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Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!

Adotar Amar Viver

04
Abr17

Março - balanço do mês


Olívia

Terminado o mês de março é chegada a altura de perceber como correram as coisas... no geral este foi um mês em que estive um bocado "perdida" e desanimada, foi um mês em que, mais uma vez, vivi situações difíceis de gerir, onde muitos dos meus objetivos não passaram disso mesmo. Numa palavra foi frustrante... ainda preciso de aprender a lidar melhor com as situações mais "explosivas", preciso de ser mais paciente nas frases de estimação: aquelas que tenho de repetir mil e uma vezes por dia, todos os dias... tenho de aprender a aceitar aquilo que não posso mudar, a confiar, a não desanimar com tanta facilidade...

 

Família:

Em março temos dois aniversários, o da minha irmã e o da Margarida, que assinalámos com reunião de família e festa! Este ano resolvemos ir de fim de semana até à Serra da Estrela, onde fomos presenteados com muita, muita neve que caía cobrindo de branco toda a paisagem!

Março não foi um mês fácil, muitas questões para resolver, muitas ideias para concretizar... alguns avanços, outros retrocessos como em qualquer outra família

A Lúcia continua uma menina muito viva e cheia de energia, repete quase todas as palavras que ouve, adora crianças e cães, gatos e brincar na areia... 

A Maria terminou as aulas de natação, pela primeira vez, conseguiu fazer a avaliação, está a perder o medo da água e ainda se divertiu com as amigas! Durante alguns dias aprendeu os "parabéns a você" nas aulas de guitarra para tocar à Margarida!

A Margarida não mandou as fotos para o concurso dentro do prazo, mantendo assim a tradição dos últimos anos, ainda assim a professora inclui a sua participação, esperamos que pelo menos uma das quatro fotografias fique nos primeiros dez classificados (são sempre muitas participações)

 

 

Casa:

Continuo a reorganizar a casa, mas um pouco mais devagar. O maior sem dúvida já fiz, no entanto ainda é preciso muito trabalho! O bom é que os dias agora têm mais horas de sol, já não chove tanto e conto trocar as roupas de inverno pelas de verão das miúdas muito em breve!

 

O pai aproveitou para limpar o quintal, tirar as ervas dos canteiros e semear lá qualquer coisa... também já temos alfaces e mais umas coisas que agora nem me lembro! As árvores de fruto estão a rebentar e já se cobrem de pequenas flores, oxalá nasçam daí muitos pêssegos, alperces, ameixas e cerejas!

 

Pela primeira vez este ano consegui fazer um menu mensal e cumpri-lo, comprei apenas as coisas necessárias para confecionar as refeições e no final do mês pude ver que não me sobrou muito mais do que dois "peixes" vermelhos, um lombo e meia dúzia de pasteis de bacalhau. Em abril conto repetir a proeza!

 

Em casa, decidi então encontrar formas de ocupação para ambas as nossas filhas mais velhas e neste momento estou a ensiná-las a bordar, esta atividade requer muita disponibilidade porque volta e meia ora se engana uma ou se engana a outra... começámos por um dos pontos mais simples, o ponto cadeia. Espero passar aos mais complicados lá para as férias de verão... ainda hei de pedir à minha mãe para ensinar o básico da costura e à minha sogra para ensinar croché. Sim, o saber não ocupa lugar! Além dos bordados existem outras atividades que em breve serão bem recebidas, afinal as férias da Páscoa estão à porta e sobra tempo "livre"!

 

 

Trabalho:

Neste mês fiz o mínimo dos mínimos, para ganhar folgo para abril e maio que são uma tragédia em termos de contabilidade... tenho muita coisa em lista para os próximos tempos, muita coisa para organizar!

 

Na loja, as coisas estão ao ritmo normal do início da primavera, está novamente  a regressar a procura dos linhos para croché, das linhas para ponto cruz, das fitas para os laços e dos bordados para os enxovais de bebé.

 

 

 

O blogue:

Durante este mês, com a falta de tempo e o cansaço deixei de publicar no blogue com a frequência com que costumava fazer... precisei de algum tempo para me tentar "encontrar", ou dito de outra forma, percebi finalmente que não posso ter tudo, que o tempo não estica e, se preciso dele para outras coisas não há muito mais que possa fazer, sim, porque até para escrever meia dúzia de linhas é preciso disponibilidade, em todos os sentidos da palavra!

 

 

 

Aqui estão as estatísticas:

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Mais um mês terminou. Estamos já no segundo trimestre do ano... abril e maio vão ser um desafio, certamente que não poderei escrever todos os dias. 

 

 

 

 

27
Mar17

Primavera gelada


Olívia

Quando, há cerca de um mês comecei a planear uma surpresa para toda a família para celebrarmos o aniversário da Margarida procurei no mapa sítios bonitos para se viver um fim de semana primaveril, afinal iríamos nos dias 25 e 26 de março... de todos os locais escolhi a Guarda, marquei pela primeira vez dois quartos partilhados num hotel para podermos descansar sem nos preocuparmos com comidas e ainda dava para irmos ver a serra cheia de flores e de erva verdinha!

 

Mas, Deus surpreendeu-me! Quando na semana passada consultei as previsões do tempo para ver que roupas devia colocar na mala, vi que neste fim de semana ia nevar!

 

E, se foi uma grande alegria quando contámos a novidade, a alegria maior foi mesmo ver a neve que caía sobre o carro enquanto subíamos a serra devagarinho! Pequenos flocos gelados espalhavam o branco por toda a parte! Os ramos, verdes das árvores estavam cobertos com uma fina camada de neve... que bonito!

 

Já fomos muitas vezes à serra, mas esta foi uma experiência única! O trânsito estava cortado por isso descemos rumo à Guarda, por Manteigas e estacionámos na berma num local com bastante neve, não estava muito frio... deu para subir, escorregar, cair, rebolar, fazer um boneco de neve, gritar, rir, tirar fotografias e sentir a neve a cair sobre a cabeça!

 

Ao fim de algum tempo e com a roupa e as botas molhadas e geladas era altura de seguir viagem, a segunda muda de roupa deu muito jeito! 

 

 

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Apesar de nos termos divertido muito fico sempre com a sensação que podia ter sido melhor, que aproveitámos pouco. No domingo regressámos cedo a casa, chovia imenso não conseguimos ver nada de jeito da cidade...

 

Ontem à noite, já na minha casa quentinha, revi estes dois dias... e percebi que ainda preciso de descontrair, preciso de não ser tão impaciente, de levar as coisas na desportiva... dei comigo muitas vezes a pensar que nunca mais ia repetir esta "aventura"... a Lúcia não gostou da neve... chorou imenso... e isso enervou-me... e nem o facto de termos ficado num hotel me tranquilizou... não ter de lavar a loiça, nem fazer comida afinal não me fez mais feliz... estou demasiado acostumada às "casinhas" onde ficamos nas outras vezes, ter um micro ondas e poder fazer as refeições à nossa maneira e nas nossas horas deixa-me bem mais tranquila! 

 

Sim, o meu marido tem razão... não tenho estofo para férias chiques em hotéis!!!

 

 

02
Mar17

fevereiro - balanço do mês


Olívia

Pois bem, fevereiro é um mês curtinho, dei conta disso há catorze anos quando decidimos casar no dia 1 de março. Era fevereiro e de repente já não era. Então e este mês, como correu?

 

Família:

Assinalámos algumas datas especiais, fomos a Tomar reunir a aldeia de Caná, tivemos as férias do carnaval e ainda deu para sair e namorar com direito a ida ao cinema e tudo! Tivemos alguns percalços de viagem no que diz respeito a coisas de saúde, mas está tudo encaminhado.

A Lúcia já diz umas coisas : mamã - paíí - vó e vô - ape (abre) - ia (Maria) - bouo (bolo) - pé e mão - ão (cão) - óó (aurora a gata) -  acá (dá cá) já tem 3 dentes em baixo e dois em cima, já descobriu como se abre a porta da loja e subiu sozinha as escadas para o 1º andar lá de casa (sim eu sei, grade precisa-se)

A Maria está muito bem nas suas aulas de guitarra, diz que faz doer os dedos, coitada! E este ano até já faz aulas de natação!

A Margarida continua empenhada nos estudos e na fotografia, a ver se manda as fotos para concurso dentro do prazo...

 

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Casa:

Desta vez é que vai ser e estive a planear a minha limpeza/organização da casa em 30 dias que tentarei cumprir durante este mês. O meu marido gostou fundamentalmente da parte de "mandar tralha fora" e dar um ar mais acolhedor à casa e tratou de "virar" a sala de pernas para o ar, agora aquilo está num caos ainda maior, mas pelo menos desmontou parte de um móvel.

Ah, e fiz uns posters muito bonitos também!

 

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Trabalho:

Posto isto, este mês não fiz nem metade do que devia ter feito, nas improvisei algumas coisas que me saíram melhor do que o esperado. Fevereiro é um mês que está condicionado até ao dia 15 por causa dos IVAS, este ano ainda se lembraram da validação das faturas no e-fatura pelo que foi uma correria... depois do dia vinte lá consegui reorganizar algumas coisas pendentes.

Na loja andei a fazer uma espécie de reciclagem no expositor e balcão - projeto ainda por terminar...

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Escola:

Meio de período escolar significa reunião intercalar... mais do mesmo. Uma turma desmotivada, fraca, mal educados e que não querem avançar. É pena. Mas é o que temos. Houve tempo para ajudar a Maria a fazer o frasco do dia dos namorados, a preparar a apresentação do livro com a Margarida, mais o poema para expor na biblioteca, as fatiotas do carnaval foram patrocinadas pela minha mãe (que é como quem diz reaproveitadas de 1985).

 

 

O blogue:

Tenho tentado escrever diariamente e nem sempre consigo, mas continuamos a receber as ilustres visitas das pessoas mais queridas de todo o sempre, é pequenino, mas recebe sempre bem, claro! 

 

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 Se eu fosse uma blogger sabia como ver quais os textos mais vistos e tinha ainda de expor aqui as parcerias, mas como não sou, fica só o registo do eletrocardiograma, que é como quem diz do gráfico das visualizações e o top das leituras (é isto, certo)?

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E foi assim, fevereiro já terminou. Para o fim de março há mais "balanço do mês"

Comprar sacos do lixo, devo precisar deles aos montes!!!

#limpareorganizarem30dias aqui vou eu!

desafio no Instagram 

 

 

 

21
Fev17

O lugar mais cobiçado


Olívia

Voltando atrás no tempo, aos primeiros tempos de casados, as nossas refeições eram feitas numa mesa pequena (quatro lugares) que estava encostada a uma parede na cozinha; o meu marido num topo e eu do seu lado esquerdo, nem sei porque não comia também no outro topo... cerca de cinco anos depois chegou a Margarida e foi ela que ocupou então o lugar que faltava. Aliás estávamos justamente assim sentados a esta mesa quando lhe contámos da minha gravidez!

 

Quando a Maria nasceu e foi crescendo era preciso espaço para colocar a sua cadeira alta, daí que a mesa foi arrastada para o centro da estreita cozinha. Mantivemos então os lugares até desistirmos desta pequena mesa (está guardada na arrecadação) e começarmos a utilizar a mesa grande durante o dia a dia. 

 

O pai manteve o seu lugar no topo, eu e a Lúcia estamos do lado esquerdo e a Maria e a Margarida ficam do lado direito, e mais uma vez ninguém ocupa o outro topo da mesa deixando assim um lugar vago (com a mesa fechada). Mas, não é este o lugar mais cobiçado!

 

E então qual é? 

 

Pois, é o lugar do pai! Durante os dias em que o pai está em Lisboa, e nas várias refeições todas disputávamos o lugar... era do género: a primeira a chegar senta-se lá. E foi assim durante muito tempo.

 

Um dia, ao ler algumas coisas interessantes sobre as dinâmicas das famílias na hora das refeições e perceber que nem todas se sentam a jantar/almoçar ao mesmo tempo pelo menos uma vez por dia, fiquei a pensar na história do lugar do pai. 

 

(isto não é nada significativo eu sei, mas fazia-me confusão)

 

Então se o pai não está alguém ocupa o seu lugar? E, numa manhã tomei a decisão de que ninguém se senta naquele lugar a não ser o pai, se ele não está fica vazio. Como lembrança de que ele nos faz falta. De que ele estar em casa ou não, não é a mesma coisa...

 

E assim temos feito. Tentamos jantar sempre juntos, mas nem sempre conseguimos... por muitas razões, mas quando nos sentamos à mesa, nos nossos lugares, recordamos este "circulo" que construímos feito de aventuras, histórias, problemas e conversas...

 

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Esta fotografia foi tirada no dia 14. O pai fez-nos uma surpresa e ligou a meio da tarde para dizer que jantava connosco. Comemos a comida que tinha sobrado de véspera, fizemos a "bebida especial do Niall" (como lhe chamamos) comprámos um bolo de bolacha e morangos no Pingo Doce e tirámos os copos e os pratos bonitos dos armários, tudo muito simples... e no entanto transbordávamos de alegria!

 

O pai chegava para jantar connosco!... 

 

 

19
Jan17

Quando cai a noite


Olívia

o silêncio faz sobressair os mais pequenos barulhos... a lareira acesa, o estalidos das janelas que se ressentem com o frio que faz lá fora. Tenho neste momento tanta coisa para fazer, todas aquelas coisas que vou mentalmente adicionando a uma lista interminável quando estou fora de casa, mas assim que ponho um pé do lado de dentro as coisas tendem a ter outra dimensão. Pequenas tarefas fazem com que o relógio ande mais depressa do que seria suposto andar. 

 

O tempo não rende. Talvez renda e eu não consiga encontrar o ponto de equilíbrio. 

 

Na maioria das vezes, durante o dia, penso que nesse serão vou fazer mil e uma coisas. Na realidade não chego a fazer um décimo. Uma frustração. 

 

Está na hora de abrir o caderno da gratidão e apontar aquilo que vale a pena, bem sei que não foram poucas as tarefas que fiz hoje, mas não foi o suficiente. Amanhã volto a pensar que vou fazer isto e aquilo. Provavelmente chego à mesma conclusão de hoje. 

 

Se por um minuto eu conseguir pensar em tudo o que aconteceu hoje, como numa retroespetiva, talvez consiga perceber que foi um dia bom. Não um dia horrível e frio de inverno, mas um dia de trabalho, conversas, orações, escuta, sorrisos, decisões, leituras, escrita, de partilha.

 

 

 

12
Jan17

A chaminé


Olívia

Há cem anos atrás, a planta das pequenas casas da aldeia, incluindo a da minha bisavó, era muito simples: uma divisão à entrada e dois quartos separados por uma parede com uma cortina em cada porta. Na entrada havia um "pial" que seria hoje uma bancada, uma mesa ao centro, duas malas (tipo arca), um "prateleiro" e uma grande chaminé com cerca de dois metros de comprido. Mais tarde acrescentaram outros dois quartos ao lado e muito mais tarde uma casa de banho (fora de casa).

 

Enquanto a minha mãe trabalhava, depois da escola eu e o meu primo ficávamos com a avó Sofia e com a bisavó Constantina lá em casa delas (onde também morava o tio Zé e mais tarde a tia Adelaide). 

 

Mas, voltando à chaminé de chão como lhe chamavam, era uma coisa fantástica! No inverno tinha sempre um bocado de lume aceso, o borralho, e uma trempe com uma panela preta ao lume, também era lá que aqueciam a água e fazíamos torradas com fatias grossas de pão espetados num garfo bem pertinho das brasas.

 

A chaminé era tão grande que lá dentro estavam sempre as nossas cadeiras pequenas brancas e esverdeadas, mais um ou dois bancos de palha. Nós, como crianças muito atinadas que éramos, divertíamo-nos com pequenos paus, que conseguíamos acender e depois com a ponta já sem chama, mas em brasa desenhávamos círculos no ar... isto, até sermos repreendidos com um "quem brinca com o fogo... faz xi-xi na cama!" vindo da nossa avó.

 

No verão não havia lume, e dentro da chaminé era talvez o sítio mais fresco daquela casa de paredes de adobe caiadas de branco! Na hora da sesta nas longas tardes de férias lembro-me de estender o "panal" (uma saca gigante) no chão da chaminé e de me deitar lá a ouvir os parodiantes, eu raramente dormia a sesta... ficava ali a sonhar acordada até as velhotas se resolverem que era hora do lanche! Então comíamos melancia com pão e queijos alentejanos, que é uma verdadeira delícia!

 

Hoje, a chaminé continua lá, vazia e fria numa casa fechada há vários anos. Aos poucos, foram morrendo as pessoas que lhe davam vida, já só cá temos a tia Adelaide, mas infelizmente também já não consegue viver lá sozinha... restam-nos aos duas cadeiras que a minha mãe me trouxe e que hoje servem para as minhas filhas se sentarem lá na nossa sala, bem perto da nossa moderna lareira, mantendo vivas as memórias de uma infância!

 

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20
Out16

A volta ao mundo


Olívia

"

...

- Planeámos dia após dia todas as viagens que faríamos assim que nos reformássemos. Quer dizer, as viagens não. A viagem, seria uma viagem contínua. Todos os dias reuníamos informação de coisas que gostávamos de ver e sítios a quem tínhamos mesmo de ir, poupámos dinheiro para isto e o valor das reformas ia ser bem acima da média.

 

Faltava pouco para a minha reforma, com tantos anos de casa e a começar tão jovens íamos reformar-nos antes dos sessenta, estava tudo tratado. 

 

Parecíamos dois jovens, nem queríamos acreditar que finalmente o nosso sonho ia ser realizado, só nós, a viajar... de mãos dadas... o meu marido reformou-se primeiro, depois passado uns meses reformei-me eu. Os filhos já encaminhados, cada qual na sua vida... 

 

E, uns meses depois de eu ficar em casa... foi tudo muito rápido.

 

A ida ao médico, os exames, a notícia, ficámos sem chão. Os tratamentos e ... o fim.

 

Como é possível? Como é possível que ele tenha morrido? E eu? E os nossos sonhos?

 

E agora? O que vai ser de mim? Porquê?

 

Só lhe digo uma coisa: nunca deixe dar um passeio com o seu marido, nem que seja ir ali à esquina comer um gelado. Não vale a pena deixar para depois, se pode nunca haver um depois. Se ele a convidar, vá. Deixe a loiça na mesa, a roupa a molhar-se à chuva, mas vá."

 

---

Sim, este testemunho é verdadeiro, foi-me contado por uma bonita senhora vestida com umas calças pretas e uma blusa branca com bolinhas pretas, com um laço no decote, trazia óculos escuros que fez questão de colocar ao sair da loja, para esconder as lágrimas que não conseguiu conter. 

 

As lições tire cada qual a sua, eu tirei a minha.

 

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10
Ago16

Os sete hábitos


Olívia

das famílias altamente eficazes é um livro excelente.

 

Mas, se o lermos, anotarmos as ideias principais e colocarmos de lado é um livro igual a tantos outros. 

 

Se tivermos coragem de aplicar aquilo que aprendemos com ele torna-se numa das melhores leituras de sempre... infelizmente só agora terminei a leitura e só agora me dei conta de que perdi muito tempo com a teoria e pouco com a prática. Mas, e porque não vale muito continuar a deitar culpas a isto e àquilo ou a esta e àquela pessoa, estou motivada a dar continuidade àquilo que aprendi continuando a implementar algumas ideias básicas.

 

Falei aqui do 3º hábito - Primeiro o mais importante - tempo de família e tempo um-a-um

 

Podem ver também o 1º - Ser proativo - fazendo continuamente depósitos na conta emocional

 

E seguir para o 2º - Começar com o objetivo em mente - fazer a declaração de missão pessoal, conjugal e familiar

 

O 4º será pensar que existe uma forma de resolver as várias questões em que todos ganham, ou seja não é preciso que o outro perca para eu sair vencedora nas minhas ideias e convicções.

 

O 5º hábito - um dos mais importantes - primeiro compreender para depois ser compreendido e não o contrário como tantas vezes eu imaginei! Regras básicas: escutar - comunicar - dar feedback

 

No 6º hábito chega a criação de sinergias onde basicamente podemos ver que juntos somos mais e melhores, ou seja 1+1 dará muito mais do que 2!

 

E por último e bastante importante é investir na renovação familiar, afinando os vários instrumentos que temos ao nosso dispor para que não fiquem obsoletos, fala essencialmente na renovação física/social/emocional/espiritual/mental criando tradições e momentos de cumplicidade!

 

Uma das dicas fundamentais é o amor incondicional:

  • Escutando com o coração - empatia
  • Partilhando autenticamente pensamentos, aprendizagens e emoções
  • Valorizando com confiança, reconhecimento e respeito
  • Rezando com e pelos elementos da família
  • Sacrificando-se servindo sempre com alegria.

 

Três notas finais:

  1. O conhecimento e a esperança conduzem à estabilidade;
  2. O entusiasmo e a confiança conduzem ao sucesso
  3. O sentido de missão e a visão conduzem à significância

 

 Aquilo que nos impede muitas vezes de progredir passa pela autocomisseração,  pela falta de conhecimento, pelo sentido de inutilidade, pelo tédio e sim, passa também pelo medo!

 

 

 

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Mesmo estando exposta na nossa lareira, na sala, fui esquecendo o mais importante, de agora em diante farei questão de a ler todos os dias!

 

 

 

 (uma nota final: fazer cada uma destas coisas unicamente não resulta, fazer cada uma destas coisas uma única vez nunca trará resultados... há que persistir dia após dia após dia...)

 

 

20
Mai16

A Palavra Partilhada #2


Olívia

E aqui fica em quase-primeira-mão o símbolo que já corre por esse mundo fora!

 

É verdade, depois de um serão e algumas tentativas falhadas penso que consegui representar numa imagem a ideia de que a Palavra pode ser lida, meditada, partilhada e vivida um pouco por todo o mundo. Algumas das cartas já seguiram, umas para perto outras para bem longe! 

 

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Quando abrirem a caixa do correio e virem esta imagem toscamente colada no verso do envelope chegou a vossa casa um pedacinho da Palavra que nunca, nunca nos deixa sem alento!

 

Quem ainda não se conseguiu inscrever, basta clicar ali ao lado (Palavra Partilhada)e preencher o formulário, assim que recebo a inscrição, junto ao próximo grupo de cartas que escreverei - estou a guardar pelo menos dois serões para o fazer - assim todos receberão uma carta num curto espaço de tempo, depois é uma questão de ir rodando para que os primeiros voltem a receber uma nova carta!

 

Caso haja algum acontecimento especial, alguma data marcante, algum problema específico basta indicar lá no questionário e terei em atenção a isso na carta que enviarei. 

 

É que uma coisa é escrevermos a pessoas que conhecemos, outra é encontrar a inspiração para escrever a alguém de quem só conhecemos o nome! 

 

 

19
Mai16

Coisas do casamento


Olívia

Estamos em Maio, mês de noivas e de casamentos, mês de flores belas e de sol, as roupas tornam-se mais leves, mais coloridas, procuram-se as sandálias e as t-shirts frescas... deixamos de lado os assados no forno e começamos a fazer churrascos... as janelas de casa estão mais tempo abertas e os dias convidam a viver mais ao ar livre! Em cada primavera renova-se a natureza e claro que os casais apaixonados redescobrem-se e redescobrem a alegria do amor... estou a exagerar!!!

 

De propósito!!!

 

O que eu queria mesmo aqui escrever é muito mais simples e basico: todos os anos, ao ver as montras de roupas bonitas, as cores dos vernizes lá na minha vizinha esteticista, só me vem uma pergunta à cabeça:

 

- Porque é que o meu marido ainda gosta de mim?

 

Tão simples quanto isto.

 

  1. Já fui magra, muito magra, já me arranjei melhor, já tive a barriga lisa, o cabelo com um  corte bem definido, já usei roupas mais "ajeitadinhas" como diz a minha Maria... ando todo o dia com uma espécie de carrapito, as únicas jóias que uso são o anel de noivado (sim... ainda vos hei de contar a história do noivado) e aliança de casamento... as minhas roupas são de anos anteriores e lá está... como referi aqui neste belíssimo post sobre moda, uso os mesmos ténis o dia inteiro... tirando, claro os chinelos quando chego a casa... ou na mais louca das hipóteses ando descalça!
  2. Ora continuando, depois das indumentárias passamos à casa, eu bem me esforço, mas foge-me do controlo a quantidade de coisas que andam nesta casa fora dos sítios... o monte da roupa suja/lavada/por passar/por arrumar, devo ainda confessar que cozinho por obrigação, sim não há cá aquela coisa de fazer comidas cheias de glamour, há comida boa que se faz em meia hora e com os mais simples ingredientes...
  3. Ora bem vitas as coisas também não tenho um cargo de sucesso... é verdade, temos uma loja no comércio tradicional que espero que consiga ir sobrevivendo a esta crise, faço algumas contabilidades de negócios pequeninos e que não me rende assim tanto quanto isso...

 

Depois de tudo isto... pergunto-me o que vê ele para me aturar todos os dias? Para querer partilhar comigo as suas alegrias e tristezas? Para querer andar de mão dada comigo quando vamos em passeio?

 

Ah... não me venham com muitas teorias, a única razão está para além das aparências, das competências domésticas e profissionais... a única razão é, sem sobra de dúvidas porque ele me ama!

 

Só o amor faz com que alguém viva uma vida em comum com outra pessoa mesmo sabendo que ela tem 3.983.575 defeitos!

 

 

É ou não é?

 

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