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Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!


Terça-feira, 18.10.16

O que levo na minha mala

Estou em choque.

Está lá nos destaques um post muito interessante sobre a mala de uma senhora.

Que perfeição!

 

Queridas pessoas que lêem aqui este espaço simplório simples:

 

Lanço o desafio e espero que pelo menos uma pessoa o aceite:

1. Tirar uma fotografia do interior da mala que trazem convosco (sem filtros e arrumações extra)

2. Enumerar os itens que lá têm dentro para os mais distraídos;

3. Partilharem no blogue, instagram, etc com a tag #malasdepessoasnormais

 

Eu só queria ser chique, organizada, perfeita... por favor digam-me que não sou a única!

 

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  •  Papeis, faturas e envelopes vazios
  • 2 pacotes de lenços (ok, também tenho dois ranhosos lá no fundo)
  • 1 cartão de memória vazio
  • 1 bloco notas para as coisas da casa
  • 1 bloco para a gratidão
  • 1 pacote pastilhas (do marido)
  • Chave da loja
  • Chave de casa e do carro
  • 1 bolsa canetas
  • 1 porta moedas
  • 1 carteira documentos
  • 1 colher (reserva para a Lúcia)
  • 1 Bolsa com pensos e brufen 600
  • (costumo ter meias da Lúcia sem par, moedas espalhadas

 

 

 

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Segunda-feira, 18.07.16

Aquela coisa dos pokemons go

Sim, já sei mais ou menos o que é, li nos destaques aqui do sapo... até agora o único pokemon que consegui apanhar, mas que volta e meia me foge outra vez chama-se...

 

... Lúcia - Lulu para a Maria - sim é daqueles raros, vale uma pipa de pontos!!!

 

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Quinta-feira, 04.06.15

Publicidade e afins

Pegando no belo texto da Teresa de hoje, aproveito a "maré" para aqui falar de uma coisa que me irrita solenemente nesta altura do ano.

 

Se cá em casa praticamente temos a televisão resumida a zero, tirando aos fins-de-semana em que se vêem algumas séries e documentários e vá lá um filmezito de vez em quando, ligar o rádio tem-se tornado um hábito.

 

E verdade seja dita, a música pode ser boa, as notícias resumidas aos mínimos (dois minutos no máximo), agora a publicidade é irritante! Eu sei que alguém tem de pagar os ordenados e tudo mais, agora ser constantemente "bombardeada" com frases como "já tem o corpo certo para a praia" ou "já eliminou as gorduras" confesso que me deixam mesmo irritada.

 

Ser gordo ou magro muitas vezes não é uma questão de escolha, mas de metabolismo. O mais importante na minha ideia é a saúde. Se a pessoa tem saúde o que importa as medidas?

 

Que se apele a uma alimentação saudável e ao exercício físico, mesmo hábitos simples como andar a pé, eu entendo, agora levar a tomar comprimidos, pílulas mágicas e xaropes milagrosos é, no meu entender, um atentado ao bom senso e à saúde das pessoas. Levar a acreditar que um ano de vida pode ser reduzido a três ou quatro semanas de "tratamentos" e todo o mundo fica magro e saudável, por favor!!!!

 

É preciso ter um corpo de capa de revista para ir à praia? A sério? é isto que queremos transmitir às nossas filhas adolescentes? Que têm de ser magras, ou melhor esqueléticas, andar semi nuas e cheias de "tralha" a adornar? 

 

Não contem comigo. Por cá continuamos na nossa, refeições simples, sumos artificiais só muito de vez em quando, gelados ao fim de semana, atividades ao ar livre, fruta e legumes da horta e do mercado (pequenos agricultores)!

 

Quanto à roupa realmente tentamos usá-la de acordo com a situação, não me passa pela cabeça que as miúdas vão para a escola de havaianas, camisolas rotas e calções a verem-se as cuecas, é tão simples quanto isso.

 

Mas isto é só a minha opinião, claro!

 

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Sábado, 30.05.15

A sabedoria dos simples

 

«Não desperdiceis

as vossas energias

em coisas inúteis.

Olhai e vede o vosso irmão

e a vossa irmã;

e não somente em vossa casa.

Olhai e vede.

Olhai e vede,

onde quer que haja pessoas

nuas a olhar para vós;

onde quer que haja pessoas

sem abrigo a olhar para vós;

Não vireis as costas aos pobres,

porque os pobres são Cristo.»

 

Madre Teresa de Calcutá

 

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por Olívia às 06:00

Quinta-feira, 21.05.15

Uma imensidão de alegria

Dizia a Teresa ontem no seu blogue:

 

«Não sei o que é que as famílias recebem através do retiro que lhes proporcionamos»

 

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Quanto às outras famílias não sei, mas posso responder pela nossa:

 

De cada vez que agendamos uma data para fazer uma pausa, pegamos nas nossas tralhas, enchemos a mala do carro e nos colocamos ao caminho primeiro para Mogofores, depois para o Buçaco, ainda para Almada, Fátima, novamente para Mogofores e agora para Castelo do Neiva vamos sempre com uma certeza:

 

Todo o tempo que dispensamos é recompensado a muito mais do que cem por um.

 

A alegria, a tranquilidade, os ensinamentos, as trocas de ideias, a sensação de paz, o coração cheio, os projetos para o futuro, são tudo coisas que trazemos de volta a casa!

 

A grande diferença entre o dia 24 de Maio de 2014 e o dia 16 de Maio de 2015 é que desta vez não fomos ao incerto, sem saber quem íamos encontrar, o que íamos fazer durante um dia inteiro, como iam reagir as nossas filhas.

 

Desta vez sabíamos que íamos encontrar amigos, mesmo aqueles que nem sequer conhecemos, sabíamos que durante o dia ia haver muita coisa para aprender, muitas gargalhadas para partilhar, histórias para escutar, comida boa para piquenicar, e acima de tudo sabíamos que estaríamos descansados pois as nossas filhas estariam tão bem entregues a fazer coisas verdadeiramente divertidas e cheias de sentido!

 

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No final do dia, ao entardecer tantas eram as coisas para agradecer, tantas eram as coisas para guardar no coração, tanta era a certeza de que voltaremos numa próxima oportunidade, pois tal como nas nossas bilhas de barro, há sempre espaço para guardar um pouco mais da água viva, há sempre um pouco mais de espaço para a vida que vale a pena ser vivida, para os valores que valem a pena trazer guardados no coração e partilhados no dia-a-dia.

 

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A vida não faz sentido quando nos isolamos, e a nossa família estava a isolar-se há uns anos atrás, conhecer este movimento e conhecer pessoas que pensam como nós fez-nos ganhar um novo entusiasmo, fez-nos sentir que não estamos sós, que pelo país fora existem pessoas como nós, que têm as suas vidas centradas no amor, na partilha, na oração, no serviço, na comunhão!

 

Podemos não nos encontrar muitas vezes, mas sabemos que algures nas suas casas estão a viver desta forma, estão a tentar ultrapassar as suas dificuldades e os seus problemas, sabemos que estamos unidos numa mesma forma de vida!

 

 Por tudo isso recebemos uma imensa alegria daquela que não se esgota num momento, mas que perdurará por toda a eternidade!

 

 

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Fotos cedidas pela família Power!

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por Olívia às 06:00

Sexta-feira, 15.05.15

Me and my car

(Até parece um blogue muito à frente, com um nome em inglês e tudo)

 

Andava há que tempos com um texto pensado sobre carros e condução, mas tem ficado esquecido... hoje foi o dia. 

 

E porquê?

 

Porque na terça-feira foi o dia da inspeção do meu grande amigo, o meu carro.

 

Confesso que eu não gosto de conduzir, mas tirar a carta de condução foi das coisas mais úteis que fiz na vida.

 

Graças a esse passo, que dei por necessidade, já com 23 anos, casada, a estudar à noite e a estagiar de dia consigo agora fazer uma vida sem depender de terceiros, pois aqui na província temos um autocarro de manhã e dois à tarde para ir e regressar da cidade mais próxima.

 

Sempre que posso vou "à pendura", por isso em passeios de família quem leva o carro é o super pai que adora conduzir, incluindo para locais que não fazemos a mínima ideia de como lá chegar a não ser aquele mapa tirado do "viamichelin"... claro que sou um co-piloto muito bom, pena é não ter sentido nenhum de orientação, mas não se pode ter tudo, certo?

 

Deus na Sua infinita sabedoria lá me arranjou um marido cheio de qualidades, duas das quais são o gosto de conduzir e o grande sentido de orientação!

 

Lá em casa tenho tendência a pendurar-me sempre nele para tratar das coisas dos carros, como costumo ouvir: "Isto não é só pôr gasóleo e andar, sabias?" Eu saber até sei, mas o que se há-de fazer? Ele trata tão bem dos óleos e filtros, pneus, revisões, inspeções e essas coisas tão interessantes que eu nem digo nada...

 

Mas com o marido em Lisboa há dois anos que me calha a mim levar a viatura à dita inspeção obrigatória. E aquilo é uma coisa enervante. E com 37º de calor é ainda pior. E com a barriga a fazer comichão, melhor não fica! 

 

Piscas para lá, luzes para cá, acelere, trave, por ali, mais por aqui... uma pessoa vai lá e paga alguém devia fazer aquilo por nós, certo? Quando me pedem para fazer um IRS eu recebo o valor, mas faço as tarefas todas, não fico para aqui a mandar somar isto e aquilo e separar A e B!!! 

 

Então quando o senhor me manda um: " Abra o capô"... (Ai a minha vida) não tive outro remédio a não ser dizer "E onde é que isso se faz?", ele lá me disse para levantar uma alavanca cá do lado de dentro, mas depois de estar uns bons minutos a brigar com aquilo também teve de ir chamar o colega para abrir o capô para cima!!!! 

 

E agora até parece que sou uma grande naba... pois...

 

Mas só para que conste desde que tirei a carta até ao dia de hoje já mudei um pneu sozinha (sim que ninguém se oferece para ajudar) e já ajudei uma miúda a mudar um (que mais ninguém se ofereceu para ajudar). Valeu-me a primeira aula de condução onde fomos convidados a mudar um pneu para ver como era.

 

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 E assim, lá vou eu metendo gasóleo, andando e indo à inspeção... ah é verdade a ver se não me esqueço mas é de pagar o IUC, senão a coima é a doer!!!

 

 

E com tudo isto bons passeios em família, que hoje é dia de celebrar a melhor coisa que Deus nos deu!

 

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Sábado, 09.05.15

Coisas de grávida #3

Uma das primeiras preocupações que tive assim que confirmei a suspeita de que estava grávida foi deixar de tomar medicamentos.

 

É certo e sabido que durante a gravidez temos que tomar bastante cuidado com o que comemos, com o que bebemos e com a medicação que fazemos. Normalmente eu não tomo medicamentos com frequência, a não ser a medicação para as alergias, bronquite asmática e essas coisas maravilhosas que ficam em estado de alerta nesta altura do ano.

 

Ora, ao ler o folheto informativo (sim, naquela parte que passava sempre à pressa e que diz em caso de gravidez...) vi que era necessário falar com o médico para saber se os benefícios justificavam a continuação das tomas do dito medicamento e por isso parei de usar.

 

Escusado será dizer que em pleno Março e a viver entre as lindas árvores da aldeia mais cedo ou mais tarde ia ter um daqueles ataques de falta de ar que não há hipótese.  

 

Tinha estado (em Fevereiro) na loja uma senhora que olhou para mim, e disse logo que eu estava naquela fase mesmo feia das alergias pois notava-se a falta de ar e disse-me que tinha resolvido o problema da asma dela de uma forma muito simples, há seis anos que nunca mais tinha andado como eu estava.

 

E contou-me o segredo.

 

Bem não era segredo nenhum, mas o que é certo é que eu não fiz muito caso daquilo que me disse, pois pensei "lá estão as pessoas a inventar". Ao ver-me aflita e sem querer usar a minha "bomba" recordei-me da senhora e do que me disse.

 

Ela contou-me que comprou alcachofras e as cozeu na sopa, depois triturou e comeu, também fez chá com as "folhas" em verde, foi assim que se tratou e agora quando está aflita apenas toma as cápsulas naturais de alcachofra.

 

Eu pensei cá para mim, "perdida por cem, perdida por mil" vou experimentar. Alcachofras é que nem vê-las... pelos vistos aquilo não chega aqui ao interior... o meu marido sempre um querido, foi ao mercado em Benfica/Lisboa e perguntou por todo o lado e nada, mas numa das bancas disseram-lhe que podiam arranjar por encomenda, e assim uns dias depois chegam as alcachofras a casa!

 

Aquilo parece uma flor de um cacto, cortei uma folhas e fiz uma infusão, só de a beber dois dias notei uma melhoria, mas depois de fazer um creme de legumes com a dita alcachofra então nem se fala do alívio que foi! (O creme da sopa tem de ser passado por um passador pois fica com uns fios rijos que fazem impressão, mas nem se nota outro sabor).

 

Todos comemos aquela sopa, eu melhorei e muito! Passadas duas semanas voltei a piorar e como não tinha mais alcachofras comprei no supermercado o "chá" de flor de alcachofra, que não fez o mesmo efeito, mas deu para aliviar os sintomas das dores de cabeça, pingo no nariz, mil e quinhentos espirros por hora, olhos vermelhos, falta de ar... por isso está para breve mais uma encomenda aos senhores do mercado, que agora já sei como sobreviver a esta época sem prejudicar o meu bebé!

 

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 (Imagem)

 

 

Fica a dica para quem precisar, é natural, não tem efeitos secundários, muito menos contra-indicações!

 

 

 

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Segunda-feira, 04.05.15

Sonhos e Projetos

Por vezes dou por por mim a pensar nos meus sonhos de infância e vejo que muitos deles se tornaram realidade, não aquela realidade que eu pensava em menina, pois a vida mostra-me a cada dia que as coisas acontecem muitas vezes quando não estou à espera... muitas vezes até não acontecem como queria naquele momento, mas algum tempo mais tarde ao olhar para trás vejo que afinal o que aconteceu até tinha alguma razão de ser.

 

Não me considero uma pessoa insatisfeita, nem tão pouco sinto que a vida me deva algo, ouço muitas vezes falar de "justiça" nas coisas que acontecem e muitas pessoas sentem que a sua vida não é justa, e algo ou alguém tem a culpa de isso acontecer... e estas coisas deixam-me a pensar. 

 

São os sonhos e os projetos que nos movem, é a sensação de inquietude que não nos deixa estagnar na nossa caminhada, nestes últimos tempos quase me convenci que estava numa fase de sobreviver a cada dia e esperar por tempos melhores... aos poucos fui trocando esta ideia por outra: se esta é a minha vida, de que espero para vivê-la?

 

E é isso que me tem feito avançar sempre ainda que a vida pareça incerta, sei que  no final encontrarei  verdadeira felicidade, não agora, não hoje, nem daqui por uns anos... no final da minha vida, quando estiver já na Casa prometida, até lá vivo na certeza de que encontrei o meu tesouro!

 

Recordei-me do tesouro escondido ao ler este conto:

 

«Ezequias, natural de Cracóvia, depois de anos de dura miséria, recebeu em sonhos a ordem para ir a Praga para ir à procura de um tesouro que se encontrava debaixo de uma ponte junto ao palácio real.

Hesitou em obedecer. Mas ao terceiro sonho pôs-se a caminho.

 

Depois de vários dias de viagem, chegou a Praga. Mas a ponte estava a ser vigiada dia e noite por sentinelas. Por isso não teve coragem de escavar no local indicado. Mas ficava ali todo o dia.

 

O chefe dos guardas, ao vê-lo tantas vezes ali, perguntou-lhe se esperava alguém. Ezequias contou-lhe o sonho que o tinha levado a esse país estrangeiro. O guarda começou a rir-se e disse:

 

"Então tu para dares crédito a um sonho vieste parar aqui? Não leves os sonhos a sério! Também eu sonhei que me devia pôr a caminho de Cracóvia, para entrar em casa de um certo Ezequias, porque ele tem um tesouro escondido debaixo da lareira da sua casa. Mas pensas que eu me pus a caminho? Sonhos são apenas sonhos!

 

Ezequias regressou nesse dia à sua cidade. Entrou em casa e procurou debaixo da lareira.

 

Encontrou o tesouro que procurava!»

 

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Ali, na sua casa, mesmo pertinho de si estava algo maravilhosamente belo! Se não fosse a sua confiança, se não fosse a sua audácia e persistência nunca o teria encontrado!

 

Cada um de nós tem sonhos, projetos, algo que nos move em cada dia, que Deus nos ajude a "ver" mais além, que nos dê a capacidade de enfrentar todas as adversidades em busca desse tesouro, que nunca nos falte a confiança e a coragem, pois a recompensa... será certamente muito melhor do que aquilo que podemos imaginar!!

 

Boa semana!

 

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Terça-feira, 17.03.15

Quando deixamos de acreditar

Estive a olhar para a última semana deste blogue e fiquei a pensar nos textos que escrevi... e ao ler o texto da Sónia tenho de confessar que me senti como ela, a precisar de recomeçar, de me organizar e de seguir o meu caminho.

 

Não me parece que esta semana vá ser a semana em que tudo vai voltar ao normal, mas prometi a mim  mesma que vou esforçar-me mais, vou parar, reflectir, rezar e agradecer mais. Preciso de voltar às minhas rotinas ainda que a Maria esteja com febre, a Margarida a habituar-se à psoríase e eu a tentar modificar alguns hábitos alimentares para me aproximar de uma vida mais saudável. Muitas vezes precisamos de certezas absolutas, de saber qual é exactamente a nossa situação e a partir daqui seguir em frente, não é fácil quando estamos habituados a tentar encontrar explicações lógicas e científicas para tudo, quando caímos na tentação de perguntar: "Porquê agora? Porquê comigo?" 

 

No fim de semana conversava com o Álvaro sobre todas estas mudanças que vão acontecendo connosco, com as nossas filhas, nos nossos trabalhos, nas nossas relações com os outros, e chegamos à conclusão de que Deus nos ama, e nos dá em cada momento "armas" e instrumentos para conseguirmos ultrapassar as nossas dificuldades, as nossas dúvidas... o complicado é vê-las com os olhos da fé, e não com os olhos ansiosos e humanos que tantas vezes não nos deixam encontrar as soluções que precisamos!

 

Encontrei este conto que reflecte exactamente o que sinto, por vezes é preciso acreditar nos nossos instintos, seguir as nossas ideias, confiar em Deus e lutar pelo que queremos:

 

Conto:

 

«Um homem tinha-se perdido no deserto. Esgotada a provisão de alimentos e de água, arrastava-se dolorosamente nas areias quentes. De improviso, viu diante de si palmeiras e ouviu o murmúrio da água.

Ainda mais desanimado pensou: «isto é uma miragem. a minha fantasia projecta diante de mim os desejos mais profundos do meu subconsciente. Na realidade, não existe nada. Sou um homem culto e sei destas coisas!»

 

Sem esperança, delirando caiu sem forças ao chão. Pouco tempo depois, passaram dois beduínos. O pobre homem já estava morto. Disse o primeiro:

 - Não percebo, tão perto do oásis, com água a dois passos e as tâmaras quase a caírem-lhe na boca! Como é possível que tenha morrido?

Sacudindo a cabeça disse o segundo:

 - Era um homem culto, um homem moderno...»

 

O objectivo deste conto não é estar contra a ciência, a ciência é um dom de Deus, quando bem utilizada salva vidas, ajuda as pessoas, auxilia-nos, mas a ciência não nos diz tudo... existem coisas belíssimas que a ciência não nos mostra! 

 

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Sábado, 07.02.15

As dicas da moda, e a moda das dicas...

É verdade, já toda a gente sabe que um blogue que é criado para alcançar o estrelato tem de ter post numa categoria que seja ou "moda" ou "dicas" e melhor ainda se for com ambas juntas.

Eu de moda só sei esta dica: Use o que gosta, desde que se sinta bem!  Está-se mesmo a ver que esta dica é tão boa, tão boa que, sendo filha única, não iria conseguir a "chuva" de destaques e de publicidade das marcas in do momento.

Ora eu de moda não percebo nada, não quero alcançar o estrelato, mas tenho uns leitores que merecem um upgrade de vez em quando aqui fica o lançamento da "rubrica" de dicas, coisas bem positivas e cheias de energia!

 

Eu gostava realmente de ser uma super expert em dicas e escrever aqui coisas exclusivas, mas uma pessoa tem de trabalhar com o que tem, por isso vou usar algumas do P. Chrystian Shankar, que deixem que vos diga, sabe umas coisas muito importantes!

Para começar bem, hoje registo aqui:

 

As 15 dicas para ser feliz.

Se realmente queremos ser felizes devemos desistir de:

  1. Pensar que estamos sempre certos (e só nós é que temos razão);
  2. Da nossa necessidade de controlar tudo (mesmo aquilo que sabemos que não depende de nós);
  3. De culpar os outros (e pensar que a culpa nunca é nossa);
  4. De ouvir aquelas vozes negativas (que só sabem dizer "não consegues");
  5. De crenças que nos limitam (só porque dizem que é assim, sempre foi e sempre será...);
  6. De reclamar (de tudo e de alguma coisa);
  7. Da necessidade de criticar destrutivamente (elogiar em publico e criticar construtivamente em privado);
  8. Da necessidade de impressionar (para que pareça bem a esta ou àquela pessoa);
  9. Da resistência à mudança (se é o melhor para nós, arrisquemos);
  10. De etiquetar os outros (ai, ai...);
  11. Dos nossos medos (que nos fazem recuar em vez de avançar);
  12. Do nosso passado (porque algo não correu bem nada nos impede de continuar a tentar);
  13. Do apego às coisas terrenas (tudo o que é passageiro);
  14. De viver para satisfazer os outros (a vida é nossa não é de A, B ou C);
  15. De dar desculpas (assumir os erros e seguir em frente);

  

Coisas tão simples... coisas tão difíceis de colocar na cabeça e no coração!!!

 

Um bom fim-de-semana e toca a trabalhar para a felicidade, não apenas esta felicidade aqui, hoje, mas a felicidade eterna!

 

Para guardar:

Para que a minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja completa"

Jo 15 11

 

Agora é hora da tristeza, mas Eu vos verei de novo e ninguém vos tirará a alegria"

 Jo 16 22

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Terça-feira, 27.01.15

A Fundação Andaluz

Texto escrito pela Margarida a 25 de Janeiro de 2015

 

«Ontem dia 24 de Janeiro a Fundação Luiza Andaluz celebrou os 90 anos, a fundação acolhe há 90 anos todas as meninas precisam de uma nova casa.

Ouvimos vários testemunhos de pessoas que lá passaram naquela fundação com as irmãs*, depois celebrámos a missa dos 90 anos numa capela na fundação.

Foi para mim, um momento de saudades, alegrias e algumas memórias. É sempre bom visitar a fundação, visitar as amigas e todas as pessoas que trataram de mim, enquanto estive lá.

Se também eu fosse falar sobre o tempo que lá passei eu contava-vos assim:

- Vivia com uma família que não me dava educação, mimos e outras coisas que uma criança precisa. Um dia as senhoras da CPCJ foram buscar-me a casa e fui para a fundação. Eu ia muito triste, quando a Catarina** (Titi) me levou com ela e me acalmou.

Fui passando meses a aprender coisas novas com as irmãs, educadoras e com as meninas que lá estavam (ex: fazer a cama, ajudar, estudar).

E um dia uma família adotou-me e agora estou feliz com a minha família. Quando vou fazer uma visita à fundação lembro-me sempre dos bons e maus momentos que lá passei.

O dia de ontem foi muito divertido e alegre.»

 

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 (Margarida no "seu" quarto azul na Fundação em 2008)

 

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*Servas de Nossa Senhora de Fátima

** A Dra Catarina é a directora técnica da casa e as meninas tratam-na carinhosamente por Titi

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por Olívia às 06:00

Segunda-feira, 26.01.15

" O tempo passa...

... a obra permanece!"

 

Esta foi a grande mensagem transmitida no sábado passado naquela que é a instituição do meu coração. A instituição que acolhe crianças e jovens raparigas em situações de risco. A Fundação Luíza Andaluz celebra este ano 90 anos de serviço: Acolher para proteger e educar, e este aniversário foi celebrado com grande simplicidade e entusiasmo na companhia de antigas educandas, benfeitores e amigos da instituição.

Nós também lá estivemos, escutámos testemunhos de meninas - hoje mulheres - que lá estiveram, umas há setenta anos, outras há quarenta, outras há vinte e ainda as que saíram nos últimos anos. Por entre lágrimas de emoção escutámos a mesma mensagem: a eterna gratidão pela casa que fez delas as mulheres que hoje são, que cada ralhete, cada castigo, cada oração, cada palavra não foi em vão.

Foi graças ao esforço, dedicação e confiança de Luíza Andaluz há noventa anos, que centenas e centenas de meninas (nos registos estão cerca de 1210 meninas) foram acolhidas, amadas e educadas numa casa que não era a sua, numa família "emprestada" inserida numa comunidade empenhada que sabe que cada menina é importante, que o seu gesto de partilha e apoio é importante.

Recordo muitas vezes quando, com cerca de 10 anos de idade, as crianças da catequese rumavam à Fundação para passar a tarde com as meninas levando na bagageira do autocarro sacos e sacos de comida que era depois levada por nós e muitas vezes ainda ajudámos a colocar nas despensas... e muitas vezes as despensas já não estavam muito cheias... dizia a Ir. Rita: "Deus nunca nos falta, estávamos a precisar de umas coisas e aparecem aqui vocês!".

Existem muitas instituições, mas esta é especial, pela forma como trabalha, pelo ideal de vida que tem e pelas pessoas que lá estão que são mais do que funcionárias, são como mães e amigas, dão colo, mas também ralham quando é preciso, ensinam e educam, dão uma oportunidade a quem já não tinha mais nada para esperar no futuro a não ser lágrimas e solidão... 

Muitas destas meninas seguem com a sua vida, crescem, estudam, trabalham, constituem família, organizam a sua vida... e a prova disso estava ali na nossa frente, umas de bebé, outras com dois e três filhos em "escadinha", raparigas que recordo ainda crianças, algumas ainda se recordavam de mim!

Esta foi a segunda família da Margarida, foi aqui que recomeçou uma vida nova, foi aqui que a conhecemos e foi aqui que a quisemos ter como filha!

A Margarida reencontrou amigas do seu "ano" no meio de tantas caras sorridentes e cheias de saudades, no meio de risos, abraços e olhares que diziam tudo.

A gratidão sentida e demonstrada comprova que, mesmo quando tudo parecia sem rumo, mesmo quando a vida se complicou, mesmo quando a incompreensão toldava o pensamento, havia vida e alegria para além daquelas portas, e que anos mais tarde, ao regressarem a "casa" reconheceram o bem que lhes foi feito!

Se alguém quiser saber como pode colaborar com esta casa por favor mande-me um e email para olivia.adocao@sapo.pt, há sempre muito que podemos fazer, como dizia Luíza Andaluz:

 

“Mesmo o que é muito pequeno tem importância se com ele podemos provar o nosso amor a Jesus.”

 

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(A Margarida na Fundação em 2008)

 

 

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Segunda-feira, 19.01.15

Confiança

Todos precisamos de confiar em alguém e sabemos que temos até quem confie em nós, mas até que ponto consigo eu ser uma pessoa confiante? Será que consigo acordar cedo pela manhã e dizer "Meu Deus, confio em Ti"? Sim sou capaz, mas como sou muito fraca de espírito passado pouco tempo já estou cheia de dúvidas, desconfianças e a entrar literalmente em pânico... 

Realmente quando a vida me corre bem, de que tenho medo? Provavelmente estou animada e por isso tenho a sensação de que nada me correra mal, aí sim, digo que tenho confiança e nada temo!

Então e quando as coisas correm mal? Quando me vejo a braços com problemas e situações delicadas para onde vai a minha confiança? Será que nesses momentos sou capaz de confiar? Não, não sou... nem vale a pena estar a dizer o contrário, pois eu sei que na minha pequenez, quando sou posta à prova, a primeira reacção que tenho é um imenso medo, uma imensa ansiedade e dúvidas, muitas dúvidas... Mas a vida também  me tem ensinado algumas coisas e uma delas é que sempre que alguém me "dá a mão" me sinto mais confiante, menos só e menos assustada!

Consigo assim encontrar algum alento na minha caminhada, primeiro reconhecendo que preciso de acreditar e confiar e segundo porque sei que não estou só!

 

Aqui fica um pequeno conto* que ilustra aquilo que eu gostava de ser: Tal como uma criança cheia de confiança!

 

«Era uma vez uma família que vivia feliz num bairro da cidade. Mas, uma noite, aconteceu uma tragédia: um fogo deflagrou na sua cozinha.

Enquanto as chamas alastravam a toda a casa, pais e filhos corriam para a rua. Abraçaram-se e olharam impotentes para a casa envolta em fogo e fumo.

Naquele momento deram-se conta de que faltava o filho mais pequeno, um menino de cinco anos. No momento de sair tinha voltado para trás assustado com as labaredas do fogo. E que fazer? Pai e mãe olharam-se desesperados.

Mas eis que, lá do alto, se abriu uma janela e a criança debruçou-se gritando:

-Pai! Pai!

O pai correu e gritou:

-Salta! Atira-te cá para baixo! Eu amparo-te!

A criança só via diante de si fogo e fumo. Às palavras do pai respondeu:

-Mas, pai, eu não te vejo!

Gritou o pai:

-Vejo-te eu e basta. Salta sem medo!

A criança saltou e encontrou-se sã e salva nos braços do seu pai!»

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Senhor, que na minha fragilidade, eu saiba sempre acreditar e confiar em Ti... mesmo quando a vida se complica e me deixa de cabeça a andar à roda sem saber para onde ir, que eu seja capaz de saltar sem medo para os Teus braços sabendo que estás lá sempre para me amparar!

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*in: Bons dias oração jovem

 

 

 

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Sábado, 17.01.15

Não deixem de sonhar

Este foi o pedido do Papa às famílias, este é um pedido que vou tentar não esquecer e tentar que não caia no esquecimento aqui na blogosfera. Todos os dias nos vemos confrontados com milhares de histórias tristes, casos complicados, famílias a braços com a dureza da vida, com o desemprego, sem casa, pessoas em desespero, famílias despedaçadas pela perda ou pela separação.

«Não deixem de sonhar»

  • Há quanto tempo não sonho com uma coisa que poderia fazer a minha família feliz?
  • Quantos sonhos arrumei na "gaveta" trancados a sete chaves?
  • Onde está a minha capacidade de sonhar?
  • O que quero eu para a minha família?

Tantas perguntas, e tudo por causa de uma frase tão pequenina... parece-me que de há uns tempos para cá fiquei com medo de sonhar, de querer, de lançar novos objectivos pessoais e familiares de me superar enquanto mãe, esposa e mulher.

Sim, lançaram sobre nós uma névoa de fumo, disseram-nos que nunca seríamos capazes de seguir em frente, fizeram-nos acreditar que temos de estar quietos e calados, somos massacrados com milhares de notícias sobre a crise, sentimos a crise nas nossas vidas e perdemos a capacidade de "dar o salto", de querermos ser melhores, de querermos alcançar novos objectivos e de dar vida aos nossos sonhos...

Para quem não é crente este passo na vida familiar passará por investir um esforço maior em actividades conjuntas que unam a família em torno de um sonho, de um objectivo. Para as famílias crentes essa união terá de passar pela oração:

“Se não rezarmos, nunca conheceremos a coisa mais importante de todas: a vontade de Deus a nosso respeito; e repousar na oração é particularmente importante para as famílias, onde aprendemos a amar, a perdoar, a ser generosos e disponíveis e não fechados e egoístas”. 

E depois existe ainda uma coisa muito especial que a maioria das pessoas não compreende, todas as crianças negligenciadas e abandonadas, todas as que não têm família são da nossa responsabilidade, são as nossas crianças e os nossos jovens, também eles farão parte do futuro do país!

Disse ainda o Papa:

“Estar prontos para ir além dos limites de suas casas e cuidar dos irmãos e irmãs mais necessitados. Que se interessem de modo especial por aqueles que não têm uma família própria, especialmente os idosos e as crianças sem pais: “Nunca os deixem se sentir isolados, sozinhos e abandonados, mas ajudem-nos a saber que Deus não os esqueceu”. » (aqui)

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Será que ainda vamos ter medo por muito mais tempo?

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Sexta-feira, 21.11.14

Termos de Pesquisa

Uma das coisas mais interessantes de se escrever diariamente num espaço na internet é que não sabemos quem são as pessoas que podem vir a ler o que escrevemos. No início, quando comecei a  escrever, escrevia apenas para registar a nossa história e a nossa caminhada enquanto família católica, mais tarde senti que esta também era uma forma de dar testemunho, o nosso testemunho enquanto família de Caná.

Sei que ao vir aqui escrever posso não mudar mentalidades, nem convicções pessoais, mas sempre que aqui vem alguém com o coração disponível, algumas das coisas que lêem podem fazer com que por breves instantes pensem em determinado assunto... que se questionem, que tentem também, tal como nós, encontrar a verdadeira luz no meio de tantas luzes falsas!

Este espaço é realmente uma forma de comunicar, de transmitir sentimentos, alegrias, dúvidas, por isso é que sempre que posso desafio outras famílias a escreverem também o seu testemunho, para que uns vão animando os outros, tal como numa família!

Todos os dias recebemos aqui no nosso blogue visitas novas, umas vêm e vão, outras vão ficando, umas chegam através do blogue da Teresa, outras através de "blogues amigos", outra ainda através dos motores de pesquisa, e aqui está uma curiosidade: por vezes conseguimos ter acesso às "tags" pesquisadas no googe, p. ex., e sabemos que alguém aqui chegou porque lá escreveu: "Francisco" (não sei qual a reacção ao verem que o único Francisco aqui falado é o actual Papa), ou por exemplo "Processo Segurança Social" (a tag segurança social é das que mais usei até agora), mas o termo de pesquisa que mais me sensibilizou foi este: "Ganhar força e obter a graça para viver com alegria a missão que o Senhor me confiou".

Sim, alguém chegou até aqui por escrever esta frase num motor de pesquisa, gostava que aquilo que aqui encontrou não tivesse sido uma desilusão, um saco vazio, gostava que algum dos textos que escrevi realmente respondesse a este apelo: ganhar força e obter a graça para viver com alegria a missão que o Senhor me confiou! Desde que vi esta frase que me tem surgido várias vezes ao longo do dia, penso que esta frase tão simples e tão profunda tem sido também uma prece que tenho feito a Deus. Primeiro por ir tentando perceber qual a missão que me foi confiada, depois para perceber que a devo viver com alegria e por último, quando nem tudo nos corre pelo melhor pedir força e graça para ultrapassar as dificuldades!

Alguém, sem saber, deixou-me uma pequena herança, uma oração diária que agora faço para mim e para as famílias que conheço. Alguém "anonimamente" passou por mim e com esta simples frase conseguiu que por breves instantes eu pensasse em determinado assunto... que me questionasse, que hoje continuasse a tentar encontrar a verdadeira luz no meio de tantas luzes falsas!

Obrigada!

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por Olívia às 06:00


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