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Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!

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Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!

Uma boa notícia

Hoje queria partilhar aqui uma coisa boa, assim como sinal do agradecimento a todos os que se preocuparam - e preocupam - com a nossa pequena (hoje já não tão pequena) Lúcia.

 

Ontem fomos novamente ao hospital para mais uma consulta de seguimento e avaliação do desenvolvimento da Lúcia.

 

Quem convive de perto com crianças pequenas consegue ter uma noção de que coisas uma criança é capaz de fazer com um ano, por exemplo, por isso, para nós a Lúcia tem sido sempre uma menina normal, mesmo sabendo que as estatísticas não são animadoras em casos como o da Lúcia, pudemos ver que ela é muito espevitada e expressiva, tal como os outros meninos com quase um ano e meio!

 

Mais uma vez, o médico ficou bastante surpreendido com as coisas que ela já sabe, já faz e já diz. Ele e a sua colega observaram, perguntaram... mexe-se bem, usa ambas as mãos, come com a colher, come tudo, dorme bem, repete quase todas as palavras, sabe folhear livros e gosta de histórias... já subiu a escada e parece ser do tipo aventureira sem medo de nada... gosta de cantigas e de brincar com água e terra, descobriu o caixote do lixo e adora deitar tudo lá para dentro, não só anda muito bem, como corre e cai muitas vezes!

 

É um doce!

 

No final de toda a conversa, os médicos deram-nos uma grande alegria quando afirmaram que a Lúcia está muito bem e não precisa de lá voltar!

 

É tempo de darmos graças, de respirarmos fundo!

 

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Amizades improváveis

Existem pessoas por quem sinto uma afinidade muito grande. Algumas são amigas de longa data, cuja amizade o tempo foi alimentando com histórias e conversas, outras travaram comigo longas batalhas nos tempos de estudante, outras conheço há tão pouco tempo - ninguém diria - mas são presença constante na minha vida nos últimos tempos.

 

Existe ainda uma pessoa cuja amizade aconteceu numa das épocas mais difíceis das nossas vidas. Talvez tenha sido por isso que nos sentimos tão próximas, talvez tenha sido isso que fez com que uma amizade tão improvável tenha nascido e crescido em apenas dois dias e algumas horas. Desde então vamos trocando mensagens, vamos conversando, tudo à distância. Uma aqui e outra na zona de Lisboa. Durante este ano encontrámo-nos duas vezes, numa delas aqui outra lá.

 

E então, como é que duas pessoas que moram a oitenta quilómetros uma da outra se tornam amigas em 50 horas? Pois bem, ambas estavam grávidas e ambas decidem ter os seus bebés no mesmo hospital. Enquanto que eu apareci no hospital sem aviso prévio, apenas porque estava na hora, a Susana foi com data marcada, para que o seu bebé nascesse em segurança através de uma cesariana. E este bebé é um menino muito especial, um verdadeiro lutador, falei dele algures por aqui, e sei que a mãe gostava de poder um dia contar com todos os detalhes a sua grande luta.

 

E foi assim, que na noite do dia cinco de novembro do ano passado cheguei ao quarto da maternidade e conheci a Susana, também ela internada sem o seu pequeno bebé. Aos poucos fomos trocando algumas palavras carregadas de dor e de angústia, aos poucos fiquei a saber que, quando fez a sua primeira ecografia os médicos lhe disseram que o bebé tinha uma malformação grave que se chama onfalocelo, ou seja os órgãos estavam fora da cavidade abdominal, foi preciso realizar vários exames para despiste de outras doenças, foi-lhe dito que nestes casos é preferível optar pela interrupção da gravidez. Parece-me que no fundo ela não queria mesmo aceitar o fim, queria ter o seu menino... e lutou, informou-se, fez tudo o que pôde, seguiu com a gravidez, com o apoio de médicos especializados. E a cesariana aconteceu no dia quatro de novembro.

 

Naqueles dias ambas estávamos uma lástima, hoje sorrimos só de nos lembrarmos dos ais, das dores, das barrigas enormes, da primeira vez que viemos ao saco do enxoval buscar a chucha ou um gorro... dos lençóis amarelos às riscas das fotos "olha os teus lençóis eram iguais aos meus!!!"

 

No dia onze eu fui para casa com a Lúcia, mas o bebé V. ficou, acabara de fazer a primeira cirurgia e ainda tinha muito para recuperar... alguns dias mais tarde já tomava banho e podia estar ao colo dos pais... mais dias se passaram e teve alta. 

 

Hoje é um menino normalíssimo, traquina e maroto como convém ser aos doze meses!

 

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Se um milagre é bom, dois milagres juntos é o céu! De uma luta tão grande, de lágrimas e dúvidas, de momentos angustiantes nasceu uma amizade improvável entre duas mães, estes encontros são a prova viva de que a vida é muito mais do que uma lista ou uma tabela!!!!

 

*

 

Um agradecimento especial a todos os médicos e profissionais de saúde que dedicam a sua vida aos outros e sem os quais estes milagres não seriam possíveis!

 

 

 

 

10

Como é que o tempo passou tão depressa? Há 10 meses atrás estávamos prestes a viver o dia mais atribulado da nossa vida... desse dia não há fotos. Hoje partilho uma fotografia tirada no dia 7!

 

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 (finalmente consigo ver estas fotos sem chorar e sem sentir o coração prestes a ficar novamente destroçado. Uma vitória para mim!)

 

 

 

Aguardo novidades...

... primeiro as coisas alegres e depois as tristes:

 

Lembram-se da prometida história da S. e do seu bebé?

 

Ando há que tempos para a contar, não o queria fazer sem a autorização da mãe embora o que aqui escrevesse fosse de forma anónima.

 

Entretanto ontem contei-lhe deste blogue, acho que já aqui veio espreitar e sabem que mais? Talvez, só talvez ela escreva a sua maravilhosa história... sabem como é que eu sou... lancei o desafio e espero que ela aceite e que em breve nasça um novo blogue aqui neste "bairro"!

 

 ...

 

Ao que parece ontem precipitei-me... deu-me a sensação de que o email que recebi da mentora do jesusmail era claro e que eu estaria incluída nas pessoas que iriam enviar o correio... afinal ela ficou espantada com o meu entusiasmo pela sua ideia... e agora não sei. Sinceramente foi um balde de água fria... demorei tanto para dar este passo e agora terei de recuar humildemente, jamais quero ser acusada de copiar uma ideia ou de me servir das ideias dos outros para meu benefício (como se isto fosse para mim), eu não sou assim... a todos os que se inscreveram aguardem, seja de que forma for, aparecerá alguma coisa na caixa de correio!

 

 Sim, estou desanimada... mas não vou ficar assim muito mais tempo, afinal há um fim de semana grande em breve ... e muita coisa boa para ser feita!

 

 

O meu lado da questão

Se há blogue que sigo com todo o carinho é o blogue da "Mãe de Coração" e se há pessoa que eu gostava de conhecer é esta mãe! E claro a sua família, consta que aumentará muito em breve (eu rezo muito por isso)!!!

 

Esta mãe, como todas nós que somos mães, de  vez em quando faz umas partilhas muito, muito pertinentes! Eu ando para lhe responder a este texto desde o dia em que ela o publicou, vou mentalmente escrevendo e num  bocadinho venho aqui tentar colocar em palavras as minhas ideias...

 

Lígia,

Bem sei que até pensas que provavelmente falhaste quando te deste conta destas coisas que falas no teu texto, mas quero que saibas que a meu ver fizeste o que sabias e o que podias na altura. Tal como eu, na primeira vez que fui mãe passei pelo mesmo, e vivi até uma situação realmente idêntica com a Margarida, e outras ainda "piores" com a Maria em bebé.

 

Soubesse eu alguma coisa de ser mãe e nada disso tinha acontecido! Pudesse eu aprender tudo sobre a maternidade nos livros e na internet e a coisa tinha corrido muito melhor. Mas não. A verdade é que ser mãe aprende-se todos os dias e parece-me que quando pensamos que já sabemos tudo... acontece logo alguma coisa para nos derrubar as certezas!

 

Claro que depois de passarmos o nível 1 - o primeiro filho - estamos já muito mais preparadas para o que vai acontecendo...

 

Queres saber uma coisa? Eu conto na mesma!

 

Quandoa  Maria era bebé, chorava de dia e de noite, era um horror... eu queria que ela dormisse, ela só gritava... eu andava com ela ao colo até ela cair de cansada (uma hora depois) quando pensava que ia ter de a adormecer chorava de medo, e depois de ela estar a dormir chorava de alívio. E ela dormia uma ou duas horas e vai de gritar outra vez... foi terrível.

 

Existem coisas que não nos ensinam, que não aprendemos em reuniões ou nas nossas leituras...

 

Desta vez percebi que a Lúcia chorava, tal como a Maria... mas desta vez eu estava consciente de que certamente conseguiria fazer as coisas de outra forma, e fiz. Aprendi que não vale  apena deita-la enquanto estiver com cólicas, aprendi que não precisa de comer sempre que chora, aprendi que pode ficar no seu quarto logo cedo... e assim por diante!

 

Por isso querida Lígia, quando vierem os vossos próximos filhos (bem sei que 4 é o teu número) tudo será diferente... para melhor!

 

E olha, estou por aqui, para o caso de precisares!

 

 

 

A Lúcia

Eu sei, o tema está a ser muito repetitivo, mas há que recuperar o tempo em que não vim aqui diariamente contar as novidades... ontem ao olhar para o calendário ali na barra lateral até fiquei de boca aberta... num mês escrevi meia dúzia de dias!

 

Agora que a rotina se volta a instalar cá em casa, sinto que devo esforçar-me mais por escrever nem que sejam apenas umas linhas!

 

A Lúcia está a crescer a olhos vistos! É um doce, não chora a não ser que esteja com muita fome, ou com dores de barriga... ah e no banho, claro!

 

Ora então aqui ficam os "valores métricos" da nossa pequenina:

 

Nasceu no dia 5 de novembro pelas 17h57m com 3,075 kg de peso e 48,5 cm de comprimento, agora que está em casa está muito mais tranquila, come, tem momentos em que está acordada a observar tudo e dorme como se espera de qualquer bebé recém-nascido!

 

Enquanto ela dorme os seus pequenos sonos da manhã aqui a mãe consegue algum tempo para organizar a casa, para vir aqui escrever e adiantar o almoço e o jantar!

 

De tarde bem que gostaria de dormir uma sesta, mas como tenho sempre muito que fazer (trazer lenha para casa, apanhar a roupa do estendal, varrer a cozinha...) só consigo passar pelas brasas uns dez minutos!  

 

À tardinha vamos à cidade buscar as manas à escola, e regressamos antes que o sol se esconda por completo, acendemos o lume e depois dos trabalhos de casa feitos e de alguma brincadeira lá jantamos!

 

Ainda não temos a rotina do banho bem definida... e a oração da noite já foi feita no hall de entrada... aos poucos vamos adaptando o nosso dia-a-dia às novas exigências da família, afinal de contas dia 1 a mãe irá regressar ao trabalho, com um horário reduzido, claro que a vida é mesmo assim!

 

 

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