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Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!

Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!

Então, Olívia o que mudou desde dia 3?

No sábado passado pude conversar com algumas pessoas, e nessas conversas encontrei várias semelhanças de pensamento: se por um lado existem famílias que não questionavam o seu "sim", havia por outro lado famílias com várias dúvidas... na verdade, eu penso que o compromisso foi uma expressão "visivel" daquilo que já vivemos, foi uma afirmação perante uma comunidade e perante um Pastor. Foi um recomeço e não um fim. 

 

Sem famílias comprometidas não existe movimento. Não existe continuidade. E sem continuidade tudo acaba antes mesmo de começar.

 

Por isso, não me parece que o medo de não sermos uma família exemplar, fosse condicionante da nossa caminhada, porque assim se calhar em vez de desasseis famílias estariam apenas duas ou três e a nossa nem sequer seria uma dessas... a mim parece-me que a única coisa que nos é pedida é que estejamos disponíveis para fazer tudo o que Jesus nos disser. Como? Pois é aí que entram as seis bilhas e um coração disponível. 

 

Então e o que é que mudou na nossa vida?

 

Pois bem, estamos mais empenhados. E isso nota-se em coisas muito pequeninas, daquelas que fazem parte do nosso dia a dia. Não somos ou estamos diferentes porque já vínhamos a fazer uma caminhada (lenta), mas estamos mais atentos e temos feito um esforço para refazer a nossa lista de prioridades.

 

A nossa rotina depois do jantar sofreu algumas alterações, porque raramente conseguíamos encontrar tempo para ler as leituras do dia e falar sobre elas, há uns meses tentámos ler apenas o Evangelho (temos de começar por algum lado, certo?) mas não o fazíamos de forma contínua. A desculpa (temos sempre uma em stock) é que: ou não temos muito tempo entre o jantar e a hora de dormir, ou a Lúcia ocupa muito tempo, ou a cozinha precisa de ser arrumada.... experimentei várias rotinas diferentes e tivemos serões de enlouquecer com o choro de cansaço da Lúcia, outros despachámos tudo a correr que nem sentimos o gosto de estarmos juntos. 

 

E tem sido assim, até à segunda feira passada. Nessa noite, fui buscar a bíblia e com a cábula que tirei da Internet marquei as passagens das leituras do dia (não incluímos o salmo ainda), escolhi começar nesse dia porque íamos começar um livro novo (Tobias). Correu muito bem, lemos, conversámos enquanto a Lúcia ia bebendo o biberão, depois fui deitá-la deixando-a beber o resto do seu leitinho.

 

Ontem retomámos outra vez as leituras e o que é que aconteceu? Quando acabei de ler mais um bocadinho do livro de Tobias ergueu-se um coro a pedir "Lê mais um bocadinho, vá lá..."

 

Claro que eu não li, assim fica tudo à espera do episódio de hoje. Eu também não conheço o livro todo de Tobias, e senti alguma necessidade de perceber a que se refere porque as perguntas começam a surgir... tenho pesquisado na Internet em sites católicos e já estou minimamente preparada para avançar, também faço um esforço para ler as leituras de manhã sozinha e assim fico o resto do dia a pensar naquilo que li.

 

Outra coisa que nos condicionava a oração da noite é o facto de nem todos estarmos juntos a essa hora porque em muitos dias o pai chega mais tarde, daí que, enquanto mãe assumirei o compromisso de fazer a oração em nome dos dois nesses dias.

 

Agora o que eu queria era ler o Salmo de manhã na oração que fazemos umas vezes em casa outras no carro... vamos ver!

 

E é assim, que aos poucos vamos caminhando, nuns dias corre melhor, noutros corre menos bem, o importante é ser fiel ao compromisso que assumimos enquanto família. Não enquanto casal com filhos, mas enquanto uma unidade!

 

 

 

O Compromisso

Na sexta feira à tarde, depois de uma semana cansativa e exigente, era finalmente tempo dos últimos preparativos para o grande dia que seria o dia do compromisso, havia ainda umas coisas de última hora a combinar, almoço e lanche para preparar... e pouca vontade de dormir como sempre acontece em vésperas de grandes acontecimentos!

 

Ao acordar, porém, a história já é outra... nem é preciso repetir que toda a gente se prepara sem reclamar! Eu costumo acordar sempre mais cedo para preparar os sacos de forma a não andar toda enervada a pensar no que me esqueci! Depois é o costume, abalamos cerca de duas horas e meia antes da hora combinada para podermos ajudar nalguma coisa que seja preciso - é por isso que chegamos sempre cedo!

 

O dia prometia muitas emoções, muitos sorrisos, muitas conversas e momentos fortes de oração. E assim foi. Depois de uma oração da manhã em que recordámos as famílias que não podiam lá estar e as que atravessam grandes dificuldades, o senhor bispo preparou um belíssimo retiro para a nossa manhã, com calma e muita objetividade percorremos uma a uma as seis bilhas de Caná que são já bem conhecidas de todos nós.

 

Os jovens e as crianças como sempre tiveram um momento de evangelização e depois parece que houve muita brincadeira e animação no exterior do Santuário, a Margarida desta vez levou mesmo a sério o nosso pedido e fez uma excelente reportagem fotográfica dos vários momentos do dia!

 

Ainda antes de almoçar, houve um momento de adoração. Eu confesso que há uns anos nem me passava pela cabeça passar assim algum tempo, ali, no silêncio a pensar, a rezar... hoje em dia, é dos tempos mais ricos que posso ter, mas com uma menina traquina de 18 meses é difícil, desta vez o pai ofereceu-me este tempo levando a Lúcia para brincar com os meninos na rua! Ah, que bom!

 

Já no exterior fomos todos juntos para a quinta do Canto de Caná, eu já lá tinha estado mais cedo para atar uma linda fita na entrada da capela e assim que cheguei senti uma enorme alegria e paz, estava em casa. Aproximei-me e vi a imagem da Mãe de Caná já colocada no seu sítio e tudo estava tão bonito, simples, tranquilo, as fotografias não fazem mesmo jus ao que se sente quando lá estamos! 

 

Naquele momento as crianças correm umas para cada lado, as famílias espalham-se pelas sombras, as mantas são estendidas no chão, as mesas são puxadas para a sombra, os almoços colocados à disposição, damos graças e partilhamos aquilo que trouxemos, comida, fruta, doces, algumas confidências foram trocadas, deu tempo para falarmos sobre o compromisso, sobre a vida... e para convivermos entre famílias, houve ainda tempo para rezarmos o terço antes de irmos para o Santuário para a apresentação do livro "Em Tua casa", foi também um momento bonito, sobretudo de gratidão. Aproveitámos para "roubar" cinco minutos de "antena" e (em nome de todas as famílias) homenagear a Teresa pelo seu aniversário e por tudo aquilo que nos ensina com a sua família através daquilo que vivem. 

 

O dia foi grande, tão grande que depois de tudo isto faltava ainda inaugurar o Canto de Caná e celebrar a missa de Pentecostes onde fizemos então o compromisso! A nossa nova capela é grande, mas graças a Deus não coubemos todos lá dentro! Alguns de nós ficaram cá fora a contemplar o quão maravilhoso é ver um sonho tornar-se real! Não há palavras para descrever a emoção que senti em cada um destes momentos!

 

O compromisso foi a parte mais simples, não havia muito a pensar quando sentes que o coração te diz que sim, quando toda a família sente o mesmo. Todos juntos, em família de famílias lemos o compromisso e prometemos seguir este caminho, custe o que custar!

 

No final da tarde, como de costume não havia vontade de vir embora... dizer adeus ou até breve custa sempre um bocadinho... faz lembrar a passagem da bíblia que nos conta como Pedro, Tiago e João não queriam descer do monte depois da Transfiguração... até sugeriram fazer três tendas... lembram-se? Pois, mas a vida vive-se cá em baixo, no dia a dia... e não no monte!

 

Bem, não nos importávamos nada de levar a tenda e acampar na quinta... por um fim de semana... certo Isabel?

 

 

 Algumas das fotos deste dia:

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E Mais fotos: AQUI

 

 

 

 

 

 

Dia de compromisso, dia de festa

O próximo dia 3 de junho será um dia muito importante para a nossa família. São três anos de caminhada, três anos de avanços e recuos na tentativa de sermos fiéis àquilo em que acreditamos. 

 

De todos os caminhos passíveis para seguirmos, fomos desafiados a aceitar um caminho diferente e exigente. E neste caminho, podemos demorar mais a chegar, podemos precisar de mais paciência, de ter outra disponibilidade, outra abertura, mas caminhamos juntos. Enquanto família. Não enquanto casal, com filhos, mas enquanto unidade. 

 

Escolhemos estar juntos em todos os momentos e juntos vamos dando pequenos passos, em cada dia, sem desistir. Mas, aproxima-se um grande momento: o do nosso compromisso. "Agora é a sério, vamos assumir uma responsabilidade" digo eu de vez em quando, a resposta é sempre um sorriso e uma expressão de quem acha que "só podia ser assim", escusado será dizer que anda tudo numa grande animação! 

 

E, é esta centelha de luz que me tem dado coragem para viver estes últimos dias de maio, porque o trabalho é ainda muito, o dia 31 está mesmo aí e o cansaço não perdoa. Dizia a Maria ontem: "bem... amanhã já é terça, daqui a pouco acaba a semana para irmos ao Retiro!" - não há visão mais otimista a uma segunda feira do que esta, e embora eu também esteja desejosa de que chegue ao dia de sábado, pesa-me tudo o que ainda preciso de fazer... toda a gente sabe que dia de Retiro, é dia de festa, de rever amigos, de brincar, rezarmos juntos, desta vez temos ainda a grande surpresa que será o novo espaço dedicado às Famílias de Caná e os compromissos que iremos fazer nesse mesmo local.

 

Quando li pela primeira vez o compromisso fi-lo na diagonal, e pensei logo: é uma lista... uma grande lista. Com mais calma, na hora de almoço pude ir vendo tópico a tópico esta bela lista que havemos de afixar numa moldura lá em casa para aqueles momentos de "esquecimento" que por vezes as famílias têm; e já percebi que, estes três anos de preparação foram bastante completos, porque nos irão permitir assumir este compromisso e nenhum outro.

 

Se vai ser mais fácil daqui para a frente? Não. Fazer um compromisso é afirmar que o queremos viver dia após dia, sempre, não apenas nos dias mais calmos, ou nas férias, ou quando nos dá mais jeito. É preciso recordarmo-nos desta promessa, trabalhar nela e vivê-la com dedicação e simplicidade!

 

 

 

 

 

 

 

Serviço

Como Maria em Caná, as Famílias de Caná procuram estar muito atentas às necessidades materiais e espirituais das famílias que as rodeiam. Discernindo as situações de urgência em que “acabou o vinho”, as Famílias de Caná tornam-se “pessoas-cântaro” (Evangelii gaudium, nº86), oferecendo a todos o “vinho novo” de Jesus."(Aqui)

 

Ser boa pessoa é bem diferente de ser uma pessoa boa. E, ser bom às vezes não chega. Às vezes é preciso ser mais do que isso e eu queria ser sempre "mais"... e um dia percebi que não preciso de me afadigar e encontrar formas de serviço para ficar com aquela sensação de que fiz a boa ação do dia. Isso é muito pouco. Quase nada.

 

Enquanto eu encontrar motivo de orgulho nas ajudas que vou prestando a coisa está muito mal parada! Estar ao serviço não é fazer coisas para acrescentar a lista das minhas boas obras! É estar simplesmente disponível, humildemente presente, sacrificando até uma parte do meu bem estar porque existe algo mais importante do que eu: alguém que precisa de ajuda.

 

Descobrir isto, foi para mim, uma grande novidade... demorei praticamente três anos! Nos últimos tempos tenho vivido algumas situações que me têm feito crescer, e nos últimos dias, pude finalmente compreender o que é ser o "bom Samaritano", que ajuda sem olhar a quem o faz, que pensa no futuro assegurando-se de que a pessoa ficará bem e segue o seu caminho sem publicar isso nos noticiários (e na mercearia da esquina, ou no blogue do bairro)...

 

Estar atento ao que os outros precisam sem ser demasiado presunçoso é coisa para custar um bocadinho a alcançar... deixar de sentir "orgulho" por uma ação e sentir um aperto de dor é de certa forma estranho... ou então não, se recuarmos ao texto das bodas de Caná podemos ver que não está lá escrito:

"Maria, ao ver o primeiro milagre do Seu filho, e ao escutar os elogios do chefe da mesa ficou cheia de orgulho e disse junto das outras pessoas: fui eu que lhe disse para ajudar, o meu filho é o maior!" Espero não estar a cometer nenhuma falha grave fazendo este tipo de comparação, mas a verdade é que a recompensa pelas boas obras não a recebemos já. De nada vale fazer milhares de coisas para termos um grande portefólio de boas ações e depois ficar à espera de uma medalha!

 

Havemos de encontrar muitas oportunidades de estar ao serviço se realmente estivermos atentos... a começar pela nossa família e pelos que estão mais perto de nós!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O carisma e o tempo de família

Se alguém perguntar a alguma das nossas filhas do que gostam mais no que a tempo de família diz respeito, de certeza que passeios em família, churrascos e brincadeira estão no top 3 das respostas! E, se estão nos primeiros lugares foi porque ao longo dos últimos anos temos feito um esforço considerável em passarmos mais tempo juntos e que esse tempo seja bom. Não perfeito, mas bom.

 

Pequenas atividades em conjunto, mais dias de passeio, brincar na rua, partilhar refeições simples e deliciosas em que todos colaboram, passar fins de semana fora, ver coisas, admirar a grandeza daquilo que nos rodeia e contemplar a natureza em qualquer estação do ano têm sido dos momentos mais apreciados na nossa família.

 

E, todos estes momentos têm uma coisa em comum que é: família unida. Quer seja em volta de uma mesa, numa manta de piquenique, no quintal, na casa do lago (em Mira), à lareira no inverno, em viagem no carro, estamos todos juntos.

 

Quando faço uma pequena retrospetiva destes momentos e leio aquilo que é esperado alcançar vivendo este carisma das famílias de Caná, parece-me que estamos no caminho certo, não pela quantidade de coisas que fazemos, mas na forma como encaramos a vida familiar e na forma como tentamos ser alegres, simples e generosos - em família e na comunidade.

 

Quanto mais se aproxima a data do compromisso, mais gostava de ir (aos poucos) aprofundando a nossa carta fundacional porque é lá que está a base daquilo que vivemos e com o qual nos vamos comprometer. 

 

Para quem ainda tem dúvidas se pode ou não enquadrar-se nas famílias de Caná, uma vez que já vive com entusiasmo as seis bilhas na sua vida do dia a dia, aqui fica um excerto da carta:

 

Os membros do Movimento comprometem-se a buscar a santidade de acordo com o carisma das Famílias de Caná. Podem contudo encontrar-se em situações diferentes de vida pessoal ou familiar. Pertencem ou podem vir a pertencer ao Movimento:

  • Famílias que, por inteiro – pais e filhos em conjunto – se comprometem a viver de acordo com o carisma proposto. Nem todas estas famílias estão fundadas sobre o sacramento do matrimónio, mas todas precisam de sentir sede deste sacramento. Assim, há no Movimento famílias de divorciados que vivem numa nova união e que correspondem ao perfil traçado pelo Papa Francisco em Amoris laetitia: “Uma segunda união consolidada no tempo, com novos filhos, com fidelidade comprovada, dedicação generosa, compromisso cristão, consciência da irregularidade da sua situação e grande dificuldade para voltar atrás sem sentir, em consciência, que se cairia em novas culpas.” (nº 298) As famílias resultantes de uma união de facto, que não apresentem nenhum impedimento para a receção do sacramento do matrimónio, só poderão ser Famílias de Caná depois do seu matrimónio, pois a união de facto não sugere sede de vida sacramental. No entanto, o Movimento pode e deve acompanhar estas famílias no sentido de provocar nelas a sede de Deus, necessária para que também elas venham a beber do “vinho novo” de Jesus.
  • Famílias em que apenas um dos cônjuges se deseja comprometer, dada a falta ou a imaturidade de fé do outro cônjuge. Recusar a pertença seria agravar a dor do cônjuge crente. Para estas famílias, são sempre atuais as palavras de S. Paulo: “O marido não crente é santificado pela mulher, e a mulher não crente é santificada pelo marido; de outro modo, os vossos filhos seriam impuros, quando na realidade, são santos.” (1Cor 7, 14)
  • Famílias que vivem todo o tipo de situações problemáticas, como mães solteiras, pais cujos filhos abandonaram a fé, e outras, bastando que um dos membros da família se queira comprometer. O Papa Francisco foi movido pelo Espírito Santo a apresentar a Igreja como um “hospital de campanha”: “Essa é a missão da Igreja, que cura e cuida. Algumas vezes, eu falei da Igreja como um hospital de campanha. É verdade: quantas feridas há, quantas feridas! Quanta gente que tem necessidade de que suas feridas sejam curadas! Essa é a missão da Igreja: curar as feridas do coração, abrir portas, libertar e dizer que Deus é bom, que perdoa tudo, que é Pai, é terno e nos espera sempre”. (Homilia de 5-2-15) Esta imagem vem na mesma senda bíblica que apresenta Jerusalém como ruínas que o Senhor tem a alegria de reconstruir: "Ruinas de Jerusalém, irrompei em cânticos de alegria, porque o Senhor consola o seu povo!" (Is 52, 9) "As velhas ruínas serão restauradas, levantarão os antigos escombros, restaurarão as cidades destruídas!" (Is 61, 4) Jesus nasceu na gruta de Belém e transformou-a em lugar sagrado; em Caná, Jesus restaurou a fonte da alegria. Numa belíssima homilia sobre o mistério das Bodas de Caná, o Papa Francisco fez algumas afirmações proféticas, referindo-se precisamente a estas famílias destruídas: “O melhor vinho ainda não chegou para aqueles que hoje veem desmoronar-se tudo. Murmurai isto até acreditá-lo: o melhor vinho ainda não veio. Murmurai-o cada um no seu coração: o melhor vinho ainda não veio. E sussurrai-o aos desesperados ou aos que desistiram do amor: Tende paciência, tende esperança, fazei como Maria, rezai, atuai, abri o coração porque o melhor dos vinhos vai chegar. Deus sempre Se aproxima das periferias de quantos ficaram sem vinho, daqueles que só têm desânimos para beber; Jesus sente-Se inclinado a desperdiçar o melhor dos vinhos com aqueles que, por uma razão ou outra, sentem que já se lhes romperam todas as talhas.” (Homilia de 6- 7-2015)
  • Jovens que encontram no carisma do movimento um caminho de santidade.
  • Leigos consagrados que encontram no mistério de Caná um chamamento para servir as famílias, especialmente as famílias destruídas, segundo o carisma do Movimento.
  • Sacerdotes diocesanos que querem “beber das Seis Bilhas de Caná”. 

 

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(Manhãs solarengas significam roupa ao sol e brinadeira na rua!) 

 

 

 

 

Entre o ecrã e a vida diária

O mundo moderno tem uma grande vantagem, tudo está à distância de um clique... quer dizer, nem tudo, já que aquele abraço e aquele beijo só mesmo "em pessoa", mesmo assim, existe uma grande aproximação das pessoas graças às novas tecnologias, em poucos minutos conseguimos enviar fotografias aos amigos, uma mensagem a alguém doente, marcamos uma consulta, fazemos compras, lemos o "jornal" e se quisermos entrar em depressão profunda lemos os comentários em publicações polémicas...

 

Confortavelmente sentados em frente ao ecrã, ocupamos algum do nosso tempo pesquisando, lendo sobre as mais variadas matérias, descobrimos sites interessantes aos quais voltamos e outros não tão interessantes assim... a escolha é sempre nossa. E, se existem coisas que facilmente dispensamos, existem outras que passam a fazer parte das nossas rotinas do dia a dia. E é assim que a nossa família se vai mantendo ao corrente daquilo que se passa nas Famílias de Caná.

 

Todos os dias vou ao site em busca de novas publicações, novas notícias e iniciativas do movimento, já era assim há três anos quando o movimento ainda dava os seus primeiros passos! Passar de comentadora regular a participante num retiro "para ver como era" foi fundamental, reconhecer que viver as seis bilhas não era o objetivo, mas o caminho foi determinante, perceber que, ainda que estejamos longe de sermos exemplares, queremos caminhar deste jeito e não de outro dá-nos um novo entusiasmo rumo ao compromisso.

 

No fim de semana passado a nossa catequese familiar teve como base o evangelho dos discípulos de Emaús e a nossa própria caminhada. No fundo sentimo-nos tantas vezes desanimados e com vontade de voltar ao "antigamente", cheios de dúvidas e confusos, que só com a Verdade à frente do nariz conseguimos sentir aquela alegria!

 

- Quem é que se quer comprometer a viver sempre como família de Caná? - Perguntei eu...

- Eu, eu... - responderam as meninas.

- Ai sim? Então e o que pretendem fazer diariamente? Não é só dizer "eu quero", comprometer-se é trabalhar dia a dia... insistir, viver as seis bilhas, uma e outra vez... e nós sabemos que existem coisas que não conseguimos ainda fazer... 

 

Pois é, apesar de termos mudado muita coisa nas nossas vidas, ainda temos muito por onde trabalhar, e munidas de um post-it e um lápis tentámos encontrar formas de nos comprometermos. Coisas pequenas, repetia eu... somos pequenos, fazemos coisas pequenas. "Ajudar o próximo" é muito vago... "ler a bíblia" também... coisas pequenas...

 

Decidimos ler o evangelho do dia logo depois do jantar quando ainda estamos todos na mesma divisão, isto porque o serão é uma corrida, já que chegamos tarde a casa, ainda temos os banhos, o jantar, preparar as malas para o dia seguinte e uma hora e meia passa depressa!

 

Vamos também fazer um esforço para fazer as nossas tarefas - em especial as mais aborrecidas - com amor e ajudar os outros em pequenas coisas em casa, na escola, quando passeamos... oportunidades não hã-de faltar!

 

Estamos a tentar encher assim um bocadinho as nossas bilhas mais vazias: da Palavra de Deus e da Visitação.