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Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!



Sábado, 08.07.17

Tarefas domésticas

AVISO: »»---- Post não recomendado a feministas pessoas sensíveis----««

 

Cada família tem uma rotina própria no que a tarefas domésticas diz respeito. Se há ou não divisão ou se há tabela rotativa de tarefas, esse género de coisas. Aumentando a família, aumenta o trabalho, aumenta a quantidade de roupa, de loiça, de compras no supermercado, as paredes aparecem misteriosamente riscadas, cortinados cortados ou rasgados e muito, muito lixo para gerir!

 

Sair de casa dos pais, além de se poder ter o próprio espaço, implica gerir uma casa, que por sua vez inclui - além de escolher toalhas a combinar com os pratos e copos para várias ocasiões - a limpeza e a manutenção do espaço... e toda a gente que já saiu de casa dos pais sabe... dá muito trabalho!

 

Na nossa casa sou eu quem cuido da limpeza, da roupa e da comida. Juntamente com a minha descendência -as mais velhas - esforçamo-nos por manter o nível básico de limpeza e arrumação da casa, por fazer a comida e por ter roupa lavada e passada nos roupeiros. Nunca tivemos empregada doméstica e não está nos nossos planos vir a ter. Em alturas criticas a minha mãe deu-nos sempre uma grande ajuda, neste momento prefiro que ela fique com a Lúcia e dedico-me mais à casa.

 

Nestes mais de catorze anos de "gestora da casa" já falhei muitas vezes e em muitas coisas. Alturas houve em que a casa estava sempre muito bem cuidada, depois aquela época terrível em que deixei de querer saber e ainda a época em que quase-quase consegui ter a casa minimamente em ordem... depois chegou a Lúcia e novamente as coisas começaram a "andar", quanto mais deixamos "para depois", menos fazemos, porque o depois demora muito a chegar. Quero com isto dizer que existiram fases na minha vida em que não tive nem tempo, nem coragem para cuidar da casa como deveria.

 

Sendo que é suposto sentirmo-nos bem em casa, sabendo que não ser a fada do lar esperada não é um defeito, mas uma realidade resolvi recomeçar. Não do zero, porque é impossível retirar tudo de casa e começar de novo, mas do ponto onde estamos.

 

  1. Eu quero que a minha casa seja um local simples, limpo, arrumado e organizado
  2. não tenho tempo para me dedicar a "limpezas de verão" e
  3. temos muita tralha em casa

 

Desta vez, mudei de atitude, se antes considerava que era um sacrifício cuidar da casa, ter mil e uma outra coisas para gerir ao mesmo tempo; passei a considerar o tempo que dedico à casa um tempo de doação, de amor e um tempo meu. Posso ter uma casa à minha imagem, posso colocar tudo o que sou nestas pequenas tarefas aborrecidas, posso oferecer à minha família uma casa cuidada.

 

Isto já vai longo, mas como o blogue é uma espécie de diário, vou continuar...

 

Com a decisão tomada só precisava de força e coragem. Porque a casa estava uma verdadeira confusão (pena ter tão poucas fotografias do "antes" e nenhuma dos sacos de lixo que já retirei... Assim pensei em recorrer à minha "dose de vitaminas" para ganhar mais energia, comecei pouco a pouco, uma hora por dia, as tardes de sábado, as manhãs de domingo... e vejo o quanto já consegui fazer, mais do que "organizar" vejo que esta força e coragem finalmente chegaram, sem sequer ter ido à farmácia! Quantas graças dou em cada dia por esta mudança! Quantas ainda tenho de dar!

 

Não tenho uma data para concluir esta tarefa, mas sei que o farei nos próximos meses.

 

Então e o teu marido, perguntam vocês? Ah... o meu marido tem sido uma grande ajuda, remodelou o nosso quarto o que me obrigou a retirar tudo de lá, colocou chão no roupeiro o que me obrigou a tirar tudo de lá, pintou toda a parte de cima da casa (escritório - sala - espaço de biblioteca) o que... sim, me obrigou a tirar muita, muita coisa de lá!!!

 

É o meu marido que mantém as coisas em funcionamento, é ele que repara, que concerta, que aparafusa e fura, que tem grandes ideias para mudar a casa e ajuda na sua concretização... é ele que incentiva a ideia de destralhar, tendo já feito grandes progressos nas suas "zonas de trabalho", sim, o meu marido não aspira, nem faz comida, não lava loiça, nem passa a ferro, mas tem grandes responsabilidades na manutenção da casa e do quintal... dos carros e das ferramentas das obras... e dos mimos às suas quatros mulheres da casa!

 

Ele é o pilar, eu sou a trave e é assim que a nossa casa, o nosso lar, a nossa família se vai mantendo erguida!

 

 

 

 

 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Olívia às 08:02


10 comentários

De Diana a 08.07.2017 às 11:11

Querida Olívia, 
Desculpa-me a ousadia mas tenho de te fazer um reparo quanto ao "aviso" de que o post não era recomendado a feministas.
Ser feminista é defender que homens e mulheres são iguais em direitos e em deveres. Se ambos cuidam da casa, cumprem ambos o seu dever! Ser feminista não é querer que os homens façam tudo e as mulheres nada, esse tipo de ideia é algo a que alguns chamam feminazismo (fala-te uma pessoa que estuda o feminismo na universidade)... as feministas apenas querem ter os direitos que os homens não têm na sociedade onde vivem, querem apenas igualdade. Se o teu marido também trabalha em casa, não há qualquer conceção machista que se aplique à vossa família. Sim, está bem, cada um desempenha um pouco o papel de género para o qual foi educado - tu cozinhas e ele pinta e repara a casa - mas isso não tem mal nenhum e não é contra isso que as feministas se insurgem. 
Desculpa-me mais uma vez a ousadia e o comprimento do comentário. Muitos beijinhos! :*
 

De Olívia a 08.07.2017 às 20:31

Obrigada Diana pela explicação. Quando escrevo sobre estas coisas tenho sempre receio dos comentários...
Bjs

De Alguém, algures a 08.07.2017 às 18:46

Cara Olívia, de facto: é necessário adotar amar viver.
Trabalho fora de casa, maioria das vezes entre 10 a 12 horas. Um desgaste.Tenho dois filhos e não reparto tarefas. Tudo funciona, com regras e muita rotina (rotina de escola, de fim de semana, de relax, de férias, etc), há sempre uma boa gargalhada ao jantar.
Amo viver e às vezes penso que consigo ser uma grande mulher. 
Sou mesmo.
Somos todas, se quisermos.
Penso que está de parabéns, por isso, muitos e bons anos de vida.

De OBLADI OBLADÁ a 08.07.2017 às 19:24

Pois... acho que o seu marido deve ser do Sporting.

De OBLADI OBLADÁ a 08.07.2017 às 19:33

Será que o seu marido é sportinguista?

De Olívia a 08.07.2017 às 20:29

Então porquê? 
Alguma teoria que queira partilhar??

De Bruxa Mimi a 09.07.2017 às 22:30

Também fiquei curiosa!

De Macela a 08.07.2017 às 20:42

Esta conversa de todos terem de fazer de tudo, já começa a cansar. Lembrem-se mas é de perguntar se esta família é feliz como está. Se o for, ninguém tem nada que   ver com quem faz o quê. Bem vistas as coisas, não me parece, que esta obsessão com a divisão das tarefas tenha tornado as uniões mais felizes. 

De Helena Le Blanc a 09.07.2017 às 19:10

Ola Olívia


Já tinha visto no Instagram (hoje cedo) algumas fotos e o termo "destralhar". Gostei.
Agora que li o teu post, adorei. 
Há um livro que li há anos atrás que fala da quantidade de coisas que temos na nossa vida. Esse livro deu-me outra visão das coisas, mas a "cereja" no topo do bolo foi quando tive que "desmantelar" um apartamento de alguém (sem família) que tinha falecido. Acho que fiquei "traumatizada", "marcada" para o resto da minha vida. 
Assim, de tempos em tempo vou fazendo arrumadelas (rotativas) aos espaços. Apesar de gostar, se não usei nos últimos 3 meses é porque não preciso e dou. O mesmo para peças decorativas: só o que gosto mais mais mais é que fica e tem que ter pelo menos o triplo do espaço ao lado vazio (mais ou menos).
Eu tenho um problema nestes processos: o meu marido. Nós temos tarefas domesticas divididas e neste campo (decorativo) ele opina imenso (o que não dá jeito nenhum)!
Concluindo, gostei muito do "destralhar".
Beijinhos

De Bruxa Mimi a 09.07.2017 às 22:30

Muito bem!

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