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Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!


Quinta-feira, 26.01.17

O Ano novo, o tempo comum e a nossa vida

Eu queria escrever um bom texto sobre a vivência do ano litúrgico em família e não estou a conseguir por falta de tempo.

 

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No fundo gostava de deixar aqui um pequeno registo sobre a forma como temos acompanhado o novo ano (não o 2017, mas o Ano A), sobre as nossas catequeses em família, os tempos de oração e a nossa nova rotina do dia a dia.

 

Assim e de forma bastante resumida tenho procurado retomar o meu plano bíblico (estou no dia 281 de 365), também tenho um bloco de notas para apontar as passagens mais marcantes, como num diário. Temos procurado fazer todos os dias a oração da manhã em casa, mas quase sempre acabamos por fazê-la no carro. Em cada dia, uma de nós - a responsável do dia - enuncia as intenções desse dia, oferecendo assim todo o nosso trabalho, esforço, todas as nossas conquistas, invocamos os santos padroeiros e fazemos a consagração à Mãe de Caná.

 

No regresso a casa rezamos o terço, são cerca de vinte minutos o percurso e quase sempre conseguimos concluir todos os mistérios orientados pela responsável do dia, ao serão cantamos e rezamos o Shemá, agradecemos as várias coisas que recebemos nesse dia e pedimos ao Anjo da Guarda que tome conta de nós.

 

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Também retomámos as catequeses em família, uma vez que houve mudanças nos horários e temos tido algumas consultas médicas que impossibilitam a ida à catequese. 

 

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Procurei também dedicar-me às cartas da Palavra Partilhada, e aqui surgiu-me uma grande dificuldade: como as cartas são manuscritas e com o aumento das inscrições não estou a conseguir escrever uma carta por mês para cada pessoa, por isso, dividi em dois grupos e alternadamente vou enviando as cartas sem data marcada, uma coisa é certa: ninguém ficará sem a receber!

 

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 Ah... rezem por mim, para que não caia no desanimo quando me vejo atrapalhada no meu dia a dia!

 

 

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Quinta-feira, 19.01.17

Percalços de viagem

Algumas das cartas da Palavra Partilhada de dezembro foram devolvidas aqui à precedência... porque me enganei nas moradas, é de facto muito aborrecido para quem aguarda a carta e ela teima em não aparecer.

Agora não sei o que fazer.

Mandar a carta antiga que falava do tempo do Natal novamente (uma vez que já está escrita)?

Mandar apenas a de janeiro.

Juntar as duas...

Preciso de ajuda...

 

---

 

adenda:

 

Seguiram hoje as cartas que deveriam ter sido entregues em dezembro. As cartas foram escritas, a mensagem poderá significar algo de importante para cada uma destas pessoas e é por isso que, mesmo tarde, foram enviadas.

De facto, basta uma pequena distração e um algarismo errado numa morada ou código postal e a carta não chega ao destino. Tenho imensa pena que tenha acontecido, mas todos somos humanos, certo? Prometo a mim mesma fazer melhor desta vez.

Obrigada pela compreensão.

 

 

 

 

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Sexta-feira, 23.12.16

A dois dias do Natal

Ai que o tempo não pára! Corre e bem depressa! 

 

Hoje é dia de compor algumas jarras com verduras que a minha mãe gentilmente me arranjou por aí! Se isto fosse um blogue daqueles fashion eu teria aqui uns tuturiais sobre como fazer belas jarras e arranjos, mas normalmente eu uso algo muito basico que é: ir colocando as coisas ao calhas e jamais tentar fazer duas jarras iguais! Nunca falha!

 

Ora então ontem fui uma linda menina e despachei o assunto das compras, hoje posso por isso ver das roupas que já não tive coragem ao serão...

 

Espero poder fazer alguns telefonemas importantes porque ontem não consegui... e começar a preparar um miminho para as vizinhas lá da minha rua!

 

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...Basta lembrar-me que amanhã estou em casa e a coisa já corre melhor!

 

 

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por Olívia às 09:15

Quarta-feira, 21.12.16

A quatro dias do Natal

E tanto que já sinto a alegria dos reencontros, das palavras sentidas de boas festas, a alegria das partilhas ainda que simples. De facto o Advento aproxima-se do final. E, para meu espanto, consegui fazer uma preparação interior muito maior do que aquela que alguma vez imaginei no primeiro dia de caminhada.

 

Não existiu nenhuma fórmula mágica, nenhuma grande lista ou conjunto de tarefas obrigatórias. Apenas três coisas:

  • Estar disponível colocando-me ao serviço 
  • Focar-me no essencial desta quadra
  • Voltar a fazer algo diferente e inesperado 

 

Estar disponível hoje em dia é uma coisa praticamente impensável com tanta coisa para fazer... mas procurei não me dispersar com muitas coisas, recolhi-me num silêncio interior e pedi muito a Deus que me dissesse o que fazer. Ele provavelmente já mo tinha dito, mas eu nem dei conta tal era o estado depressivo em que me encontrava... aos poucos fui aceitando o facto de a minha pequena cruz estar um bocado mais pesada e fui tentando carregá-la com alguma entrega. Descobri que existem acontecimentos na vida que nos deixam sem chão, mas que nos fortalecem dia após dia! Assim procurei ocupar bem o meu tempo, desligando as redes sociais o maior número de horas possível e dedicando as minhas horas de almoço às cartas da Palavra Partilhada, que deverão começar a chegar pouco a pouco a vossas casas!

 

Depois de um tempo de organização mental e das minhas coisas lá de casa, precisei de me focar no essencial, fazer uma caminhada em família rumo à celebração do nascimento do Salvador, pouco me importa que Jesus não tenha nascido exatamente neste dia, o mais importante é que Ele nasceu e morreu por mim. Por ti. Por si. Por nós. Mesmo e principalmente pelos que não acreditam. E tem sido assim o nosso caminho: passo a passo, com pequenos gestos, sem grandes euforias. Até já temos as prendas embrulhadas e etiquetadas para partilhar com a família!

 

A última coisa que senti que devia recuperar era "fazer uma coisa inesperada", noutros anos fizemos recolha de presentes para a fundação, houve um ano em que liguei aos amigos na véspera de Natal, um a um, para conversarmos com calma (a possível nesse dia), num ano mandámos uns doces ao tio Zé que está na Escócia e este ano queria fazer qualquer coisa diferente... e assim surgiu a ideia de irmos ao norte no fim de semana passado. Largamos tudo, arranjámos as malas com o mínimo de coisas e fomos visitar parte da nossa família! O fim de semana foi uma maravilha. hei de contar tudo, mas não agora! Tenho trabalho para fazer!!!

 

 

 

 

 

 

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Terça-feira, 22.11.16

Amizades improváveis

Existem pessoas por quem sinto uma afinidade muito grande. Algumas são amigas de longa data, cuja amizade o tempo foi alimentando com histórias e conversas, outras travaram comigo longas batalhas nos tempos de estudante, outras conheço há tão pouco tempo - ninguém diria - mas são presença constante na minha vida nos últimos tempos.

 

Existe ainda uma pessoa cuja amizade aconteceu numa das épocas mais difíceis das nossas vidas. Talvez tenha sido por isso que nos sentimos tão próximas, talvez tenha sido isso que fez com que uma amizade tão improvável tenha nascido e crescido em apenas dois dias e algumas horas. Desde então vamos trocando mensagens, vamos conversando, tudo à distância. Uma aqui e outra na zona de Lisboa. Durante este ano encontrámo-nos duas vezes, numa delas aqui outra lá.

 

E então, como é que duas pessoas que moram a oitenta quilómetros uma da outra se tornam amigas em 50 horas? Pois bem, ambas estavam grávidas e ambas decidem ter os seus bebés no mesmo hospital. Enquanto que eu apareci no hospital sem aviso prévio, apenas porque estava na hora, a Susana foi com data marcada, para que o seu bebé nascesse em segurança através de uma cesariana. E este bebé é um menino muito especial, um verdadeiro lutador, falei dele algures por aqui, e sei que a mãe gostava de poder um dia contar com todos os detalhes a sua grande luta.

 

E foi assim, que na noite do dia cinco de novembro do ano passado cheguei ao quarto da maternidade e conheci a Susana, também ela internada sem o seu pequeno bebé. Aos poucos fomos trocando algumas palavras carregadas de dor e de angústia, aos poucos fiquei a saber que, quando fez a sua primeira ecografia os médicos lhe disseram que o bebé tinha uma malformação grave que se chama onfalocelo, ou seja os órgãos estavam fora da cavidade abdominal, foi preciso realizar vários exames para despiste de outras doenças, foi-lhe dito que nestes casos é preferível optar pela interrupção da gravidez. Parece-me que no fundo ela não queria mesmo aceitar o fim, queria ter o seu menino... e lutou, informou-se, fez tudo o que pôde, seguiu com a gravidez, com o apoio de médicos especializados. E a cesariana aconteceu no dia quatro de novembro.

 

Naqueles dias ambas estávamos uma lástima, hoje sorrimos só de nos lembrarmos dos ais, das dores, das barrigas enormes, da primeira vez que viemos ao saco do enxoval buscar a chucha ou um gorro... dos lençóis amarelos às riscas das fotos "olha os teus lençóis eram iguais aos meus!!!"

 

No dia onze eu fui para casa com a Lúcia, mas o bebé V. ficou, acabara de fazer a primeira cirurgia e ainda tinha muito para recuperar... alguns dias mais tarde já tomava banho e podia estar ao colo dos pais... mais dias se passaram e teve alta. 

 

Hoje é um menino normalíssimo, traquina e maroto como convém ser aos doze meses!

 

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Se um milagre é bom, dois milagres juntos é o céu! De uma luta tão grande, de lágrimas e dúvidas, de momentos angustiantes nasceu uma amizade improvável entre duas mães, estes encontros são a prova viva de que a vida é muito mais do que uma lista ou uma tabela!!!!

 

*

 

Um agradecimento especial a todos os médicos e profissionais de saúde que dedicam a sua vida aos outros e sem os quais estes milagres não seriam possíveis!

 

 

 

 

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Segunda-feira, 10.10.16

Vamos também alimentar esta biblioteca*!

Quando o amor à leitura e a boa vontade se juntam muitas coisas boas podem acontecer. Às vezes penso que todas as pessoas têm as mesmas facilidades, esqueço-me que neste país nem todos têm acesso a coisas básicas como rede de águas e esgotos quanto mais acesso à leitura gratuita em bibliotecas locais. 

 

Há uns dias  a Elisabete teve a coragem de fazer chegar um pedido por email à Magda e ela publica-o no seu blogue:

 

Moro numa zona rural da madeira onde as pessoas não têm grande tempo para leituras e muito menos dinheiro para aquisição dos mesmos.
Com esforço formei um grupo de leitura e empresto os que tenho depois cada um fala do livro que leu ou está a ler.
Como neste momento estou desempregada não me posso dar ao luxo de comprar livros e pensei que talvez nos pudesses oferecer alguns ou até falar com alguns conhecidos que nos possam oferecer.

A zona tal como disse é rural, chama-se Faja da Ovelha e fica no concelho da Calheta. a freguesia tem se cerca de 700 pessoas em que 80% são idosos, porque os mais novos imigram devido á falta de emprego. No inverno o grupo tem cerca de 8/9 pessoas no verão não aparecem mais de 3, pois andam na agricultura até ao anoitecer. 

 

E parece-me que depois deste apelo a pequena localidade de Fajã da Ovelha nunca mais será a mesma!

Porque ainda tenho livros para dar (e lembrei-me agora que tenho um para enviar à Catarina) resolvi colaborarmos com esta iniciativa, alimentando assim um pouco esta biblioteca. 

 

Estes já seguiram viagem! Boas Leituras!

 

 

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*Quem quiser doar um livro pode fazê-lo para a seguinte morada:

 

 Junta de freguesia da Fajã da Ovelha 
A/C: Elisabete Lourenço 
Caminho de S. Lourenço,151
9370-362 Fajã da Ovelha

 

 

 

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Segunda-feira, 01.08.16

4º Encontro Aldeia Ribatejo

Está combinadíssimo e eu confesso que estou verdadeiramente feliz com o facto de voltarmos a unir fisicamente a nossa Aldeia de Caná no próximo dia 6 de Agosto.

 

Este nosso próximo encontro que marca de certa forma o 1º aniversário da aldeia, insere-se na espiritualidade das famílias de Caná que unidas rezam e se colocam ao serviço do próximo. 

 

Quem é o meu próximo?"

 

Perguntava o doutor da lei a Jesus (em Lucas, capítulo 10 versículo 26) e Ele com toda a paciência  e sabedoria nos conta através de uma belíssima parábola quem é de facto "o nosso próximo". E é tão fácil encontrarmos na nossa área de residência ou até no nosso núcleo de acção pessoas que precisem de nós, muitas vezes nem são apenas necessidades monetárias, mas de tempo ou atenção.

 

No centro de Santarém está situada a Fundação Madre Luíza Andaluz, instituição criada com o intuito de dar uma casa a meninas órfãs na altura da pneumónica. Esta é uma casa especial, quem segue o blogue sabe o quanto estimamos todas as pessoas que nela trabalham e que colaboram com esta nobre missão que é acolher crianças a quem a vida trocou as voltas e que pelos mais variados motivos precisam de um local para curar as suas feridas enquanto as suas famílias se reestruturam.

 

Esta casa está sempre cheia, esta missão nunca acaba, e nós sentimos que temos o dever de nos colocarmos ao serviço estando próximos dela, partilhando alguma coisa dentro das nossas possibilidades. Se uma casa com meia dúzia mal medida de pessoas tem inúmeras necessidades como será nesta casa com cerca de 30?

 

Cabe-me a mim enquanto cidadã deste país zelar também por estas crianças, que estando à guarda do estado são também da minha responsabilidade. Sim, este mesmo estado financia estas instituições, mas será que chega? Será que por saber disto posso ficar tranquila na minha vida e ignorar as centenas, milhares de crianças que vivem institucionalizadas e as suas famílias?

 

Pois, nós não conseguimos ficar indiferentes e é por isso que este nosso quarto encontro terá então esta visita à instituição depois de um primeiro momento de oração na Igreja do Santíssimo Milagre em Santarém.

 

Fica o convite aos leitores que se queiram juntar a nós para que venham e arrisquem viver duas ou três horas diferentes na sua vida!

 

 

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por Olívia às 08:21

Sábado, 30.07.16

"sinto que eles podiam ter sido meus vizinhos!"

Encontrei este testemunho de uma jovem que vive em Nazaré, não a nossa, mas onde Jesus viveu... gostei tanto, mas tanto deste pequeno vídeo que resolvi partilhá-lo.

 

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Já não sou "jovem", mas estou também unida aos milhares de jovens em Cracóvia!

 

 

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por Olívia às 12:02

Terça-feira, 19.07.16

A mesa

Há cerca de 14 anos, depois de terminarmos a construção da nossa casa fomos a uma grande loja de mobílias com um orçamento definido e com uma lista de bens essenciais a uma nova casa. 

 

Uma das poucas exigências que tinha era ter uma mesa grande (não tão grande que não coubesse na divisão), sempre gostei de ver uma família à volta da mesa nas refeições festivas! E assim foi, comprámos uma mesa com 8 cadeiras para a sala de jantar e uma de quatro cadeiras para a cozinha.

 

E, durante cinco anos, utilizámos a mesa da cozinha que chegava bem para os dois, mas nos dias de festa era com muita alegria que decorava a mesa grande para poder receber em casa a família e os amigos.

 

O tempo foi passando e de dois passámos a três e depois a quatro, eu passava a maior parte do tempo na cozinha e para não estar sozinha resolvemos trazer a mesa grande para lá, o sofá grande foi para outra divisão fazer uma sala de estar e na cozinha/sala de refeições colocámos um mais pequeno.

 

Neste momento este é o coração da nossa casa! A única divisão em que passamos a maior parte do nosso tempo, é aqui que fazemos a comida, que a comemos, que conversamos, temos alguns brinquedos, o canto de oração familiar, a lareira... enfim, todos os dias é nessa mesma mesa que nos juntamos.

 

E em dias especiais é nessa mesa que juntamos a família e os amigos, é aqui que contamos as novidades, que dizemos parvoíces, que rimos e que tomamos muitas decisões... gostamos tanto da nossa mesa que a usamos como extensão do escritório quando fazemos os orçamentos ou quando trato das papeladas... é aqui que fazemos trabalhos manuais e onde damos largas à imaginação!

 

Quantas e quantas pessoas já se sentaram connosco a esta mesma mesa nestes anos todos? Muitas felizmente! Algumas delas já não o poderão fazer de novo, porque já não estão entre nós... certamente que muitas outras ainda o hão-de fazer brevemente, afinal temos sempre a porta aberta e aguardamos que alguns amigos - um dia - apareçam!

 

Quantas histórias já foram contadas neste local... quantas confidências, quantas gargalhadas dadas e lágrimas sentidas, quantas vidas partilhadas e quantas vidas nos tocaram apenas pela sua presença num dia, numa tarde, numa hora...

 

Eu gosto do silêncio, dos meus momentos de introespeção, gosto do sossego, mas adoro ter a casa cheia! Não importa a desarrumação, a loiça suja, o barulho e tudo isso... nada disso importa porque isso significa que não estamos isolados, significa que temos pessoas que gostam de nós e que gostam de nos visitar!

 

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...Não, não é apenas uma mesa... é tudo o que isso pode significar!

 

 

 

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por Olívia às 15:59

Segunda-feira, 27.06.16

Para mim, ou "para o outro"?

Como é que uma pessoa faz a coisa certa, e o sentimento com que fica é de tristeza em vez de satisfação?

 

A resposta encontrei-a à bem pouco tempo. De facto há uns anos, eu pensava que devia fazer bem aos outros, para ser boa pessoa, para ser boa amiga. Assim, sempre que fazia alguma boa obra orgulhava-me de o ter feito e sentia uma enorme satisfação.

 

Por outro lado, nas coisas mais significativas  que fiz nunca em momento algum me senti " a maior". Ora a contradição de tudo isto fez com que aos poucos conseguisse ver a tal linha que separa a caridade da caridadezinha. Quantas vez eu fiz a segunda em vez da primeira? Muitas, infelizmente.

 

Cada vez que dei uma roupa que já não me servia a alguém, cada vez que dei o que me sobrava, cada vez que me senti orgulhosa de contribuir para alguma "causa". Uma série de vezes, portanto.

 

Poucas foram as vezes em que, desprendida de orgulhos e munida de humildade ofereci aquilo que me fazia falta, ou fui ao encontro de alguém quando pecisava desse tempo para outras coisas, quando foi então que fiz alguma coisa e senti, no final, uma dor tão forte no coração em vez de uma alegria imensa?

 

É um bom exercício que tenho feito: considerar zero tudo o que faço só para me sentir bem, afinal não o estou a fazer pelo "outro", mas para mim mesma! Não estou a fazer o bem, apenas a alimentar o meu ego...

 

Se imaginar duas caixas vazias - uma para a verdadeira caridade outra para a caridadezinha e, por cada "boa obra" que já fiz, me questionar se o fiz por mim ou pelo outro, qual a caixa que enche primeiro? Pois é, a verdade custa sempre muito a admitir... certamente que poucas foram as vezes em que aquilo que fiz foi totalmente desprovido daquela sensação de superioridade perante os outros e foi feito com dor e humildade...

 

Acho que já vai sendo altura de deixar de falsos moralismos e falsas obras de caridade... preciso de encher a minha caixa da caridade com verdadeiras obras em favor dos outros!

 

 

 

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Noutra ocasião estava Jesus sentado no templo, em frente da caixa das ofertas, e observava como o povo lá deitava dinheiro. Muitas pessoas ricas deixavam grandes esmolas. Nisto, chega uma viúva pobre e põe na caixa duas moedas de cobre com pouco valor. Jesus chamou os discípulos e disse-lhes: «Fiquem sabendo que esta viúva pobre deitou mais na caixa do que todos os outros. Eles deram do que lhes sobejava; ela, porém, na sua pobreza, deu tudo o que tinha para viver."    Mc 12 41:44

 

 

Boa semana!

 

 

 

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Quarta-feira, 22.06.16

Abrir a porta da casa e do coração ao próximo

Como é bom viver com a minha família na nossa casa, uma casa simples, uma família simples, no entanto nada nos falta. Temos até coisas a mais, teremos sempre coisas a mais a não ser que consigamos usar todo o que temos num dia ou dois... mas o mais importante é termo-nos uns aos outros, sermos unidos.

 

Conseguir uma vivência de comunhão e união entre família pode parecer fácil, mas requer algum tempo e alguma flexibilidade, até nas pequenas coisas como a forma como o nosso marido arruma as coisas ou a maneira como os nossos filhos deixam o seu quarto... ou até a mania que a mãe tem de querer as loiças sempre arrumadas nos mesmos sítios... é de facto um trabalho conjunto e que precisa de persistência. 

 

Numa família unida, que vive em comunhão,  todos se alegram com as conquistas de cada um e todos apoiam aquele que precisa. É assim não é? De que me vale estar toda contente e a pensar em ir sair para comer um gelado se o meu marido precisa de ajuda para resolver uma qualquer situação?

 

Viver numa família onde tudo é de todos é um sonho muito bonito que nem todos vêem concretizado! Viver numa comunidade onde existe partilha equitativa de bens é, neste momento um sonho que não passa disso mesmo... nem sempre o foi, se recuarmos aos primeiros tempos depois da morte e ressurreição de Jesus vemos que:

 

Todos participavam fielmente no ensino dos apóstolos, na união fraterna, no partir do pão e nas orações.
Toda a gente andava impressionada com o que se estava a passar, porque Deus fazia muitos sinais milagrosos e maravilhas por meio dos apóstolos.
Os crentes viviam unidos e punham em comum tudo o que possuíam. Vendiam as suas propriedades assim como outros bens e dividiam o dinheiro entre todos, de acordo com as necessidades de cada um. Reuniam-se diariamente no templo. Partiam o pão ora numa casa ora noutra, comendo juntos com alegria e simplicidade de coração. Davam louvores a Deus e tinham a simpatia de todo o povo."
 
 

Não fui eu que inventei, está escrito nos livro dos Atos dos Apóstolos (2 42:47), eu também gosto deste modo de vida, gostava mesmo de viver assim, com a porta da casa aberta, em comunhão e harmonia com os outros! Mas, na verdade cada vez acredito menos que um dia isto possa voltar a acontecer...

 

Ainda assim, acredito na humanidade...

 

Acredito na bondade das pessoas, na generosidade de quem dá sem esperar nada em troca...

 

Acredito no gesto de simplicidade de quem acolhe na sua casa alguém que precisa de um local para viver e para  curar as feridas da vida...

 

Acredito em quem é capaz de complicar toda a sua vida para dizer "sim" quando é preciso...

 

Acredito na coragem de quem larga tudo e vai ajudar nas zonas mais sangrentas deste mundo...

 

Acredito que, se cada um de nós tentar ajudar uma única pessoa, mas ajudar de verdade, o mundo será um dia muito melhor do que aquilo que é hoje!

 

 

 

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por Olívia às 06:40

Segunda-feira, 20.06.16

"Tens tempo, não tens?"

Perguntava-me o Álvaro depois de me pedir que fizesse duas ou três coisas amanhã... olhando-me com um sorriso...

 

 - Sim, tenho tempo.

 

Para aquilo que realmente importa, mesmo que não tenha, hei de arranjar forma de ter tempo. Isto do tempo é uma coisa terrível, às vezes parece que não tenho tempo para nada, depois algo acontece e uma pessoa larga tudo e encontra o tempo para certa coisa.

 

Este foi um fim de semana muito intenso, com pouco tempo, mas com muita vontade de o arranjar. E então, como é que uma pessoa arranja tempo? Boa pergunta. 

 

É muito fácil, há a interminável lista de coisas a fazer, sempre que aparece uma nova faço a seguinte pergunta a mim mesma "isto é mais ou menos importante do que a 1ª coisa da lista?" e conforme a resposta for sim ou não vou adaptando a lista. Pode parecer uma parvoíce, mas tenho fins de semana que a minha lista fica na mesma, no entanto fiz mil e uma outras coisas que apareceram e que considerei mais importantes.

 

Um exemplo simples: na tarde de sábado temos de arrumar a casa, apanhar os alperces que estão a amadurecer, lavar a roupa (na máquina) e estendê-la, apanhá-la, é preciso ainda fazer um orçamento e o pai tem os móveis de uma cozinha para montar. Toca o telefone, alguém muito próximo está a ser levado para o hospital de urgência. Prioridade: largar tudo, o pai segue para o hospital ver o que é preciso, e eu tomo conta do resto, mas não sem antes fazer algum tempo de oração, depois há que  fazer o jantar e tirar a roupa da máquina para não ficar enrolada até ter uma oportunidade de a estender... num espaço de poucos segundos tudo pode mudar na nossa vida... 

 

Nem sei quantas coisas deixei por fazer este fim de semana, não é altura para pensar nisso, sei que o que fiz foi prioritário, este texto por exemplo estou a escrevê-lo enquanto a Lúcia dorme a sesta, depois de termos ido à missa à tardinha, podia não o ter escrito, mas escrevi. Não sei como será esta semana, pouco importa. Momento a momento irei fazendo o que precisa de ser feito, com alegria e dedicação. 

 

Não sei bem quantas coisas estão pendentes na tal lista, mas também não vou enlouquecer por causa disso, uma coisa é certa: a autoridade tributária (finanças) não perdoa, por isso tenho coisas que não posso adiar, as coisas da contabilidade vão ser feitas, sim. As minhas filhas terão atenção, sim. O meu marido terá toda a minha dedicação e atenção quer a nível pessoal, quer a nível de trabalho (aqui gostamos desta mistura explosiva), a 2ª carta da Palavra Partilhada segue esta semana (pelo menos metade) e mais uma ou outra coisa que agora não posso contar para não estragar a surpresa também estão a ser feitas...

 

Agora vou aproveitar o resto da sesta da Lúcia para estender mais uma máquina de roupa, para fazer o jantar, para arranjar as coisas para amanhã, para comer qualquer coisa... sim, que não há Rosa Mota que bata em velocidade uma mãe com uma lista de coisas a fazer enquanto o bebé dorme, certo?

 

(...)

 

Ok, acho que é altura de rever as prioridades da lista... já estou a ouvir ali uma conversa de bebé... agora vou mudar para o "modo filhas acordadas", mais logo pelas 21:00 volto ao "modo filhas a dormir" e continuo a fazer mais qualquer coisa!!!

 

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Só consigo aceitar que as coisas fogem ao meu controlo se acreditar desde logo que não sou eu que as controlo, caso contrário o mais certo é começar a enlouquecer cada vez que quero fazer isto ou aquilo e não consigo... na semana passada li este versículo e guardei-o na memória:

 

Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo."
Mateus 6:34

 

 

Boa semana!

 

 

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por Olívia às 06:30

Quinta-feira, 16.06.16

A outra aldeia

Hoje não vou escrever sobre a aldeia onde moro, mas sobre a aldeia a que pertenço enquanto família de Caná. Esta nossa aldeia tem estado de certa forma "adormecida", mas vigilante. Sabemos que nem sempre conseguimos estar todos juntos, mas isso não nos impede de sabermos que estamos unidos muito para além da partilha do mesmo espaço físico. 

 

Quando nos propusemos a dar os primeiros passos na concretização desta aldeia sabíamos desde logo que não seria fácil fazermos um encontro mensal, tínhamos na altura alguns projetos e tentámos encontrar formas de nos colocarmos ao serviço. Pensámos em estar junto dos jovens que se preparam para o matrimónio, ou dos pais que pedem o batismo dos seus filhos, pensámos em estar próximos de famílias que precisassem de apoio espiritual... enfim ideias e mais ideias... no entanto o tempo foi passando e algumas destas ideias foram ficando a aguardar oportunidade de serem concretizadas. 

 

Agora, ficámos a saber que está para ganhar "vida" o novo site das famílias de Caná, está aos poucos a receber contributos das várias aldeias e isso fez-me repensar e reanimar a chama que ardia muito pequenina na nossa aldeia.

 

Quem me conhece sabe que eu tenho a ligeira tendência a fazer listas e tabelas, é mais forte do que eu, assim resolvi tentar traçar um "plano" para o resto deste ano de 2016. Depois de trocar alguns emails com a família da Marta e do João chegámos à conclusão de que faríamos o nosso melhor para que a aldeia continuasse e que avançávamos então com o plano anual, que será dedicado essencialmente ao serviço/visitação.

 

O plano completo estará então disponível no novo site, muito em breve, para já fica o convite a quem se quiser juntar connosco no dia 2 de julho - o primeiro sábado do mês - iremos procurar agendar um encontro na instituição onde a Margarida viveu durante algum tempo:

 

 

Local:   Santarém 15h Consagração e Rosário Visita à Fundação Andaluz - Entrega de bens

 

 

É muito simples juntarem-se a nós, basta entrarem em contacto para que possamos encontrar-nos num local central (exemplo: igreja do Milagre), daí seguimos para a fundação onde teremos certamente a oportunidade de fazer uma pequena visita.

 

Não tenham medo de arriscar, apareçam!

 

 

 

 

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Sexta-feira, 03.06.16

Palavra Partilhada #3

 

Porque dois serões não chegam, junto mais uns minutos ao longo do meu dia, e assim, semana a semana a Palavra vai sendo partilhada!

 

 

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Quem quiser fazer parte das pessoas que recebem uma destas cartas - mensalmente* - as inscrições são feitas no formulário disponível ali na barra lateral do blogue!

 

 

 

Estas já estão prontas a seguir viagem!

 

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 Agora, vamos às próximas, que em breve teremos novidades... e quem sabe uma casa nova!

 

 

*é esse o meu objetivo por agora

 

 

 Nota:

É importante confirmar a morada, código postal incluído a fim de que a carta chegue ao destino certo!

 

 

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por Olívia às 06:35

Sexta-feira, 20.05.16

A Palavra Partilhada #2

E aqui fica em quase-primeira-mão o símbolo que já corre por esse mundo fora!

 

É verdade, depois de um serão e algumas tentativas falhadas penso que consegui representar numa imagem a ideia de que a Palavra pode ser lida, meditada, partilhada e vivida um pouco por todo o mundo. Algumas das cartas já seguiram, umas para perto outras para bem longe! 

 

palavrapartilhada.jpg

 

 

 

Quando abrirem a caixa do correio e virem esta imagem toscamente colada no verso do envelope chegou a vossa casa um pedacinho da Palavra que nunca, nunca nos deixa sem alento!

 

Quem ainda não se conseguiu inscrever, basta clicar ali ao lado (Palavra Partilhada)e preencher o formulário, assim que recebo a inscrição, junto ao próximo grupo de cartas que escreverei - estou a guardar pelo menos dois serões para o fazer - assim todos receberão uma carta num curto espaço de tempo, depois é uma questão de ir rodando para que os primeiros voltem a receber uma nova carta!

 

Caso haja algum acontecimento especial, alguma data marcante, algum problema específico basta indicar lá no questionário e terei em atenção a isso na carta que enviarei. 

 

É que uma coisa é escrevermos a pessoas que conhecemos, outra é encontrar a inspiração para escrever a alguém de quem só conhecemos o nome! 

 

 

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