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Adotar Amar Viver

Somos uma família católica que investe no tempo de família, aprendendo e ensinando, amando e vivendo com simplicidade. Somos o Álvaro e a Olívia, a Margarida, a Maria e a Lúcia!



Sexta-feira, 12.06.15

Vidas verdadeiras

 

Muitas vezes temos tendência a imaginar que a vida de A ou B é muito melhor do que a nossa, seja por causa da casa, do emprego, dos filhos, das férias... ainda que inconscientemente ou sem maldade quantas vezes eu não pensei já "como é que eles conseguem fazer/ter isto ou aquilo?"

 

Mas, muitas vezes somos também levados a acreditar que existem vidas em tons de rosa, e que no fundo são vidas cinzentas, que apenas mostram um verniz brilhante à superfície... vendo bem as coisas barafustam como eu, comem arroz de marca branca com ovos mexidos e bebem água às refeições, quando não é batatas com atum... em alguns blogues que não me recordo agora quais já li sobre isto, "tias" a comprar tudo o que há em promoção nas grandes superfícies com medo que o mundo acabe amanhã, pessoas que fazem "aparentemente" grandes vidas e depois não têm dinheiro, e por aí fora...

 

Na nossa casa há risos, há ralhetes, há gritaria, embirrações, piadas, mau humor, bom humor, neura e momentos de paz. Na nossa casa há gente, com feitios diferentes, com ideias diferentes, mas com uma mesma raiz.

 

Na nossa casa há boas refeições ainda que simples, há gelado, bolo e imagine-se aos fins de semana há caracóis (eu sei da grande polémica este ano por causa disso, eu nem gosto, mas o pessoal lá de casa adora!)

 

Na nossa casa agradecemos o que temos sobre a mesa para as refeições e não pedimos mais do que o pão para cada dia.

 

Na nossa casa existem pessoas normais, que se alegram e que se entristecem, que brigam e que perdoam...

 

E tudo isto para registar aqui esta pequena história que ouvi no outro dia:

 

«Um importante empresário viaja em grande estilo no seu jato privado, durante a viagem apercebe-se da solidão e ao olhar uma pequena quinta lá em baixo repara num agricultor que trabalha na terra, ao lado vê uma figura feminina a estender roupa no estendal e duas pequenas crianças a brincar.

 

Ao ver esta linda cena pensa "Eu, um homem tão rico estou aqui sozinho , enquanto que aquele homem simples está junto dos que ama, aquilo é que é felicidade!"

 

Enquanto isto, um homem do campo, cultiva um pedaço de terra para ter comida na mesa, olha e vê um jato a passar muito baixo e pensa:

 

"Olhem só para aquilo, ali viaja um magnata cheio de estilo, come e bebe sem se preocupar e eu aqui a aturar estes miúdos barulhentos e a mulher a chatear-me a cabeça porque não faço nada em casa... aquilo é que é felicidade!"»

 

Engraçado não é?

 

Talvez, em alguma ocasião e em algum lugar, a nossa humilde família seja referência para alguém, que nunca deixemos de transparecer aquilo que realmente somos, que não nos façamos de "grandes" quando na verdade somos pequenos, que não nos enalteçamos pois na verdade somos pessoas simples, que não aparentemos uma vida fútil e vazia, quando a nossa vida deve ser sinal de simplicidade e de alegria!

 

 

 

 

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por Olívia às 06:00


4 comentários

De marrocoseodestino a 12.06.2015 às 07:08


Muitas vezes em conversa com os meus pais especialmente quando me falam que este ou aquele se divorciaram e que eram tão felizes  ou que ele a tratava tão bem eu pergunto "como é que sabes? Vivias com eles?" Muitas vezes as pessoas têm ideias erradas sobre a vida dos outros, umas vezes por culpa das próprias pessoas que mostram uma vida que não têm na realidade e outras porque quem está de fora acha que sabe.
Há coisas que não mudam e estas situações  são uma delas.
Beijinho

De Olívia a 12.06.2015 às 09:04

É bem verdade...

De celia a 12.06.2015 às 08:49

Ola, Oliva!
O ser humano repara sempre no que o outro tem (mesmo até os "defeitos" são sempre eles que tem) mas esquece-se de aproveitar e viver as suas poucas coisas, tantas e tão grandes aos olhos de Deus!!
Beijinhos, celia

De Olívia a 12.06.2015 às 09:05

Parece que cada vez mais se vive uma vida de aparências, coisa que quero muito contrariar... e dar valor às pequenas coisas do dia a dia!


Bjs

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