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Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!

Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!

O que é "ir de férias"?

Estamos a entrar na época preferida para ir de férias. Por todo o lado já se vêem anúncios com apartamentos, hotéis, e todas essas coisas. Tenho amigos que já marcaram férias e estão desejosos de fazer essa pausa para carregar as baterias, saírem do local onde estão e aproveitarem mais o tempo em família. Até eu este ano falo em férias porque ao que tudo indica os três ou quatro dias que vamos tirar de vez em quando são para nós férias.

 

Mas, férias de quê exatamente, se é preciso cuidarmos uns dos outros? Se é preciso arranjar algumas refeições, manter as coisas minimamente arrumadas... já nem vou falar da pilha de roupa que devo ter para lavar nos dias seguintes!

 

Eu costumava dizer que para mim ir de férias era estar num hotel com tudo incluído e não fazer nada de nada! Ah...que vida boa! Sem horários, sem complicações, sem tarefas... sem a família junta a fazer uns grelhados, sem brigas por causa da falta de espaço na mesa pequena de piquenique, sem corridas pelos campos, sem poder rir e cantar à vontade... sem poder jogar à bola no quarto... jogas às cartas ao ar livre... enfim... se calhar nesta fase da vida ainda não estou preparada para umas férias assim...

 

Se calhar ir de férias é mesmo fazer uma pausa do trabalho, percorrer caminhos que não o mesmo que fazemos todos os dias, beber um café num sítio que não conhecemos, guardar folhas de árvores grandes e pequenos malmequeres espalmados nas folhas de um livro, contar histórias e recordar aventuras de infância, ver o pôr do sol, contar as estrelas que brilham no céu. É ter tempo privilegiado em família.

 

Sem pressas.

 

Sem distrações. 

 

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Sobre o dia da família

O dia 15 de maio é um dia dedicado à família a nível internacional, por cá penso que é assinalado em várias escolas e que alguns municípios aderem à ocasião fazendo algumas atividades em conjunto.

Para mim o dia 15 de maio ainda é o último dia para entregar os ivas. Uma tristeza. Este ano a coisa ia correndo mal, porque em vez de parar com os irs no fim de abril e retomar no dia 16 de maio, andei com eles até ao dia 10 e atrasei-me a valer! Mas, consegui ter tudo pronto no fim de semana e aproveitei a sesta da manhã da Lúcia para enviar as declarações antes de irmos à consulta dos 18 meses e à vacinação.

 

Ficou assim dividida a nossa família neste dia 15. Uma filha em cada escola, os pais e a pequena no centro de saúde à espera de vez. Na verdade só nos juntámos depois das seis da tarde, quando todos chegámos a casa, e mesmo assim, andou cada um para seu lado, banhos, trabalhos de casa, choro, jantar para fazer, roupa para estender e mais uma quanta para apanhar... corrida para aqui, corrida para ali.

 

Chegada a hora de jantar, todos se juntam à mesa, mesmo a Lúcia que janta mais cedo, senta-se connosco e janta mais qualquer coisinha, que é menina de muito alimento! Respiramos fundo entre esta e aquela conversa e rezamos a oração de graças pela comida que temos nessa refeição. Só então o pessoal começa a comer. É um pequeno ritual que nos concentra num mesmo local, que nos acalma e que permite que todos comecem a comer juntos, até a pequena Lúcia sabe que primeiro vem o "Ámen" e só depois pega no seu prato cheio de coisas boas! Depois da refeição é tempo de arrumar a cozinha, dar uma "geral" na tralha espalhada pelo chão e de fazer a oração da noite. Não temos conseguido ler uma história todos os dias como eu queria, mas temos feito um esforço por ler o evangelho e falar um pouco sobre ele.

 

Ser família também é isto, viver cada dia com as dificuldades e as tarefas que nos separam, mas conseguir encontrar um bocadinho de tempo para nos juntarmos!

 

 

 

O carisma e o tempo de família

Se alguém perguntar a alguma das nossas filhas do que gostam mais no que a tempo de família diz respeito, de certeza que passeios em família, churrascos e brincadeira estão no top 3 das respostas! E, se estão nos primeiros lugares foi porque ao longo dos últimos anos temos feito um esforço considerável em passarmos mais tempo juntos e que esse tempo seja bom. Não perfeito, mas bom.

 

Pequenas atividades em conjunto, mais dias de passeio, brincar na rua, partilhar refeições simples e deliciosas em que todos colaboram, passar fins de semana fora, ver coisas, admirar a grandeza daquilo que nos rodeia e contemplar a natureza em qualquer estação do ano têm sido dos momentos mais apreciados na nossa família.

 

E, todos estes momentos têm uma coisa em comum que é: família unida. Quer seja em volta de uma mesa, numa manta de piquenique, no quintal, na casa do lago (em Mira), à lareira no inverno, em viagem no carro, estamos todos juntos.

 

Quando faço uma pequena retrospetiva destes momentos e leio aquilo que é esperado alcançar vivendo este carisma das famílias de Caná, parece-me que estamos no caminho certo, não pela quantidade de coisas que fazemos, mas na forma como encaramos a vida familiar e na forma como tentamos ser alegres, simples e generosos - em família e na comunidade.

 

Quanto mais se aproxima a data do compromisso, mais gostava de ir (aos poucos) aprofundando a nossa carta fundacional porque é lá que está a base daquilo que vivemos e com o qual nos vamos comprometer. 

 

Para quem ainda tem dúvidas se pode ou não enquadrar-se nas famílias de Caná, uma vez que já vive com entusiasmo as seis bilhas na sua vida do dia a dia, aqui fica um excerto da carta:

 

Os membros do Movimento comprometem-se a buscar a santidade de acordo com o carisma das Famílias de Caná. Podem contudo encontrar-se em situações diferentes de vida pessoal ou familiar. Pertencem ou podem vir a pertencer ao Movimento:

  • Famílias que, por inteiro – pais e filhos em conjunto – se comprometem a viver de acordo com o carisma proposto. Nem todas estas famílias estão fundadas sobre o sacramento do matrimónio, mas todas precisam de sentir sede deste sacramento. Assim, há no Movimento famílias de divorciados que vivem numa nova união e que correspondem ao perfil traçado pelo Papa Francisco em Amoris laetitia: “Uma segunda união consolidada no tempo, com novos filhos, com fidelidade comprovada, dedicação generosa, compromisso cristão, consciência da irregularidade da sua situação e grande dificuldade para voltar atrás sem sentir, em consciência, que se cairia em novas culpas.” (nº 298) As famílias resultantes de uma união de facto, que não apresentem nenhum impedimento para a receção do sacramento do matrimónio, só poderão ser Famílias de Caná depois do seu matrimónio, pois a união de facto não sugere sede de vida sacramental. No entanto, o Movimento pode e deve acompanhar estas famílias no sentido de provocar nelas a sede de Deus, necessária para que também elas venham a beber do “vinho novo” de Jesus.
  • Famílias em que apenas um dos cônjuges se deseja comprometer, dada a falta ou a imaturidade de fé do outro cônjuge. Recusar a pertença seria agravar a dor do cônjuge crente. Para estas famílias, são sempre atuais as palavras de S. Paulo: “O marido não crente é santificado pela mulher, e a mulher não crente é santificada pelo marido; de outro modo, os vossos filhos seriam impuros, quando na realidade, são santos.” (1Cor 7, 14)
  • Famílias que vivem todo o tipo de situações problemáticas, como mães solteiras, pais cujos filhos abandonaram a fé, e outras, bastando que um dos membros da família se queira comprometer. O Papa Francisco foi movido pelo Espírito Santo a apresentar a Igreja como um “hospital de campanha”: “Essa é a missão da Igreja, que cura e cuida. Algumas vezes, eu falei da Igreja como um hospital de campanha. É verdade: quantas feridas há, quantas feridas! Quanta gente que tem necessidade de que suas feridas sejam curadas! Essa é a missão da Igreja: curar as feridas do coração, abrir portas, libertar e dizer que Deus é bom, que perdoa tudo, que é Pai, é terno e nos espera sempre”. (Homilia de 5-2-15) Esta imagem vem na mesma senda bíblica que apresenta Jerusalém como ruínas que o Senhor tem a alegria de reconstruir: "Ruinas de Jerusalém, irrompei em cânticos de alegria, porque o Senhor consola o seu povo!" (Is 52, 9) "As velhas ruínas serão restauradas, levantarão os antigos escombros, restaurarão as cidades destruídas!" (Is 61, 4) Jesus nasceu na gruta de Belém e transformou-a em lugar sagrado; em Caná, Jesus restaurou a fonte da alegria. Numa belíssima homilia sobre o mistério das Bodas de Caná, o Papa Francisco fez algumas afirmações proféticas, referindo-se precisamente a estas famílias destruídas: “O melhor vinho ainda não chegou para aqueles que hoje veem desmoronar-se tudo. Murmurai isto até acreditá-lo: o melhor vinho ainda não veio. Murmurai-o cada um no seu coração: o melhor vinho ainda não veio. E sussurrai-o aos desesperados ou aos que desistiram do amor: Tende paciência, tende esperança, fazei como Maria, rezai, atuai, abri o coração porque o melhor dos vinhos vai chegar. Deus sempre Se aproxima das periferias de quantos ficaram sem vinho, daqueles que só têm desânimos para beber; Jesus sente-Se inclinado a desperdiçar o melhor dos vinhos com aqueles que, por uma razão ou outra, sentem que já se lhes romperam todas as talhas.” (Homilia de 6- 7-2015)
  • Jovens que encontram no carisma do movimento um caminho de santidade.
  • Leigos consagrados que encontram no mistério de Caná um chamamento para servir as famílias, especialmente as famílias destruídas, segundo o carisma do Movimento.
  • Sacerdotes diocesanos que querem “beber das Seis Bilhas de Caná”. 

 

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(Manhãs solarengas significam roupa ao sol e brinadeira na rua!) 

 

 

 

 

50 dias de festa

Feliz Páscoa a todos!

 

Sim, hoje é o segundo dia desta tão grande festa! Ainda temos muito para festejar! Até ao dia de Pentecostes vamos caminhando agora à Luz de tão belo acontecimento!

 

Cristo, aquele que deu a maior prova de amor dando a vida por mim, por ti, por nós, venceu a morte e vive para sempre! E tudo isto nos foi dado sem termos que dar nada em troca! Não é maravilhoso? Não precisamos de fazer milhões de orações, ir milhares de vezes à missa, fazer grandes penitências para termos a vida eterna! Se o fazemos, é por amor!

 

Nunca seria uma boa troca, afinal eu sou tão pequena e fraca! Mas, mesmo assim, sou amada ao ponto de Deus se ter feito um de nós, vivido como um de nós... e dado a vida, sofrendo mais do que eu algum dia sofrerei... sim eu rezo por gratidão, vou à missa porque me sinto bem visitando o meu Senhor, faço penitência porque quero ser unir a minha dor à de Jesus... e se Lhe ofereço tão pouco... é porque isso é apenas tudo o que tenho... tudo o que sou!

 

Estes últimos dias foram uma excelente oportunidade para viver a Cruz: e  a minha foi pequena, mas custou tanto a carregar! Mas, enquanto o tempo ia passando pequenos sinais de esperança iam dando um novo entusiasmo... na quinta feira, por exemplo recebi a notícia que o GEP adiou o prazo dos RU uma semana... que alegria! Assim não passei estes dias a brigar com um site que não funcionava para cumprir prazos legais... e pude dedicar-me totalmente a viver em casa e em comunidade os grandes momentos do Tríduo Pascal!

 

Na sexta feira, caía já a noite quando percebi que tinha algum tempo livre... como tinha recebido algumas sugestões de atividades pascais, resolvi deitar mãos à obra e no jardim das nossas filhas fizemos um "Jardim da Ressurreição", simples e expectante...

 

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Na noite de sábado, porque não temos aqui Vigília Pascal, fizemos como no ano passado, decorámos o canto de oração com flores bem alegres, acendemos as nossas velas do batismo, lemos as leituras da Vígilia e cantámos Aleluia!

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Foram quarenta dias sem cantar Aleluia... ah... como foi bom! Não foi perfeito, tivemos algumas "coisitas" a estragar a festa, mas foi um momento muito bonito (é do treino que tenho feito tentando viver com alegria mesmo quando as coisas não correm bem) depois de a casa estar em silêncio, deitei mão à obra e fui "transformar" o jardim!

 

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Na manhã de Páscoa, as nossas filhas madrugaram!!! Esperava-as a surpresa no jardim e uma outra surpresa na mesa das refeições... e isto era só o que eu andei a esconder durante a quaresma... porque durante todo o dia recebemos mais e mais doces! Até a Lúcia se estreou a comer chocolate, e se ela gostou!!!

 

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Depois de um grande almoço em família, da brincadeira, das conversas, fomos juntos à missa Pascal, a igreja estava linda com tantas flores... o círio novo foi aceso, cânticos alegres, sorrisos no rosto! 

 

Começou a grande festa, tudo porque Deus nos ama a cada um de nós!

 

Sim, foi por nós que Jesus deu a vida!

 

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Recarregar baterias

Sábado passado foi dia de fazer uma pequena pausa nas tarefas para podermos estar presentes no retiro da quaresma em Fátima. Não foi nada fácil encontrar tempo para ir, aliás, só confirmámos a nossa presença na tarde de sexta feira... o que para uma pessoa com a mania de programar tudo como eu é dose!

 

Mas, nem o facto de não ter nada preparado para o almoço partilhado ou para os lanches foram motivos para desanimar! A nossa família precisava deste dia. Desta vez, sem grandes stresses optei por simplificar, nas comidas, nas roupas, nas listas... tive apenas preocupação de levar comida para a Lúcia, bolachas para os lanches e lombo fatiado para o almoço (faço na panela de pressão para ser mais rápido), mais umas batatas fritas de pacote e já está!

 

No dia do retiro todos acordam bem dispostos! Todos se despacham depressa, em poucos minutos levamos tudo para o carro e fazemo-nos à estrada! À entrada de Fátima somos prendados com uns pequenos pingos de chuva, nada que abale a alegria de em breve estarmos com os nossos amigos!

 

Para não variar muito, fomos dos primeiros a chegar!!! E, aos poucos fomos matando as saudades de quem nos é muito querido, mas vive longe!

 

Enquanto a sala se ia compondo com as famílias que chegavam, tivemos oportunidade de ver a linda imagem da Mãe de Caná - em fotografia - e aprender o hino do movimento, até sábado passado considerava que o "hino" fosse "Eu e a minha família serviremos o Senhor", apesar de nunca o ter dito, era um cântico que nos identificava! Mas, este novo hino é tudo! Tudo o que somos, o que vivemos, o que sentimos, o que esperamos! A música do refrão fica no ouvido (digo eu que não percebo nada de música).

 

Quando as nossas queridas educadoras Vera e São chamaram pelas crianças para irem para uma outra sala falar de Jesus, todos foram em fila... incluindo a nossa Lúcia! Eu fiquei a olhar... e aproveitei para entregar a chucha e um iogurte, sem que ela desse conta. E assim, sem eu sequer ter imaginado consegui ficar a escutar o ensinamento sossegadamente (com uma ou outra interrupção para ajudar mais crianças a encontrarem a sua sala).

 

E, tudo isto foi muito mais do que eu alguma vez pedi! Valeu o esforço, o tempo que dedicámos ao retiro, a viagem, a roupa por passar, a cozinha por arrumar, o chão por aspirar, os orçamentos por fazer, o escritório por organizar... valeu cada segundo em que escutei o ensinamento, em que partilhámos uma refeição, em que percorremos a Via Sacra passo a passo, com carrinho, sem carrinho, a dar de comer, a mudar fraldas, em busca de água... cada segundo!

 

Para casa trazemos sempre mais do que levamos, trazemos a mensagem, trazemos uma ou duas frases marcantes, trazemos o coração cheio, a alma tranquila, um sorriso no rosto, o cansaço no corpo, mas também trazemos energia para no domingo conseguirmos receber os avós para o almoço do aniversário da Margarida e para fazer tudo que não fizemos no sábado!

 

Hoje sei que sou uma pessoa muito grata.

A Deus.

A todos os que estiveram lá.

Aos que não foram, mas estiveram connosco em pensamento.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Primavera gelada

Quando, há cerca de um mês comecei a planear uma surpresa para toda a família para celebrarmos o aniversário da Margarida procurei no mapa sítios bonitos para se viver um fim de semana primaveril, afinal iríamos nos dias 25 e 26 de março... de todos os locais escolhi a Guarda, marquei pela primeira vez dois quartos partilhados num hotel para podermos descansar sem nos preocuparmos com comidas e ainda dava para irmos ver a serra cheia de flores e de erva verdinha!

 

Mas, Deus surpreendeu-me! Quando na semana passada consultei as previsões do tempo para ver que roupas devia colocar na mala, vi que neste fim de semana ia nevar!

 

E, se foi uma grande alegria quando contámos a novidade, a alegria maior foi mesmo ver a neve que caía sobre o carro enquanto subíamos a serra devagarinho! Pequenos flocos gelados espalhavam o branco por toda a parte! Os ramos, verdes das árvores estavam cobertos com uma fina camada de neve... que bonito!

 

Já fomos muitas vezes à serra, mas esta foi uma experiência única! O trânsito estava cortado por isso descemos rumo à Guarda, por Manteigas e estacionámos na berma num local com bastante neve, não estava muito frio... deu para subir, escorregar, cair, rebolar, fazer um boneco de neve, gritar, rir, tirar fotografias e sentir a neve a cair sobre a cabeça!

 

Ao fim de algum tempo e com a roupa e as botas molhadas e geladas era altura de seguir viagem, a segunda muda de roupa deu muito jeito! 

 

 

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Apesar de nos termos divertido muito fico sempre com a sensação que podia ter sido melhor, que aproveitámos pouco. No domingo regressámos cedo a casa, chovia imenso não conseguimos ver nada de jeito da cidade...

 

Ontem à noite, já na minha casa quentinha, revi estes dois dias... e percebi que ainda preciso de descontrair, preciso de não ser tão impaciente, de levar as coisas na desportiva... dei comigo muitas vezes a pensar que nunca mais ia repetir esta "aventura"... a Lúcia não gostou da neve... chorou imenso... e isso enervou-me... e nem o facto de termos ficado num hotel me tranquilizou... não ter de lavar a loiça, nem fazer comida afinal não me fez mais feliz... estou demasiado acostumada às "casinhas" onde ficamos nas outras vezes, ter um micro ondas e poder fazer as refeições à nossa maneira e nas nossas horas deixa-me bem mais tranquila! 

 

Sim, o meu marido tem razão... não tenho estofo para férias chiques em hotéis!!!