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Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!

Adotar Amar Viver

20
Abr17

tudo passa...


Olívia

DSCF3862.JPG

 

«O vento sopra para o sul e roda para o norte;

o vento gira e vira sem parar.

Todos os rios correm para o mar, mas o mar nunca se enche.

Voltam para a sua origem para retomarem o mesmo caminho.»

 

Eclesiastes 1, 6-7

 

11
Abr17

Fazer coisas pequenas com grande amor


Olívia

 

Não sei se já alguma vez fizeram esta pequena experiência: hoje vou fazer (enumerar a tarefa pequenina que menos gostam de fazer) com um sorriso e acima de tudo com, e por, amor. 

 

É difícil. Muito difícil.

 

 

Eu poderia dedicar-me a uma tarefa que gosto, cantando, sorrindo, pondo nela todo o meu amor, a minha dedicação e seria feliz assim. Agora, ter de fazer uma coisa que não gosto, por exemplo passar a ferro, dobrando e passando as montanhas várias peças de roupa cheia de alegria, custa imenso!

 

Ando a praticar. Aliás andei a praticar toda a quaresma para ter uma atitude diferente perante as "coisitas" que fazem parte das minhas tarefas de todos os dias. Acho que vou precisar de mais tempo, porque finalmente começo a perceber que, apesar de não ter sido chamada a uma grande missão na minha vida, ela não é menor do que a das outras pessoas. 

 

Viver uma vida simples, abdicando de algumas coisas, vendo desaparecer pequenos sonhos, aprendendo a aceitar o presente, rindo de tempos antigos, guardando recordações, criando novas memórias, concretizando pequenos projetos, acolhendo com amor cada pequena coisa é um bom projeto de vida.

 

Olhar e "listar" tudo aquilo que não conseguimos ter, fazer ou ser é bem mais fácil. Aprender a dar sentido a tudo aquilo que temos, fazemos e somos é uma tarefa muito mais árdua, mas parece-me que o resultado tende a ser muito melhor!

 

 

coisas pequenas (2).jpg

 

 

23
Mar17

Desafio limpeza em 30 dias #2


Olívia

Estamos praticamente no final do prazo para terminar as grandes limpezas. E o que era esperado não aconteceu. Mais uma vez fui demasiado exigente comigo mesma. Tentei copiar esta ideia de traçar uma meta e cumpri-la esquecendo-me do fator "imprevisto", esquecendo-me de que trabalho fora de casa, de que tenho obrigações profissionais cujos prazos são bem mais importantes e acima de tudo esquecendo-me de que tenho família.

 

Durante a semana o tempo não sobra, ao fim de semana preciso de fazer as tarefas básicas de quem não tem empregada doméstica e preciso de ser mãe e esposa. Já adiantei bastante na parte da zona de brincar e dos livros. Estão agora bem mais organizados por idades e tipos, os brinquedos também foram arrumados deforma a estarem acessíveis... mas estamos naquela fase em que a Lúcia pura e simplesmente pega em tudo e espalha pelo chão, gosta de brincar, entretém-se, mas não sabe arrumar - sim, eu sei, 16 meses é pouco - e ver sempre tantos brinquedos pelo chão é daquelas coisas que eu já não me lembrava!

 

A parte do "escritório" também está muito melhor, falta ainda escolher e arquivar muita coisa, mas já tenho espaço para trabalhar. Além de que resolvi aproveitar a mesa pequena da cozinha que já não usamos como mesa de trabalho para fazermos trabalhos manuais sem estarmos sempre com pressa em arrumar tudo na hora das refeições como acontecia quando usávamos a mesa onde comemos.

 

Nos quartos só falta mesmo ver os roupeiros. Vou aproveitar quando estiver o tempo melhor e precisar de escolher umas roupas mais "primaveris" para retirar tudo e só arrumar o que nos fizer mesmo falta. As roupas da Lúcia que já não servem estou a dá-las todas a uma prima que vai ter uma menina, sacos e sacos já foram despachados! No meu quarto coloquei um móvel com os meus livros, reorganizei as gavetas da cómoda e das mesinhas de cabeceira. 

 

Tenho ainda os posters para colocar nas paredes e a montagem que vou fazer com as fotografias que tirei das molduras que andavam espalhadas pela casa, assim, aproveitando os meus quadros vou fazer várias montagens por temas: família, festas, acontecimentos marcantes, passeios e expor nas paredes. Muito mais fácil de limpar!

 

A cozinha foi alvo de uma grande escolha no ano passado, por isso apenas a despensa está uma tragédia... mas lá chegarei. 

 

Não vou cumprir os 30 dias, está visto. Mas, mais importante do que as arrumações e as limpezas, escolhi aproveitar melhor o tempo em família, logo escreverei sobre isso!

 

Há sempre uma grande lição de humildade a retirar do nosso fracasso. Reconhecer a nossa humanidade. As nossas limitações. Tentar. Cair. Levantar. Voltar a tentar.

 

Viver também é isto.

É saber que sou livre:

Para escolher...

Para avançar e para parar...

Para sorrir e para chorar...

Para cantar ou para calar...

Para ter ou para ser...

Para ir ou para ficar...

Para sobreviver ou para viver...

 

 

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03
Mar17

sexta feira


Olívia

Chove a potes lá fora, diz que vai ser assim todo o fim de semana. A primeira coisa que me salta ao pensamento é que os cestos da roupa suja estão cheios... e vai ser uma tremenda chatice enxuga-la... depois a casa vai andar cheia de pegadas e o alpendre todo cheio de salpicos de lama... viver no campo tem destas coisas. Não vou poder abrir as janelas para arejar, nem colocar as colchas ao sol para apanharem ar, vou começar a colocar em sacos aquelas roupas que não vestimos porque não nos servem... deitar fora, dar, guardar...

 

 

Mas, terei a lareira acesa aconchegando toda a casa, podemos ligar o forno de lenha para fazer qualquer assado no domingo, quem sabe até podemos fazer bolachas caseiras para levar nos lanches da próxima semana, vamos testar um novo bolo, com farinha integral e açúcar mascavado a ver como o pessoal reage. 

 

 

Pretendo avançar um bom bocado na reorganização do móvel da entrada, do hall e da "biblioteca", nada como um dia de chuva para atirar com coisas para o lixo. Ainda tenho de ver onde vou entregar algumas coisas que ainda estão em condições. Combater esta permanente necessidade de estar rodeada de coisas é uma tarefa contínua, tenho feito um grande esforço para não me deixar ir na vontade de guardar tudo... deitar fora, dar, guardar...

 

 

Apesar de não ser propriamente um propósito quaresmal, esta dura tarefa de tornar mínimos os nossos pertences encaixa na perfeição em pessoas como eu. Talvez seja um bom hábito a manter. Duas vezes por ano, dar volta a tudo e retirar de casa o que não se precisa.

 

 

Tenho muitos livros de culinária, daquelas coleções que se faziam com as revistas, estão em casa desde sempre e nunca fiz uma única receita de lá. Vou dá-los. Livros da escola das miúdas... vou dá-los, ou mandá-los para o ecoponto que estão muito estragados... deitar fora, dar, guardar...

 

 

E os brinquedos? Tantos. Uns na sala, outros no quarto, mais ainda na cozinha... deitar fora, dar, guardar...

 

 

E papeis... oh os papeis...

 

deitar fora, dar, guardar...

 

 

 

07
Fev17

"Se"?


Olívia

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Todos os quadros na nossa casa - à exeção de um que nos foi oferecido e dois que têm os brasões dos nossos sobrenomes - foram pintados por mim, numa outra era. Antes de casarmos, vendo as imensas paredes brancas que ganhavam forma, resolvemos emoldurar cerca de 30 pinturas minhas e decorar assim a nossa casa.

 

Os anos foram passando, os quadros foram mudando de lugar e eis que chegamos ao ano de 2017 e eu descubro que aquela Olívia que assinava subtilmente os quadros já não existe, sim, é verdade. Digo-o sem pena e sem a grande carga que se chama "se". 

 

Eu explico, durante muito tempo pensei que "se tiver tempo compro novas aguarelas", "se voltasse a pintar faria novos quadros", "se isto", "se aquilo", usando também a variante "quando".

 

 Ah, mas eu não vou voltar a pintar! A minha vida hoje é outra!

 

Eu não preciso de voltar ao que fui em 1997 para ser feliz e me sentir realizada. Esta Olívia de hoje, não é uma miúda que estuda artes no secundário, é mulher, esposa e mãe. Gosta de artes na mesma, mas não vale a pena andar com ilusões em busca de qualquer coisa que já não existe.

 

E sabem que mais? É libertador perceber que embora não volte a pintar consigo dedicar-me a outras formas de arte! Descobri a alegria no "Bible journaling" e na edição de imagens (ainda num nível basico).

 

Irei reorganizar a nossa casa, irei torná-la o espelho da nossa nova realidade. Nós temos uma família relativamente maior, há brinquedos na casa, existem locais de descanso e de oração, de confusão e de trabalho artístico... existimos nós, não a Olívia e o Álvaro, mas também a Margarida, a Maria e a Lúcia.

 

De que me vale "congelar a casa no tempo" se esta não serve as nossas necessidades?

 

É preciso começar de novo? Começamos!

É preciso deixar para trás as coisas antigas? Deixamos!

 

É por isso que estou decidida a avançar. A não ter pena do que fica no passado, porque o que aí vem no futuro é certamente muito melhor!

 

 

Deixo aqui o poster que ando a preparar para a nossa entrada!

o amor é 1 cor.jpg

 

01
Fev17

Ser do contra...


Olívia

Ou, como tirar partido da falta de tempo.

 

Há uns meses passei por uma fase bastante depressiva, e nestas alturas é difícil conciliar as tarefas porque:

  1. Não me consigo organizar
  2. Tenho tendência a deixar de me importar
  3. Não me apetece fazer nada

Posto isto, abandonar pequenos hábitos é o caminho mais fácil. Hoje não faço isto, amanhã deixamos de fazer mais aquilo e é uma bola de neve sempre a ganhar tamanho enquanto desce a encosta da vida!

 

Até ao dia em que despertamos e vemos que talvez estivessemos a desperdiçar oportunidades. Uma das coisas que abandonei praticamente foi a oração pessoal e o esmero na oração familiar. Custa-me admitir, mas é a verdade. Convenci-me de que precisava desse tempo para fazer muitas coisas. E o que é que me aconteceu? 

 

Claro, deixei de ter tempo para tudo, desorganizei-me, perdi oportunidades atrás de oportunidades... então resolvi inverter todo o processo e passei a adotar uma outra técnica que me permite ter tempo para a oração e para algumas tarefas que gosto!

 

Eis a fórmula - que não sendo mágica - partilho aqui:

 

Agradecer o dia logo ao acordar

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Fazer uma oração da manhã em família (mesmo que seja no carro)

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Antes de começar o dia de trabalho dedicar cinco minutos a ler as leituras do dia (recebo por email)

 

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Adicionar pequenos lembretes aqui e ali que me façam rezar quase sem dar conta:

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Ter um bloco para apontar um versículo ou palavra inspiradora (esta encontrei num dia de dúvidas...)

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Perceber que não posso fazer tudo e dividir o meu mês em diferentes partes (projeto pessoal, cartas e cartões da arca) de forma a conseguir colocar os meus dons ao serviço dos outros

 

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Rezar o terço no caminho para casa em vez de irmos apenas a ouvir música

 

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Ler romances cristãos (Até agora descobri esta autora: Sarah Sundin)

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Manter o canto de oração bonito e fazer uma oração da noite simples e alegre

 

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Antes de dormir pensar a sério no dia que vivi

 

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Se esta fórmula tem falhas e é imperfeita?

Sim.

Mas estou sempre a tempo de a adaptar!!!

 

 

 

31
Jan17

Cheia de mim mesma ou consciente do meu valor?


Olívia

A vaidade aliada ao orgulho é uma mistura explosiva na vida de uma pessoa que decide enveredar pelo caminho da simplicidade. Muitas são as vezes em que sou obrigada a travar uma grande luta interior para não me deixar seduzir pelos comentários e observações que apontam uma ou outra coisa de "louvar" na minha vida ou nas minhas ações.

 

Viver consciente do meu valor é uma grande ajuda no combate ao desanimo, à depressão e à falta de objetivos. Sei que sou amada, mesmo que a minha vida fosse completamente diferente, Deus amar-me-ia da mesma forma, mesmo quando faço trapalhadas atrás de trapalhadas Ele não deixa de gostar de mim.

 

 

Esta é a minha crença.

Se Deus me ama é porque terei algum valor. Algures dentro de mim tenho muitos dons que me foram oferecidos gratuitamente, basta procurar... às vezes bem lá no fundo onde ninguém vê... posso não ser um génio a cozinhar, ou a costurar, mas certamente terei alguma coisa de especial. E é essa coisa que não só devo fazer crescer como partilhar e colocar ao serviço dos outros.

 

O problema surge exatamente quando faço alguma coisa e ouço coisas como "tu és especial", ou "tens tanto talento para isso"... lá no fundo do meu ser sinto uma pontada de vaidade, não posso negar... sinto-me orgulhosa. E, se não tenho cuidado a vaidade e o orgulho cegam-me de tal maneira que deixo de me ver e de ver o bem que posso fazer aos outros com determinada ação e passo apenas a ver-me como uma pessoa espetacular... cheia de mim mesma!

 

Eu não quero estar cheia de mim ao ponto de que mais ninguém importe, nada daquilo que eu possa dizer ou fazer pode superar aquilo que eu sou na realidade: uma pessoa exatamente igual às outras aos olhos de Deus. 

 

E deixem-me dizer que muitas vezes demoro a perceber que já ultrapassei a linha que separa a consciência dos meus dons e do meu valor da vaidade pura!

 

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30
Jan17

1º mês de 2017


Olívia

Verdade seja dita: o tempo passa demasiado depressa.

 

Janeiro foi um mês com algumas mudanças, era suposto dedicar-me mais tempo a mim mesma, mas acabei por voltar a ignorar parte dos objetivos que tracei no fim do ano passado. Não se pode ter tudo. Para realizar algumas tarefas não fico com disponibilidade para outras. Tenho de fazer escolha atrás de escolha e a maior parte delas faço-as instintivamente ou por necessidade e não porque estive a pensar nisso muito tempo.

 

Uma das coisas boas e novas de janeiro prende-se com o facto de estar novamente a ler, pouco é certo, mas leio. Desde livros de espiritualidade a bonitos romances. Inscrevi-me no livro secreto, uma iniciativa em que cada um dos 27 participantes colocam um dos seus livros à disposição dos outros. Assim durante 27 meses vou receber outros livros em minha casa!

 

Janeiro foi o mês em que inscrevemos a Maria nas aulas de guitarra, a seu pedido. Ninguém aqui percebe nada de música pelo que ela terá de aprender na escola (que é aqui mesmo ao lado) e praticar em casa. Tem sido um desafio, mas ela está bastante contente!

 

Este foi também o mês em que a Margarida retomou em força a fotografia, está mais empenhada, vejo que tem vontade de continuar o blogue, também me parece que está muito empenhada nos trabalhos da escola. Sim, está bastante mais animada!

 

A Lúcia continua bastante enérgica e bem disposta apesar dos dentes começarem agora a romper, já emite alguns sons tentando repetir as nossas palavras, compreende muitas coisas que lhe dizemos e gosta de alinhar com as irmãs nas brincadeiras!

 

Quanto ao trabalho, prevejo que esta foi a época mais calma, quer na retrosaria, quer na contabilidade. Janeiro é o mês dos inventários e os nossos fornecedores estão fechados. Nas contas começa a tragédia de validar as faturas no e-fatura e os IVAS. Tenho menos clientes porque um saiu (achou que sabia fazer o meu trabalho, logo vê o que lhe vai calhar), outros dois não têm trabalho por causa do inverno (a ver se estes regressam).

 

Não me posso queixar da vida, de vez em quando vou passear, tenho uma boa casa, uma família, sou uma rapariga ainda nova e acima de tudo estou viva!

 

Fevereiro, podes vir. Não estou preparada, mas tenho coragem para ti!!!

 

 

12
Set16

Pequenos passos


Olívia

No sábado estivemos em retiro. Foi um retiro diferente, talvez o mais importante de todos em que estivemos presentes. Durante todo o dia tentei absorver o máximo em especial do ensinamento do senhor bispo, e mais do que isso, da conversa sobre o movimento famílias de Caná.

 

Durante o pequeno debate pudemos colocar as nossas questões e dar a nossa humilde opinião sobre cada um dos vários aspetos. E um deles sobressaiu de forma quase espontânea. A "obrigatoriedade" do cumprimento das seis bilhas. De facto para uma família que sempre viveu com a maioria destas premissas é bem mais fácil. Para quem, como eu, passou do nada ao tudo é de facto uma caminhada exigente. Se juntarmos a isto a vivência de aldeia, torna-se ainda mais exigente.

 

Caminhadas exigentes são boas, porque nos obrigam a superarmo-nos em cada passo, mas se forem demasiado exigentes caímos no risco de perder tudo. 

 

Disse o senhor bispo e muito bem, que a família é a segunda coisa mais importante nas FC, sendo que Deus é a primeira. Ora, no meio de tudo aquilo a que me proponho fazer, em que lugar coloco então as duas coisas mais importantes? Será, que tal como os fariseus também eu me preocupo em cumprir as normas e deixo de lado o amor? Será que estou a regredir 2.000 anos? Começámos a casa pelo telhado e isso não pode acontecer, porque as seis bilhas são o caminho, não são a meta... Ah... como não percebi isso antes?

 

Que tempo dedico eu à minha família, e não contam todas as obrigações de fazer comidas e limpezas... tempo, tempo para brincadeiras, tempo para jogos, conversas? E o meu marido? O meu melhor amigo, quando tempo passamos realmente juntos? Como um só? Será que palavras como "tempo de casal" e "tempo de família" estão a ser substituídos por "tempo pessoal" e "caminhada pessoal"? Parece-me que eu em primeiro lugar está a tornar-se demasiado evidente... e isso troca as prioridades! 

 

Setembro é um excelente mês para nos reorganizarmos. Para nos focarmos novamente no mais importante, para nos redescobrirmos enquanto pessoas individuais, enquanto casal e enquanto família. Só uma família coesa, forte, amada pode fazer espelhar o rosto de Deus, só uma mãe feliz, atenta, compassiva, solidária e acima de tudo amiga pode representar a Mãe.

 

Quando a nossa vivência familiar se aproximar mais e mais de Deus, as seis bilhas não serão uma imposição, serão sim gestos de amor!

 

Não vou voltar a dizer que falhei muito, porque isso era olhar para o passado e ficar presa nele. Só posso dizer que estou pronta a recomeçar, a "olhar com olhos de ver", porque aquilo que todos procuramos, não está num pote de ouro no fim do arco íris, está na nossa casa, no nosso coração.

 

 

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