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Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!


Sábado, 08.07.17

Tarefas domésticas

AVISO: »»---- Post não recomendado a feministas pessoas sensíveis----««

 

Cada família tem uma rotina própria no que a tarefas domésticas diz respeito. Se há ou não divisão ou se há tabela rotativa de tarefas, esse género de coisas. Aumentando a família, aumenta o trabalho, aumenta a quantidade de roupa, de loiça, de compras no supermercado, as paredes aparecem misteriosamente riscadas, cortinados cortados ou rasgados e muito, muito lixo para gerir!

 

Sair de casa dos pais, além de se poder ter o próprio espaço, implica gerir uma casa, que por sua vez inclui - além de escolher toalhas a combinar com os pratos e copos para várias ocasiões - a limpeza e a manutenção do espaço... e toda a gente que já saiu de casa dos pais sabe... dá muito trabalho!

 

Na nossa casa sou eu quem cuido da limpeza, da roupa e da comida. Juntamente com a minha descendência -as mais velhas - esforçamo-nos por manter o nível básico de limpeza e arrumação da casa, por fazer a comida e por ter roupa lavada e passada nos roupeiros. Nunca tivemos empregada doméstica e não está nos nossos planos vir a ter. Em alturas criticas a minha mãe deu-nos sempre uma grande ajuda, neste momento prefiro que ela fique com a Lúcia e dedico-me mais à casa.

 

Nestes mais de catorze anos de "gestora da casa" já falhei muitas vezes e em muitas coisas. Alturas houve em que a casa estava sempre muito bem cuidada, depois aquela época terrível em que deixei de querer saber e ainda a época em que quase-quase consegui ter a casa minimamente em ordem... depois chegou a Lúcia e novamente as coisas começaram a "andar", quanto mais deixamos "para depois", menos fazemos, porque o depois demora muito a chegar. Quero com isto dizer que existiram fases na minha vida em que não tive nem tempo, nem coragem para cuidar da casa como deveria.

 

Sendo que é suposto sentirmo-nos bem em casa, sabendo que não ser a fada do lar esperada não é um defeito, mas uma realidade resolvi recomeçar. Não do zero, porque é impossível retirar tudo de casa e começar de novo, mas do ponto onde estamos.

 

  1. Eu quero que a minha casa seja um local simples, limpo, arrumado e organizado
  2. não tenho tempo para me dedicar a "limpezas de verão" e
  3. temos muita tralha em casa

 

Desta vez, mudei de atitude, se antes considerava que era um sacrifício cuidar da casa, ter mil e uma outra coisas para gerir ao mesmo tempo; passei a considerar o tempo que dedico à casa um tempo de doação, de amor e um tempo meu. Posso ter uma casa à minha imagem, posso colocar tudo o que sou nestas pequenas tarefas aborrecidas, posso oferecer à minha família uma casa cuidada.

 

Isto já vai longo, mas como o blogue é uma espécie de diário, vou continuar...

 

Com a decisão tomada só precisava de força e coragem. Porque a casa estava uma verdadeira confusão (pena ter tão poucas fotografias do "antes" e nenhuma dos sacos de lixo que já retirei... Assim pensei em recorrer à minha "dose de vitaminas" para ganhar mais energia, comecei pouco a pouco, uma hora por dia, as tardes de sábado, as manhãs de domingo... e vejo o quanto já consegui fazer, mais do que "organizar" vejo que esta força e coragem finalmente chegaram, sem sequer ter ido à farmácia! Quantas graças dou em cada dia por esta mudança! Quantas ainda tenho de dar!

 

Não tenho uma data para concluir esta tarefa, mas sei que o farei nos próximos meses.

 

Então e o teu marido, perguntam vocês? Ah... o meu marido tem sido uma grande ajuda, remodelou o nosso quarto o que me obrigou a retirar tudo de lá, colocou chão no roupeiro o que me obrigou a tirar tudo de lá, pintou toda a parte de cima da casa (escritório - sala - espaço de biblioteca) o que... sim, me obrigou a tirar muita, muita coisa de lá!!!

 

É o meu marido que mantém as coisas em funcionamento, é ele que repara, que concerta, que aparafusa e fura, que tem grandes ideias para mudar a casa e ajuda na sua concretização... é ele que incentiva a ideia de destralhar, tendo já feito grandes progressos nas suas "zonas de trabalho", sim, o meu marido não aspira, nem faz comida, não lava loiça, nem passa a ferro, mas tem grandes responsabilidades na manutenção da casa e do quintal... dos carros e das ferramentas das obras... e dos mimos às suas quatros mulheres da casa!

 

Ele é o pilar, eu sou a trave e é assim que a nossa casa, o nosso lar, a nossa família se vai mantendo erguida!

 

 

 

 

 

 

 

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Sexta-feira, 03.03.17

sexta feira

Chove a potes lá fora, diz que vai ser assim todo o fim de semana. A primeira coisa que me salta ao pensamento é que os cestos da roupa suja estão cheios... e vai ser uma tremenda chatice enxuga-la... depois a casa vai andar cheia de pegadas e o alpendre todo cheio de salpicos de lama... viver no campo tem destas coisas. Não vou poder abrir as janelas para arejar, nem colocar as colchas ao sol para apanharem ar, vou começar a colocar em sacos aquelas roupas que não vestimos porque não nos servem... deitar fora, dar, guardar...

 

 

Mas, terei a lareira acesa aconchegando toda a casa, podemos ligar o forno de lenha para fazer qualquer assado no domingo, quem sabe até podemos fazer bolachas caseiras para levar nos lanches da próxima semana, vamos testar um novo bolo, com farinha integral e açúcar mascavado a ver como o pessoal reage. 

 

 

Pretendo avançar um bom bocado na reorganização do móvel da entrada, do hall e da "biblioteca", nada como um dia de chuva para atirar com coisas para o lixo. Ainda tenho de ver onde vou entregar algumas coisas que ainda estão em condições. Combater esta permanente necessidade de estar rodeada de coisas é uma tarefa contínua, tenho feito um grande esforço para não me deixar ir na vontade de guardar tudo... deitar fora, dar, guardar...

 

 

Apesar de não ser propriamente um propósito quaresmal, esta dura tarefa de tornar mínimos os nossos pertences encaixa na perfeição em pessoas como eu. Talvez seja um bom hábito a manter. Duas vezes por ano, dar volta a tudo e retirar de casa o que não se precisa.

 

 

Tenho muitos livros de culinária, daquelas coleções que se faziam com as revistas, estão em casa desde sempre e nunca fiz uma única receita de lá. Vou dá-los. Livros da escola das miúdas... vou dá-los, ou mandá-los para o ecoponto que estão muito estragados... deitar fora, dar, guardar...

 

 

E os brinquedos? Tantos. Uns na sala, outros no quarto, mais ainda na cozinha... deitar fora, dar, guardar...

 

 

E papeis... oh os papeis...

 

deitar fora, dar, guardar...

 

 

 

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Sexta-feira, 10.02.17

Menu mensal

Já estamos a dia 10 e ainda não terminei de escolher comidas para o menu do mês... por favor sejam amigas/os e deixem aqui alguma sugestão:

  • fácil
  • rápida
  • que os miúdos gostem

 

Agradecida, muito agradecida

 

meal-prrp.jpg

 

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Assuntos Importantes:

Terça-feira, 07.02.17

"Se"?

o amor é 1 cor (1).jpg

 

Todos os quadros na nossa casa - à exeção de um que nos foi oferecido e dois que têm os brasões dos nossos sobrenomes - foram pintados por mim, numa outra era. Antes de casarmos, vendo as imensas paredes brancas que ganhavam forma, resolvemos emoldurar cerca de 30 pinturas minhas e decorar assim a nossa casa.

 

Os anos foram passando, os quadros foram mudando de lugar e eis que chegamos ao ano de 2017 e eu descubro que aquela Olívia que assinava subtilmente os quadros já não existe, sim, é verdade. Digo-o sem pena e sem a grande carga que se chama "se". 

 

Eu explico, durante muito tempo pensei que "se tiver tempo compro novas aguarelas", "se voltasse a pintar faria novos quadros", "se isto", "se aquilo", usando também a variante "quando".

 

 Ah, mas eu não vou voltar a pintar! A minha vida hoje é outra!

 

Eu não preciso de voltar ao que fui em 1997 para ser feliz e me sentir realizada. Esta Olívia de hoje, não é uma miúda que estuda artes no secundário, é mulher, esposa e mãe. Gosta de artes na mesma, mas não vale a pena andar com ilusões em busca de qualquer coisa que já não existe.

 

E sabem que mais? É libertador perceber que embora não volte a pintar consigo dedicar-me a outras formas de arte! Descobri a alegria no "Bible journaling" e na edição de imagens (ainda num nível basico).

 

Irei reorganizar a nossa casa, irei torná-la o espelho da nossa nova realidade. Nós temos uma família relativamente maior, há brinquedos na casa, existem locais de descanso e de oração, de confusão e de trabalho artístico... existimos nós, não a Olívia e o Álvaro, mas também a Margarida, a Maria e a Lúcia.

 

De que me vale "congelar a casa no tempo" se esta não serve as nossas necessidades?

 

É preciso começar de novo? Começamos!

É preciso deixar para trás as coisas antigas? Deixamos!

 

É por isso que estou decidida a avançar. A não ter pena do que fica no passado, porque o que aí vem no futuro é certamente muito melhor!

 

 

Deixo aqui o poster que ando a preparar para a nossa entrada!

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Quarta-feira, 21.12.16

Tradições

o homem deixará o pai e a mãe para se unir à sua mulher, e os dois se tornarão uma só carne"

Mt.19, 5

 

Em cada família que começa nascem pequenas tradições que marcam o ritmo da vida do dia a dia, algumas delas vêm de tempos antigos, mas muitas são adaptadas à nova realidade. Nesta época do Natal ouço com  frequência várias destas tradições: o dia de fazer a Árvore de Natal e o presépio, a ementa do dia de Natal, a troca de prendas, os serões animados, as viagens e muito muito mais. 

 

Se há coisa que pode unir uma família essa coisa é a tradição. "Sempre foi assim" - dizem muitas pessoas.

 

Mas, existe também o outro lado desta moeda, existem tradições que separam as pessoas, ideias fixas que não se adequam à nova realidade das famílias... e a época de celebrar torna-se assim num pesadelo...

 

Parece-me que às vezes existe falta de diálogo. Falta de tolerância. 

 

Aqui em casa, durante anos comemos bacalhau com batatas, depois porque nos apetecia variar resolvemos adaptar estes ingredientes e passamos a comê-los de outra forma... ninguém se chateou por causa disso. Cá em casa passamos sempre a noite do dia 24 em família juntamente com os nossos pais e com a minha irmã.

 

As prendas são trocadas depois do jantar (quando não havia crianças esperávamos pela meia noite), nunca em nenhum ano consegui que abríssemos os presentes no dia 25. Os avós gostam de entregar as prendas às netas e ver a sua reação. Eu podia acabar com isto e fazer prevalecer a minha ideia, mas não o farei. Não tenho coragem de lhes tirar essa alegria!

 

Ora, andei aqui a pensar e decidi que este ano todas as prendas que não são dadas pelos avós e pela minha irmã serão abertas no dia 25.

 

Debaixo da Árvore de Jessé estará uma pista e um chocolate e depois escondo as outras prendas pela casa. De pista em pista vão abrindo assim as prendas no dia de Natal.

 

Não é uma coisa antiga, mas se o fizermos este ano e nos próximos... faremos nascer uma nova tradição que deixa contentes todos lá em casa!

 

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Segunda-feira, 31.10.16

Todos os anos é a mesma coisa

Bruxas e bruxedos (sem ofensas Mimi), fantasmas e monstros. E todos os anos tenho de ser a mãe chata que não gosta que as filhas brinquem às bruxas... Mas também o que é que eu quero? Se o mundo oferece sempre melhores alternativas do que a família, as minhas filhas tendem a ser do mundo...

 

Pois bem, este ano vamos dar início a uma nova tradição.

 

Vamos festejar a véspera de Todos os Santos e o dia claro! Vou aproveitar a sugestão que vi em dois blogues católicos e as meninas serão princesas e rainhas (o que se pode esperar de filhas de Deus senão isto?) e serão também uma Santa inspiradora. As escolhas são:

 

Margarida: Merida convertida em Rainha Margarida da Escócia (sua padroeira)

 

 

Merida-Margaret.jpg

 

Maria: Rapunzel convertida em Santa Bárbara

Martyrdom-002.jpg

 

Lúcia: A Bela convertida em Rainha Santa Isabel

 

 

bela isabel.png

 

Andei no Pinterest (aquilo é um mundo, obrigada Marisa por me explicares como funciona) e já reuni algumas ideias, este ano vamos fazer tudo muito simples, que andamos também a preparar uma outra grande festa... mas teremos um serão bem recheado de histórias - já que a ideia é conhecer melhor a história destas Santas - e no dia 1 além de irmos à missa, faremos uma festa de chá, com jogos e muitos doces!

 

Deixo a ementa e mais algumas coisas que fiz para a ocasião:

Ementa.docx

Atividades todos os santos.pdf

SaintBingoCallCards.pdf

 

 

 

 Amanhã ou depois mostro fotos!!!

 

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 (Coroas - check)

 

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Quinta-feira, 22.09.16

Uma semana de aulas - O balanço

Ou antes: o baloiço... umas vezes para cima outras para baixo... 

 

A verdade é que estes primeiros cinco dias de aulas têm sido um grande desafio. Conjugar os horários de toda a gente com as rotinas familiares está a tornar-se muito difícil. Falta de prática, eu sei. Mas mesmo assim, apesar de andar meio "perdida" cinquenta por cento do tempo, na outra metade temos vindo a fazer um grande esforço para que as coisas corram minimamente bem. 

 

A nossa semana é tudo menos uma monotonia, cada dia é bastante diferente! Às segundas, quartas e sextas tenho a Lúcia, mais a Maria a sair às 16.10h e a Margarida com aulas apenas de manhã. Às terças a Lúcia e a Margarida (que tem o dia livre) ficam na minha mãe, a Maria sai às 17.30 porque agora no terceiro ano há inglês no currículo, mas não entra nas horas normais... à quinta a Margarida tem o dia cheio e a Maria sai mais tarde por causa do tal inglês.. ah e a Lúcia fica na avó! A juntar a isto há sempre umas idas à escola para tratar de coisas que são importantes. Sem esquecer que eu e o pai trabalhamos fora de casa.

 

A parte mais complicada é sem dúvida as idas ao médico (temos as consultas da Lúcia no hospital por causa dos problemas do nascimento - ainda não teve alta - e as da Margarida que teve uns contratempos de saúde no verão). Depois de uma época de férias em que as consultas foram adiadas para setembro, estas têm vindo a ser adiadas novamente. Pegar numa agenda e fazer um malabarismo tremendo para encaixar tudo, facilmente se torna numa tarefa ingrata quando num telefonema de segundos me voltam a trocar as voltas. 

 

Não vou armar-me em boa e dizer que consigo fazer isto de olhos fechados porque não é verdade, ainda ontem depois de ter finalmente encontrado forma de "arrumar" as várias tarefas e idas ao médico recebo um desses telefonemas e vai tudo por água a baixo, só me apeteceu gritar!

 

"Ah... querem ter muitos filhos, olha arranjem-se!"

 

Esta pérola ouvi eu - não sabendo a pessoa quantos filhos temos - e é a verdade, queres ter muitos filhos? Prepara-te! E aprende com a vida sem desanimar. E sem baixar os braços.

 

Por isso acabei de "negociar" com o hospital o horário da consulta de amanhã... a ver se consigo que a Margarida seja a última, assim já podia levar a Lúcia e ir buscar a Maria à escola, a minha mãe ao trabalho e deixá-las em casa, a alternativa é ir tudo para casa à hora do almoço... vamos ver no que dá! 

 

Ora então para concluir este meu balanço: ainda não consegui ter uma rotina minimamente aceitável, o pai tem tido trabalhos cá e lá, as filhas estão a chegar a horas, levam os lanches, levam roupa lavada e passada vestida, têm quem as vá levar e buscar, os trabalhos de casa também vão feitos, saímos daqui às sete, estamos a jantar heroicamente às oito da noite, vão deitar às nove e pouco, a casa está mais ou menos apresentável, o cesto da roupa continua a ganhar recordes dignos do Guinness Book...

 

Ah, e muito importante: eu ainda não me fui a baixo!

 

 

 

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 Agenda Aqui (dá para qualquer ano, a minha estava arrumada... comecei a usar agora em setembro)

 

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Terça-feira, 06.09.16

O apego às coisas

É dos meus maiores defeitos. Eu sou do tipo de pessoa que sabe perfeitamente que tudo o que temos nesta vida é passageiro - menos a nossa alma - contínuo a viver agarrada a coisitas como, se de facto, a minha felicidade dependesse disso.

 

Nem preciso de pensar muito para arranjar alguns exemplos que ilustram este apego. Um deles tem a ver com a casa. A casa onde moramos. E, não estou a falar do lar, constituído pela família, estou a falar das paredes, chão e telhado. Só por si a estrutura da casa não teria o mesmo valor que tem um lar. Por vezes conheço pessoas que sempre viveram em casas arrendadas, não importa onde vivem, mas como vivem. E isso é uma grande lição para mim. 

 

Este verão decidimos que não podíamos adiar mais a pintura da casa. Do exterior. A nossa casa amarela, há uns anos passou a ser branca com barras amarelas e agora o pai queria mudar. Mas mudar a sério, para verde. Quando mo disse fiquei triste. A nossa casa ia deixar de ser amarela - estão a ver o nível de apego e de pequenez? - quando começámos a testar cores no site de uma marca de tintas (com uma foto da casa podemos ver o resultado final) eu ia ficando cada vez mais apreensiva. E experimentei o amarelo. E adorei. Mas era para mudar. Certo? Então o top 3 era um coral, um cinza e um azul.

 

Ora depois de uns momentos de reflexão, consegui ver-me a mim própria a ser demasiado agarrada à casa... é só uma casa! Daqui por uns tempos vamos pintar novamente. Não é o fim do mundo!!! Quando o Álvaro foi com a Margarida escolher a tinta eu recordei-me que ele gostava que fosse verde, mas para eu não ficar muito amuada cedeu e concordou com as tais 3 cores.

 

A meio da manhã recebo uma mensagem com a paleta de cores, pois naquela marca não havia as que vimos na net, e lá no meio estava o "verde cristal" - sim, os nomes eram todos assim pirosos - enchi-me de coragem e respondi que podia ser esse se eles gostassem. Ou um cinza. As duas cores que o Álvaro tinha sugerido. E sabem que mais? Nem me doeu assim tanto!

 

Ao chegar a casa vi que trouxeram o verde - "porque foi o que tu mais gostaste" disse o Álvaro, isto de fazer cedências no casal às vezes é assim... e o meu coração ficou cheio de alegria. Seguido de um pânico terrível... se aquilo ficar feio, a culpa é minha! - Ok, não é o fim do mundo... lembras-te?

 

E assim, neste momento, a casa está a ganhar uma nova cor, a família está numa animação, eu estou tranquila, e a vida continua... ah, quando eu deixar de ser picuinhas com estas coisas vou ser tão mais feliz!

 

 

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(Para mais tarde recordar, a casa branca com barras amarelas)

 

 

 

 

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Terça-feira, 19.07.16

A mesa

Há cerca de 14 anos, depois de terminarmos a construção da nossa casa fomos a uma grande loja de mobílias com um orçamento definido e com uma lista de bens essenciais a uma nova casa. 

 

Uma das poucas exigências que tinha era ter uma mesa grande (não tão grande que não coubesse na divisão), sempre gostei de ver uma família à volta da mesa nas refeições festivas! E assim foi, comprámos uma mesa com 8 cadeiras para a sala de jantar e uma de quatro cadeiras para a cozinha.

 

E, durante cinco anos, utilizámos a mesa da cozinha que chegava bem para os dois, mas nos dias de festa era com muita alegria que decorava a mesa grande para poder receber em casa a família e os amigos.

 

O tempo foi passando e de dois passámos a três e depois a quatro, eu passava a maior parte do tempo na cozinha e para não estar sozinha resolvemos trazer a mesa grande para lá, o sofá grande foi para outra divisão fazer uma sala de estar e na cozinha/sala de refeições colocámos um mais pequeno.

 

Neste momento este é o coração da nossa casa! A única divisão em que passamos a maior parte do nosso tempo, é aqui que fazemos a comida, que a comemos, que conversamos, temos alguns brinquedos, o canto de oração familiar, a lareira... enfim, todos os dias é nessa mesma mesa que nos juntamos.

 

E em dias especiais é nessa mesa que juntamos a família e os amigos, é aqui que contamos as novidades, que dizemos parvoíces, que rimos e que tomamos muitas decisões... gostamos tanto da nossa mesa que a usamos como extensão do escritório quando fazemos os orçamentos ou quando trato das papeladas... é aqui que fazemos trabalhos manuais e onde damos largas à imaginação!

 

Quantas e quantas pessoas já se sentaram connosco a esta mesma mesa nestes anos todos? Muitas felizmente! Algumas delas já não o poderão fazer de novo, porque já não estão entre nós... certamente que muitas outras ainda o hão-de fazer brevemente, afinal temos sempre a porta aberta e aguardamos que alguns amigos - um dia - apareçam!

 

Quantas histórias já foram contadas neste local... quantas confidências, quantas gargalhadas dadas e lágrimas sentidas, quantas vidas partilhadas e quantas vidas nos tocaram apenas pela sua presença num dia, numa tarde, numa hora...

 

Eu gosto do silêncio, dos meus momentos de introespeção, gosto do sossego, mas adoro ter a casa cheia! Não importa a desarrumação, a loiça suja, o barulho e tudo isso... nada disso importa porque isso significa que não estamos isolados, significa que temos pessoas que gostam de nós e que gostam de nos visitar!

 

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...Não, não é apenas uma mesa... é tudo o que isso pode significar!

 

 

 

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por Olívia às 15:59

Quarta-feira, 13.07.16

Novas rotinas

Passaram oito meses desde que a Lúcia nasceu, não sei bem como é que o tempo passou tão depressa... mas a verdade é que nestes meses tenho tido um horário "privilegiado" no trabalho, sim que no comércio tradicional trabalhamos de segunda a sexta das 9 às 19h e ao sábado das 9 às 13h, acontece que há sete meses atrás o horário ficou reduzido e tenho saído às 16.30/17h.

 

Mas, muitas outras coisas aconteceram nestes últimos tempos: as férias grandes chegaram, a Lúcia já gatinha e só quer estar de pé... foi tudo muito rápido e eu não contava com isso... na melhor das hipóteses pensava que ela só ia andar depois do 1º aniversário e iria então para a creche... afinal não a posso ter presa dias a fio! Assim, terei de a ir inscrever para começar em setembro, a ver se consigo uma vaga!

 

Os nossos dias têm sido mistos: segundas, quartas e sextas tenho as três filhas comigo na loja, terças, quintas e sábados ficam com a minha mãe. Ô horário também se alargou e agora fecho a loja às 18.30h, chegando assim a casa pelas sete horas. Depois é o corre-corre... uma toma banho, depois a outra, eu dou a sopa à Lúcia e faço o jantar, às sete e meia jantamos, rezamos o terço logo a seguir para ir dar banho à Lúcia pelas oito e pouco enquanto as irmãs arrumam a cozinha... segue-se o leitinho e cama!

 

Tento ainda ler as leituras do dia com as mais velhas e contarmos (à vez) uma história da bíblia, pelas nove e pouco ambas vão para os seus quartos, a Margarida vai ler um bocado e pelas nove e meia a casa fica silenciosa. Normalmente aproveito para pôr a conversa em dia com o Álvaro (ao telefone ou ao vivo e a cores), se houver trabalho ou orçamentos também é nesta altura que os fazemos!

 

E depois descanso os meus quinze minutos para regressar às tarefas do dia: nuns dias contabilidade, noutros passar a ferro, noutros fazer sopas e fruta cozida, noutros trabalhar na Palavra partilhada e nos cartões da Arca do Tesouro.

 

Chego ao fim do dia muito cansada, mas tento ir dando continuidade ao plano bíblico, são mais dez minutos... e depois tenho de dormir...

 

O bom é que no dia seguinte recomeçamos tudo mais uma vez!

 

E dia a dia vamos caminhando, umas vezes mais animada outras mais cansada... uns dias com mais entusiasmo outros com menos. O importante é manter sempre o "foco" no mais importante:

 

"Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos"!

 

 

 

 

 

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por Olívia às 11:01

Sexta-feira, 08.05.15

Renascer

Depois de cada inverno é tão bom poder olhar para os campos que pareciam condenados e ver que estão a brotar novas plantas, novos alimentos, novos frutos, novas plantas!

 

Eu não sou a pessoa mais prendada para trabalhar na terra, mas a verdade é que desde que substituímos a relva por canteiros com vegetais e árvores de fruto que me entusiasma ver as pequenas plantas a desenvolver. Semanas se passam sem que eu repare nelas, passo para um lado e para o outro sempre à pressa porque está na hora de sair para o trabalho, ou porque está na hora de fazer o jantar... mas ao fim-de-semana milagres acontecem!

 

Basta procurar e já os frutos aparecem entre os ramos

 

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As alfaces já estão com dobro do tamanho

 

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Os coentros que nunca cresceram estão tão bonitos

 

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Os rabanetes... esses... já os apanhámos e gostámos tanto que já semeámos mais uns quantos!

 

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E ali mesmo ao lado, cresce a rama das cenouras, como será que elas estão? Vamos aguardar mais umas semanas e depois vamos ver se cresceram!

 

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Tudo à nossa volta parece renascer do nada! Claro que esta mini-horta não nos dá tudo o que precisamos, dá-nos o contentamento de observar o que semeamos e plantamos a crescer e ainda nos dá a possibilidade de comer os nossos alimentos, mas não chega. 

 

Aqui perto existe uma outra horta da qual nos alimentamos na maior parte do ano, a horta dos meus pais, aí há mais variedade de alimentos e muito maior quantidade, na quarta-feira ao chegar a casa tinha à minha porta as primeiras batatinhas novas deste ano, cebolas e ainda umas lindas laranjas!

 

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É sempre uma alegria receber estas ofertas, poder contar com elas ao longo do ano, poder dar à nossa família alimentos bons e saborosos! A juntar às ofertas ainda temos os ovos caseiros dos nossos vizinhos lá da loja onde trabalho, sempre que lhes sobra ovos arranjam logo uma caixinha e dão-me para trazer para casa, e imaginem até nos deram ovos de codorniz... eu sei, é um luxo!

 

E estrelados são uma maravilha!

 

 

Eu sou realmente uma sortuda! Pela quantidade de coisas que tenho, pela amizade das pessoas, pela minha família sempre pronta a ajudar e partilhar aquilo que tem!

 

Que eu nunca deixe de cultivar a alegria, a partilha, a boa disposição e a amizade, pois sem elas a vida não é a mesma coisa!

 

 

 

 

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por Olívia às 06:00

Segunda-feira, 27.04.15

«Depois da tempestade vem a bonança»

Este dito popular é bem verdade, pelo menos até vir outra tempestade!!! 

 

Aos poucos os maiores desconfortos da gravidez começam a atenuar-se, o sono já não é tanto, a energia já parece estar de volta pelo menos para fazer as tarefas básicas do dia-a-dia, os enjoos já não duram o dia todo e finalmente consigo fazer e comer as refeições sem ficar tão enjoada!

 

Doze semanas já passaram! Faltam mais vinte e oito, que espero sejam vividas com toda a tranquilidade e com muita alegria!

 

Assim que passe esta azáfama de Abril e Maio conto começar a pensar na lista de artigos básicos que irei precisar a ver o que me falta, afinal a chegada de um bebé a uma casa onde já não há bebés há seis anos exige que se preparem as coisas com calma e com carinho!!!

 

Com esta melhoria convém que eu pense em aproveitar para ir organizando algumas coisas cá em casa, fazer umas limpezas que têm ficado a meio... e claro que temos de reorganizar os quartos, trocar as mobílias e pintar as paredes que bem precisam... isto é: andar com as mobílias de um lado para o outro e gerir a melhor forma de acomodar os nossos filhos!

 

Quero ainda organizar os roupeiros com a roupa de primavera (não sei se vale a pena, com estas chuvadas) e voltar aos belos e bons hábitos que já faziam parte das nossas rotinas e que com tanto mau estar e falta de energia fui descurando quase por completo...

 

Um deles é voltar aos menus semanais para não ter de me preocupar todos os dias a pensar na velha questão: "o que é o jantar hoje?", por isso perco meia hora a ver o que há na despensa, no frigorífico e no congelador e escolho as refeições da semana toda, em princípio o que temos chega e por isso não é preciso andar a caminhar para as compras todos os dias. A minha irmã ofereceu-me este quadro muito bonito, depois foi só fazer os menus e cada semana vou mudando, quando me apetece troco as refeições entre os dias!

 

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Um outro hábito que nos deixa sempre mais felizes e tranquilos é o momento de oração da noite, que devido a inúmeras coisas já por aqui escritas antes tem vindo a ficar... cada vez mais reduzido.

 

Ontem depois de ouvir a entrevista da Teresa tive a noção de que muitas vezes nos afastamos dos nossos ideais e nem damos conta, por isso há que voltar a ler a história da bíblia, cantar, rezar...

 

Muitas pessoas não entendem o porquê de tudo isto e acham que eu sou diferente, mas a verdade é que eu gosto de ser assim!

 

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Domingo, 15.03.15

Domingo, o 1º dia da semana!*

Todos sabem que o domingo é o primeiro dia da semana, o dia em que nós cristãos celebramos a maior festa da nossa igreja e que é a Páscoa (não o Natal), mas é certo também que muitas vezes encaramos o domingo como o último dia do fim de semana e isso por vezes torna-se "doloroso".

 

Confesso que a semana passada foi uma semana cheia de acontecimentos, atribulações e muito preenchida... Começou tão bem! Estávamos ainda no Norte, entre amigos: conversámos, rimos, partilhámos, e regressámos a casa... 

 

Hoje queria registar aqui a semana inteira vista por mim, a mãe:

 

Chegada a casa (pelas 17 horas) coloquei a roupa a lavar e fui sentar-me no jardim ao sol, ver os passarinhos a voar aqui e ali, enquanto as minhas filhas se entretinham por ali e o marido regava a recem semeada horta! Mas o vento da pré-primavera começava a sentir-se e havia tanto que fazer em casa...

 

Havia malas para desarrumar, caixas para lavar, lanches e almoço para a Maria levar na 2ª feira à visita de estudo a uma quinta pedagógica, textos para o blogue (que ficaram a meio), jantar e almoço para o dia seguinte... a verdade é que com o cansaço as pequenas deitaram-se cedo (antes das 9.30)... e deu tempo para parar e descansar um pouco!

 

Na segunda feira de manhã grandes agitações para ir passear à quinta pedagógica, sair de casa pelas 8 para abalar às 8.45h... esperámos, esperámos e esqueceram-se de mandar o autocarro para a 2ª turma... pelas 9.30h lá abalaram os meninos e a mãe lá foi para o seu trabalho com meia hora de atraso. Além das tarefas de alguém que está atrás de um balcão ainda tive de marcar consulta para mim no centro de saúde (agora sem médicos é uma crise), por milagre havia uma para 4ª feira. Marcar consulta para a Margarida no dermatologista que anda com um problema na cabeça que já me preocupa há tempos... ir buscar a Maria à hora da chegada (a mana foi lá), escutar as novidades sobre como se faz queijo e manteiga. Como saio às 19h chegamos a casa pelas 19.30, fazer jantar, despachar as tropas, rezar, lavar dentes e cama!!!!

 

Na terça feira foi um dia relativamente calmo na loja, ainda que a Maria se fosse estrear na natação na 4ª feira e por isso ter de preparar as coisas com antecedência, fazer umas compras no supermercado... acompanhar o estudo da Margarida, levar a Maria à catequese às 18h (foi com a mana) e ir buscá-la ... ver se o catecismo não fica em casa como de costume!!! O pai vem a casa hoje e por isso tenho de fazer o contrato de trabalho para o seu "empregado", simulação de recibo de ordenado para ele saber os custos que ia ter etc...

 

Quarta feira, dia de piscinas que como se esperava teve direito a choro de medo, mas que passou depressa dando lugar à brincadeira, e que fez com que a Maria estivesse cansada no fim do dia!

Foi preciso tratar da inscrição do empregado na segurança social, mais uma série de coisas relativas ao contrato...

Ainda tive de ir ao médico, sair de lá com exames para fazer, marcar os exames, marcar nova consulta... iniciar os procedimentos para os IRS que já estou a aceitar para Abril e Maio... chegar a casa e continuar as tarefas...

 

Na quinta feira o dia previa-se "calmo", na rotina normal que inclui a catequese da Margarida às 18h, ir buscar a Maria às 16.10h, trabalhos de casa, ir fazer os exames que o médico me marcou... dia do pai vir a casa :) mas o cansaço da semana já se fazia sentir, esta foi uma semana com vários "extras" à rotina... por isso o jantar foi frango assado que levei para casa! Jantar calmo, oração, conversas animadas e caminha que se fazia tarde e às 6h o despertador toca!!!

 

Na sexta feira tudo correu como previsto durante o dia, às 16.10 fui buscar a Maria e lá foi ela com a  avó e com a madrinha para casa, enquanto que eu fui com a Margarida ao dermatologista... para ficar a saber que ela tem psoríase na zona da cabeça... confesso que não esperava... mas o médico é realmente excepcional e explicou-nos tudo o que se deve e não deve fazer a partir de agora, quais as novas rotinas e quais os sinais de alerta, já começou o tratamento e rezamos para que possa ver resultados o quanto antes!

 

Hoje é sábado, e aqui estou eu a escrever enquanto tenho umas pausas na loja, quando chegar a casa às 13.40h terei de colocar comida na mesa (sopa que levarei da minha mãe) e mais qualquer coisa para acompanhar os legumes que já fui ao mercado buscar... terei muito pó pois o pai já deve ter começado a remodelar a nossa casa-de-banho, brevemente serão os quartos que precisam de pinturas... e a vida não pára!!!

 

Graças a Deus que domingo é dia de pausa, dia da família e dia de celebrar!

 

 

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(Imagem tirada da net)

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 *Provavelmente este post será actualizado daqui por uns tempos....

 

 

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Quarta-feira, 25.02.15

A pensar no ambiente

Uma das coisas de que se falou no encontro de sábado foi da nossa forma de sermos mais conscientes com tudo aquilo que nos rodeia, incluindo o nosso meio ambiente, nas escolas fala-se muito disto, fazem-se trabalhos e educa-se com o objectivo de viver sem poluir, reciclar... mas depois na nossa vida de adultos temos tendência muitas vezes a esquecer certas coisas que embora pareçam básicas deixamos para depois.

Uma dessas coisas que lá em casa já se fez, mas que entretanto foi ficando cada vez mais posta de lado é a entrega das embalagens, bulas, e medicamentos fora do prazo nas farmácias.

DSCF1345.JPG

 

Eu bem sei que não custa nada e confesso que tenho andado muito "esquecida", mas desde o início do ano tenho acumulado num saco todas estas coisas, já está quase cheio e está na altura de ir à farmácia mais próxima entregar!

 

É assim que vamos colocando em prática aquilo que já sabemos, o nosso mundo é um presente que Deus nos deu para que aqui possamos fazer a nossa viagem, não podemos estragar tantas coisas bonitas só porque na maior parte das vezes temos mais do que fazer do que colocar as pilhas no pilhão ou o papel no ecoponto azul... o vidro no vidrão e as embalagens no embalão... são pequenos gestos diários que fazemos para que mostremos aos nosso filhos que tudo isto não é nosso, foi-nos emprestado, devemos deixar tudo tão belo quanto encontrámos! 

 

DSCF1344.JPG

 

(este íman está no nosso frigorífico com uma "cábula dos medicamentos" onde basicamente estão alguns dos sintomas e respectivo tratamento, dosagens etc... é só para evitar que o pai e a Margarida tomem coisas que não não são para aquilo que têm... de todas as formas deixei também o aviso:

 

«Se não sabes pergunta à mãe» 

 

 

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por Olívia às 06:00

Segunda-feira, 16.02.15

Minuto a minuto...

...que é como quem diz: Gota a gota!

 

Esta vai ser a minha tarefa nos próximos tempos. Encontrar forma de gerir nos vários bocados do meu dia as várias actividades a que me proponho!

 

Tento dividir o que posso fazer em casa e o que posso fazer enquanto estou na loja, agora também secção de IVAS e IRS para as clientes habituais que confiam em mim o suficiente para me entregarem a papelada.

 

Lá em nossa casa a mesa de jantar é nas horas vagas escritório, mesa de artes e trabalhos, local de conversa e de pesquisa, desde que namorava sempre dizia que queria ter uma mesa grande, afinal quantas coisas se passam em volta de uma mesa? Quantas conversas, decisões, raspanetes, troca de ideias? 

 

Quem entrar na nossa casa, em qualquer altura, vai ver papelada por aqui e por ali, dossiers, catálogos e amostras de materiais de construção, livros de oração, desenhos infantis, jogos... e por aí fora. Nesta casa que em tempos estava sempre em estado "impecável", hoje transborda de vida que é como quem diz, nunca está arrumada. Mas como poderia estar? Como poderíamos ter tudo nos seus lugares, sempre arrumado? É impossível.

 

IMG_20150214_202559.jpg

 

Por isso está tudo sempre à mão... anotações para textos, planos para os encontros de oração, orçamentos, papeis da escola, canetas, missal, livros...

 

Em cada minuto "livre" (em que o comer está ao lume, enquanto o pai não chega) sento-me e no meio deste meu caos tento ir adiantando os textos do blogue, a agenda dos encontros mensais, as jornadas em Abril, as celebrações, os textos de partilha, conto ainda ter tempo para me dedicar às Famílias de Caná sempre que me seja pedido, e tomara que em breve estejamos a preparar um retiro aqui pertinho, isso é que era uma grande alegria! Mas enquanto isso não acontece, vou continuar aqui nas minhas contabilidades...

 

Há momentos em que parece que não vou conseguir continuar, em que o cansaço quase ganha ao entusiasmo... que o tempo parece não chegar... que a noite é curta para as tarefas que tenho de terminar... que o dia não terá horas para o que me proponho fazer. 

 

Então pego nos Salmos e leio, páro e recomeço...

 

O Senhor é refugio do oprimido,

a sua defesa nos tempos de angústia"

Sl 9, 10

 

 

Apesar de tudo considero-me uma pessoa feliz e preenchida, sei que ocupo o meu tempo com coisas produtivas que embora pareçam migalhas, para mim são como montanhas!

 

Uma excelente semana para todos... que o meu dia de trabalho hoje terminará perto da meia noite... até lá rezem por mim, para que não desanime!

 

Amanhã descansarei... um bocadito!

 

 

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