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Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!

Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!

Aquelas coincidências da vida

Quando, há muitos anos, num piquenique de primavera com um grupo de amigos estive "mais perto" daquele rapaz, por quem o meu coração batia mais depressa, mas que talvez ainda não se apercebesse que eu existia, consegui articular alguma conversa com ele, uma das primeiras perguntas foi qual era o dia do seu aniversário. A resposta foi direta e muito pouco entusiástica: dia nove de julho. Nesse momento fiquei espantada e muito feliz, respondendo que eu fazia a oito... de julho!

 

Quando o nosso namoro dava os primeiros passos, jamais imaginávamos que as coincidências (ou não) ainda iam ser maiores! Pois é. No final de 2007 engravidei e a data esperada do parto era dia 4 de julho. Chegou o dia e nada, mais um dia e outro... e nada!

 

Na segunda feira dia 7 dei então entrada no hospital para que a Maria nascesse, como percebi que o trabalho de parto estava atrasado fiquei ansiosa e receosa que ela nascesse no dia 8. É sempre muito engraçado quando se faz anos no mesmo dia de alguém da família, mas eu sempre gostei que cada um tivesse o seu dia!

 

As horas passaram e nada de ver progressos. Pelas oito da noite conclui-se que não há forma da bebé nascer de parto normal e "agenda-se" a cesariana para dali a uma hora. Assim foi, com tanta confusão perdi a noção das horas, e quando ela finalmente nasceu perguntei logo que horas eram... eram 21.50h de dia 7! "Oh, que bom, disse eu, não queria nada que ela nascesse amanhã", depois expliquei o porquê...

 

Nos primeiros anos ainda consegui forma de ter três bolos, um no dia 7 outro no dia 8 e outro no dia 9, depois chegámos à conclusão de que não valia a pena, bastava um pequeno bolo no dia 7 e uma festa conjunta no dia 9 (ou seguinte para ser ao fim de semana)!

 

Ontem à noite depois de mais uma hora de limpeza intensa (ao frigorífico) conversava com o Álvaro dizendo que podíamos ter cinco festas em meses diferentes, mas não... temos três festas...uma dela três em um!!!

 

Hoje a Maria e a Margarida vão com a madrinha (minha irmã) e a minha mãe ao cinema e ao Mac. almoçar, hoje haverá bolo, hoje damos graças a Deus pelo dom da vida da nossa filha do meio, são nove anos sempre a crescer, de tamanho, mas sobretudo a crescer no coração, nas atitudes e na responsabilidade!

 

Parabéns Maria!

 

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(foto tirada no aniversário de 2016)

 

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As férias e a exploração de mão de obra infanto-juvenil*

Este ano estou muito confiante. Acho que os quatro dias fora me deram outra perspectiva das coisas... enfim, estou a tentar. Então e o que é que mudou nestas férias? Muita coisa. 

 

A grande mudança é que decidimos dar uma oportunidade às nossas filhas mais velhas para mostrarem que são responsáveis e que podemos confiar nelas para ficarem em casa uma parte do dia. A nossa aldeia é pequena, mas sempre me senti com receio de lá deixá-las sozinhas... este ano (e porque investimos num telefone fixo para casa) estou bem mais tranquila, vou ligando, elas ligam quando precisam e as coisas têm corrido bem! 

 

Durante as horas em que ficam em casa (não ficam todo o dia porque vão para os avós um bocado) ficam com a lista de afazeres e com liberdade para verem desenhos animados durante um bocado, o curioso é que - talvez por não estarem habituadas - cansam-se logo e acabam por desligar a televisão... ajudam nas arrumações, e provavelmente embirram uma com a outra!

 

O costume entre irmãos, portanto.

 

 Até à data esta opção está a ter bons resultados, as nossas filhas estão entretidas nas suas coisas, estão em casa à vontade (a loja é pequena) e ainda ajudam nas tarefas de casa.

 

Coisas que fazem parte das listas diárias afixadas no figorífico pela manhã:

  • estender a roupa (deixo tirada da máquina, dobrada num cesto)
  • colocar a loiça na máquina/arrumar a loiça da máquina
  • varrer a cozinha
  • despejar o lixo
  • lavar caixotes e colocar sacos novos
  • apanhar a roupa seca
  • dobrar o que não se passa a ferro

 

 

 

 

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* esta palavra nem deve existir...

O clique e a porta fechada

Ser mãe de crianças/jovens com necessidades educativas especiais (NEE) é um grande desafio.

 

Começa por ser capaz de reconhecer que o nosso filho não se enquadra nos padrões regulares de aprendizagem, e para isso é preciso ter a humildade suficiente para aceitar a opinião de professores, médicos ou até mesmo ter a coragem de marcar aquela consulta de desenvolvimento para ter a certeza do que se passa aos primeiros sinais de alerta. Não é fácil para ninguém admitir que o seu filho tem algum problema, já lá vai o tempo em que as crianças que não aprendiam na escola eram rotuladas de "burras", hoje em dia, as crianças são avaliadas e o ensino é adaptado às suas necessidades consoante o diagnóstico feito.

 

Os estabelecimentos de ensino regulares já têm professores especializados para apoiar as crianças com NEE, têm psicólogos e professores de apoio. Não há que recear. Dando o primeiro passo, o resto se há de compor. 

 

Mas, a maior dificuldade é que a criança aprenda com gosto. E o gosto no estudo não se pode ir buscar a lado nenhum senão ao interior de cada pessoa. Um dia, alguém me disse que muitas vezes estas crianças são assim, meio despistadas e sem "foco" até ao dia em que sentem um "clique" e começam a ver as coisas de outra forma, empenhando-se ao máximo na realização dos seus objetivos.

 

Ora eu, uma mãe como tantas outras que passam por estas coisas, aguardei que realmente um dia este clique acontecesse... e no meio da maior confusão, dos mais complicados problemas algo mudou. E dei por mim a pensar que as "guerras do estudo" tinham diminuído, o empenho estava no máximo, a dedicação era agora uma constante e tanto esforço começava a refletir-se nas notas! Finalmente!

 

Agora tudo parecia mais fácil, os projetos para o 10º ano estavam finalmente em cima da mesa, as disciplinas dos cursos profissionais foram todas analisadas uma a uma e uma ou duas opções ficaram escolhidas. Mas, (porque é que tem de haver sempre um mas?) fecharam-nos a porta!

 

A lei diz que alunos do DL 3/2008 (NEE) só se podem inscrever em cursos profissionais se tiverem (à data da matrícula) no máximo 19 anos.

 

A lei, meus amigos está contra nós!

 

 

Mais uma vez, fecha-nos a porta na cara, manda-nos com os nossos planos para o lixo!

 

É justo? Logo agora que a rapariga quer estudar! 

 

(Se não aceitarem a matrícula numa área, sem ser curso profissional, ao abrigo do 3/2008 e por disciplinas, estou a considerar escrever uma carta ao ministro da educação...)

 

 

 

 

 

 

Uma boa notícia

Hoje queria partilhar aqui uma coisa boa, assim como sinal do agradecimento a todos os que se preocuparam - e preocupam - com a nossa pequena (hoje já não tão pequena) Lúcia.

 

Ontem fomos novamente ao hospital para mais uma consulta de seguimento e avaliação do desenvolvimento da Lúcia.

 

Quem convive de perto com crianças pequenas consegue ter uma noção de que coisas uma criança é capaz de fazer com um ano, por exemplo, por isso, para nós a Lúcia tem sido sempre uma menina normal, mesmo sabendo que as estatísticas não são animadoras em casos como o da Lúcia, pudemos ver que ela é muito espevitada e expressiva, tal como os outros meninos com quase um ano e meio!

 

Mais uma vez, o médico ficou bastante surpreendido com as coisas que ela já sabe, já faz e já diz. Ele e a sua colega observaram, perguntaram... mexe-se bem, usa ambas as mãos, come com a colher, come tudo, dorme bem, repete quase todas as palavras, sabe folhear livros e gosta de histórias... já subiu a escada e parece ser do tipo aventureira sem medo de nada... gosta de cantigas e de brincar com água e terra, descobriu o caixote do lixo e adora deitar tudo lá para dentro, não só anda muito bem, como corre e cai muitas vezes!

 

É um doce!

 

No final de toda a conversa, os médicos deram-nos uma grande alegria quando afirmaram que a Lúcia está muito bem e não precisa de lá voltar!

 

É tempo de darmos graças, de respirarmos fundo!

 

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Estratégias ou experiências?

Gerir uma família faz com que tenhamos de tomar decisões. Umas mais conscientes, outras menos, no fundo o "deixa andar" não é uma boa táctica! E, se achamos que sabemos sempre o que é melhor, depressa nos enganamos e até achamos que não faz mal mudar, que talvez tenhamos de ir tentando novas estratégias e modificando os nossos hábitos. 

 

Não existem fórmulas mágicas, nem dicas eficazes e certeiras em 100% das famílias, umas precisam mais disto outras daquilo e é assim que nascem as rotinas familiares. Às vezes uma pessoa sente-se um cientista maluco a fazer experiências, na esperança de encontrar aquilo que se chama equilíbrio... e se o encontramos durante cinco minutos não podemos esperar que dure toda a vida, estamos sempre sujeitos a interferências, a acontecimentos não planeados, a surpresas agradáveis! Na maior parte das vezes parece que o meu "laboratório" sofreu uma grande explosão e está virado de pernas para o ar!

 

Ora, eu já testei muitas teorias, muitas ideias, esperei que funcionassem comigo como parecem funcionar noutras casas e no entanto na maior parte das vezes sai tudo ao lado!

 

Eu nunca seria a pessoa que hoje sou se não tivesse constituído família. Se não tivesse que aprender a gerir a vida a dois, a três, a quatro e a cinco, se em dada altura seguisse a razão e não o coração só Deus sabe onde estaria agora! Esta foi a minha escolha, e cada escolha traz consequências, não adianta fazer de conta que  "nem quero saber", porque me importo. Importo-me com a vida que quero viver, com as pessoas com quem convivo, importo-me com os valores em que baseio a minha vida e importo-me comigo própria (às vezes nem parece).

 

Posto isto, e porque na vida nem sempre tudo é mau, decidi diversificar as atividades que fazemos em casa e em conjunto... ainda estamos a dar os primeiros passos na concretização de algumas coisas, mas não tem corrido mal, tenho esperança de que aos poucos encontremos a nossa "organização no meio do caos", porque no fundo a felicidade de cada membro da família pode ser construída com pequenas coisas, que juntas num todo poderão - um dia - refletir-se na felicidade da família!

 

 

Projeto "casa das polis" com a Maria:

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(Ok, no fundo eu queria ser perfeita... mas vá-se lá saber porquê, não sou...)

 

Parabéns Margarida!

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Se existem jovens com uma vida diferente, uma delas é sem dúvida a Margarida! E, ser diferente não tem de ser uma coisa má! A adolescência e a juventude são épocas plenas de conhecimento da nossa própria personalidade, procura de uma identidade e crescimento interior! Grandes mudanças, novas amizades, planos para o futuro... tudo isto é viver! Procurar ultrapassar as dificuldades, adaptar a vida às mudanças, procurar a luz no meio da escuridão!

 

Saber que não importa o que aconteça, uma coisa nunca muda: ter uma família que gosta de ti sempre presente como um porto seguro é talvez a melhor prenda que recebes em cada ano da tua vida!

 

Vive! Aprende! Luta! Conquista! Ama! Confia! Sorri!