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Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!



Quinta-feira, 14.01.16

Traumas e depressões

Duas palavras tão feias, mas tão feias que até assustam o próprio susto! Infelizmente não são apenas palavras, fazem parte da realidade de muitos de nós.

 

Na primeira consulta no centro de saúde, já depois da Lúcia ter alta do hospital, a enfermeira esteve "à conversa" comigo durante muito tempo... na altura achei aquilo um exagero... até deu tempo da Lúcia comer, de lhe mudar a fralda e todas essas coisas. Mais tarde apercebi-me de que deve ter sido propositado. O tipo de conversa e o encadeamento das coisas tinham um propósito certamente, e esse propósito era averiguar o meu estado mental, a minha disposição e a minha "relação" com a minha filha.

 

Só me apercebi disto mais tarde quando, em conversa com uma amiga, ela me relatava uma situação complicada também com uma parente que tinha tido bebé na mesma altura que eu, e que tinha a bebé na incubadora por causa de problemas respiratórios, essa mãe não aguentou a pressão e apresentou um quadro clínico depressivo, muito depressivo. Quem a pode criticar? Ninguém.

 

Quando passamos por situações de muita pressão ou traumáticas, quando situações complicadas se acumulam, quando não vemos saída para os nossos problemas, quando ficamos traumatizados com acontecimentos da nossa vida... ela está lá à nossa espera, só quem já passou por isto é que sabe o que custa...

 

E é nestas alturas que o apoio da família e dos amigos é fundamental, não para "bater mais no ceguinho", mas para mostrar que ali estão para o que for preciso. Isto faz-se com uma palavra, não com lições de moral!

 

Felizmente que desta vez tive Algo a que me agarrar, desta vez estava mais forte e muito mais apoiada, desta vez consegui seguir com a minha vida, desta vez consegui deixar que o trauma se fosse desvanecendo aos poucos... desta vez consegui superar a fase de insegurança e de incerteza... até agora estou a aguentar-me, sempre com os olhos e o coração postos na minha família. Bem sei que às vezes, quando recordo o que aconteceu, fico triste, mas aos poucos tudo não passará de uma recordação...

 

Por tudo isto peço a Deus por todas as pessoas que neste momento sofrem com com a depressão, que elas possam, tal com eu, sair vencedoras e cheias de confiança. Peço também pelos que com elas convivem, para que não percam a esperança. Deus na sua infinita misericórdia dar-vos-á força para não desanimarem!

 

 

 

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por Olívia às 06:13


3 comentários

De Catarina a 14.01.2016 às 09:58


Muito bem dito Olívia Para mim, o principal problema desta doença é que, muitas vezes, a pessoa nem se apercebe que está deprimida. Pensa que anda um pouco em baixo ou cansada quando de facto já está com depressão. Devemos estar alerta de forma a podermos ajudar.

De D. a 14.01.2016 às 20:25

Fico contente por saber que o desânimo não se apoderou de si e que está a recuperar bem do início de vida traumático da Lúcia. 
E já sabe, sempre que sentir que não está a conseguir aguentar-se lá muito bem pode contar com o nosso apoio e as nossa orações.

De Lilian a 15.01.2016 às 09:32

Como psicóloga, fico muito contente de haver profissionais de saúde de primeira linha, como a sua enfermeira, que se dedicam também à prevenção da saúde mental, que é tão importante como a saúde fisica.
É claro que também estou muito feliz por a Olívia e a sua bebé estarem bem!
Muitas felicidades!

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