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Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!


Segunda-feira, 09.01.17

O brilho do Natal

Não desaparece porque termina o tempo das festas. Não desaparece porque esse brilho das luzes bonitas e dos alegres cânticos lhe foi dado pela Páscoa. É por ela que somos diferentes. Em cada dia, em cada momento, em cada dúvida e em cada dificuldade... eu sei quem me acompanha sempre. Sempre.

 

Feitos de chão, de chuva e sonho
fora do tempo
despedaçado o que fica de nós
nas batalhas sentidas cá dentro
por isso é que eu sigo esse brilho da noite
que é estrela ou chama
olhar ou mar
e vou procurar essa luz
mas só quero lá chegar contigo

 

 

Não é fácil recomeçar ano após ano, com novos ideais, novas metas, os mesmos problemas e as mesmas limitações... começar com entusiasmo e às primeiras quedas o desânimo faz recuar mais passos do que aqueles que avanço... estou a ser exigente de mais? Estou a fazer de mim uma tabela de verificação constante?

 

feitos de tempo em mil pedaços
de escuro e luar
há uma noite que é escolhida pra ser
essa noite que se há-de guardar
por isso é que eu sigo esse brilho ou calor
que é estrela ou chama
ou tu em mim
e vou pra poder descobrir
quem é que ainda sou contigo."

 

Onde está a alegria das pequenas coisas? A surpresa do inesperado? O sentido do sacrifício? Porque é que me acontece a mim? Porque não me há de acontecer a mim? Dia após dia, o sol volta a nascer, noite após noite a lua volta a acordar... queda após queda volto a recomeçar!

 

dispo o cansaço e recomeço
mais uma vez
há um sorriso que nos salva do frio
e recolhe o que a vida desfez
se me desarmo noutro feitiço
num outro olhar
há um abrigo que não deixa morrer
quem nós somos e o que temos pra dar
por isso é que eu sigo esse brilho da noite
que és tu em mim
ou quem eu fui
e vou pra poder descobrir
quem é que ainda sou contigo"

 

A vida é um dom que me foi oferecido. A minha escolha é vivê-la à luz da Palavra de Deus, sim, continuo a ser pecadora, sim, continuo a ser pior do que muitos que não são crentes... mas só assim a minha vida faz sentido!

 

---

Letra: "Escuro e luar" de Mafalda Veiga, 1999.

a ilustrar simbolicamente a escolha de ter sempre Deus presente na minha vida. A luz que me guia na noite. O calor que aquece a minha alma gelada.

 

 

 

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Quarta-feira, 02.11.16

Mini resumo das festividades

Na véspera do dia de Todos os Santos resolvi simplificar o jantar porque chagamos sempre muito tarde a casa, ou seja pelas 19.40h. Comemos bifanas no pão com sopa, a comida foi simples, mas a festa já se fazia! Aos poucos fomos adornando a casa com alguns símbolos de festa e que recordassem também os nossos amigos Santos que nos inspiram na nossa caminhada para o Pai (o único que é verdadeiramente Santo).

 

Na porta da entrada colocámos um laço, como símbolo de uma família unida, nele a cruz (é por ela que nos santificamos) e as Santas escolhidas pelas filhas mais velhas.

 

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No portão colocámos uma vela acesa, símbolo da fé que professamos e uma rosa a recordar a nossa Rainha Santa Isabel!

 

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O Canto de Oração, foi transformado num painel com a referência a grandes santos:

 

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Ao serão, que é sempre muito curtinho estivemos a ler sobre a Santa Bárbara que foi encerrada na torre... como a Rapunzel... num país distante que se chama Turquia, mas que foi verdadeiramente mais forte dando a vida por Jesus.

 

Recordámos a nossa querida Rainha Santa Isabel que tanto amou os pobres à semelhança da (Rainha) Santa Margarida da Escócia que além da sua bondade nunca descurava as suas orações! E ainda conseguimos recordar a Santa Joana D'Arc que tal como a Santa Margarida é padroeira de um país inteiro!

 

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Queríamos fazer mais coisas, mas era já tarde, retiraram-se as vestes reais e vestiu-se o pijama, não sem antes ficar a promessa da festa do dia seguinte!

 

No dia 1 como prometido o almoço foi peixe grelhado... e doces à sobremesa, antes de irmos à missa às 15.30 deixámos a mesa posta para a festa do chá das cinco! A missa é sempre bonita neste dia, apesar de andar sempre de um lado para o outro atrás da menina Lúcia que não pára quieta, consigo absorver algumas palavras e acima de tudo os principais momentos da celebração.

 

À chegada a casa e com o calor que se fazia sentir substituímos o chá por ice-tea e fizemos a festa trajadas a rigor!

 

 

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 (Rainha Santa Isabel, Santa Bárbara e Santa Margarida da Escócia)

 

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Terminámos o dia com a oração da noite e no final fomos recordando nomes de santos, primeiro os nossos, depois os da família Power (já são muitos) e depois mais alguns que ao longo dos dias a Maria foi escrevendo num papel... 

 

Para o ano ficou a promessa de fazermos mais coisas e escolhermos outros santos!

 

 

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Segunda-feira, 31.10.16

Todos os anos é a mesma coisa

Bruxas e bruxedos (sem ofensas Mimi), fantasmas e monstros. E todos os anos tenho de ser a mãe chata que não gosta que as filhas brinquem às bruxas... Mas também o que é que eu quero? Se o mundo oferece sempre melhores alternativas do que a família, as minhas filhas tendem a ser do mundo...

 

Pois bem, este ano vamos dar início a uma nova tradição.

 

Vamos festejar a véspera de Todos os Santos e o dia claro! Vou aproveitar a sugestão que vi em dois blogues católicos e as meninas serão princesas e rainhas (o que se pode esperar de filhas de Deus senão isto?) e serão também uma Santa inspiradora. As escolhas são:

 

Margarida: Merida convertida em Rainha Margarida da Escócia (sua padroeira)

 

 

Merida-Margaret.jpg

 

Maria: Rapunzel convertida em Santa Bárbara

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Lúcia: A Bela convertida em Rainha Santa Isabel

 

 

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Andei no Pinterest (aquilo é um mundo, obrigada Marisa por me explicares como funciona) e já reuni algumas ideias, este ano vamos fazer tudo muito simples, que andamos também a preparar uma outra grande festa... mas teremos um serão bem recheado de histórias - já que a ideia é conhecer melhor a história destas Santas - e no dia 1 além de irmos à missa, faremos uma festa de chá, com jogos e muitos doces!

 

Deixo a ementa e mais algumas coisas que fiz para a ocasião:

Ementa.docx

Atividades todos os santos.pdf

SaintBingoCallCards.pdf

 

 

 

 Amanhã ou depois mostro fotos!!!

 

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 (Coroas - check)

 

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Segunda-feira, 01.08.16

4º Encontro Aldeia Ribatejo

Está combinadíssimo e eu confesso que estou verdadeiramente feliz com o facto de voltarmos a unir fisicamente a nossa Aldeia de Caná no próximo dia 6 de Agosto.

 

Este nosso próximo encontro que marca de certa forma o 1º aniversário da aldeia, insere-se na espiritualidade das famílias de Caná que unidas rezam e se colocam ao serviço do próximo. 

 

Quem é o meu próximo?"

 

Perguntava o doutor da lei a Jesus (em Lucas, capítulo 10 versículo 26) e Ele com toda a paciência  e sabedoria nos conta através de uma belíssima parábola quem é de facto "o nosso próximo". E é tão fácil encontrarmos na nossa área de residência ou até no nosso núcleo de acção pessoas que precisem de nós, muitas vezes nem são apenas necessidades monetárias, mas de tempo ou atenção.

 

No centro de Santarém está situada a Fundação Madre Luíza Andaluz, instituição criada com o intuito de dar uma casa a meninas órfãs na altura da pneumónica. Esta é uma casa especial, quem segue o blogue sabe o quanto estimamos todas as pessoas que nela trabalham e que colaboram com esta nobre missão que é acolher crianças a quem a vida trocou as voltas e que pelos mais variados motivos precisam de um local para curar as suas feridas enquanto as suas famílias se reestruturam.

 

Esta casa está sempre cheia, esta missão nunca acaba, e nós sentimos que temos o dever de nos colocarmos ao serviço estando próximos dela, partilhando alguma coisa dentro das nossas possibilidades. Se uma casa com meia dúzia mal medida de pessoas tem inúmeras necessidades como será nesta casa com cerca de 30?

 

Cabe-me a mim enquanto cidadã deste país zelar também por estas crianças, que estando à guarda do estado são também da minha responsabilidade. Sim, este mesmo estado financia estas instituições, mas será que chega? Será que por saber disto posso ficar tranquila na minha vida e ignorar as centenas, milhares de crianças que vivem institucionalizadas e as suas famílias?

 

Pois, nós não conseguimos ficar indiferentes e é por isso que este nosso quarto encontro terá então esta visita à instituição depois de um primeiro momento de oração na Igreja do Santíssimo Milagre em Santarém.

 

Fica o convite aos leitores que se queiram juntar a nós para que venham e arrisquem viver duas ou três horas diferentes na sua vida!

 

 

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por Olívia às 08:21

Quarta-feira, 15.06.16

caminhar

Terminaram na segunda feira as festas de Santo António lá na aldeia. Foram quatro dias de muita animação, conversas e música, mas foi também tempo de demonstrar publicamente que existe alguém a quem a nossa pequena comunidade vê como exemplo de vida, o nosso padroeiro.

 

Desde pequenina que me recordo destas festas, com músicos conhecidos a abrilhantar as noites, com pessoas vindas de toda a parte e também com a procissão que percorre várias das nossas ruas. 

 

Nos últimos tempos, a nossa família deixou de participar junta na procissão por causa do flagelo que se chama foguetes e que deixa a Maria num profundo pânico. Mas, este ano a Maria cresceu e, como valente que é, lutou contra o pavor aos ditos e resolveu que iria toda a procissão ao lado do nosso padre juntamente com a irmã Margarida, a Lúcia foi no carrinho empurrada pelo pai, claro! 

 

E, num clima de simplicidade e de calma pois estava rodeada da família percorri rua a rua caminhando devagar. Desta vez aproveitei, não para rezar o terço como tento fazer nos outros anos, mas para observar, recordar e agradecer tudo quanto temos ao nosso redor.

 

Assim, no final da missa campal, as imagens dos santos que temos na igreja são colocadas aos ombros da rapaziada nova - mais nova do que eu - que ainda há pouco tempo éram uns miúdos que iam vestidos como o Santo António e hoje já têm altura e força para carregar durante cerca de duas horas os andores tão bem ornamentados.

 

A cruz vai sempre na frente, levantada bem alta, indicando o caminho e todos seguimos atrás dela. 

 

Descemos a "ladeira" e aproximamo-nos da nossa escola primária, hoje fechada, mas que em tempos nos acolheu, onde iniciámos os nossos estudos, à frente dezenas e dezenas de degraus que subíamos a toda a velocidade, são degraus mais pequenos do que o normal, na altura eram à medida dos nossos pequenos pés... hoje parecem mesmo pequenos... do outro lado a casa da senhora Quitéria, que foi a cozinheira lá na cantina, substituiu a senhora Natália que já não aguentava por causa da idade... mas fazia umas comidas... naquele tempo ainda não havia empresas de comida para escolas, a comida era feita ali, e sabia ao mesmo que comíamos em casa!

 

Mais abaixo, o jardim pequenino que tinha um repuxo para bebermos água e que acho que já não funciona... os bancos de cimento ainda são os mesmos mas a vida que lhe dávamos quando vínhamos a correr da escola desapareceu...

 

Desapareceu também o talho e a loja do senhor Augusto e da senhora Vitorina... às sextas feiras o talho era concorrido e a minha mãe mandava-me apanhar vez, eu levava o recado num papel e ela aparecia mais tarde para pagar a conta! O senhor Augusto já morreu, atropelado na berma da estrada nacional, a senhora Vitorina vejo-a no lar onde está a tia Adelaide, ela porém já não me pode ver, os diabetes roubaram-lhe a vista há muito tempo...

 

Nesta estrada nacional que atravessa a aldeia agora temos semáforos e uma passadeira para passar "em segurança", mas quando éramos pequenos passávamos a correr sempre que alguém mais crescido nos dizia "passa agora", era alguém que estava na loja do senhor Joaquim, agora aloja é da filha e bem sei que as pessoas de mais idade continuam a desafiar a segurança passando à estrada mesmo ao lado da passadeira - onde sempre se passou!

 

Na rua de baixo as casas são pequeninas, uma delas ruiu este inverno, nunca vi lá morar ninguém, aliás nem sei de quem é aquilo, foi uma sorte não ter caído em cima de ninguém! Este ano não vamos pela rua onde mora a minha mãe, como nos anos anteriores, vamos dar uma volta maior, passamos pelas hortas que desde sempre são utilizadas por quem quiser cultivar, foi a duquesa que as ofereceu à freguesia... pelo caminho consigo ver lágrimas nos olhos de quem espera à porta de casa ou à janela... pessoas a quem a saúde já falta, mas que não querem deixar de homenagear o nosso querido Santo António, fazem uma oração em silêncio e choram de emoção!

 

Estamos quase a chegar a nossa casa, onde terei de ficar para cuidar da Lúcia, ao longe vejo a procissão seguir o seu caminho ao som da banda marcial... fico um pouco à porta a ver desaparecer todo o cortejo, mais uma ano e a tradição permanece... assim que fecho a porta ouço os sinos a tocar a toda a força, a procissão está já a chegar a casa... e sei que no final todos ficarão voltados para a frente, os três andores, os meninos, os colaboradores, o estandarte e claro a cruz. Sei que no final o nosso padre vai dizer mais umas palavras agradecendo todo o esforço e dedicação, sei que no final serão lançados muitos, muitos foguetes... sei eu e sabem todas as pessoas da terra, porque é assim que os nossos avós faziam, os nossos pais continuaram a fazer e agora seremos nós a dar continuidade a esta manifestação de fé.

 

Sim, os santos não são Deus, mas estão muito mais perto Dele do que nós certamente estamos, é com eles que aprendemos o caminho, sempre seguindo a cruz ao longo desta caminhada aqui na terra e, se a muitos faz confusão o facto de olharmos com carinho para as imagens, como quem olha os seus queridos amigos e as pessoas de quem gosta, a mim tranquiliza-me saber que não estamos sós, antes de nós muitos viveram um caminho rumo à santidade, cabe-nos agora pedir-lhes que intercedam por nós, pelo Filho, junto do Pai!

 

 

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por Olívia às 06:33

Terça-feira, 31.05.16

Caminhando com Maria

No último domingo de maio na nossa catequese familiar percorremos algumas páginas das nossas bíblias para aprender a sermos cada vez melhores através do exemplo de Maria...

 

Ela ensina-nos:

  • a dizer "sim" sem reservas e com confiança
  • a colocarmo-nos ao serviço procurando os que mais precisam
  • a receber nas nossas vidas Jesus como o Salvador
  • a meditar na nossa vida em silêncio
  • a irmos juntos, em família - crianças incluídas - à casa de Deus
  • a reconhecermos que Jesus é nosso Mestre
  • a acompanhar os que são próximos nas suas alegrias
  • a estarmos atentos ao que os outros precisam
  • a pedir a Jesus que interceda por nós
  • a sofrer em silêncio, aceitando as nossas limitações
  • a confiar que no final tudo passa e só o amor permanece
  • a acreditar que o melhor não o veremos nem aqui, nem agora

 

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 Afinal nós até já sabíamos a maior parte destas coisas, mas uma coisa é ouvir dizer, outra é ler na bíblia e ver que estavam todas lá escritas à espera que as descobríssemos!

 

Ainda não tinha mostrado a bíblia da Maria, que comprámos no sábado Santo em Fátima, aqui fica ela:

 

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por Olívia às 06:35

Sexta-feira, 22.04.16

E agora?

No fim de semana passado comecei a ler a Amoris Laetitia - A alegria do amor - e na nossa catequese familiar dedicámo-nos a ler e interiorizar este pedaço de uma carta muito especial... o tema é o "Amor", palavra pequenina, mas que contém uma imensidão de ações... grande parte das pessoas queixa-se frequentemente que é "contra muitas coisas na igreja", é normal, se formos a ver bem a igreja é feita por pessoas, errantes como eu... no entanto era importante que nos dessem uma pequena oportunidade... de vez em quando...

 

Posto isto, lemos várias vezes e cada uma de nós escreveu-o numa folha para levar para o quarto, um ficou na sala.

 

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 (1Cor 13: 4-7)

 

Que bonito que é!

 

 

"O amor é paciente,

O amor é prestável,

Não é invejoso,

Não é arrogante nem é orgulhoso,

Nada faz de inconveniente,

Não procura o seu próprio interesse,

Não se irrita,

Nem guarda ressentimento

Não se alegra com uma injustiça

Mas rejubila com a verdade.

TTudo desculpa

Tudo crê

Tudo espera

Tudo suporta."

 

 

Parece-me a chave da perfeição e o caminho para a felicidade. Se todas as pessoas cá de casa (e não apenas uma) viverem de acordo com ele tudo se torna mais fácil.

 

Ora vamos à prática:

Em primeiro lugar: O amor é paciente, ou seja aceitar pacientemente as limitações, contrariedades... acho que viver assim, umas horas, uns dias, não é assim tão difícil... umas semanas, uns meses, não sei... talvez...uns anos ?!? Como, meu Deus, como?...

 

Na verdade, ao fim de uns dias começamos a falhar... pior, sabemos que estamos a falhar... conseguimos identificar logo no momento em que falhamos... e nem saí da primeira linha, da primeira! 

 

Ora a pergunta que se impõe é: E agora?

 

Vale a pena continuar a tentar mesmo que já sabemos que nunca conseguiremos viver verdadeiramente assim?

 

Provavelmente vale, nem que seja pelo esforço constante em ser melhor a cada dia que passa.

 

Esta "reflexão" embora frquinha de conteúdo ajudou-me a entender que, não importa quantas vezes falho, posso sempre recomeçar.

 

Por isso, hoje, não só irei ser mais paciente, como perdoar uma grande mágoa, que guardo no coração.

 

 

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por Olívia às 06:30

Sábado, 30.05.15

Hoje é dia...

 

...De Santa Joana D'Arc, a minha querida Santa Padroeira!

 

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 (30 de Maio)

 

 

Por isso logo à tarde havemos de ocupar alguns minutos do nosso dia com a sua história, agora que já estou descansada da papelada deste mês, posso finalmente abraçar alguns projetos que tenho deixado um pouco de lado!

 

 

Um excelente fim de semana a todos, que eu vou aproveitar bem cada cinco minutos desta minha vida!

 

Porque a minha vida e a vida dos que mais amo é PRECIOSA!

 

 

Querida Santa Joana Rogai por nós!

 

 

 

 

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por Olívia às 09:22

Sábado, 30.05.15

A sabedoria dos simples

 

«Não desperdiceis

as vossas energias

em coisas inúteis.

Olhai e vede o vosso irmão

e a vossa irmã;

e não somente em vossa casa.

Olhai e vede.

Olhai e vede,

onde quer que haja pessoas

nuas a olhar para vós;

onde quer que haja pessoas

sem abrigo a olhar para vós;

Não vireis as costas aos pobres,

porque os pobres são Cristo.»

 

Madre Teresa de Calcutá

 

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por Olívia às 06:00

Quarta-feira, 13.05.15

A Biblioteca da Mãe # 10

Hoje é um dia muito especial, celebramos as aparições de Maria aos três pastorinhos em Fátima.

 

Maria é nossa mãe e protetora.

 

Maria é nossa Auxiliadora.

 

Nossa amiga e padroeira da nossa Maria.

 

Maria tem na nossa casa um local de destaque. 

 

É ao serão que nos juntamos, em clima de paz e serenidade (a maior parte das vezes) para rezar o terço. Esta oração que durante anos não compreendi qual era o objetivo, uniu a nossa família, fez com que pelo menos naqueles minutos estejamos a pensar em acontecimentos da vida de Cristo e ofereçamos este gesto por quem nos pede, por quem achamos que mais precisa, por alguma intenção especial, por nós, pelas famílias amigas, por quem não gosta de nós, por quem não acredita...

 

Se é fácil fazer esta oração depois do cansaço de um dia de trabalho? Não. E desde que somos Família de Caná, muitos foram os dias em que não a fizemos em família.

 

Mas, inspirada pela lindíssima "História de Uma Família" * e respondendo ao desafio do mês de Maio resolvi, assim que terminamos o jantar pelas 20.30h (quando o pai não está, e pelas 21 quando o pai vem a casa) convocar as tropas e fazermos a oração.

 

É que cheguei à conclusão de que se não os chamar o tempo passa e nem se reza, nem se faz nada de jeito... mas basta dar o sinal de partida, sentar confortavelmente no sofá e tudo se reorganiza!

 

Estamos também a incluir uma pequena história da bíblia contada à vez e escolhida por cada um: a Maria estreou-se com a história de Noé, a Margarida com o Dia de Pentecostes, o pai contou a história de Sansão e Dalila, e eu contarei uma hoje!

 

As histórias são contadas com palavras simples e de "memória". Assim que terminem as histórias conhecidas é ir "à fonte" e aprender mais umas novas! 

 

Até ver, e nestes primeiros 13 dias, parece que finalmente estamos a encontrar a nossa rotina e o nosso próprio ritmo familiar!

 

Santa Maria, Rogai por nós para que sejamos dignos de alcançar as Promessas de Cristo!

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--

 

*Quem não conhece este livro é favor tentar encontrar, que vale bem a pena!

Este que tenho é um empréstimo da Teresa e vou devolvê-lo no Retiro no dia 16.05.15.

 

 

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por Olívia às 06:00

Sábado, 02.05.15

A responsabilidade de escolher um nome

Esta é a inevitável questão sempre que sabemos que alguém vai ter um bebé. E eu sou curiosa o suficiente para perguntar logo se já escolheram os nomes... por isso, assim que soubemos da feliz notícia coube-nos esta tarefa tão difícil que é escolher um nome bonito (para nós) e com significado.

 

Da primeira vez que engravidei o nome de menina estava à partida escolhido seria Maria, um dos poucos nomes que adoro por muitas razões, tivemos ainda a bênção de ter uma filha mais velha com um dos outros nomes que eu mais gosto: Margarida, por isso quando ela sugeriu alterá-lo para Joana (na petição que se entrega ao tribunal podemos alterar a totalidade do nome) nós não quisemos.

 

Os nossos nomes por exemplo foram escolhidos pelos nossos pais por razões tão diferentes, o Álvaro recebeu o nome do seu avô, já o meu foi escolhido pelo meu pai por gostar de ouvir a Olívia Newton John... e lá em casa só mesmo o meu pai me chamava pelo nome, a mãe e as pessoas amigas ainda hoje me chamam por "Liva", as pessoas mais velhotas chamam-me "Livita", uma amiga por exemplo chama-me Livia... 

 

Então e desta vez, que nomes escolhemos nós para o nosso bebé? Pois bem, nós queríamos um nome simples, português e também o nome de alguém que verdadeiramente nos inspirasse na nossa vida.

 

Para menino foi mais fácil e mais simples, depois de uma chuva de ideias resolvemos não dar o nome que estava destinado à Maria (se fosse menino) que era Afonso. A Maria sugeriu João o pai acrescentou Batista para ver como ficava e assim ficou escolhido.

 

Para menina pensámos em Joana, claro que a Margarida manifestou logo o seu descontentamento, então ela não pode chamar-se Joana e agora a irmã ficava com esse nome... após muitas sugestões, desde os nomes mais estranhos aos mais comuns voltámos ao início, o nome da mãe do meu sogro era Lúcia Rosa, e um dos dois nomes seria escolhido como homenagem, e esse nome é Lúcia.

 

Para padroeiros temos S. João Batista e a Ir. Lúcia.

 

Agora resta esperar pacientemente pela próxima ecografia...

 

.....ou pela próxima...

 

.....ou pelo dia...

 

 

 

 

 

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Segunda-feira, 13.04.15

Farkhunda - Porquê?

(Queria começar a semana com um texto bonito e fotografias fofinhas... mas... não posso deixar de responder ao apelo...)

 

Ainda há um mês se falava no Dia Internacional da Mulher... um dia tão feliz para a nossa família... mas, depois de ler este texto sendo eu uma mulher livre e que dou graças por isso, não posso deixar de aqui publicar a história desta grande Mulher (tirada daqui)

 

Farkhunda tinha 27 anos e pelos vistos cumpria escrupulosamente os conservadores preceitos da mulher afegã. Rosto e corpo totalmente cobertos, sempre. E seria assim que circulava no centro da capital do Afeganistão, no dia 19 de março.

A burka que usava não deixava ver a coragem de que era feita. Coragem que, pelos vistos, a levou, ao passar pela Mesquita, a dirigir-se o Imã que estava à porta e confrontá-lo com uma prática sua com a qual ela não concordava.

Consta que o Imã venderia amuletos aos pobres, iludindo-os sobre os poderes mágicos que teriam. Farkhunda, mulher coragem, naquele que é apontado por muitos como o mais perigoso país para as mulheres, atreveu-se a contestar um líder religioso na rua. E só uma mulher afegã sabe o que quer dizer afrontar um líder religioso, e logo no meio da rua.

Durante a discussão, com certeza por total ausência de argumentos, o Imã terá começado a gritar, dizendo que Farkhuna havia queimado o Corão, que não era uma verdadeira muçulmana, e que não respeitava o livro sagrado.

Em breve Farkhunda se vê cercada por homens que começam a apedrejá-la, agredi-la, pontapeá-la. Num ápice a barbárie: depois das várias agressões atam-na a um carro, arrastam-na pelas ruas da cidade, atiram-na para a beira do rio de Cabul e atiçam-lhe fogo.

A violência sobre as mulheres, em diferentes graus e origens e em vários pontos do mundo está, infelizmente, na ordem do dia. Mas a forma como a ela se vai reagindo, sobretudo em zonas do mundo onde os direitos das mulheres ainda não são devidamente reconhecidos, essa sim vai mudando. E o caso de Farkhunda vem demonstrar isso.

Pela primeira vez no Afeganistão (e segundo noticia o The Guardian no seu artigo sobre o assunto, talvez pela primeira vez em todo o mundo Islâmico), um morto foi carregado por mulheres para ser enterrado.

Esta é uma tarefa tradicionalmente atribuída aos homens, mas desta vez as corajosas mulheres afegãs não o permitiram. A coragem de Farkhunda inspirou um pequeno grupo de mulheres que se colocou em torno do seu corpo sem vida, impedindo os homens de lhe tocarem, dizendo-lhes: “Este corpo não é vosso. Farkhunda pertence a todas as mulheres de Cabul, do Afeganistão. O seu corpo pertence a todas as mães afegãs”.

Dias depois, milhares de pessoas – mulheres, homens, jovens e menos jovens – manifestavam-se em Cabul contra a barbárie e exigindo justiça. É aqui que está o único sinal de esperança, numa história a que precisamos dar voz, para que aconteça cada vez menos.

Falem disto, por favor

 

Século XXI,

Ano 2015 

Como é possível?

 

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 Imagem

 

Oh meu Deus, eu te peço por todas as meninas e mulheres vitímas da cobardia, da maldade e da falta de razão dos homens, que eu nunca me cale perante os casos de violência seja ela qual for...

 

 

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Quinta-feira, 19.03.15

Hoje é dia ....

De S. José, por isso celebramos também o dia do Pai!

 

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Dá-me a sensação que José, o carpinteiro, deve ter sido um homem de um coração cheio de amor, aceitou uma moça grávida para sua esposa... o que naquela época era uma coisa horrível, aceitou por seu filho uma criança que, segundo um anjo era o Filho de Deus... José deve ter sido muito atormentado com todas estas coisas, deve ter sido muito persistente e corajoso cuidando dia após dia da sua Maria e do seu Menino!

 

S. José é para nós um exemplo maravilhoso de pai! 

 

 

Ontem nas leituras das vésperas li assim:

 

«Varão perfeito, escolhido

Para esposo virginal

De Maria concebida

Sem pecado original.

 

Mereceste ter nos teus braços

Quem criou a terra e os céus;

Chamavas filho a quem era

O próprio filho de Deus

 

Aquele que dá alimento

Às avezinhas do céu

Por ti foi alimentado,

Do teu trabalho viveu

 

Patrono da santa Igreja

Protege-a contra os perigos,

Como outrora defendeste

Jesus dos seus inimigos.

 

A nós, a quem o pecado

Oculta a luz da verdade

Ensina o caminho certo

Que nos leva à santidade.

 

E humildes, castos e fortes,

Como tu, servindo a Deus,

Cheguemos no fim da vida

À glória eterna dos céus!

 

S. José, rogai por nós!

 

Feliz dia do Pai!

 

 

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Domingo, 15.02.15

S. Valentim, o carnaval, o jantar e afins...

Pois então que em Portugal há muito para escolher... ele é S. Valentim, ele é carnavais um pouco por todo o lado! Este foi um sábado bastante aterefado...

 

Eu confesso que não aprecio o carnaval como costumo dizer devo ter sido trocada na maternidade... os meus pais em novos sempre brincaram ao carnaval, a minha mãe ainda continua a brincar, a minha irmã... nasceu no dia de carnaval e adora mascarar-se, anda sempre vestida de preto com aquelas botas grandes até parece que está mascarada todo o ano!!!

 

Sei que a minha mãe se dedica às fatiotas das meninas com todo o afinco para que as netas tenham em cada ano uma fantasia bonita, sei que as meninas gostam de ser princesas e essas coisas... este ano a avó dedicou-se verdadeiramente e o tema foi o Frozen, por isso temos uma Ana e uma Elsa!

 

Mas como a vida não é só festas eu fui trabalhar de manhã e de tarde fui então ao Encontro da Família Andaluz, encontro esse que foi muito preenchido, muito rico e cheio de propostas para o futuro, actividades para o nosso enriquecimento pessoal e de comunidade!

 

Quanto ao jantar de S. Valentim foi a dois! Claro que em vésperas de carnaval e com uma avó tão animada as meninas foram ao baile de máscaras aqui na aldeia e ficaram a dormir na casa dela... deixando assim os pais a jogar às cartas!!! 

 

E por falar em cartas aqui estão as nossas cartas para as filhotas! Será surpresa para quando chegarem a casa!

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Além das cartas consegui ter pronto o Jornal da família... Feito aos serões, e deu uma trabalheira... ai se deu, estive quase para desistir... afinal tinha os IVAS para acabar e ando mesmo cansada, mas o resultado valeu a pena!!! O bom foi que liguei para o centro de cópias e a menina que é tão simpática informou-me que bastava fazer as páginas em word A4 por ordem e depois ela imprimia num A3 e dobrávamos ao meio agrafado e tudo até parece um jornal às sérias!

 

 

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 (depois coloco aqui o pdf para verem melhor, que as fotos estão fraquinhas eu sei...)

 

 

 

 

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Quarta-feira, 11.02.15

Literatura juvenil #2

Não tem sido nada fácil encontrar livros juvenis que:

  • Não sejam de fantasmas, diabos e coisas no género;
  • Não tenham apenas histerias (e histórias) de miúdas atrás de rapazes;
  • Tenham algum conteúdo educativo;

 

Recomendei à Margarida  o Diário de Anne Frank, sendo um livro escrito por uma adolescente, e que eu li em adolescente talvez esteja na hora de ela o ler.

 

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Fiz uma pequena introdução ao contexto em que o livro foi escrito (acho que ela ficou um pouco horrorizada) e fiquei admirada como raramente falamos na Segunda Guerra Mundial, na perseguição aos judeus, nas aulas de história também ainda não se falou nisso, deve ser no 9º ano, pois foi quando me lembro de ter feito um trabalho sobre o Holocausto, de ter lido o diário de Anne Frank e de me ter apercebido da gravidade desses acontecimentos no mundo inteiro, vi documentários, entrevistas a sobreviventes e digo já que fiquei muito impressionada, triste e revoltada, chorei muito a recordar aquilo que para mim (e ainda hoje o considero) foi monstruoso, horrível e desumano. Não encontro de entre os milhões de palavras algumas que possam expressar tudo aquilo que esta época me faz sentir.

 

Às vezes quando ouço no rádio notícias sobre os extremistas que vão ganhado poder nas políticas dos seus países fico arrepiada e assustada só de pensar que um dia se poderá repetir a história... é triste pensar que o ser mais evoluído do planeta não consegue evoluir assim tanto... hoje em dia através da Internet temos acesso a informações de massacres, atentados à vida humana por esse mundo fora... actos de egoísmo, actos de maldade e de pura loucura, sabemos de pessoas perseguidas por causa da sua religião, crianças perseguidas por serem raparigas que vão à escola... 

 

Tenho no entanto muita esperança no futuro, nas gerações futuras, sei que neste momentom existem muitas pessoas a lutar pela dignidade humana, pela vida!

 

Fortuna, fama, tudo podes perder, mas a felicidade do coração, ainda que por vezes esteja obscurecida, torna a vir enquanto viveres. Enquanto puderes erguer os olhos para o céu, sem medo, saberás que tens o coração puro, e isto significa felicidade.

O Diário de Anne Frank

 

 

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