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Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!

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18.08.17

Ânsia

Olívia

ân·si·a 

substantivo feminino

1. Perturbação acompanhada por dificuldade em respirar.

2. Desejo ardente ou intenso. = ANELOANSEIOSOFREGUIDÃO

3. Comoção aflitiva do espírito que receia que uma coisa suceda ou não. (Mais usado no plural.) = AFLIÇÃOANSEIOANSIEDADE

4. Mal-estar físico acompanhado de vontade de vomitar. (Mais usado no plural.) = ENJOONÁUSEAVASCAS

5. Momento que antecede a morte. (Mais usado no plural.) = AGONIAESTERTOR


"ânsia", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://www.priberam.pt/dlpo/%C3%A2nsia [consultado em 18-08-2017].
 
 
 -----*-----
 
Às vezes sinto esta vontade intensa de fazer mais. De ver mais. De sentir mais. De passear mais. De ter mais. Sinto-me presa por viver numa aldeia pequena, de trabalhar todos os dias numa loja antiga e pequena, de viver numa cidade pequena. Tenho vontade de sair daqui, de ir onde os outros vão, experimentar as coisas que os outros mostram a toda a hora nas redes sociais, de partir de viagem sem destino, ficar em hotéis bonitos, tirar fotografias perfeitas, rir a toda a hora, aproveitar bem a vida. 
 
 
Depois, experimento uma dessas coisas - mesmo uma pequenina - e percebo que afinal não era bem o que eu esperava, sinto aquele misto de frustração com desilusão... "tanta expetativa e era só isto..." percebo que se observar melhor todas as vivências felizes dos outros, se calhar se fosse eu, naquela hora sentiria de novo a sensação de desilusão... será defeito meu? Porquê? Espero demais das coisas? Das pessoas? Iludo-me na esperança de que haja um dia uma experiência que me deixe maravilhada ao ponto de afirmar que foi muito melhor do que aquilo que imaginei?
 
Se calhar tenho uma imaginação demasiado fértil e sinto uma expetativa demasiado grande para as coisas desta vida... queria ir a uma loja da muito in lá de Lisboa, quando lá entrei estava verdadeiramente feliz... passados cinco minutos não havia meio de sair dali, não encontrei nada do que queria... tinha demasiadas pessoas que andavam para lá e para cá... fiquei triste... mas pelo menos fui lá, não tenho vontade de voltar... se calhar transformei-me num "bicho do mato" habituei-me a viver neste ritmo mais parado, acostumei-me a esta "pasmaceira", como se vivesse num mundo imaginário produzido pela minha imaginação, onde aqui pelo menos sei como as coisas são!
 
 
Só espero que quando morrer veja finalmente a luz, sinta aquela sensação de que nunca vivi nada assim... porque tenho a sensação de que ficarei sempre assim com ânsia de experimentar e frustrada com a experiência...
 
 
 
 
04.08.17

Às vezes não chega...

Olívia

Tentamos ser mulheres decididas, firmes, de bem com a vida... mas às vezes não chega.

 

Tentamos ser esposas dedicadas, amáveis e prestáveis... mas às vezes não chega.

 

Tentamos ser mães presentes, preocupadas, disponíveis... mas às vezes não chega.

 

Tentamos ser donas de casa controladas, organizadas e imaginativas... mas às vezes não chega.

 

Tentamos ser profissionais no nosso trabalho, pro ativas e honestas... mas às vezes não chega.

 

Tentamos curar pequenas feridas, fazer refeições fora do normal, tentamos construir castelos, ter a roupa alinhada, tentamos ajudar naquela conta teimosa ou naquele trabalho complicado... mas às vezes não chega.

 

Há dias em que o nosso muito parece um grão de pó.

 

Ser mulher é dose!!!

 

 

 

 

 

 

20.06.17

Tudo o que se perde

Olívia

Nos últimos dias tenho procurado reduzir a procura de mais e mais informação sobre a catástrofe que e abateu neste país em que vivo, acompanho algumas publicações aqui no Sapo, outras no facebook, mas não vejo televisão. Não consigo. Três dias de luto nacional se calhar é muito pouco - eu nem sei bem para que serve o luto nacional - vejo imensas mensagens de condolências, bandeiras a meia haste, espetáculos cancelados (outros agendados). Mas o luto, esse vive-se no coração de quem tudo perdeu. Não me parece que existam muitas pessoas a quem tudo isto lhes passe ao lado. A vida segue o seu curso. Aqui, lá, em todo o lado. Aqui eu percebo. Estamos longe, não temos amigos entre as vítimas, não conhecemos ninguém a quem a tragédia bateu à porta, hoje é dia de consulta no médico, dia de escola, tenho de fazer o jantar como de costume. E mesmo assim, dói. Dói no coração, e mais fundo ainda. Não sei, nem imagino o sofrimento de quem não sabe dos seus, de quem espera, de quem só vê destruição. Perante uma tragédia destas os dias parecem-me diferentes, mais tristes, mais dolorosos. Lá, onde o fogo continua a arder o que sentirão aquelas pessoas, como conseguirão continuar com a vida depois disto? O tempo vai passar, será que nos continuaremos a lembrar de cada uma das vidas que se perderam? Será que alguém terá um dia coragem para mudar o que está errado? Nós vivemos nesta Terra, somos cuidadores dela, tudo o que temos é emprestado, para gerirmos com a melhor capacidade, perguntam sempre onde está Deus no meio da tragédia, sempre. Misturam sempre palavras "castigo", "justiça", "deuses". Deus não quer o mal. Deus deu-nos a capacidade de sermos livres pelas escolhas que fazemos, desde aquilo que queremos comer, àquilo em que transformamos cada milímetro quadrado da Terra. O ser humano é inteligente. É autónomo. É responsável.

 

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