelente mês para nos reorganizarmos. Para nos focarmos novamente no mais importante, para nos redescobrirmos enquanto pessoas individuais, enquanto casal e enquanto família. Só uma família coesa, forte, amada pode fazer espelhar o rosto de Deus, só uma mãe feliz, atenta, compassiva, solidária e acima de tudo amiga pode representar a Mãe.

 

Quando a nossa vivência familiar se aproximar mais e mais de Deus, as seis bilhas não serão uma imposição, serão sim gestos de amor!

 

Não vou voltar a dizer que falhei muito, porque isso era olhar para o passado e ficar presa nele. Só posso dizer que estou pronta a recomeçar, a "olhar com olhos de ver", porque aquilo que todos procuramos, não está num pote de ouro no fim do arco íris, está na nossa casa, no nosso coração.

 

 

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Terça-feira, 06.09.16

O apego às coisas

É dos meus maiores defeitos. Eu sou do tipo de pessoa que sabe perfeitamente que tudo o que temos nesta vida é passageiro - menos a nossa alma - contínuo a viver agarrada a coisitas como, se de facto, a minha felicidade dependesse disso.

 

Nem preciso de pensar muito para arranjar alguns exemplos que ilustram este apego. Um deles tem a ver com a casa. A casa onde moramos. E, não estou a falar do lar, constituído pela família, estou a falar das paredes, chão e telhado. Só por si a estrutura da casa não teria o mesmo valor que tem um lar. Por vezes conheço pessoas que sempre viveram em casas arrendadas, não importa onde vivem, mas como vivem. E isso é uma grande lição para mim. 

 

Este verão decidimos que não podíamos adiar mais a pintura da casa. Do exterior. A nossa casa amarela, há uns anos passou a ser branca com barras amarelas e agora o pai queria mudar. Mas mudar a sério, para verde. Quando mo disse fiquei triste. A nossa casa ia deixar de ser amarela - estão a ver o nível de apego e de pequenez? - quando começámos a testar cores no site de uma marca de tintas (com uma foto da casa podemos ver o resultado final) eu ia ficando cada vez mais apreensiva. E experimentei o amarelo. E adorei. Mas era para mudar. Certo? Então o top 3 era um coral, um cinza e um azul.

 

Ora depois de uns momentos de reflexão, consegui ver-me a mim própria a ser demasiado agarrada à casa... é só uma casa! Daqui por uns tempos vamos pintar novamente. Não é o fim do mundo!!! Quando o Álvaro foi com a Margarida escolher a tinta eu recordei-me que ele gostava que fosse verde, mas para eu não ficar muito amuada cedeu e concordou com as tais 3 cores.

 

A meio da manhã recebo uma mensagem com a paleta de cores, pois naquela marca não havia as que vimos na net, e lá no meio estava o "verde cristal" - sim, os nomes eram todos assim pirosos - enchi-me de coragem e respondi que podia ser esse se eles gostassem. Ou um cinza. As duas cores que o Álvaro tinha sugerido. E sabem que mais? Nem me doeu assim tanto!

 

Ao chegar a casa vi que trouxeram o verde - "porque foi o que tu mais gostaste" disse o Álvaro, isto de fazer cedências no casal às vezes é assim... e o meu coração ficou cheio de alegria. Seguido de um pânico terrível... se aquilo ficar feio, a culpa é minha! - Ok, não é o fim do mundo... lembras-te?

 

E assim, neste momento, a casa está a ganhar uma nova cor, a família está numa animação, eu estou tranquila, e a vida continua... ah, quando eu deixar de ser picuinhas com estas coisas vou ser tão mais feliz!

 

 

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(Para mais tarde recordar, a casa branca com barras amarelas)

 

 

 

 

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Quarta-feira, 24.08.16

Sinto que estou a falhar

Este é o pensamento que mais me persegue nos últimos tempos. A minha mente consegue encontrar formas de ignorar certos pensamentos, assim que percebo o que aí vem, dispara o alerta e entro em modo "seguir em frente".

 

Eu sei que se parar muito tempo a pensar vou começar novamente a fazer o balanço das coisas - talvez seja mania de contabilista - como se na vida, tal como ela é - os débitos devam ser iguais aos créditos, se não for, algo se passou e é preciso encontrar a falha numa lista interminável de números perfeitamente alinhados.

 

Na verdade a expressão "pior mãe do ano" que uso com frequência numa espécie de piada quando por exemplo me esqueço que a Maria devia ter tomado banho mais cedo, ou que a Lúcia ainda não lanchou daí a sua impaciência ou que mais uma vez estava a exagerar nas chamadas de atenção à Margarida, parece muitas vezes tornar-se mais a sério do que era suposto.

 

Desde o momento em que ser mãe passou de uma teoria para a realidade - ainda que "escondida" dos olhares e da perceção dos outros - o pensamento "sinto que estou a falhar" dá muitas vezes o ar da sua graça, aparecendo sem ser convidado para fazer abanar toda uma estrutura mental que preparei desde a altura em que decidi ser mãe. E abana, abana, na tentativa de fazer estragos consideráveis, uma dúvida aqui, mais uma acolá e um dia uma pessoa quase que acredita que 90% do que de bom fazemos pode ser arrasado por 10% de "distrações", "más palavras" ou "más ações".

 

Daí que ter confiança naquilo que me tornei enquanto pessoa se reflete naquilo que quero ser enquanto mãe ajuda bastante. Isso e ter amigas que inesperadamente se lembram de me recordar que "visto de fora" até nem me estou a sair mal, e elas conhecem a nossa realidade, conhecem as minhas falhas e sabem que neste momento preciso desta palavra de alento. Fazem-no quase despercebidamente com um telefonema, uma mensagem, um email.

 

E é bom. É sempre bom saber que alguém está connosco mesmo estando longe, é bom saber que o "fazer quase nada por ti" é na verdade um sinal de muito já estão a fazer... 

 

Três coisas que tenho feito para afastar este pensamento e para conseguir superar esta fase:

  1. Parar de reclamar da vida. Uma coisa tão simples e que dá muito trabalho para implementar. Em tempos a frase que mais dizia era: Estou cansada. Seguida de um rol de insatisfações e de reclamações. Pois bem, deixei de reclamar e passei a usar a frase "Em tudo dai Graças", sim, em tudo nas coisas boas e nas más. Tem sido extraordinário ver a mudança que isto trouxe na minha vida.
  2. Depósitos na conta bancária emocional - sem sequer contabilizar a quantidade. Ou seja, antes costumava pensar que por ter feito um agrado ou um gesto para com alguém em seguida podia exigir que me devolvessem na mesma moeda - coisa que jamais funcionaria - hoje percebo o verdadeiro significado de "dar sem esperar nada em troca" e tenho feito um grande esforço por depositar nas contas emocionais da minha família tudo, tudo o que posso. No início foi complicado, mas agora faço-o com gosto, faço-o por amor.
  3. Escrever no blogue. Pensei em desistir. Sim, é verdade, mas não posso, não quero e não o farei. Escrever é uma forma muito boa de combater os maus pensamentos. Esta deveria ter sido a minha hora de almoço, hora de pausa, mas estive a escrever e sinto-me muito melhor por isso. Agora vou comer e depois vou brincar com a Lúcia que veio comigo hoje trabalhar!

 

 

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