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Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!

Adotar Amar Viver

28
Jul16

conversas


Olívia

Praticamente nove meses depois de ter tido um bebé, a minha barriga ainda tem um volume considerável.

É um facto.

Está à vista.

A Maria volta e meia gosta de me recordar deste facto. 

 

(...)

- Se calhar é o Joãozinho que está na barriga da mãe

- Não, Maria, não há bebés aqui dentro e se calhar não vai haver. Com a Lúcia foi muito complicado, sabes...

- Oh... assim nunca mais vamos ter um João...

 - Eu disse que não vou ter bebés cá dentro da barriga, não disse que não vai haver um João.

- Oh boa!!! Assim todos os outros vão ser adotados!?!?

 

(....)

 

- "OUTROS"?

 

(...)

 

 

04
Jun16

A nossa história


Olívia

A nossa família passou, até hoje, por algumas fases que nos marcaram para sempre: o nosso namoro, o casamento, a chegada das filhas Margarida, Maria e Lúcia.

Inicialmente neste blogue partilhei alguns textos que tinha escrito e que estavam guardados sobre o processo de adoção da Margarida.

 

Para quem só chegou agora resolvi fazer um resumo:

 

História I

História II

História III

História IV

História V

História VI

História VII

História VIII

História IX

História X

História X cont.

História XI

História XII

História XIII

História XIV o 1º Natal

História XV

História XVII

História XVIII - o debate

História XIX

História XX - A sentença

História XXI

História XXII

História XXIII

História XXIV

História XXV

História XXVI

História XXVII - Ofícios

História XXVIII

História XXIX

História XXX - em tribunal

História XXXI

História XXXII

 

Datas - Resumo da nossa história

 

 

 

16
Mar16

O meu lado da questão


Olívia

Se há blogue que sigo com todo o carinho é o blogue da "Mãe de Coração" e se há pessoa que eu gostava de conhecer é esta mãe! E claro a sua família, consta que aumentará muito em breve (eu rezo muito por isso)!!!

 

Esta mãe, como todas nós que somos mães, de  vez em quando faz umas partilhas muito, muito pertinentes! Eu ando para lhe responder a este texto desde o dia em que ela o publicou, vou mentalmente escrevendo e num  bocadinho venho aqui tentar colocar em palavras as minhas ideias...

 

Lígia,

Bem sei que até pensas que provavelmente falhaste quando te deste conta destas coisas que falas no teu texto, mas quero que saibas que a meu ver fizeste o que sabias e o que podias na altura. Tal como eu, na primeira vez que fui mãe passei pelo mesmo, e vivi até uma situação realmente idêntica com a Margarida, e outras ainda "piores" com a Maria em bebé.

 

Soubesse eu alguma coisa de ser mãe e nada disso tinha acontecido! Pudesse eu aprender tudo sobre a maternidade nos livros e na internet e a coisa tinha corrido muito melhor. Mas não. A verdade é que ser mãe aprende-se todos os dias e parece-me que quando pensamos que já sabemos tudo... acontece logo alguma coisa para nos derrubar as certezas!

 

Claro que depois de passarmos o nível 1 - o primeiro filho - estamos já muito mais preparadas para o que vai acontecendo...

 

Queres saber uma coisa? Eu conto na mesma!

 

Quandoa  Maria era bebé, chorava de dia e de noite, era um horror... eu queria que ela dormisse, ela só gritava... eu andava com ela ao colo até ela cair de cansada (uma hora depois) quando pensava que ia ter de a adormecer chorava de medo, e depois de ela estar a dormir chorava de alívio. E ela dormia uma ou duas horas e vai de gritar outra vez... foi terrível.

 

Existem coisas que não nos ensinam, que não aprendemos em reuniões ou nas nossas leituras...

 

Desta vez percebi que a Lúcia chorava, tal como a Maria... mas desta vez eu estava consciente de que certamente conseguiria fazer as coisas de outra forma, e fiz. Aprendi que não vale  apena deita-la enquanto estiver com cólicas, aprendi que não precisa de comer sempre que chora, aprendi que pode ficar no seu quarto logo cedo... e assim por diante!

 

Por isso querida Lígia, quando vierem os vossos próximos filhos (bem sei que 4 é o teu número) tudo será diferente... para melhor!

 

E olha, estou por aqui, para o caso de precisares!

 

 

 

20
Out15

A adoção e o batismo


Olívia

A propósito de podermos destacar três textos no nosso blogue (são aqueles três que estão mesmo aqui em cima do título do texto de hoje) escolhi colocar lá o texto do batismo da nossa afilhada por considerá-lo um momento marcante na nossa vida, ontem recebi um comentário bastante pertinente, sei que escrevi sobre isso aqui no blogue, há bastante tempo mas, sabendo que é uma questão em que podemos responder na primeira pessoa, e sabendo que para nós o batismo é muito importante, resolvi fazer este pequeno "post".

 

Diz o comentário:

«Tenho umas dúvidas sobre o baptismo da sua filha mais velha... Ela já era baptizada quando a adoptaram? E como têm a certeza disso? Há fotografias? Ela conhece os padrinhos? Desculpe a curiosidade, mas é difícil perceber como se lida com essa situação quando a criança é adoptada, e parece-me que a Olívia é quem saberá melhor...»

 

Como se sabe a Margarida já era crescida quando a conhecemos, e iria frequentar o 3º ano de catequese, ano esse em que se faz a primeira comunhão. Nessa altura ainda não era nossa filha a não ser no nosso coração e no coração de Deus, mas já a acompanhávamos na sua caminhada de educação cristã. Fomos convidados para a sua primeira comunhão que aconteceu em maio de 2008 e uns meses mais tarde estava a viver connosco.

 

Sabendo que a Primeira comunhão estava feita, não haveria dúvidas de que era batizada, afinal essa era a ideia que todos tinham na instituição onde ela esteve.

 

O tempo foi passando e a nossa família começou a dar uma maior importância às questões da fé, aos sacramentos e à vida cristã. Daí a minha tristeza por não sabermos a data do seu batismo. Nessa altura liguei para a instituição e falei com as pessoas responsáveis, com quem mantemos uma relação de proximidade e amizade desde há muitos anos. Foi-me confirmado que ela teria sido batizada ou não teria feito a comunhão, mas as provas, as datas essas não existiam.

 

Na catequese aproximava-se a data da sua Profissão de Fé, e o que seria esse momento sem se saber ao certo se houve batismo ou não? Perante esta dúvida cada vez mais intensa resolvi pedir o conselho do nosso pároco.

 

Na opinião dele: «se não se sabe, se não existem provas, a criança deve ser batizada. Não se deve negar esse direito a ninguém que o queira de coração, muito menos a uma criança.»

 

Perante isto, resolvi propor-lhe que nos auxiliasse numa missão de investigação caso não chegássemos a nenhuma conclusão decidiríamos prepará-la para o batismo, e ele aceitou, pesquisei as paróquias próximas do local onde ela nasceu e viveu em pequena e o pároco escreveu a solicitar a confirmação do batismo da menina (ainda com o nome antigo, claro).

 

A primeira para onde se escreveu respondeu prontamente com a data do batismo. Ficámos assim a saber que efetivamente ela estava batizada e qual a data para celebrarmos a sua entrada na grande família da igreja! 

 

Um dia fará o Crisma, terá a sua madrinha (oficialmente), e professará a fé por ela própria, por agora vai crescendo e aprofundando em casa, na comunidade e na igreja a grande graça de ser chamada Filha de Deus!

 

 

 

 

11
Ago15

A adoção em palavras #3


Olívia

 

«A maternidade/paternidade enche-nos de alegria, mas também nos enche de medo!»

 

 

Ora aqui está mais uma coisa interessante que descobri verificar-se seja qual for a forma como nos tornamos pais.

 

Sabemos da novidade, somos invadidos de uma grande alegria, entusiasmo e depois caímos na realidade e surge o medo!

 

Medo de não sermos bons pais, de não sabermos como fazer, de não sermos perfeitos, de que os nossos filhos não gostem de nós tanto quanto gostamos deles, medo do futuro que os espera... medo de não gostarmos do segundo filho tanto como do primeiro, medo de não conseguirmos organizar as coisas com mais do que um filho, medo de que daqui por vinte anos não consigamos dar os estudos aos nossos filhos... e podia continuar que parece-me não ia ter espaço num destes textos para escrever tudo o que nos passa, a nós pais, pela cabeça!

 

É inevitável... sermos responsáveis por uma terceira pessoa deve fazer de nós pessoas com receio, vá, com medo. Não acho que isso seja um drama, pois com o tempo e a experiência vamos conseguindo dar conta do recado.

 

Ainda me recordo da cara de espanto das pessoas em tribunal quando perceberam que estava grávida de três meses e ia iniciar um processo de adoção na segurança social, a primeira pergunta foi:

 

«E mesmo estando grávida quer adotar?»

 

A resposta a mim parecia-me obvia, mas para que ficasse registado respondi que sim, uma coisa não invalidava a outra.

 

Se tive receio de não gostar dos dois filhos de igual forma? Talvez tenha tido durante breves instantes, mas não foi coisa que me tirasse o sono. Já tínhamos decidido que ia ser assim e para nós, era e é, uma coisa natural.

 

Ao longo destes sete anos de maternidade sempre tive medo disto ou daquilo, coisas relacionadas com a adoção, com a gravidez, com esta terceira menina... é normal.

 

O importante é avançar. Ter alguém com quem partilhar estes receios e seguir caminho, se ficarmos sempre a bater na mesma tecla, nunca conseguiremos criar filhos capazes...

 

E a grande beleza de todo este processo é mesmo essa, apesar do medo que nos invade, a certeza de que o amor é maior do que todo o resto faz de nós pessoas muito melhores!

 

E sim, podemos amar os filhos, todos eles, independentemente se são ou não nossos filhos biológicos, se são bebés ou crescidos!

 

 

Porque o amor não tem medidas!

 

 

 

26
Jun15

A adoção em palavras #2


Olívia

Cada Processo é uma Gravidez!

 

Por incrível que possa parecer ainda existem pessoas que acham que um processo de adoção é apenas a famosa máquina burocrática portuguesa a funcionar mal.

 

Mas, a mim parece-me que esta forma de nos tornarmos pais não é nem mais nem menos do que uma gravidez, embora não saibamos qual será o dia do parto, um dia será o nosso dia.

 

Até lá existem algumas coisas necessárias e que devem ser preparadas, tal como numa gravidez biológica.

 

É preciso decidir que está na hora de nos tornarmos pais, é preciso ter muita paciência, tal como nos exames físicos que fazemos quando estamos grávidas (análises, ecografias, observações) é preciso deixar que pessoas especializadas nos "examinem".

 

É preciso preparar o coração e a nossa vida para receber o dom dos filhos, é preciso não perder a paciência quando as coisas são mais complicadas do que deviam ser, ora perguntemos às grávidas que têm de repousar nove meses para que o seu filho possa nascer saudável... ou perguntemos às grávidas que descobrem que não se sabe de onde agora têm diabetes gestacionais, ou tensão muito alta... será que elas desanimam e pensam em desistir?

 

Pois também os pais adotivos não podem desanimar só porque a papelada dá muito trabalho, as entrevistas são uma coisa pavorosa, o tempo de espera é exasperante... cada filho traz consigo muitas alegrias, mas também uma luta constante!

 

Mas no fim, aquele momento em que olhamos para os nossos filhos e pensamos: "finalmente estás aqui!" vale todo o esforço, seja ele físico ou psicológico, seja ele fruto de uma gravidez ou de um processo de adoção!

 

 Gostaria tanto que existissem iniciativas que mostrassem o lado bom de ter filhos adotivos, que não se concentrassem sempre no processo demorado, existem nas redes sociais centenas de páginas e personalidades que promovem a adoção de animais, basta fazer uma pesquisa no google por "adoção" e é ver... depois temos milhares de crianças institucionalizadas, que não merecem viver assim, temos pessoas solteiras, casadas, unidas de facto que gostavam de adotar, mas têm medo.

 

Não tenham medo.

O amor é a resposta a todas as questões que podem surgir!

 

adoption

 

 

01
Jun15

A adoção em palavras #1


Olívia

 

 

 

Ser mãe adotiva é ser mãe.

 

 

Não é ser nem mais nem menos do que as mães biológicas. Isto é o que sinto hoje, muito depois de termos tomado essa decisão, muito depois de todas as situações que já vivemos aqui na nossa família e na nossa casa.

 

Por vezes ainda me espanto quando as pessoas me dizem que até gostavam de adotar, mas não têm dinheiro. É certo que as condições económicas são importantes, não cabe na cabeça de ninguém fazer sair uma criança de uma instituição para uma casa onde à partida já se sabe que não há condições para que tenha uma vida digna.

 

Mas o dinheiro não é tudo. 

 

Ser família passa também por sabermos gerir aquilo que temos, pensar naquilo que precisamos, encontrar soluções para as nossas dificuldades, sermos muitas vezes criativos na gestão do dia-a-dia!

 

Recordo ainda uma das muitas questões que nos fazem na entrevista para a adoção: porque é que querem adotar?

 

Não é fácil responder a esta pergunta. Um "porque sim" não chega, um "sentimo-nos chamados a ter uma família diferente" também não... muito menos dizer apenas que se quer ter um filho. Querer só por si não chega...

 

Penso que a chave da resposta a esta pergunta está naquilo que para nós é o mais importante e o mais importante passaria por abdicar do nosso conforto e da nossa vida calma a dois para poder receber um filho com todos os extras que qualquer criança nos oferece... passaria por ceder parte do nosso tempo na educação de uma criança, ainda que para isso tenhamos de travar duras batalhas!

 

Custa-me saber de tantos casos em que as pessoas devolvem as crianças depois de se tornarem seus pais. Em que é que estes novos pais são melhores do que os primeiros? Como podem as pessoas pensar que se pode devolver um filho? Como?

 

Passar-me-ia pela cabeça devolver a Maria que nasceu da minha barriga porque nos primeiros quatro anos não dormia as noites inteiras? 

- Não.

 

Como me poderia passar pela cabeça devolver a Margarida só porque ela aprontava todos os dias na escola...e  em casa?

 

Ter um filho não é o mesmo que ir ao supermercado escolher um electrodoméstico, com tudo a que temos direito e depois ir trocá-lo porque isto ou aquilo não funciona... 

 

Ter um filho é lutar em cada dia para que cresçam, para que aprendam, para que se mantenham honestos e trabalhadores, ter um filho tem que ser uma grande batalha, mas uma batalha de amor!

 

E todas as noites peço perdão porque não fui boa mãe, porque penso que devia ter feito as coisas de uma forma e não fui capaz... porque desanimo, porque as coisas não correram bem...

 

... mas isso apenas me faz querer ser melhor, querer aprender, querer viver!

 

Hoje penso com carinho e tristeza nos milhares de crianças que, nas nossas instituições, esperam uma família... hoje recordo aqueles a quem prometeram uma segunda oportunidade e que apenas lhes deram mais razões para não acreditarem que é possível ter uma família que os ame!

 

Que Deus na Sua infinita bondade adoce os corações dos candidatos a pais adotivos para que possam ver para além da idade, da cor, do feitio...

 

DSCF1461.JPG

 

Todas as crianças têm direito a uma família!

 

 

 

07
Mai15

O número certo de filhos


Olívia

Quem pode dizer com quantos filhos seremos felizes?

 

Conheço casais felizes e que não têm filhos, por opção. Outros não têm filhos por razões biológicas e por isso fazem a sua vida seguindo outras metas e outros objectivos, se são felizes? Certamente.

 

Como já aqui escrevi, os filhos são importantes, mas se por qualquer motivo não tivesse sido chamada à vocação da maternidade haveria certamente um outra vocação à minha espera.

 

Mas desde cedo que no meu coração senti o chamamento a ser uma mãe diferente, e o meu marido foi contagiado (positivamente) por este ideal: receber um filho nascido de outra família que por alguma razão não conseguiu ser o seu porto seguro, de forma a que pelo menos uma das milhares de crianças institucionalizadas pudesse ter uma família. Foi uma opção estranha para a maioria das pessoas com quem nós convivíamos na altura, muitas pessoas ainda não perceberam o porquê e isso faz-me confusão.

 

Tomar uma decisão destas, de adoptar, não foi apenas uma decisão racional, mas de coração. Não foi para parecer bem aos outros, não foi uma obra de caridade, não foi por pena, foi como gosto de chamar um acto de amor. E esta nossa filha é tão nossa filha quanto a que nasceu da minha barriga em 2008 e o que há-de nascer em novembro, disso não tenho dúvidas.

 

Ainda antes da decisão de constituir família já havíamos falado da infertilidade que assombra tantos casais, e perante esse cenário já havíamos decidido que não faríamos tratamentos para engravidar, pois sabíamos que existiria uma criança (pelo menos) que poderia ser nossa filha, nós é que ainda não a tínhamos encontrado.

 

Ao ter engravidado sensivelmente na mesma altura em que conhecemos a Margarida as coisas pareceram encaixar nos nossos planos, assim teríamos os dois filhos que já havíamos decidido ter. E como se costuma dizer, assunto arrumado.

 

Mas a vida tem coisas que nós não conhecemos, que nós não imaginamos e um dia dá uma reviravolta que nos deixa a pensar «e se...», claro que o primeiro pensamento a seguir foi «nem pensar».

 

Então a nossa vida parece estar a começar a estabilizar, eu estou na maior parte dos dias sozinha com os afazeres da casa entre compras de supermercado, refeições, limpezas, roupas e por aí fora, com as especificidades de uma filha na escola primária outra a fazer o 8º ano ao abrigo do Dl3/2008, com as tarefas do trabalho, trabalho esse que me ocupa cinco dias e meio por semana, podíamos lá nós pensar em ter mais filhos? E o tempo? E o dinheiro? E a capacidade mental? E a capacidade física?

 

Pois muito bem, como a vida tem razões que a própria razão desconhece, conhecemos muitas famílias que não se prenderam ao que é comum ou seja ter um, no máximo dois filhos, são pessoas normais, alegres e que colocam na família a sua essência.

 

E nós começámos a alargar os nossos horizontes, e pensámos em seguir em frente na opção de aumentar a família, o resto tenho a certeza de que se vai resolver, dia-a-dia, momento a momento! Não vale a pena começar já a entrar em pânico com os "ses", com as hipóteses, com questões que muito provavelmente nem sequer se vão colocar.

 

Com tudo isto não gostava nada de ser rotulada de mãe inconsequente ou irresponsável, quando muito uma mãe meio maluca! Maluca, mas feliz!!!

 

 

 

7 julho 2012 002.JPG

 

 

amor pelos filhos

 

 

 

 

 

27
Mar15

Necessidades educativas especiais #4


Olívia

Depois de um 7º ano cheio de esforço e com muito trabalho, o 8º ano chegou para deitar por terra o sonho de conseguir alcançar resultados positivos. A matéria das disciplinas revelara-se muito exigente, os bons alunos tremeram com a matemática logo no 1º teste... os alunos mais fracos não conseguiram manter a positiva... a físico-química a mesma coisa, português e por aí fora...

 

Com os trabalhos de grupo, relatórios e testes na mesma semana não restava outra opção a não ser estudar para apenas uma ou duas disciplinas e as notas do 1º período foram uma tragédia.

 

Ao falar com a directora de turma, fui confrontada com uma alternativa que na escola só tinha ainda sido aplicada uma vez, fazer o ano em dois. Caso os pais quisessem, a Margarida faria metade das disciplinas nesse ano e no seguinte faria as restantes. É complicado para nós pais tomarmos decisões destas que têm uma repercussão para sempre.

 

Se por um lado parecia boa ideia uma vez que teria muito mais tempo para estudar e fazer todos os trabalhos, por outro lado parecia que estava a condicionar o seu desempenho logo à partida.

 

Falámos com a psicóloga que se mostrou bastante optimista com esta opção, e assim seguimos para o pedido oficial fundamentado com um relatório completo da psicóloga, bem como um compromisso assumido por mim, encarregada de educação de que nas horas "livres" a Margarida trabalharia com afinco para subir as notas e que eu a acompanharia no seu estudo.

 

No mês de Março do ano passado recebemos a aprovação do conselho executivo e pedagógico e o horário ficou reduzido. Ficou com português, espanhol, história, fisico-química, tic, música, ciências da natureza.

 

Assim, com um horário mais leve e podendo estudar com mais calma chegámos ao fim da 1ª parte do 8º ano com positiva a todas as disciplinas.

 

Este ano é a vez de moral, geografia, inglês, matemática e educação física. Até agora com positiva em todas estas disciplinas!

 

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