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Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!


Quarta-feira, 16.08.17

Obras

Grande parte das pessoas tem uma imagem negativa das pessoas que trabalham nas obras, como se fossem todos "broncos", "pobres", "estúpidos", se estão nas obras é porque não têm mais nada onde trabalhar. Penso que foi a própria sociedade que criou esta ideia: "não estudas vais para as obras" e assim, muitos dos jovens caíram de "para-quedas" num mundo onde é preciso muita força e alguma vontade de estar dias inteiros ao sol, com pó, à chuva e com lama. Este tipo de tarefas é sempre vista como de categoria inferior, mas verdade seja dita até a pessoa mais importante precisa de uma casa para viver. 

 

Todos os que usam  fato e gravata são iguais aos que vestem roupa com manchas de cimento e de tinta. Todos nasceram e todos vão morrer um dia. E todos levam o mesmo. Nada.

 

Para pessoas muito presunçosas ler este tipo de texto é uma afronta. Então estamos a comparar pessoas que estudaram seis, sete anos na universidade com pessoas que andam nas obras? Sim, estamos. Estamos porque quando essas pessoas de fato e gravata precisam de um quarto com um roupeiro e uma casa de banho na suite, provavelmente não o sabem fazer. Tal como não sabem fazer aquele pão ou não são capazes de tratar aquela doença. Todos precisamos de todos.

 

Isto dito assim até parece uma daquelas frases bonitas do facebook, mas o objetivo desta conversa tem a ver com a forma como as pessoas olham de lado para quem tem aquela roupa reles das obras. 

 

Um destes dias a Margarida foi ajudar o pai na limpeza final da obra antes de entregar a chave aos donos, era preciso retirar os cartões que cobriam o chão, limpar o soalho que tinha pó, limpar os azulejos e tirar um ou outro pingo de tinta que caiu acidentalmente. Na hora do almoço foram ao MacDonalds aqui mais perto. Estavam lá uns primos afastados e quando viram a Margarida num fato de treino já velhote e com algum pó praticamente nem olharam, e ela sentiu vergonha de andar assim.

 

 

V E R G O N H A.

 

Sim, foi preciso alguma conversa no final do dia para que ela percebesse que devia ter orgulho em aproveitar o seu tempo para fazer coisas produtivas, para perceber que não é a roupa que nos define, mas sim as nossas atitudes. É preciso andar sempre de cabeça levantada.

 

Na segunda feira fui com o meu marido para ajudar a montar uma escada em caracol novinha em folha num outro apartamento. E pode parecer estranho mas aquilo não é só chegar ali e montar o puzzle, é preciso pensar, ver onde vai "bater", tal como em todas as remodelações não é só ter ideias é saber como se faz, é contornar os problemas que vão aparecendo, é ter criatividade para aproveitar bem o espaço... mas, voltando à segunda feira, depois de um dia de trabalho em que conseguimos começar e terminar a montagem desta escada: ------ >>>>

 

 

 

Ora fomos a um estabelecimento comercial onde se vendem coisas com muita qualidade, o objetivo era adquirir uma dessas coisas, fomos recebidos com um olhar de reprovação (por causa da roupa?), fomos praticamente despachados e nem sequer vimos o que íamos à procura. Será que a pessoa que estava a vender achava que não tínhamos dinheiro para pagar? 

 

É muito triste, muito mesmo. Mas já estamos habituados... um dia havemos de colocar umas roupinhas catitas e havemos de lá passar outra vez, não para comprar, mas apenas para ver. Comprar, havemos de comprar num outro local que aceite conversar com pessoas independentemente daquilo que elas tenham vestido...

 

Felizmente que os clientes do meu marido são pessoas que sabem dar o valor ao seu trabalho, sabem que ele não foi para as obras porque não tem mais nada, sabem que ele adora aquilo que faz e são capazes de lhe dizer isto. Ficam contentes com o resultado final, colaboram na escolha, escutam as recomendações... reconhecem que o trabalho quando é feito com gosto e dedicação fica muito melhor! -------- >>>>

 

 

 

 

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Quarta-feira, 28.06.17

"Amanhã já não venho"

As férias de verão nos anos noventa podiam ser aborrecidas, mas nunca seriam tão aborrecidas como as destes anos, e porquê? Muito simples, naqueles anos ninguém ficava fechado em casa lá na aldeia!

 

A meio da manhã já os grupos se juntavam na rua, à sombra, para conversar, jogar às cartas... andar de bicicleta, enfim, para passar o tempo! Raramente ficávamos em casa a ganhar neura, porque em casa também havia uma lista de tarefas a fazer que os nossos pais nos deixavam. Desde arrumar a cozinha, varrer o chão, regar as flores... oh tanta coisa que era preciso fazer... 

 

Mas, houve um verão em que as coisas mudaram. A minha mãe, que costumava fazer as campanhas de vindima e tomate, sugeriu que também eu me juntasse ao "rancho", andavam lá alguns jovens e ganhávamos bom dinheiro (eram pouco, mas eu nunca tinha ganho nenhum) o meu grande objetivo era comprar as sapatilhas da moda: umas All Star azuis e brancas.

 

Assim foi.

 

Do alto dos meus catorze/quinze anos e bem vestida para um dia de trabalho debaixo de sol intenso: com calças de fato de treino, camisola de manga curta, camisa fina de manga comprida (dizem as pessoas mais velhas que: "o que guarda o frio, guarda o calor") e chapéu de palha com aba larga, juntei-me ao grupo.

 

Íamos num banco de madeira preso com umas cordas na parte de trás de uma carrinha de caixa aberta, ao vento. Quando chegámos demos o nome, e fomos distribuídos pelas carreiras com um/a parceiro, no início ia com a minha mãe para ver como era. 

 

Uma de cada lado da carreira das cepas, íamos cortando cacho a cacho e colocando numa espécie de "caneco" grande com cerca de 40 centímetros de altura e de diâmetro, quando estava cheio a colega da outra carreira que ia no mesmo "corredor" que nós parava para nos ajudar a equilibrar o caneco e colocá-lo sobre a cabeça, depois era só ir até ao trator, subir uns degraus e desejar a uva lá para dentro sem deixar cair o caneco. E assim íamos andando para a frente... as mais velhas não gostavam que os miúdos lhes passassem à frente, e a competição era bastante animada! Era preciso ter cuidado com: a) não cortar um dedo em vez do cacho e b) não agarrar num vespereiro em vez de um cacho.

 

Havia um capataz que conhecia bem a vinha, era ele que nos organizava e que ia vendo se não deixávamos uvas para trás, pouco antes do meio dia, mandava alguém acender o lume para os grelhados - nós já levávamos tudo feito era só aquecer - eu comia num instante para poder dormir cerca de meia hora. E se custava de manhã, à tarde era um tormento, muito calor, a água já não estava fresca... o cansaço era terrível.

 

E eu dizia sempre "amanhã já não venho!" Mas ia, até ao fim!

 

A melhor parte era quando a "aguadeira" passava com água numa quarta, tirada do poço, tão fresca... eu, que não bebia do mesmo copo de esmalte onde os outros bebiam porque levava uma garrafa, não resistia... a sede era muita, o calor pavoroso!

 

Na esperança de que passasse uma pequena aragem as mulheres diziam bem alto "Oh S. Lourenço mandai o ventinho para as gentes do trabalho" e logo o vento se fazia sentir, mas não podíamos abusar da boa vontade do S. Lourenço, por isso íamos dizendo de tempos a tempos...

 

O melhor dia da semana era a sexta feira, depois do trabaho, sentávamo-nos à espera que chamassem pelo nosso nome, para nos darem um envelope com o nosso ordenado, dizíamos quantos dias eram, confirmava-se o valor e trazia-se o envelope... ah... e havia sempre um gelado que era comprado a caminho de casa!

 

Além das campanhas da vindima, fiz também a do "tomate à grade" (cada um ia enchendo as suas grades e depois quanto mais enchessemos, mais recebíamos, nessa altura só trabalhava meio dia, contentava-me com esse dinheiro, e à tarde a malta nova dormia a sesta!), fiz também a de pimento (eu ficava no armazém a cortar e a tirar as sementes do pimento para ir para a fábrica enquanto algumas mulheres iam apanhando lá fora), e fiz vindima de uva de mesa (detestei aquilo... além de apanhar as uvas tínhamos de "enfeitar" umas pequenas grades e cestas para venda, os cachos eram bem arrumadinhos, sem parras, sem uvas estragadas... a minha mãe fazia aquilo na perfeição, mas as minhas ficavam muito feiazitas!)

 

Era bastante cansativo, mas no fim das férias estava desejosa de voltar à escola, gostei muito de conhecer outros jovens que vinham de fora com as famílias para as campanhas, nunca mais soubemos nada uns dos outros porque apesar de trocarmos moradas, nunca escrevíamos as prometidas cartas...

 

Quanto às sapatilhas tão esperadas... acabei por não as comprar logo... é que o dinheiro custava tanto a ganhar que tinha de ser bem gasto, depois de ajudar a comprar os livros da escola, os materiais aí sim, comprei as minhas primeiras e únicas All Star azuis e brancas!

 

Hoje em dia, a maioria das vindimas são feitas com máquinas, assim como a apanha do tomate, apenas algumas vinhas familiares ainda têm um rancho de gente que dia após dia recomeça com alegria esta dura tarefa!

 

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Terça-feira, 07.03.17

Profissão errada

Já alguma vez pensaram que escolheram a profissão errada?

Que, a vida seria bem melhor se tivessem optado por escolhas diferentes?

Que, tudo seria mais fácil se naquele dia e naquela hora a decisão fosse outra?

 

Eu já.

 

Depois de pensar uma e outra vez nisto, vejo que estar aqui agora a fazer o que faço - a viver como vivo - provavelmente até é o melhor para mim. Não é mais fácil, bem pelo contrário, não é mais simples, não é mais vantajoso em termos monetários, mas fez com que tivesse disponibilidade para que a minha família crescesse em número e em vivências.

 

Todos os dias, abro o porta da loja - quer dizer às segundas, quartas e sextas fica fechada para que a Lúcia não saia - não faço ideia do que me reserva o dia. Não sei se vou vender muito ou pouco, se vou conseguir encontrar aquilo que as pessoas precisam, se serei boa conselheira de cores e da vida... sim, da vida.

 

Dia após dia, dedico algum do meu tempo a escutar as pessoas. Algumas vivem na solidão. Saem de casa e nem precisavam de umas linhas brancas, mas sempre podem ver alguém e conversar. Algumas precisam que lhes digam que estão mais bonitas, mais elegantes, mais ativas. Outras precisam de ver apreciados os seus bordados destinados "à gaveta" já que ninguém lhes liga... há ainda as que precisam de um pouco de animo, de palavras de coragem enquanto lutam contra uma doença. Muitas apenas precisam que as escutem, que as ajudem a marcar uma consulta ou a perceber o que diz o papel da reforma.

 

Dia após dia, atendo pessoas amargas, de mal com a vida, que não sabem o que querem e às vezes depois de desarrumarem a loja toda não "acham nada de jeito" e saem da forma que entraram, amargas. Algumas embirram, outras teimam, umas deixam-me literalmente a chorar pela sua antipatia  e hostilidade... tantas pessoas infelizes que não se contentam com, nada mais nada menos, do que a infelicidade dos outros...

 

Vender um botão, numa loja do comércio tradicional é muito mais do que uma transação comercial.

 

É uma palavra. É encontro. Um sorriso. Uma lágrima.

 

É a minha vida!

 

 

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Segunda-feira, 13.02.17

Qual dia dos namorados... qual quê...

Ivas*, validar despesas no e-fatura**, minha gente.

Até dia 15!

 

* Só falta enviar um Iva

** Só me faltam validar despesas de dez clientes (3.000 papeis mais coisa menos coisa)

 

S. Valentim... Sim, sim, lá para quinta feira conversamos...

 

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por Olívia às 12:33

Sexta-feira, 03.02.17

Esta greve

É bom que faça algum efeito. Porque ter todas as minhas filhas no trabalho comigo hoje... não é fácil!!!

(nem imagino como fazem os outros pais...)

 

 

 

 

 

 

 

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por Olívia às 12:34

Quinta-feira, 02.02.17

«Sei como se sente...»

Esta é uma daquelas respostas que mais se ouve por aí...

 

 

"A Ana está com uma doença terrível, imagino como se sente!"

"A Maria ficou viúva, coitada, faço uma ideia de como lhe custa..."

"A Alice parece tão cansada... também com dois empregos imagino como é..."

"ai sim?"

"de certeza?"

Será que acreditamos saber mesmo o que o outro sente? 

 

No décimo ano, a minha professora de português - cujo filho adolescente tinha morrido - disse-nos uma única vez (e foi o suficiente): "nunca digam que sabem como é se nunca passaram por isso". Às vezes ainda me esqueço e caio na tentação de dar a entender que sei como alguém se sente em determinado dia... mas logo me recordo destas palavras e refaço o comentário dizendo que nem imagino como essa pessoa se sente...

 

Estar na pele do outro é quase impossível, nós vivemos a nossa vida, até podemos conviver diariamente com algumas pessoas (mesmo dentro de casa) e não sabemos o que é viver aquilo que eles vivem.

 

Na sexta feira passada o meu telefone tocou, era o meu marido a sugerir que no dia seguinte fosse com ele a Lisboa, ver os trabalhos que tem em curso e ajudar nalgumas coisas. Nem pensei muito, disse logo que sim!

 

Começamos por um apartamento na zona da Avenida de Roma, tirámos as medidas para umas coisas, conversámos com os donos, que ainda estão a decidir algumas alterações e seguimos para um outro na zona da Graça... aí, fiquei verdadeiramente espantada! As fotografias não fazem justiça ao aspeto da casa! Fomos "às compras" para ambos os apartamentos a várias lojas, isto e mais aquilo... chegou a um ponto em que eu estava de rastos. Literalmente com a cabeça a doer... e nem trabalhámos "a sério", como é que ele aguenta aquilo? Como é que consegue dar conta de duas obras ao mesmo tempo? Como é que não se perde nas compras se nem faz uma lista? 

 

Mais tarde, já em casa percebi o quão injusta sou muitas vezes achando que o meu dia a dia é bem mais cansativo do que o das outras pessoas... que tenho mais tarefas do que os outros, coitada de mim...

 

Passar um dia no trabalho do meu marido foi o suficiente para lhe dar mais valor, para perceber que as horas que ele passa a pensar nas coisas e em busca de ideias para resolver problemas se materializam em coisas tão bonitas quanto esta escada há-de ficar!

 

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Segunda-feira, 29.08.16

A brincadeira no trabalho

Entreter uma criança pequena durante um dia inteiro não é tarefa fácil, desenganem-se aqueles que ainda pensam que a casa/espaço continuará "depois dos filhos" a ser igual ao "antes dos filhos".

 

Mostrem-me uma casa de uma família feliz - com filhos - e que não tenha brinquedos, livros infantis um pouco por todo o lado e aí eu até posso mudar de opinião! No entanto continuo com a minha. As crianças precisam de se entreter. Sem computadores, tablet ou telemóveis de preferência (pelo menos na maioria do tempo).

 

Nesta fase, a Lúcia está a tornar-se um pequeno Indiana Jones, quer explorar e de preferência os locais mais altos, mais escondidos e com mais perigo. Quando vem para a loja, tem vários pequenos espaços onde pode circular, nunca sem perigo pois isto é uma retrosaria e tem muita coisa por todo o lado...

 

Temos um parque para quando preciso de medir e cortar e sei que vou demorar:

 

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Temos uma zona perto de mim atrás do balcão:

 

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A zona da entrada (estamos a ensiná-la que não deve sair da porta para fora, a porta está sempre aberta)

 

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E temos ainda uma sala onde ela dorme e brinca na hora do almoço.

 

Quanto aos brinquedos... pois... os brinquedos são a desilusão da criançada! No outro dia esteve aqui uma menina de dois anos e meio, ao ver o meu telemóvel tratou de me pedir para ver uma foto; eu mostrei a inicial, mas ela com o dedo clicou na "galeria" e basicamente foi correndo com o dedo a ver as fotos. Eu tirei o telefone da mão dela e ela chorou, a mãe tentou consolar a pequena, mas sem sucesso ao que eu digo:

"Podes brincar com os brinquedos da Lúcia!" Ela adorou a ideia, mas quando os viu amuou...

 

Ora aqui ficam eles:

 

Caixas e mais caixas com fitas...

 

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... nem o carro de luxo a convenceu!!!

 

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Boa semana!!!

 

 

 

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por Olívia às 15:50

Quarta-feira, 17.08.16

o que é que escreveste hoje no blogue?

Perguntava-me ontem a Margarida. 

- Nada. - respondi.

 

Depois de um longo silêncio perguntou-me se já não escrevia... 

 

Verdade seja dita, não tenho escrito muito. E escrever faz-me bem. Sinto a falta deste bocadinho, mas não consigo ainda ter disponibilidade para escrever tudo o que me vai na alma.

 

Ao contrário de muitos blogues, optei por ser eu mesma. Sem filtros. Com todas as imperfeições e com todas as facetas que posso ter enquanto mulher, mãe, esposa, pessoa. Não é fácil pensar que a qualquer momento quem me lê fica a perceber exatamente como sou. Mas não consigo fazer isto de outra forma.

 

Neste momento estou ainda fragilizada pelos vários acontecimentos aqui em casa, e precisamos ainda de tempo para assimilarmos tudo, para reajustarmos as nossas rotinas e as nossas vidas. Felizmente que temos junto de nós pessoas que nos ajudam, que se disponibilizam para "estar aqui para o que for preciso", felizmente que neste momento temos a família junta em casa sete dias por semana (a Providência é assim), temos aproveitado ao máximo os nossos tempos de família (ainda que estejamos a trabalhar), e juntando mais uma vez o trabalho e o lazer conseguimos passar dois dias na Serra*, numa paisagem maravilhosa que tanto nos ajuda a retemperar as forças.

 

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Os dias são vividos num ritmo muito menos exigente, muito mais descontraído, eu estou a mudar.

 

E mudarei sempre que for preciso.

 

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* Ficámos nos chalés da montanha - e adorámos, são espaçosos e albergam até 6 pessoas!

 

 

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Terça-feira, 05.07.16

Aqueles 15 minutos

Ao final do dia, existem aqueles quinze minutos que são só meus. 

 

Depois da oração da noite, as meninas vão dormir. Todas. E a casa cai num silêncio. Os meus muitos afazeres estão ali à espera. Deixa-os esperar.

 

Eu largo tudo e vou deitar-me no chão em cima do cobertor onde a Lúcia brinca, ponho os pés para cima do sofá e deixo-me ficar ali. Sossegada. Só eu e os meus pensamentos.

 

A loiça talvez espreite na bancada, ou a roupa me olhe de cima da cadeira onde costuma estar... se calhar ainda não cozi a fruta para a Lúcia ou ainda não tenha feito a guia de transporte para o Álvaro poder sair com a carrinha na manhã seguinte ou ainda tenha uma reconciliação bancária para conferir... mas nestes quinze minutos nada disso me incomoda. Para quê? Já sei que tenho tudo isso para fazer? De que me adianta?

 

É o meu tempo, ao longo do dia penso nestes minutos como um oásis, onde vou ganhar forças para as últimas tarefas da noite. Agora trabalho por turnos. Assim como aquelas pessoas que saem dum trabalho e entram noutro. O meu dia é dividido em dois, quando tenho as minhas filhas acordadas (comigo) e quando estão a dormir. 

 

Com a entrada em período de férias escolares, tive de reorganizar a minha vida, pois cheguei à conclusão de que durante o dia não consigo fazer mais nada a não ser atender as clientes na loja e tomar conta da Lúcia, que conforme vai crescendo precisa de mais atenção. As manas vão-se entretendo a fazer algumas atividades... ora o trabalho de contabilidade começou a acumular e a solução foi levar a contabilidade para casa e trabalhar nela no turno da noite... assim agora faço serão... logo eu que gostava de me deitar com as galinhas! Ah, como uma pessoa muda...

 

Quinze minutos épouco tempo, mas é o necessário para ganhar um pouco de coragem... e se lá ficasse mais tempo adormecia!!! 

 

Passados estes minutos regresso à rotina... claro está, mas regresso muito mais tranquila, mais descansada...

 

 

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por Olívia às 07:05

Sexta-feira, 27.05.16

Como o tempo passa!

Nem acredito que já passou mais uma semana!!! E eu nem consegui fazer um registo do nosso fim de semana passado... bolas que uma pessoa realmente não consegue segurar o tempo!

 

Estou na reta final dos IRS, acho que deixei os piores para o fim! Tenho também umas outras coisas pendentes, incluindo a segunda remessa de cartas da Palavra Partilhada, parece-me um fim de semana muito, muito cheio de trabalho!

 

Aqui ficam umas fotos tiradas pela Margarida lá no maravilhoso Parque em Mira e em Aveiro no Jubileu das Famílias!

 

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Sexta-feira, 29.04.16

Vocês sabem

1. Que termina amanhã o prazo para entregar o irs da 1a fase??

 

2. Que termina amanhã o prazo para as empresas enviarem o R.U. Certo?

 

3. Que é dia de processamento de salarios???

 

4. Que até dia 10 tenho de enviar as declarações de remunerações para a segurança social e para as finanças???

 

5. Que faltam 15 dias para os ivas trimestrais?

 

6. Que dia um começa a 2a fase dos Irs?

 

Então nāo se zanguem comigo... mas não consigo escrever mais do que isto!

 

Entretanto como é sexta feira podem dar um salto ao blogue da agente da autoridade mais in da blogosfera!

 

Sim, que alguém tem de tomar conta deste bairro e ela é A Rapariga do Autocarro!!!

 

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Bom fim de semana!

 

Eu por cá... trabalho!

 

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Quarta-feira, 04.11.15

Quase de "férias"!

Terminei ontem as minhas obrigações contabilísticas e fiscais, e devo dizer que sinto um enorme alívio!

 

Sinto-me quase de férias, tópico a tópico fui riscando aquilo que me faltava fazer, com mais ou menos esforço fui utilizando os tempos menos agitados na loja para me dedicar à contabilidade, alturas houve em que quase duvidei de que conseguisse ter tudo pronto antes das datas limites, mas agora posso finalmente respirar de alívio!

 

Continuarei a vir trabalhar, num horário ainda mais reduzido, que isto com 39 semanas e meia, a partir das cinco da tarde já custa um bocado...

 

 

De manhã abalamos à mesma hora (8), às nove horas abro a porta da loja, à tarde vou buscar a Maria à escola, esperamos pela Margarida que vem a pé do liceu e pelas cinco e meia regressamos a casa.

 

Felizmente que tenho conseguido trabalhar sempre, modificando ligeiramente o meu ritmo, digo felizmente porque ficar em casa vinte e quatro horas sobre vinte e quatro horas sem poder fazer as minhas coisas, sem falar com as pessoas, sem companhia iria ser muito complicado...

 

É reconfortante dia após dia ver esta e aquela pessoa, sorrir quando me cumprimentam, conversar com quem passa por aqui, escutar os desabafos de quem se vê cansado e cheio de dificuldades na vida... de vez em quando recebo um miminho desta ou daquela pessoa, muitas vezes até de quem nem se espera... um bolinho, umas broas, um presente para a bebé... 

 

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E saber que no dia em que colocar na porta o papel a dizer "fechado para férias, já nasceu a Lúcia", as pessoas irão dar pela minha falta, irão perguntar por nós, irão ficar ansiosas para conhecer a bebé... sim, saber de tudo isto é realmente uma bênção, pois a amizade e o carinho são coisas que não têm preço! 

 

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Sábado, 17.10.15

Nota para a minha agenda

Querida agenda, 

 

Não te encontro. Bem sei que te arrumei num local óbvio, mas não me consigo lembrar qual... vou tentar fazer de tudo para te recuperar neste fim-de-semana. Talvez estejas naquele monte de papeis que eu devia organizar lá em casa, ou junto dos materiais das catequeses, não sei... na minha mochila não estás, na loja não te encontro!

 

Estive a pensar seriamente em substituir-te pela agenda do telemóvel, a ver se me modernizava, já viste como seria tão à frente eu pegar no telemóvel várias vezes ao dia para ver o que tenho de fazer?

 

E olha que experimentei... Mas, após alguns minutos de uso, cheguei à conclusão que aquilo não é para mim. Gosto demasiado de papel e caneta, de lápis e de rascunhar, ir riscando as tarefas feitas... além de que a bateria do desgraçado não aguenta! Culpa minha que ando sempre a consultar a agenda para ver se nada me escapa!

 

E não é que ia escapando? Então a consulta no hospital afinal não é daqui por duas semanas, mas na semana que vem? E o exame ainda por fazer... como é que isto aconteceu?

 

Já foi uma sorte a Maria e a Margarida levarem os alimentos para a campanha "levanta-te contra a pobreza" no dia certo, é que elas têm boa cabeça, mais o livro para a biblioteca da sala da Maria e a peça de fruta para a salada de fruta do dia da alimentação. Agora que penso nisto o livro da biblioteca escolar não foi devolvido a tempo... ficou em cima da mesa de cabeceira... oh bolas!!!!

 

Claro que tenho muitas coisas que quero fazer e não estão escritas, são aquelas que me dão paz e sossego... são aquelas que não entram na categoria das coisas da escola, nem do trabalho, são coisas que fazem bem à alma!

 

Em todo o caso, agenda... fazes-me muita falta!

 

 

 

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Terça-feira, 13.10.15

Keep It Simple!

O ser humano gosta de complicar.

 

Ok. eu gosto de complicar. Sou assim por natureza, mas nos últimos tempos tenho feito um enorme esforço por mudar pequenas coisas, tentar descomplicar aquilo que nem sequer depende de mim... são pequenas coisas que têm vindo a contribuir para que eu consiga ter uma vida mais "positiva", mais calma e muito menos stressante!

 

Há exatamente um ano atrás cheguei à conclusão que era preciso reorganizar a nossa vida escolar e familiar, e agora volto a bater na mesma tecla.

 

Algumas semanas depois do tão esperado "regresso às aulas" senti um cansaço extremo, uma frustração total pela vida que estava a viver... na passada quinta feira foi a gota que fez o copo transbordar. Apesar de o primeiro pensamento ser "não aguento mais, desisto", o segundo foi "nós Jesus, vamos organizar-nos".

 

Prioridades, quais são? É boa altura para fazer uma lista...

 

  • A nossa saúde mental e física
  • Qualidade de vida em família
  • Bom desempenho das tarefas escolares e de trabalho
  • Acordar e adormecer com a sensação de missão cumprida, aquela sensação de coração cheio
  • Disposição para as tarefas domésticas
  • e etc por aí fora

 

Ora bem, de tudo o que preenche o meu dia, quais são as coisas que contribuem para que estas prioridades o sejam realmente na minha vida? O que está a mais?

 

Com calma, durante o dia de sexta e de sábado (um dos poucos dias em que não fui trabalhar nestes 6 anos, por opção, para poder descansar e acalmar esta ansiedade) estabeleci que de agora em diante iria canalizar as minhas forças apenas para as coisas que considero essenciais, tudo o que é acessório terá de ficar pelo caminho.

 

A isto chamo simplificar. Riscar da lista interminável de tarefas aquilo que neste momento não nos acrescenta nada de positivo, mas por outro lado está a complicar a nossa vida.

 

E assim, com pequenos passos, com vontade de não desistir, com a certeza de é possível ter uma vida mais simples e com mais qualidade, optei por abdicar de algumas coisas. Afinal, como nós aqui dizemos frequentemente em casa: "não se pode ter tudo", e por isso há que estabelecer prioridades e viver de acordo com elas torna a nossa vida muito mais bela!

 

 

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 (1a catequese no sábado - o encontro de Maria e Marta com Jesus Lc 11 38-42)

 

Que hoje eu consiga ser mais simples na minha caminhada... Afinal toda a sabedoria e todas as grandes " riquezas" só foram mostradas aos simples, aos humildes... Tal como o coração dos pastorinhos que acolheram tamanha alegria em Fátima, também eu consiga acolhe-la ao longo de cada um dos meus dias!

 

Nossa Senhora de Fátima, rogai por nós!

 

 

 

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por Olívia às 06:30

Quinta-feira, 08.10.15

Mais vale prevenir...

... do que remediar!

 

Por estes dias tenho uma tarefa extra para fazer, adiantar os trabalhos de contabilidade porque em cada mês temos alguns prazos para cumprir, e toda a gente sabe o que acontece ao contribuinte se não cumpre o prazo para entregar as suas declarações fiscais... pois é... é prendado com uma coima!

 

E, quem anda nestas andanças sabe que temos trimestralmente que entregar a declaração do IVA, a próxima será para entregar até 15 de novembro, e onde vou estar eu no dia 15 de novembro? Pois não faço a mínima ideia! Por isso, e porque realmente mais vale prevenir do que remediar, já pedi aos clientes que me façam chegar a papelada o quanto antes, assim posso ir adiantando o trabalho, gravo as declarações e entre o dia 1 e o dia 15 posso enviá-las até... da maternidade!!!!

 

É que esta realidade de se voltar a engravidar tem destas coisas, pode ser planeada e bem pensada para que a altura do parto não coincida com acontecimentos importantes, ou pode ser uma daquelas loucuras maravilhosas que, sem olhar para trás e sem pensar muito decidimos abraçar com todo o amor e dedicação... o que foi o caso!

 

E a alegria de podermos ser livres de o fazer, trouxe uma nova realidade para a nossa família! Já aqui falei disto várias vezes e sei que se aproxima mais um curso de Planeamento Familiar Natural, por isso, e para quem não conhece aqui fica o link.

 

Quanto a mim, continuarei a dedicar-me à família, à casa e ao trabalho com alegria e entusiasmo, e claro aguardo que este mês que me falta para ser novamente mãe seja passado com tranquilidade!

 

 

 

trabalho e maternidade.png

 

 

 

 

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