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Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!


Sábado, 18.02.17

Não há dinheiro no mundo

 

 

que pague aquela sensação no coração quando fazemos o que está certo.

 

Mesmo que isso nos custe.

 

 

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 Bom fim de semana!

 

 

 

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Sexta-feira, 29.07.16

Férias em casa

Ora eu já andava com vontade de fazer um fim de semana diferente em casa pelo menos uma vez por ano, criando assim uma "tradição familiar". E este texto que esteve destacado no Sapo veio justamente dar algumas ideias e o incentivo que eu precisava para ir para a frente com a ideia.

 

Terei ainda de ver os aspetos práticos, que alimentar 5 implica loiça suja e tudo mais, mas hei de conseguir programar bem isto para de facto passarmos um fim de semana em casa como se estivessemos numa casa de turismo rural com aqueles pequenos almoços diferentes ou quem sabe não faremos um brunch?

 

Ás vezes nós adultos tendemos a complicar demais as coisas, e ter uns dias diferentes nem sequer implica gastar rios de dinheiro ou fazer grandes viagens. Parece-me que os nossos filhos recordarão um dia, não tanto os locais onde fomos, mas a forma como nos divertimos e as tolices que dissemos.

 

Estive a concluir - durante estas duas semanas - a 2ª metade do livro "Sete hábitos das famílias altamente eficazes" - hábito 5, 6 e 7 - e é engraçado ter escrito um texto sobre a mesa da cozinha ainda antes de ter chegado a essa parte, no fundo estamos no bom caminho. Mas ainda é preciso grandes ajustes lá por casa e acima de tudo grandes mudanças na minha maneira de ser e de agir.

 

Afinal estamos sempre a tempo de mudar, certo?

 

 

 

 

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por Olívia às 08:20

Sexta-feira, 01.07.16

diário da gratidão

E porque hoje este blogue faz dois anos, resolvi iniciar um "Diário da Gratidão", será um blogue paralelo onde farei o exercício diário de agradecer, porque é mais feliz quem agradece do que quem passa o dia a reclamar...

 

#1 

 

Hoje agradeço por todas as pessoas que visitam o blogue, pelos que partilham as suas vivências comentando de vez em quando, pelas mensagens que recebo no email, pelo carinho e pelas partilhas que tenho recebido.

 

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Segunda-feira, 27.06.16

Para mim, ou "para o outro"?

Como é que uma pessoa faz a coisa certa, e o sentimento com que fica é de tristeza em vez de satisfação?

 

A resposta encontrei-a à bem pouco tempo. De facto há uns anos, eu pensava que devia fazer bem aos outros, para ser boa pessoa, para ser boa amiga. Assim, sempre que fazia alguma boa obra orgulhava-me de o ter feito e sentia uma enorme satisfação.

 

Por outro lado, nas coisas mais significativas  que fiz nunca em momento algum me senti " a maior". Ora a contradição de tudo isto fez com que aos poucos conseguisse ver a tal linha que separa a caridade da caridadezinha. Quantas vez eu fiz a segunda em vez da primeira? Muitas, infelizmente.

 

Cada vez que dei uma roupa que já não me servia a alguém, cada vez que dei o que me sobrava, cada vez que me senti orgulhosa de contribuir para alguma "causa". Uma série de vezes, portanto.

 

Poucas foram as vezes em que, desprendida de orgulhos e munida de humildade ofereci aquilo que me fazia falta, ou fui ao encontro de alguém quando pecisava desse tempo para outras coisas, quando foi então que fiz alguma coisa e senti, no final, uma dor tão forte no coração em vez de uma alegria imensa?

 

É um bom exercício que tenho feito: considerar zero tudo o que faço só para me sentir bem, afinal não o estou a fazer pelo "outro", mas para mim mesma! Não estou a fazer o bem, apenas a alimentar o meu ego...

 

Se imaginar duas caixas vazias - uma para a verdadeira caridade outra para a caridadezinha e, por cada "boa obra" que já fiz, me questionar se o fiz por mim ou pelo outro, qual a caixa que enche primeiro? Pois é, a verdade custa sempre muito a admitir... certamente que poucas foram as vezes em que aquilo que fiz foi totalmente desprovido daquela sensação de superioridade perante os outros e foi feito com dor e humildade...

 

Acho que já vai sendo altura de deixar de falsos moralismos e falsas obras de caridade... preciso de encher a minha caixa da caridade com verdadeiras obras em favor dos outros!

 

 

 

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Noutra ocasião estava Jesus sentado no templo, em frente da caixa das ofertas, e observava como o povo lá deitava dinheiro. Muitas pessoas ricas deixavam grandes esmolas. Nisto, chega uma viúva pobre e põe na caixa duas moedas de cobre com pouco valor. Jesus chamou os discípulos e disse-lhes: «Fiquem sabendo que esta viúva pobre deitou mais na caixa do que todos os outros. Eles deram do que lhes sobejava; ela, porém, na sua pobreza, deu tudo o que tinha para viver."    Mc 12 41:44

 

 

Boa semana!

 

 

 

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Quinta-feira, 16.06.16

A outra aldeia

Hoje não vou escrever sobre a aldeia onde moro, mas sobre a aldeia a que pertenço enquanto família de Caná. Esta nossa aldeia tem estado de certa forma "adormecida", mas vigilante. Sabemos que nem sempre conseguimos estar todos juntos, mas isso não nos impede de sabermos que estamos unidos muito para além da partilha do mesmo espaço físico. 

 

Quando nos propusemos a dar os primeiros passos na concretização desta aldeia sabíamos desde logo que não seria fácil fazermos um encontro mensal, tínhamos na altura alguns projetos e tentámos encontrar formas de nos colocarmos ao serviço. Pensámos em estar junto dos jovens que se preparam para o matrimónio, ou dos pais que pedem o batismo dos seus filhos, pensámos em estar próximos de famílias que precisassem de apoio espiritual... enfim ideias e mais ideias... no entanto o tempo foi passando e algumas destas ideias foram ficando a aguardar oportunidade de serem concretizadas. 

 

Agora, ficámos a saber que está para ganhar "vida" o novo site das famílias de Caná, está aos poucos a receber contributos das várias aldeias e isso fez-me repensar e reanimar a chama que ardia muito pequenina na nossa aldeia.

 

Quem me conhece sabe que eu tenho a ligeira tendência a fazer listas e tabelas, é mais forte do que eu, assim resolvi tentar traçar um "plano" para o resto deste ano de 2016. Depois de trocar alguns emails com a família da Marta e do João chegámos à conclusão de que faríamos o nosso melhor para que a aldeia continuasse e que avançávamos então com o plano anual, que será dedicado essencialmente ao serviço/visitação.

 

O plano completo estará então disponível no novo site, muito em breve, para já fica o convite a quem se quiser juntar connosco no dia 2 de julho - o primeiro sábado do mês - iremos procurar agendar um encontro na instituição onde a Margarida viveu durante algum tempo:

 

 

Local:   Santarém 15h Consagração e Rosário Visita à Fundação Andaluz - Entrega de bens

 

 

É muito simples juntarem-se a nós, basta entrarem em contacto para que possamos encontrar-nos num local central (exemplo: igreja do Milagre), daí seguimos para a fundação onde teremos certamente a oportunidade de fazer uma pequena visita.

 

Não tenham medo de arriscar, apareçam!

 

 

 

 

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Quinta-feira, 19.05.16

Coisas do casamento

Estamos em Maio, mês de noivas e de casamentos, mês de flores belas e de sol, as roupas tornam-se mais leves, mais coloridas, procuram-se as sandálias e as t-shirts frescas... deixamos de lado os assados no forno e começamos a fazer churrascos... as janelas de casa estão mais tempo abertas e os dias convidam a viver mais ao ar livre! Em cada primavera renova-se a natureza e claro que os casais apaixonados redescobrem-se e redescobrem a alegria do amor... estou a exagerar!!!

 

De propósito!!!

 

O que eu queria mesmo aqui escrever é muito mais simples e basico: todos os anos, ao ver as montras de roupas bonitas, as cores dos vernizes lá na minha vizinha esteticista, só me vem uma pergunta à cabeça:

 

- Porque é que o meu marido ainda gosta de mim?

 

Tão simples quanto isto.

 

  1. Já fui magra, muito magra, já me arranjei melhor, já tive a barriga lisa, o cabelo com um  corte bem definido, já usei roupas mais "ajeitadinhas" como diz a minha Maria... ando todo o dia com uma espécie de carrapito, as únicas jóias que uso são o anel de noivado (sim... ainda vos hei de contar a história do noivado) e aliança de casamento... as minhas roupas são de anos anteriores e lá está... como referi aqui neste belíssimo post sobre moda, uso os mesmos ténis o dia inteiro... tirando, claro os chinelos quando chego a casa... ou na mais louca das hipóteses ando descalça!
  2. Ora continuando, depois das indumentárias passamos à casa, eu bem me esforço, mas foge-me do controlo a quantidade de coisas que andam nesta casa fora dos sítios... o monte da roupa suja/lavada/por passar/por arrumar, devo ainda confessar que cozinho por obrigação, sim não há cá aquela coisa de fazer comidas cheias de glamour, há comida boa que se faz em meia hora e com os mais simples ingredientes...
  3. Ora bem vitas as coisas também não tenho um cargo de sucesso... é verdade, temos uma loja no comércio tradicional que espero que consiga ir sobrevivendo a esta crise, faço algumas contabilidades de negócios pequeninos e que não me rende assim tanto quanto isso...

 

Depois de tudo isto... pergunto-me o que vê ele para me aturar todos os dias? Para querer partilhar comigo as suas alegrias e tristezas? Para querer andar de mão dada comigo quando vamos em passeio?

 

Ah... não me venham com muitas teorias, a única razão está para além das aparências, das competências domésticas e profissionais... a única razão é, sem sobra de dúvidas porque ele me ama!

 

Só o amor faz com que alguém viva uma vida em comum com outra pessoa mesmo sabendo que ela tem 3.983.575 defeitos!

 

 

É ou não é?

 

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Sábado, 14.11.15

Quem é este bebé tão lindo?

Dia 11 de novembro, com os documentos, as malas, e muita esperança abandonámos o hospital que nos serviu de "poiso" desde o dia 5. À saída exclamámos um "Graças a Deus, que Deus seja louvado, hoje e sempre"! Ainda nessa manhã durante a viagem para Lisboa escutávamos:

 

«Não foram dez os que ficaram curados? Onde estão os outros nove?
Não se encontrou quem voltasse para dar glória a Deus senão este estrangeiro?»

 

Não podíamos deixar de ser como o estrangeiro, o único a dar graças, como podíamos seguir viagem sem sentir o nosso coração a transbordar de gratidão?

 

Muito havia agora para recuperar: as forças, o animo, o tempo em família... o cansaço começava a fazer-se sentir, mas em casa esperavam-nos as nossas duas filhas ansiosas, finalmente pudemos fazer a festa, finalmente pudemos deitar a Lúcia no seu berço que preparámos com tanto amor, finalmente pudemos respirar de alívio.

 

E como é que isso se faz? E difícil respirar assim depois de tantos dias de coração apertado... acho que passados estes dias ainda me é difícil respirar fundo e sentir que tudo já passou.

 

Agora, olho para a minha bebé e pergunto: "Quem és tu meu doce?" 

 

És a bebe que me tiraram a nascença, és a bebé que não me deixaram embalar... e agora estás aqui à espera que cuide de ti, à espera que seja tua mãe finalmente!

 

Observo cada expressão do teu rosto, cada choro, cada sorriso, agora chegou a minha vez, agora finalmente posso tentar conhecer-te, aos poucos saberei o que cada choro me diz... aos poucos reconhecerei cada expressão tua!

 

Aos poucos a nossa família estará recomposta de tanta confusão, aos poucos o medo dará lugar à alegria e o desânimo dará lugar ao entudiasmo!

 

 

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Estarei por aqui, sempre que me seja possível escrever pois tenho muito para contar... terá de ser às prestações, claro, que a Lúcia precisa muito da mãe... e a Maria e a Margarida também... já para não falar do pai, que aguentou forte este barco que andou à deriva durante uns dias... à deriva, mas com o Mestre ao leme... ou teria afundado certamente!

 

 

 

 

 

 

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Sexta-feira, 29.05.15

Há trabalhos e trabalhos

Todos os dias temos de dar o nosso melhor em cada tarefa que fazemos. Isto é o esperado de quem realmente se entrega ao seu trabalho, seja ele varrer ruas, gerir uma grande empresa, dar aulas, atender ao balcão ou estudar...

 

Mas uma coisa tenho de confessar, existem tarefas que faço com tal emprenho que até me espanto comigo própria... se por um lado preencher um anexo F ou um anexo G me dá dores de cabeça, pensar num nome ou no logótipo para a empresa aqui do super pai é coisa para me deixar cheia de entusiasmo!

 

Quis a vida que neste último ano se tomassem algumas decisões, o que por um lado nos faz ficar apreensivos, mas por outro significa andar para a frente!

 

Uma delas foi passar de nome individual para empresa. E para se ter uma empresa é preciso um nome, e para se ter um nome é preciso pagar para que seja aprovado, caso já exista há que pensar noutro.

 

Foi o que aconteceu, o nome que já tínhamos "inventado" há três anos afinal já alguém tinha inventado, pelo que passámos um serão em busca de outros dois nomes. Depois de enviados à entidade competente e de esperarmos alguns dias chega a resposta.

 

E com a resposta mais uma tarefa a de "inventar" um logótipo e fazer uma página na internet, perdoem-me as pessoas que realmente são criativas e sabem trabalhar com as ferramentas de design pois vão achar o meu trabalho muito fraquinho, mas estas coisas deixam-me sempre tão contente e cheia de orgulho no meu marido!

 

E este tipo de trabalho é mesmo bom para desanuviar das papeladas e dos números!!!

 

Aqui fica o logótipo:

 

 

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E a página AQUI Ainda não está terminada, mas com tanto trabalho foi só o que consegui alinhavar! Para fins de Junho já regresso lá e componho a coisa!

 

Se virem uma carrinha branca com este lindo logótipo, já sabem quem lá vai!!!!

 

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 Permanece firme na tua tarefa,

consagra-te a ela,

e envelhece na sua realização."

 

Ecli. 12, 20

 

 

 

 

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Quinta-feira, 02.04.15

A alegria do serviço

Hoje é daqueles dias em que deveria ser feriado, para os cristãos esta é uma daquelas datas a assinalar sempre! Hoje celebramos a instituição da Eucaristia! 

 

Ao redor deste mundo imenso da qual fazemos parte se celebrará das mais variadas formas este dia tão importante e que inicia a caminhada rumo à Páscoa! Gosto sempre de pensar que esta unidade de cristãos é uma realidade positiva e que nos engrandece enquanto pessoas. Saber que algures por aí nas vossas cidades, vilas e aldeias, até mesmo noutros continentes as pessoas se unem para celebrar um acontecimento importante deixa-me muito feliz!

 

De todos os aspectos deste dia gosto sempre de reter o que para mim dá sentido a toda esta caminhada - o serviço, o estar disponível, o fazer-se o mais pequeno entre todos, o não querer ocupar o primeiro lugar para ser feliz!

 

Quantas pessoas conhecemos que deixam de lado os seus confortos e se colocam ao serviço dos outros? São estas pessoas que nos mostram na prática a importância de ter sempre os outros em primeiro lugar, são pessoas inspiradoras que caminham muitas vezes no anonimato, nas sombras, que visitam as prisões, que estão com os doentes nos hospitais, nas suas casas, que procuram os idosos e com eles conversam um pouco, que tomam conta das crianças sem receberem nada em troca a não ser a eterna gratidão de quem precisa, pessoas que dão daquilo que é delas porque sabem que ali ao lado existe quem não tenha o suficiente para mais uma refeição, que passam as noites na rua para que os sem abrigo tenham um agasalho e um prato de sopa...

 

Pessoas que lutam pelos direitos dos homens, das mulheres e das crianças, pessoas que não desistem de nos mostrar que todos somos importantes não importa como somos, pessoas que dão dos seu tempo para nos mostrar que vale a pena existir, independentemente das doenças que temos...

 

A todas estas pessoas: que Deus vos abençoe sempre para que possam ser na terra a Luz de Cristo Ressuscitado!

 

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Quinta-feira, 05.03.15

Viver Modestamente

«A ver se vais arranjar esse cabelo, olha que o teu marido um dia destes começa a olhar para os lados à procura de melhor»

 

Esta frase foi um conselho de uma mãe para uma filha (de quarenta e alguns)... ela depois de me contar olhou para mim e comentou que até ficou de boca aberta a olhar para a mãe!

 

Será que é mesmo assim? Será que se não nos vestirmos de acordo com os padrões da moda, não andarmos com os cabelos sempre cobertos de tinta a ver se os brancos não aparecem ou porque a cor está na moda e acessórios da última coleção, os nossos maridos vão à procura de melhor? Isto não era suposto incomodar-me porque tenho os meus padrões de vida já definidos, mas acabou por me incomodar... andar desleixada é uma coisa, sair de casa sem pentear o cabelo,  suja ou com roupa rota (desde que não seja marca fina) é péssimo!

 

Ninguém gosta que o seu ou a sua mais que tudo ande em estado de calamidade, mas daí a ter que cumprir com certos padrões de moda parece-me excessivo e faz descer uma relação a um nível muito baixo confinando-a a uma relação de "montra" onde a coisa só tem sucesso se estiver muito embelezada... até tenho medo de pensar nisto... a sério que tenho!

 

Quero acreditar que numa relação madura, neste caso a minha, existem atributos muito mais importantes do que cabelo atado com um elástico (mesmo daqueles da farmácia todo xpto que até comprei no outro dia), ou com a camisola que já se usou em 1998... quero acreditar que o facto de termos assunto para conversar, piadas que só nós entendemos, gestos e olhares que dizem mais do que muitas palavras são factores mais do que importantes na lista do "interesse" entre um casal... 

 

Estas coisas dão-me a volta à cabeça... e não deviam dar... eu sinto que pintar ou não pintar é uma opção pessoal, usar ou não usar joias e malas último modelo também... mesmo na minha fase mais "empapoilada" nunca me perdi com modas, tinha de usar uma roupa mais cuidada e calçado mais bonito pois parecia que era mesmo assim, depois comecei a perceber que podia andar mais descontraida, por fim engravidei e a roupa passou a ser duas ou três mudas alternadas, calçado confortável e mala ou mochila onde coubessem as minhas coisas, depois disso continuo assim, não tenho muita roupa, não perco tempo em compras e não ando a desesperar por esta ou aquela peça roupa (tirando umas calças normais de ganga que não tenham cintura descaída e que sejam largas em baixo)!

 

Continuo a acreditar que existem coisas com mais conteúdo do que o aspeto exterior das pessoas, não julgo os outros pela forma de vestir, não julgo o meu marido pelos cabelos brancos... também era bonito se não me julgassem a mim... ou à minha amiga, ou à amiga dela...enfim foi só um desabafo!

 

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Domingo, 22.02.15

I Domingo da Quaresma

Palavra de ordem: PREPARAR!

 

Como cá em casa gostamos de ser activos nas nossas caminhadas, e depois de começarmos os preparativos para o "Caminho de Jerusalém", o nosso ideal e as regras da quaresma, há que trabalhar a parte interior, sem esforço interior nada destas coisas fazem sentido.

 

Não vale a pena decorar a casa com panos roxos se vivemos uma semana cor-de-rosa, não vale a pena recordar os mistérios dolorosos, se no fundo vivemos no excesso e na algazarra... para que isto não aconteça precisamos de muita força de vontade e cabe-me  a mim enquanto mãe dar o exemplo.

 

Afinal de que estou eu disposta a abdicar nesta quaresma? Que sacrifícios vou eu fazer?

 

Num destes dias ao jantar pedi a cada uma das minhas filhas que dissesse três coisas que a irmã faz e não devia fazer, depois pedi a ambas que dissessem três coisas que eu não devia fazer, as respostas rondaram todas no mesmo "não ralhar tanto", "não embirrar", "não gritar". Parece-me que tenho aqui um ponto de partida para esta caminhada...

 

De facto é difícil para mim ter de repetir muitas várias vezes a mesma coisa e não ver resultados, chegar e ver as coisas espalhadas, ter de estar a chamar a atenção pelas maneiras à mesa, repetir que é preciso lavar sempre as mãos, que a roupa clara não deve ser misturada com a roupa escura na máquina, que se a máquina da loiça já lavou é preciso arrumá-la, que é hora de ir para a cama... coisas assim, que isoladas não são nada de especial, mas todas juntas e depois do cansaço de um dia de trabalho parecem o fim do mundo.

 

Parecem, mas não são. E por isso mesmo nesta quaresma irei esforçar-me mais por não estar sempre a reclamar disto e daquilo, gritar ainda menos e repetir as mesmas coisas as vezes que for preciso.

 

Parece fácil? Não sei se vou conseguir, mas sei que tenho uma arma secreta: tenho consciência das minhas falhas, sei reconhecê-las (mesmo que me doa) e sei pedir a Deus que me ajude, só me resta ser humilde o suficiente para fazer isto TODOS os dias, mesmo quando a quaresma terminar, aí sim a minha caminhada interior poderá reflectir as flores e a alegria da Páscoa...

 

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Sábado, 21.02.15

Quando eles crescem!

Acho que todos os pais um dia (vários dias) olham para os seus filhos com olhos de ver e de sentir (lentes e óculos incluídos) e por pequenos momentos apercebem-se de que eles cresceram. Já fazem isto e aquilo sozinhos, já querem conversar de outras coisas que não brincadeiras, já vão sozinhos para a escola, aos recados e até já têm alguma autonomia nas suas tarefas do dia-a-dia...

 

São pequenas conquistas que nos deixam orgulhosos e na expectativa! Afinal os filhos querem-se autónomos, confiantes, cheios de auto-estima e com coragem para enfrentarem os seus próprios problemas.

 

Tenho visto a Maria a crescer desde o dia 0, ainda na barriga... tenho visto a Margarida a crescer desde o dia 0 ainda na fundação, às vezes dou comigo tão, mas tão orgulhosa delas... pena é que nem sempre o digo...

 

Toda esta conversa vem a propósito da "independência" bloguística da Margarida, a moça quer dedicar algum do seu tempo a uma actividade nova no sábado à tarde, depois das suas tarefas feitas, e eu acho muito bem. Eu sou do tipo de mãe que controla o que as filhas vêem na televisão e na internet, sim sou uma chata, mas sou mesmo assim... mas também sei reconhecer que muitas vezes há que dar o passo seguinte, por isso desde ontem a Margarida tem o seu blogue num outro endereço onde ela é a gerente e a chefe!

 

As Magias da Margarida é então o seu espaço, que basicamente é o mesmo graças às ferramentas de imortação aqui do estaminé, mas com uma cara lavada e já escrito por ela. Espero que a cada sábado ela escreva ou coloque os sete posts para a semana toda, assim todos os dias terá novidades para nos contar... (link directo ali ao lado na barra lateral).

 

Ter um espaço só seu, onde partilha as suas ideias e fotografias vai certamente ajudá-la a crescer, ajudá-la a desenvolver a escrita e a criatividade!

 

Boa sorte filha!

 

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(Claro que a Maria também quer um blogue... acha que os seus trabalhos artísticos merecem aparecer na Internet... po enquanto vai ter de se contentar com um espaço neste blogue da família... há que crescer!)

 

 

 

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Sábado, 21.02.15

Ao sábado continua a ser dia de dicas!

E este sábado as dicas escolhidas são então:

 

As cinco dicas para melhorar o relacionamento familiar!

 

1. Sejam alegres e enérgicos, façam actividades, falem, inventem jogos e dinâmicas para toda a família!

 

2. Encontrem tempo para estar em família num clima de oração e partilha de testemunhos diários!

 

3. Ajudem em tudo o que estiver ao vosso alcance: a fazer um trabalho escolar dos filhos, uma refeição, varrer o chão, apanhar a roupa, levar os sacos das compras...

 

4. Escutem sempre os outros elementos da família, em especial se estiverem a tomar uma decisão familiar!

 

5. Utilizar muitas vezes (sempre é o ideal) as seguintes palavras:

Por favor

Obrigada

Eu gosto de ti

Desculpa

 

Todos os dias são bons para vivermos em família, todos os dias são bons para aprendermos a viver em família, todos os dias são bons para sermos família!

 

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por Olívia às 06:00

Quarta-feira, 04.02.15

Rumar contra a maré

Todos os dias tento rumar contra a maré, enquanto estamos dentro de casa tudo parece mais simples, mas sempre que colocamos os pés do lado de fora... tudo se complica! Ando há tempos para escrever sobre isto, mas não sei bem como... pois sei que a maioria das pessoas vai achar esta conversa uma verdadeira maluquice, mesmo correndo o risco de que isso aconteça vou terminar o texto...

 

Esta semana deparei-me com uns textos bem interessantes no blogue "Por Aqui e por Ali", que sigo com bastante atenção, mesmo sendo escrito por pessoas de outra confissão que não a minha, sei que vivem de forma semelhante à nossa aqui em casa. A mãe desta família, que se chama Ana Rute Cavaco tem também um outro blogue, que se chama "Alegria, Graça e Gratidão", também por lá passo muitas vezes... há sempre tanto para aprendermos uns com os outros!

 

Mas voltando ao tema do post de hoje, na maior parte dos dias dá-me a sensação que ando a rumar contra a maré, tentando educar as minhas filhas de acordo com os valores defendidos na nossa família, depois elas chegam a casa e "os outros foram", "os outros fizeram", "os outros têm", "os outros vêem"... uma infinidade de queixas, que eu tenho de ir explicando com calma o porquê de nós não sermos como os outros... e são textos como este e este, ou textos como este, que me dão um pouco de ânimo e de esperança... 

 

Afinal de que precisam as minhas filhas para crescerem? De televisão, telemóvel e computador? De verem programas com linguagem completamente parola? De estarem isoladas no quarto "a falar" no chat com pessoas que nem são quem dizem ser? 

 

 

Sobrevivi à febre dos One Direction, hei-de sobreviver à da Violeta... sobrevivi ao facto de na turma da Margarida ela ser a única sem telemóvel e sem estar no facebook até de madrugada e da Maria não ver desenhos animados desde que se levanta até à hora de deitar... tenho sobrevivido à geração que vai três a quatro dias por semana comer pizzas e hambúrgueres enquanto deixam a comida da cantina nos tabuleiros, apenas deixando que a Margarida fosse uma única vez com duas amigas comer uma tosta de galinha ali ao lado... já para não falar de ajudar em casa, que tem sido um hábito e que realmente sabe bem quando todos ajudam nas tarefas, mas ao que parece apenas alguns dos colegas delas o fazem... confesso que muitas vezes desanimo e tenho vontade de me deixar ir na corrente, mas tenho tentado manter-me firme aos meus princípios e não ceder às tentações...

 

Se é fácil? Pois não é... não... quem também está a passar pelo mesmo sabe que não é! No meio de tanta "oferta" tento encontrar um equilíbrio saudável, também não sou assim tão má, a Maria por exemplo tem uma camisola da Violeta (ela a bem dizer não sabe quem é a dita cuja, mas como todos gostam ela também gosta) que lhe deu a minha mãe, e a Margarida tem uns cds da tal banda juvenil que lhe ofereceu a minha irmã, também vêm televisão, mesmo não sendo tudo o que os outros vêem, tomara que um dia cresçam, que saibam fazer as suas escolhas conscientemente, que nunca lhes falte a determinação para defender aquilo em que acreditam, mesmo que com isso sejam "rotuladas" de diferentes, afinal todos nós, pais, queremos que os nossos filhos cresçam não só em estatura, mas também em sabedoria e em graça!

 

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Segunda-feira, 02.02.15

Escolhidos

Até há um tempo atrás, na minha fé limitada pela cegueira humana que tantas vezes não consegue perceber a linguagem de Deus: que não é mais do que a linguagem do amor, achava eu, que Deus nos colocava em patamares, cada um com a sua vocação e bem arrumadinhos ali ficávamos nós vivendo cada dia e aproveitando bem a vida!

Ao longo da minha vida conheci muitas pessoas "iluminadas" por uma luz cristalina que reflectia este Amor maior, e não estou a falar do amor humano dos beijinhos e do romance, estou a falar do Amor - acção. Aquele amor que não deixa, quem por ele é tocado, ficar quieto e calado. Aquele amor do qual nascem verdadeiras obras, verdadeiros exemplos de vida, cada qual segundo a sua vocação.

 

Até há uns tempos atrás pensava então eu que nem todos conseguiríamos ver o verdadeiro Amor, nem ser parte dele... achava eu que a Olívia, que vive aqui nesta pequena aldeia perdida no interior podia escutar verdadeiras maravilhas, mas nunca poderia fazer parte delas, ficando apenas a observar de longe, sentindo apenas um pouco do seu calor e da sua luz...

E, eis senão quando, há um ano atrás alguém me apresentou uma outra forma de viver: a que inclui, a que participa, a que age, a que dá testemunho. Tal como a família de Nazaré que vai ao Templo apresentar o Seu menino, a família de Mogofores entrou na blogosfera e disse: Eis aqui o Senhor, Ele está connosco todos os dias, estão à espera de quê para O conhecer melhor? Talvez não tenha sido bem isto que a Teresa lá escreveu, mas foi o que senti. Sei que muitas outras famílias sentiram também o mesmo e eis que a Internet se transforma assim num "templo" onde podemos contemplar esta alegria e este Amor Maior! 

Tenho a vaga ideia de ter sido este o primeiro texto que eu li, frases tão simples e que me mostraram que existia vida para além de uma família cheia de tarefas e responsabilidades... depois li todos os textos anteriores, e fiquei na expectativa de qual seria o próximo... contudo voltei a categorizar mais uma vez as pessoas "escolhidas" e as que observam de longe!

 

Dentro de mim sempre existiu este travão que me impedia de dar o passo seguinte, então quem era eu para achar que Deus podia falar através de mim? Como podia eu, uma das pessoas mais pecadoras desta terra, falar de Deus aos outros? O mais certo era ouvir logo uma daquelas respostas tortas e afiadas... mas um dia descobri que todos somos escolhidos e que cada um é o tesouro mais precioso aos olhos de Deus... percebi que dar testemunho não é chegar e dizer eu fiz, eu sei, eu sou... mas dizer que Deus me dá as palavras, me dá a força, me dá a minha vida, é isso que tento fazer aqui neste espaço microscópico da Internet, dar o testemunho da nossa família nesta caminhada acidentada, umas vezes parece que demos um pulo para a frente, afinal foi para o lado... às vezes parece que nada do que fazemos está correcto, nada do que dissemos foi certo... outras vezes vamos deitar com a sensação de missão cumprida, dia após dia recomeçamos, desanimamos, levantamos, voltamos a cair... voltamos a tentar!

 

O segredo da felicidade deve ser: ao acordar temos uma folha em branco, e só por hoje vamos ser melhores, só por hoje vamos superar-nos, e se falharmos, amanhã teremos uma nova folha em branco para escrever, afinal Deus criou-nos à Sua imagem e semelhança e deu-nos a liberdade de voar mais alto e mais longe, basta não termos medo de falhar!

 

 

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 Obrigada meu Deus por me mostrares que é na simplicidade e na súplica que nascem verdadeiras obras de Amor! E obrigada por mais este texto que me ofereceste!

 

 

 

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