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Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!



Segunda-feira, 12.12.16

"Tens coisas tão bonitas"

Quando eu era miúda, sempre que a minha mãe fazia as limpezas grandes, ficava maravilhada com as chávenas e os pires bonitos, com os copos de pé alto, tudo era retirado dos armários, limpo e regressava novamente ao seu lugar. Eu adorava brincar ao faz de conta, um dia também teria copos bonitos e faria festas na minha casa... e assim tem sido. Nas festas costumamos colocar as loiças mais bonitas, os copos de pé alto...e agora já não é faz de conta, é mesmo verdade.

 

Cá em casa temos loiças de uso regular, são por norma mais simples e resistentes - e mesmo de vez em quando lá vai um copo - e temos muitas outras coisas guardadas. É uma pena. Eu sou das pessoas que usam tudo o que recebem, nem que seja uma vez. Mas existem coisas que raramente são colocadas "ao serviço" da família.

 

Um dia ouvi o seguinte comentário/questão: se as pessoas cá de casa são as mais queridas, as mais importantes porque é que guardamos as melhores loiças e toalhas para quando vêm pessoas de fora? Não devemos nós mimar acima de tudo os que estão connosco todos os dias e nos aturam as neuras?

 

É tão, mas tão verdade... ontem recordei-me disto enquanto andava para lá e para cá a reorganizar a cozinha - é que ganhei uma nova bancada reciclada e trazida de uma obra que o pai está a fazer - tirei tudo dos armários e limpei para voltar a guardar... a Margarida quando ia vendo as coisas disse: "tens coisas tão bonitas...", mais tarde já depois do jantar a Maria olhava para a bancada e disse com ar sonhador "tens coisas tão bonitas..."

 

Não é "tens" é temos, expliquei eu: as coisas são nossas, da nossa família!

 

As coisas que temos não brilham se não forem usadas pelos que amamos, com os que amamos, são meras coisas que descansam alinhadas nas prateleiras dos armários... as coisas só têm valor quando as partilhamos no dia a dia... e não apenas nos dias de festa ou quando temos visitas...

 

Nesta quadra vamos usar as loiças bonitas, mesmo quando estivermos só os 5!

 

E no ano que vem também.

 

Afinal haverá alguém mais importante do que as pessoas que estão connosco na saúde e na doença, na alegria e na tristeza?

 

IMG_20161211_115644.jpg

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Olívia às 13:40


21 comentários

De Loulou a 12.12.2016 às 13:58

Adorei ler!
Concordo plenamente!
Beijinhos

De Olívia a 16.12.2016 às 10:19

Obrigada!

De Sónia a 12.12.2016 às 15:07

Eu uso tudo o que tenho... tudo, no dia a dia.
Uso o melhor perfume, a melhor toalha, não guardo nada para as traças, hehehe
As coisas, são isso, coisa! Para usufruirmos, para desfrutarmos, para nos sentirmos mais alegres e saborearmos mais o chá, só porque a chávena é mais elegante ;)
Temos de aproveitar o dia a dia, o presente, sempre...


Beijos doces

De Olívia a 16.12.2016 às 10:20

Tu estás a tornar-te muito sábia, minha amiga!

De Sónia a 16.12.2016 às 10:26

:) estou sempre a aprender, isso sim!

De omeumaiorsonho a 12.12.2016 às 20:27

Sem dúvida concordo inteiramente contigo 

De Isabel Silva a 12.12.2016 às 21:53

Estás certíssima Olivia! As coisas são para disfrutarmos delas, senão para que servem??? 
Beijinhos com muitas saudades

De Olívia a 13.12.2016 às 16:22

Saudades?
A ver se estão na missa este domingo!!!!
Surpresa!!!

De Isabel a 13.12.2016 às 22:15

Estamos pois! 
Curiosamente temos um almoço de família em casa, e vamos usar aquele típico serviço de natal. Piroso não é? Mas pronto, tem valor sentimental! Então até domingo! Beijinhos 

De Catarina a 13.12.2016 às 10:12

Tens toda a razão. Temos que nos mimar a nós e à família porque no fundo são eles que contam.

De Olívia a 16.12.2016 às 10:19

Verdade!!!

De Bruxa Mimi a 13.12.2016 às 21:12

Querida Olívia, o que escreveste faz todo o sentido e fez-me lembrar a altura antes do casamento, em que eu e o Rogério andámos a escolher coisas para a casa. Fomos a uma loja em Lisboa, onde fizemos lista de casamento (eu considero que ajuda haver uma lista, não obriga ninguém mas ajuda a oferecer alguma coisa que faz falta em vez de algo que pode não ter utilidade nenhuma para o casal em questão). Escolhemos um serviço de loiça do mais simples que há, todo branco, para usar no dia a dia. A funcionária(o?, já não me lembro) perguntou se queria ver também conjuntos de loiça para ocasiões especiais. Eu respondi que não me interessavam os conjuntos com dourados, etc., pelo que não queria. Ela (ou ele) disse-me que havia outros mais simples e mostrou-me um que me agradou muito, pelo que acabámos por ficar com ele. Usamos este serviço só em ocasiões especiais, que quase sempre envolvem também outras pessoas, mas, na verdade, há várias vezes que que faria sentido utilizá-lo e não o fazemos (inclusive quando temos pessoas em casa, o que não acontece assim tantas vezes, mas acontece!).
Onde eu acho que tenho mesmo de usar mais os "especiais", é na roupa, sobretudo nas crianças. Em pequenas, em que a roupa deixa de servir tão depressa, não faz mesmo sentido guardar para "aquela ocasião" - quando a ocasião chegar, já a roupa não serve!

De Olívia a 16.12.2016 às 10:18

Exatamente. "Aquela ocasião" é o aqui e o agora!

De Maria vai com todos a 14.12.2016 às 19:25

Eu nessa brincadeira de brincar com as coisas bonitas da minha mãe, para mim continuam a ser dela, parti um copo de cristal... na minha testa.
Só por esta lembrança, já adorei o texto.

De Olívia a 16.12.2016 às 10:18

Eu até perguntava pelo copo... mas a testa deve ter ficado bem pior!!!!

De Maria Ribeiro a 16.12.2016 às 09:58

Ao ler isto lembrei-me da minha mãe e das coisas dela que eu tanto estimo, é a primeira vez que vou passar o natal sem ela, pois partiu para Deus este ano, estou a sofrer mas vou fazer o natal como ela o fazia e usar as coisas lindas dela com carinho e saudades.

De Olívia a 16.12.2016 às 10:17

E é a coisa mais bonita que poderia fazer. Manter vivas pequenas tradições e recordar com amor, homenagear.
Desejo-vos um Santo Natal. De coração.

De Helena Faria - Design e outros Desvarios a 16.12.2016 às 10:53

Cá em casa tivemos essa mesma reflexão há uns anos, e chegamos à mesma conclusão :) afinal, coisas são só coisas :)

De mami a 16.12.2016 às 11:43

concordo plenamente contigo. temos de deixar de viver para o exterior e valorizar efetivamente o quem nos aquece o coração!

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